quinta-feira, 7 de maio de 2020


Taxa Selic chega ao menor nível da história


O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central cortou hoje a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual, de 3,75% para 3% ao ano. É o menor patamar desde o início da série histórica, em 1996. A decisão foi unânime.

O comitê argumenta que, neste momento, a economia requer "estímulo monetário extraordinariamente elevado", mas deixou em aberto a possibilidade de novos cortes nos juros. A trajetória fiscal ao longo do próximo ano será decisiva "para determinar o prolongamento do estímulo", explicou o comitê.

"Apesar da provisão adicional de estímulos fiscal e monetário pelas principais economias, o ambiente para as economias emergentes segue desafiador, com saída de capitais significativamente superior à de episódios anteriores", acrescenta o Copom.

Este foi o sétimo corte seguido, o terceiro anunciado neste ano, e ocorre em meio a preocupações sobre os efeitos do coronavírus no mundo.

Vários países têm adotado medidas para tentar estimular suas economias e evitar uma crise. O banco central dos EUA (Federal Reserve, ou Fed), por exemplo, fez dois cortes emergenciais de juros —o último aconteceu em 15 de março, para perto de zero.

Ciclo de cortes da Selic começou em 2016

Em outubro de 2016, o BC deu início a uma sequência de 12 cortes na Selic. Neste período, a taxa de juros caiu de 14,25% ao ano para 6,5% ano. De maio de 2018 até junho de 2019, a taxa foi mantida no mesmo patamar. Foram dez encontros do Copom sem mudanças na Selic.

No final de julho do ano passado, o Copom reduziu a Selic em 0,5 ponto percentual, para 6% ao ano. Em dezembro, a taxa já estava em 4,5% ao ano. Em fevereiro deste ano, foi reduzida novamente, para 4,25%; em março, para 3,75%.

Juros ao consumidor são mais altos

A Selic é a taxa básica da economia e serve de referência para outras taxas de juros (financiamentos) e para remunerar investimentos corrigidos por ela. A Selic não representa exatamente os juros cobrados dos consumidores, que são muito mais altos.

Poupança rende menos

Com os juros baixos, a poupança rende menos devido a uma regra criada em 2012. Quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a rentabilidade da poupança é de 6,17% ao ano (0,5% ao mês) mais TR (Taxa Referencial). Porém, quando a Selic é igual ou menor que 8,5%, a poupança passa a render 70% da Selic mais TR.

Juros x inflação

Os juros são usados pelo BC como uma ferramenta para tentar controlar a inflação ou tentar estimular a economia. De modo geral, quando a inflação está alta, o BC sobe os juros para reduzir o consumo e forçar os preços a cair. Quando a inflação está baixa, o BC derruba os juros para estimular o consumo.

A meta é manter a inflação em 4% neste ano, mas há uma tolerância de 1,5 ponto para cima e para baixo, ou seja: pode variar entre 2,5% e 5,5%. No ano passado, a inflação fechou em 4,31%, dentro da meta do governo para 2019.

O índice de março deste ano, o último divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ficou em 0,07%, o menor para o mês em mais de 20 anos

Fonte Banco Central, UOL, G1

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020


Mais uma queda na Taxa Básica de Juros da Economia

Na quarta-feira passada dia 5/02, O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central cortou mais uma vez a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, e com isso a taxa foi de 4,5% para 4,25% ao ano. Agora esta taxa é o menor patamar desde o início da série histórica, que se iniciou em 1996. Com esta queda o que se pode perceber é que foi o quinto corte seguido, e a decisão dos especialistas do COPOM foi unânime.

Em comunicado à imprensa, o Copom indicou que deve parar de baixar os juros por enquanto. "Considerando os efeitos defasados do ciclo de afrouxamento iniciado em julho de 2019, o Comitê vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária", diz o comunicado.

Os próximos passos, ainda segundo o comitê, continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas para a inflação. Essa foi a primeira reunião do Copom no ano. No último encontro, que foi realizado em 11 de dezembro, o Banco Central havia reduzido a Selic de 5% para 4,5% ao ano.

Ciclo de cortes da Selic iniciou em 2016

Em outubro de 2016, o Banco Central deu início a uma sequência de 12 cortes na Selic. Neste período, a taxa de juros caiu de 14,25% ao ano para 6,5% ano. De maio de 2018 até junho de 2019, a taxa foi mantida no mesmo patamar. Foram dez encontros do Copom sem mudanças na Selic.

