sexta-feira, 14 de maio de 2010

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Hillary elogia carga tributária brasileira

Autor(es): Patrícia Campos Mello, CORRESPONDENTE/ WASHINGTON - O Estado de S.Paulo
O Estado de S. Paulo - 13/05/2010

Secretária de Estado dos EUA diz que impostos altos levaram Brasil ao boom econômico e a reduzir a desigualdade

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, elogiou ontem a alta carga tributária brasileira e deu a entender que o regime tributário do Brasil é um exemplo a ser seguido pelo resto da América Latina. No País, a carga tributária está em cerca de 38% do PIB e é alvo de críticas.

"Se você olhar para a arrecadação de impostos em relação ao PIB no Brasil, é uma das mais altas no mundo - então não é por acaso o Brasil estar vivendo um boom de crescimento e reduzindo a desigualdade", disse Hillary em discurso na Conferência das Américas, diante de ministros das relações exteriores e empresários da região. Segundo a secretária de Estado, "essa é uma política adotada há várias décadas (no Brasil), com grande comprometimento, e que está funcionando". Hillary disse ter conversado com vários chefes de Estado e de governo no hemisfério sobre a necessidade de aumentar as receitas dos governos - "uma outra maneira de dizer necessidade de aumentar impostos", ela esclareceu. "Para muitos outros países da região, a relação entre arrecadação de impostos e PIB é uma das mais baixas do mundo, isso é insustentável."

Empresários presentes acharam as observações da secretária de Estado inusitadas. "Estou perplexo. Como é que alguém elogia a alta carga de impostos do Brasil?", questionou um empresário brasileiro.

Declaração inesperada. Até o secretário-geral do Itamaraty, Antonio Patriota, sentiu-se compelido a comentar as declarações "inesperadas" de Hillary. "A secretária Hillary Clinton afirmou que uma das vantagens do Brasil é ter uma alta arrecadação de impostos - isso não é necessariamente visto dessa maneira pelo público brasileiro", disse Patriota. "Muitos no Brasil acreditam ser necessário simplificar os impostos e esse será um desafio para o próximo presidente", disse.

O secretário-assistente de Estado para a região, Arturo Valenzuela, seguiu Hillary em sua receita para a região. "As sociedades da região precisam contribuir com seus próprios recursos, além de mais impostos, com um fortalecimento das instituições", disse ele. Nos EUA, onde o déficit de orçamento se aproxima de 11% do PIB, o governo não está discutindo nenhum aumento de impostos e o assunto é tabu.

Christopher Garman, diretor da área de América Latina do Eurasia Group, explica que, de fato, a maioria das economias da América Latina tem dificuldades para aumentar sua arrecadação de impostos, e muitos têm cargas tributárias de 10% a 15% do PIB, consideradas muito baixas para o governo conseguir cumprir funções básicas: "Nesse sentido, o Brasil não tem esse problema, porque consegue fazer uma arrecadação eficiente."

Extraído de http://www.estadao.com.br/ em 13 de maio de 2010


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