quinta-feira, 15 de abril de 2010

Informe Internacional da ordem do dia

AMÉRICA LATINA TEM COM A CHINA RELAÇÕES COMERCIAIS DO SÉCULO 19

1. As enormes importações de matérias primas latino-americanas por parte da China foram um presente para a região. O comércio bilateral foi de 10 bilhões de dólares em 2000, contra mais de 140 bilhões de dólares em 2008 e ajudou América Latina sobreviver à crise. No entanto, a Cepal afirma que o comércio entre a China e a AL, que cresceu 30% ao ano na ultima década, crescerá até 2020 a metade disso.

2. São três os problemas. Em primeiro lugar, as exportações para a China dependem muito de um pequeno número de matérias primas, seja a soja argentina e brasileira, o cobre chileno ou peruano, o petróleo venezuelano... Osvaldo Rosales, da Cepal, disse: "Nos estamos conectando com o motor da economia mundial do século 21, com exportações do século 19 para a China".

3. Em segundo lugar, os acordos de livre comércio entre a China e os 10 países da Asean (associação dos países do sudeste asiático) prejudicarão as exportações latino-americanas. A partir de agora essas nações além do Vietnam, Filipinas, Malásia e Indonésia, podem exportar frutas, vegetais, ferro e produtos manufaturados à China sem pagar impostos aduaneiros.

4. Em terceiro lugar, as moedas fortes latino-americanas dificultarão ainda mais a capacidade de concorrência com os países asiáticos. Brasil é um exemplo. Rosales recomenda que a região se una para negociar um acordo econômico com a China, para gerar investimentos e poder vender mais produtos industrializados. Os acordos bilaterais não têm força para isso.

Mais informações:
CEPAL: China será el segundo mercado para América Latina en la próxima década

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