No final de julho do ano passado, o Copom reduziu a Selic em 0,5 ponto percentual, para 6% ao ano. O último corte foi feito em dezembro, de 5% para 4,5% ao ano.

Juros ao consumidor são mais altos

Essa queda na Selic não representa uma diminuição dos juros cobrados diretos ao consumidor. A Selic é a taxa básica da economia e serve de referência para outras taxas de juros (financiamentos) e para remunerar investimentos corrigidos por ela. E sendo assim, a Selic não representa exatamente os juros cobrados dos consumidores, que são muito mais altos.

Segundo os últimos dados divulgados pelo Banco Central, a taxa de juros média do cheque especial, por exemplo, foi de 302,5% ao ano em dezembro, enquanto a do rotativo do cartão foi de 318,9.

Poupança rende menos

Com os juros baixos, a poupança rende menos devido a uma regra criada em 2012. Quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a rentabilidade da poupança é de 6,17% ao ano (0,5% ao mês) mais TR (Taxa Referencial). Porém, quando a Selic é igual ou menor que 8,5%, a poupança passa a render 70% da Selic mais TR.

Juros x inflação

Os juros são usados pelo Banco Central servem como uma ferramenta para tentar controlar a inflação. De modo geral, quando a inflação está alta, o Banco Central sobe os juros para reduzir o consumo e forçar os preços a cair. Quando a inflação está baixa, o BC derruba os juros para estimular o consumo.

A meta é manter a inflação em 4% este ano, mas há uma tolerância de 1,5 ponto para cima e para baixo, ou seja, pode variar entre 2,5% e 5,5%. A inflação fechou 2019 em 4,31%, dentro da meta do governo para o ano passado, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

Queda na Dívida Pública brasileira

Na esteira da queda dos juros básicos nos últimos anos, o custo da dívida pública brasileira terminou 2019 no menor nível da história. Dados do Banco Central mostram que a taxa de juros implícita da dívida bruta do País no acumulado de 12 meses fechou o ano passado em 7,8%. Um ano antes, estava em 8,3%.

Cálculos do Ministério da Economia indicam que a redução da Selic gerou, apenas no ano passado, uma economia de R$ 68,9 bilhões no serviço da dívida. O montante é superior a todo o investimento feito pelo governo federal em 2019, de R$ 56,6 bilhões. Em quatro anos, até 2022, sem mudanças nas condições, essa economia seria de R$ 417,6 bilhões, sendo R$ 120 bilhões só neste ano.

Composição do COPOM

O Copom é composto pelos oito membros da Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil, com direito a voto, sendo presidido pelo presidente do Banco Central, que tem o voto de qualidade.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Endividamento Familiar em 2020
  
O ano de 2020 iniciou com menos endividamento para uma parcela significativa das famílias, segundo a CNC(Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo),

O porcentual de famílias com dívidas diminuiu para 65,3% em janeiro, após ter chegado a um nível acima de 65% em dezembro de 2019 e que foi o maior patamar da série histórica da PEIC(Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor).

Ainda de acordo com a CNC esse percentual de famílias inadimplentes recuou de 24,5% em dezembro de 2019 para 23,8% em janeiro de 2020.

O total de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso - e que, portanto, permaneceriam inadimplentes - diminuiu de 10% em dezembro para 9,6% em janeiro.

Mas se a comparação for em relação ao início do ano de 2019 então veremos que existem muitas famílias endividadas, pois em janeiro de 2019 o número de inadimplentes era de 22,9% isto é menor que em janeiro de 2020 e se considerarmos as famílias que declararam não ter condições de honrar suas dívidas era em janeiro de 2019 de 9,1% e, portanto, menor que o de janeiro de 2020.

Sendo assim o que essa pesquisa nos mostra de fato é que em um ano as famílias não conseguiram diminuir o seu endividamento e sim o viram crescer, sendo assim percebemos que estamos vivendo numa estagnação grande com enorme desemprego e com uma grande demora de retomada, essa demora faz com que cada vez mais famílias possam se endividar.

A alternativa que muitas famílias estão fazendo é diminuir seus custos, recuando no padrão de vida e com isso dando a falsa sensação de que houve uma diminuição do endividamento em janeiro de 2020.

