sábado, 4 de setembro de 2010

Economia do Brasil cresce 1,2% no 2º trimestre deste ano
Felipe Peroni e Micheli Rueda (redacao@brasileconomico.com.br) -

Os investimentos tiveram o maior destaque, com expansão de 26,5% em relação ao segundo trimestre de 2009

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,2% no segundo trimestre de 2010, em comparação com o primeiro trimestre, informou hoje (3) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No primeiro trimestre, a economia havia registrado avanço de 2,7% em relação ao trimestre anterior.

Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, o PIB registra alta de 8,8%. No acumulado ao longo do ano, a taxa é similar, de 8,9%.

A Formação Bruta de Capital Fixo (aquisição de máquinas, equipamentos e instalações) teve o maior destaque, com expansão de 26,5% em relação ao segundo trimestre de 2009. Segundo o IBGE, trata-se da maior taxa desde o início da série histórica iniciada em 1996.

Em relação ao primeiro trimestre de 2010, os investimentos mantém o destaque, com alta de 2,4%. O consumo das famílias teve alta de 0,8%, enquanto os gastos do governo subiram 2,1%. Já no setor externo, as importações continuam com forte alta, de 4,4%, enquanto as importações cresceram 1%.

Os investimentos mantiveram o patamar de 17,9% do PIB. No trimestre anterior, a taxa ficou em 18%, enquanto no segundo trimestre do ano passado a relação foi de 15,8%.

Por setores da oferta, a agropecuária registrou o maior aumento ante o trimestre anterior, de 2,1%, seguida pela indústria (1,9%) e pelos serviços (1,2%).

Reação

"Apesar do resultado do PIB demonstrar uma desaceleração em relação ao primeiro trimestre, quando a economia brasileira teve expansão de 2,7%, o movimento não foi tão acentuado quanto o previsto", disse Newton Rosa, economista-chefe da SulAmérica Investimentos.

O mercado projetava um crescimento de 0,7% para o PIB do segundo trimestre. "O resultado veio acima do esperado e é bastante positivo", ponderou Rosa.

O economista explica que este comportamento da economia reflete, em parte, a retirada dos estímulos fiscais. "No primeiro trimestre, com os estímulos ainda em vigor, tivemos uma antecipação da produção e da demanda", afirmou.

Já o desempenho destacado dos componentes Investimentos e Indústria são reflexo "da alta confiança dos investidores na demanda para os próximos meses", ressaltou.

Para o próximo trimestre, Rosa espera que o desempenho seja mantido.


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