Então vida que segue em 2020...

quarta-feira, 18 de setembro de 2019


Comitê de Política Econômica baixa a Taxa SELIC

A meta para os juros básicos (SELIC) foi cortada em 0,5 ponto percentual pelo Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central (BC) do Brasil.

A Selic passa de 6% para 5,5% ao ano a partir desta quinta-feira e vai até, pelo menos, 30 de outubro, quando o Copom se reúne novamente para discutir a sua política monetária.

Contextualização

A taxa Selic é usada pelo BC no controle da inflação. Quando a alta média dos preços está além da desejada, a Selic é ajustada para cima. Isso encarece o custo de empréstimos e financiamentos bancários, e pressiona o consumo e os preços para baixo. E se a inflação está baixa e a economia meio parada? Aí o BC puxa a Selic para baixo, pressionando o consumo e os preços para que subam e dê uma melhorada na economia.

A Selic é chamada também de “taxa livre de risco”. Isso porque serve de referência como o piso aceitável de retorno para qualquer aplicação. Só é bom negócio investir em títulos públicos atrelados à Selic, o investimento mais seguro no mercado, se for para ganhar mais.

Como foi a decisão

Já haviam indícios de que o BC reduziria essa taxa, A decisão foi unânime e veio em linha com a expectativa da maioria dos analistas de mercado. Em comunicado, o Banco Central afirmou que há "retomada do processo de recuperação da economia brasileira" de forma gradual, diversos indicadores de inflação estão em níveis confortáveis" e que há risco de "uma desaceleração mais intensa da economia global". Sobre o processo de ajuste e de reformas, disse que "tem avançado, mas enfatiza que perseverar nesse processo é essencial para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação

Queda constante

O COPOM tem feito em suas reuniões desde outubro de 2016 quedas constantes e com isso já foi contabilizado 12 cortes na SELIC ao longo desse período a taxa caiu de 14,25% aa para 6% aa. De maio de 2018 até junho de 2019 a taxa foi mantida no mesmo patamar e com isso foi somado dez encontros do COPOM sem mudanças na SELIC.

Juros ao consumidor são mais altos

A Selic é a taxa básica da economia e serve de referência para outras taxas de juros (financiamentos) e para remunerar investimentos corrigidos por ela. A Selic não representa exatamente os juros cobrados dos consumidores, que são muito mais altos. Segundo os últimos dados divulgados pelo BC, a taxa de juros média do cheque especial caiu para 318,7% ao ano em julho. Os juros do rotativo do cartão de crédito avançaram a 300,3% ao ano, em média.

Poupança rende menos Desde setembro de 2017

A poupança passou a render menos devido a uma regra criada em 2012. Quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a rentabilidade da poupança é de 6,17% ao ano (0,5% ao mês) mais TR (Taxa Referencial). Porém, quando a Selic é igual ou menor que 8,5%, a poupança passa a render 70% da Selic mais TR.

Juros x inflação

Os juros são usados pelo BC como uma ferramenta para tentar controlar a inflação. De modo geral, quando a inflação está alta, o BC sobe os juros para reduzir o consumo e forçar os preços a cair. Quando a inflação está baixa, o BC derruba os juros para estimular o consumo. A meta é manter a inflação em 4,25% este ano, mas há uma tolerância de 1,5 ponto para cima e para baixo, ou seja, pode variar entre 2,75% e 5,75%. Em julho, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 3,43%, dentro da meta do governo, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.


quinta-feira, 4 de abril de 2019

Um breve entendimento sobre o aparecimento das Fintechs na economia brasileira

Com o crescimento do número de startups e a popularização do termo, nasceram as categorias de startups financeira. Uma dessas categorias criadas foi a fintech, e podemos definir como:

“Uma fintech é uma startup que fornece serviços com foco em finanças”.

Assim, qualquer startup que possua sua atividade relacionada a finanças, ou ao mercado financeiro, se encaixa dentro dessa categoria.

No Brasil, atuam mais de 450 fintechs, número que cresceu cerca de 30% em relação ao ano de 2017. É um mercado que possui bastante interesse de aceleradoras e investidores, o que auxilia no crescimento do número de fintechs.

Existem fintechs em diversas áreas de atuação, segue abaixo os detalhes de algumas delas.

Intermediação de Pagamentos

São as startups que processam pagamentos. Esses pagamentos são feitos via cartão de crédito, onde também disponibilizam a opção de parcelamento, ou até mesmo as formas de pagamento como boleto e transferência.

Na maioria das vezes, cobram taxas percentuais sobre a intermediação dos pagamentos ou um valor fixo, como nos casos de pagamento por boleto.

Algumas empresas fazem o gerenciamento de risco, pois, quem recebe os pagamentos, pode sofrer fraudes ou chargebacks(nos pagamentos com cartão de crédito).

Nesta categoria temos os intermediadores de pagamentos, sistemas de cobrança e gerenciamento de cobrança recorrente. Essa categoria possui mais de 25% do número de startups no Brasil.

Gestão financeira

Nesta categoria temos os softwares e plataformas que ajudam na gestão financeira de outras pessoas e empresas. Normalmente nas atividades das fintechs de gerenciamento financeiro, não existe nenhum tipo de operação financeira.

Podemos incluir nesta categoria os apps de gestão financeira pessoal, ERPs, gestão de pagamento e controle financeiro para empresas.

Empréstimos

Assim com um banco tradicional, estas startups fazem empréstimos a outras pessoas e empresas. Cobram taxas baseadas no risco do empréstimo, tempo e valor.

Possuem alto risco na sua operação, por isso, normalmente recusam fazer empréstimos a clientes que possuam um histórico ruim, onde essas informações são obtidas através de ferramentas específicas, como, por exemplo Serasa Experian e Boa Vista Serviços.

Se diferenciam dos bancos tradicionais, em oferecer uma forma diferenciada e prática nas solicitações de empréstimo. Podendo oferecer isso via internet ou até mesmo por app, sem solicitar uma grande quantidade de documentação.

Seguros

As fintechs de seguros são bem parecidas com as empresas de seguro tradicionais, se diferenciando apenas pela praticidade na contratação das apólices, que podem ser feitas pela internet ou por apps.

Também costumam focar em áreas específicas, como seguro de carros, pessoal, residencial, etc.

Criptomodas

Com o nascimento do Bitcoin em 2009, nos primeiros anos já começaram a nascer as
primeiras empresas de compra e venda de criptomoedas. Funcionam praticamente como uma bolsa de valores, dando até painéis de trade aos seus clientes.

Além do serviço de compra e venda, ou trade, também oferecem a opção de troca entre diferentes criptomoedas, assim como uma casa de câmbio.

Também oferecem a opção de compra de criptomoedas com dinheiro, o que causa bastante problemas para esse tipo de fintech, pois, os bancos utilizados por elas, não aceitam o mercado de criptomoedas como algo legal.

As corretoras de criptomoeda costumam cobrar um valor sobre as transações e em alguns casos pelo saque do valor das criptomoedas para dinheiro.

Investimento

Essas fintechs possibilitam o investimento no mercado de ações de uma forma muito mais simples e prática.

A inovação, além da possibilidade de fazer os investimentos de forma simples por apps ou pela internet, também é destacada pelo uso de bots e inteligência artificial que automatizam as operações de compra e venda usam algoritmos avançados.

Funding

As startups que ajudam na captação de valores se encaixam nessa categoria. Essa captação pode ser tanto para ideias, iniciativas e causas, quanto para empresas que necessitam de investimentos, que podem ser obtidos de investidores anjo e Venture Capital.

Essas empresas costumam cobrar um valor na conclusão da captação dos valores.

Eficiência Financeira

As fintechs desta categoria, são uma das mais disruptivas do mercado. Elas vão de encontro aos grandes bancos tradicionais. São consideradas bancos digitais.

Trazem verdadeiras inovações, criando bancos totalmente online e sem agências, taxas mais baixas ou até inexistentes ao contrário dos grandes bancos que cobram altíssimas taxas até por serviços básicos como emissão de extrato bancário e ainda oferecem péssimos serviços e atendimento burocrático. O maior exemplo desta categoria é o Nubank.

Também entram nesta categoria as fintechs de cartão de crédito, por do mesmo jeito que os bancos digitais, irem contra aos padrões dos emissores de cartões de crédito que possuem os mesmos problemas dos bancos tradicionais.

Eficiência-Financeira

São as fintechs é ajudam outras fintechs em suas operações diárias. Trazem soluções e plataformas para ajudar na eficiência e velocidade dos processos.

São principalmente utilizadas por fintechs que possuem grande risco em suas atividades, como nos casos de intermediação de pagamento, empréstimos e cartões de crédito.

Algumas empresas ajudam no reconhecimento de clientes através de documentações, já outras analisam cenários de possíveis fraudes e maus pagadores. Também podem contribuir na segurança das informações e dos sistemas utilizados nas transações financeiras.  As fintechs, por terem(na maioria das vezes) contato com grande volume de transações financeiras, estão diretamente ligadas a pesadas e burocráticas regulações através de instituições como FEBRABAN E BANCO CENTRAL DO BRASIL.

Além disso, na intermediação de pagamentos, algumas empresas solicitam para fintechs, que possuem grande volume de transações, certas certificações que autentiquem a segurança da infraestrutura dos sistemas a garantia do sigilo das informações dos clientes e das transações.

O processo de regulamentação costuma ser demorado, por causa da grande documentação necessária e critérios a serem seguidos. Contudo, atualmente as instituições, reconhecendo o grande crescimento do número de fintechs, vem otimizando e desburocratizando os processos de regulamentação e até criando regulamentações mais simples e específicas para cada área de atuação das fintechs.

Fonte: www.formasdepagamento.com.br
Evandro Zanatta

sexta-feira, 22 de março de 2019


Lançamento de nova linha de crédito do BNDES para as MPE’s

Empresários individuais também poderão requerer créditos nessa nova linha. Limite de crédito é de R$ 500 mil, com uma carência de até dois anos e prazo de pagamento de até 5 anos.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou hoje sexta-feira (22/3) uma linha de crédito especial voltada a micro e pequenas empresas (MPEs), incluindo empresários individuais. O lançamento já havia sido antecipado pelo presidente do banco, Joaquim Levy a imprensa.

A nova linha de crédito tem teto de financiamento no valor de R$ 500 mil. São oferecidos três tipos de taxas de juros: TFB, TLP ou Selic. A escolha da melhor taxa será feita em uma negociação entre banco e cliente.

O prazo para pagamento do empréstimo é de até cinco anos, sendo que os dois primeiros podem ser de carência. Com a carência, ponderou o presidente do BNDES, Joaquim Levy, o empresário tem a oportunidade de começar a ter o retorno financeiro esperado a partir da contratação do financiamento antes de iniciar o pagamento.

Para Levy, a nova linha oferece “condições atraentes” e “com as novas perspectivas existe a possibilidade de voltarmos a crescer”.

Dados do Caged mostram que cerca de 80% das vagas formais de emprego são geradas pelas MPEs, destacou Levy. “É a base de uma economia saudável e com capacidade de inovação”, disse.

Segundo Levy, no ano passado o BNDES desembolsou quase R$ 15 bilhões a cerca de 136 mil clientes. “Acho que isso pode aumentar ainda mais dado o número de MPEs no Brasil”, destacou.

Agente financeiro

Essa modalidade de empréstimo do BNDES, voltada para as MPEs, está sendo ofertada somente de forma indireta. Isso significa que a contratação do financiamento é intermediada por um dos cerca de 50 bancos parceiros do banco de fomento.

O presidente do BNDES, Joaquim Levy, destacou que foi criado um canal online, no site do próprio banco, para viabilizar a intermediação do processo de contratação do crédito.

O Presidente Joaquim Levy disse: “A gente tem procurado usar as novas tecnologias para poder criar uma ponte entre o tomador do empréstimo e os diversos bancos que podem atender a ele. A forma de fazer isso é um canal na página do nosso site já dá uma indicação de que tipo de banco tem mais afinidade com o perfil dele. Com isso, quando o cliente chega em uma agência ele já tem tudo organizado para fazer o pedido e obter o seu crédito”.

Dois dos bancos parceiros estiveram presentes no lançamento da nova linha, o Sicredi que é uma instituição financeira cooperativa e o Bradesco, segundo maior banco privado do País. Os representantes de ambos elogiaram a iniciativa e reforçaram a perspectiva de retomada do crescimento econômico do país.

De acordo com Gustavo Freitas do Sicredi “Ela vem num momento importante, no início de retomada (econômica). E nós, como agentes financeiros, temos um papel importante por conta da presença em municípios de pequeno porte, onde estão concentradas a maioria dessas micro e pequenas empresas”.
E o Executivo do Bradesco Osmar Sanches Biscuola aproveitou a oportunidade para dizer: “Isso é muito importante [a oferta de crédito para as MPEs, até porque estamos falando geração de receita e de empregos”.

segunda-feira, 18 de março de 2019

Banco Central registra ‘prévia’ do PIB em queda de 0,41% em janeiro

Antes de falar da prévia do Banco Central vamos falar sobre o que é o PIB, primeiro é bom saber que PIB quer dizer PRODUTO INTERNO BRUTO, Abaixo segue uma explicação básica e conceitual para que possam entender, espero que  eu consiga ser didático o suficiente e após os conceitos segue a informação da prévia  do Banco Central.

O produto interno bruto (PIB) representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região (quer sejam países, estados ou cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano etc). Na hora de considerarmos a soma isso inclui bens como o pãozinho de todo dia até o apartamento de luxo, isto é, todos os bens e serviços. O índice só considera os bens e serviços finais, de modo a não calcular a mesma coisa duas vezes. Sendo assim vamos falar de como se calcula o PIB.

A matéria-prima usada na fabricação não é levada em conta. No caso de um pão, a farinha de trigo usada não entra na contabilidade.

Um carro de 2006 não é computado no PIB de 2007, pois o valor do bem já foi incluído no cálculo daquele outro ano.

O primeiro fator que influencia diretamente a variação do PIB é o consumo da população. Quanto mais as pessoas gastam, mais o PIB cresce. Se o consumo é menor, o PIB cai.

O consumo depende dos salários e dos juros. Se as pessoas ganham mais e pagam menos juros nas prestações, o consumo é maior e o PIB cresce. Com salário baixo e juro alto, o gasto pessoal cai e o PIB também. Por isso os juros altos atrapalham o crescimento do país.

Os investimentos das empresas também influenciam no PIB. Se as empresas crescem, compram máquinas, expandem atividades, contratam trabalhadores, elas movimentam a economia. Os juros altos também atrapalham aqui: os empresários não gastam tanto se tiverem de pagar muito pelos empréstimos para investir.

Os gastos do governo são outro fator que impulsiona o PIB. Quando faz obras, como a construção de uma estrada, são contratados operários e é gasto material de construção, o que ele eleva a produção geral da economia.

As exportações também fazem o PIB crescer, pois mais dinheiro entra no país e é gasto em investimentos e consumo.

A fórmula utilizada para calcular o PIB é:

PIB= C+I+G+X-M

Sendo que:

C representa o consumo privado
I é a totalidade de investimentos realizada no período
G equivale aos gastos do governo
X é o volume de exportações
M é o volume de importações

Agora que já entenderam o conceito de PIB acho que podemos falar da ‘prévia’ do Banco Central.

Índice foi criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto. Em 2018, O PIB cresceu 1,1%, segundo números divulgados pelo IBGE.

Em janeiro, o chamado Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), considerado uma "prévia" do resultado do PIB, registrou um recuo de 0,41%, na comparação com dezembro de 2018. O resultado foi calculado após ajuste sazonal (uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes).

Na comparação com janeiro de 2018, porém, foi registrada uma alta de 0,79% no indicador (indicador sem ajuste sazonal, pois considera períodos iguais). Em doze meses até janeiro, por sua vez, houve uma expansão de 1% na "prévia" do PIB.

O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

A queda do índice de atividade em janeiro veio após dois meses de alta. Em novembro e dezembro do ano passado, na mesma comparação contra o mês anterior, o indicador apresentou uma alta de, respectivamente, 0,27% e 0,21%.

Em 2018, o PIB teve uma expansão de 1,1% O desempenho da economia brasileira no ano foi decepcionante diante das expectativas iniciais, repetindo o avanço registrado em 2017.

Para este ano, o mercado financeiro estima uma expansão do PIB de cerca de 2,01%, segundo pesquisa feita pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada.

PIB x IBC-r

O IBC-Br foi criado para tentar antecipar o resultado do PIB, que é divulgado pelo IBGE. Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB.

O cálculo dos dois é um pouco diferente - o índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.

Definição juros básicos da economia

O IBC-Br ajuda o Banco Central na definição dos juros básicos da economia. Atualmente, a taxa Selic está em 6,5% ao ano, na mínima histórica, e a estimativa do mercado é de que permaneça neste patamar até o fim do ano.

Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC precisa ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas de inflação. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas ficam dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis.

Para 2019, a meta central de inflação é de 4,25%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Desse modo, o IPCA, considerado a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 2,75% e 5,75%, sem que a meta seja formalmente descumprida.