terça-feira, 21 de setembro de 2010

Exportações crescem 22,9%

Autor(es): Diego Amorim

 
No acumulado dos primeiros oito meses de 2010, as vendas somaram R$ 172,7 milhões. Federação das Indústrias prevê que o setor movimentará até o fim do ano R$ 170 milhões, 30,7% mais do que em 2009.

O volume de exportações do Distrito Federal segue em alta em 2010. Entre janeiro e agosto, o saldo exportado atingiu US$ 100,4 milhões — o equivalente a R$ 172,7 milhões, de acordo com a cotação de ontem, quando os números foram divulgados pela Federação das Indústrias do DF (Fibra). O montante representa um crescimento de 22,9% na comparação com os primeiros oito meses de 2009. Em agosto, as vendas externas movimentaram US$ 13,3 milhões, 16,6% a menos em relação ao mesmo mês do ano anterior, que registrou um saldo de US$ 16 milhões. Pela primeira vez, o levantamento mensal da Fibra, com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), apontou queda ante igual período de 2009. No acumulado do ano, o volume superior à US$ 100 milhões é celebrado pelo setor.

O presidente da Fibra, Antônio Rocha, acredita que até dezembro o DF alcançará a marca dos US$ 170 milhões exportados, o que significaria um salto de 30,7% frente a 2009 — ano que fechou com US$ 130 milhões em vendas externas. “O resultado dos oito primeiros meses mostra que as exportações mantêm uma trajetória de crescimento, acompanhando o bom desempenho nacional. A tendência é que os números cresçam com mais velocidade daqui para a frente”, comenta.

Ao prever avanço do saldo total, Rocha lembra que as exportações candangas continuam focadas na venda de carnes e miudezas de frango, segmento responsável por pouco mais de 70% de tudo o que deixa o DF rumo ao exterior. No ano, a comercialização desses bens de consumo não duráveis acumula US$ 78,5 milhões em agosto, salto de 28% em relação ao mesmo período de 2009. “É preciso diversificar, mas, pela força do segmento no DF, a venda de frangos deve liderar as vendas por um bom tempo”.

Rocha avalia que, em 2009, a indústria brasiliense temia os efeitos da crise econômica mundial, o que ajuda a explicar o melhor desempenho deste ano. Apesar do temor, as vagas criadas pelo setor em 2009 representaram 5,1% do total de ocupados do DF, contra 4,9% em 2008 — cenário diferente do observado em parques industriais do eixo Sul-Sudeste. “Há uma franca recuperação no DF. As empresas estão mostrando competitividade”, acrescenta o presidente da Fibra.

Quanto aos países de destino, a Venezuela ainda lidera o ranking dos principais compradores de produtos brasilienses. O país de Hugo Chávez respondeu pela aquisição de 32,8% do total exportado entre janeiro e agosto deste ano. No período analisado, a Arábia Saudita ficou na segunda posição (13%), seguida por Portugal (9,1%), Hong Kong (6,2%) e Emirados Árabes (6%). Com frequência, a Fibra tenta estreitar laços comerciais com outros países(1).

Importações

As importações do DF alcançaram US$ 110,1 milhões em agosto, crescimento de 41% em relação ao mesmo mês de 2009, quando o montante comercializado não passou de US$ 65. O saldo acumulado do ano apresenta alta de 66% ante 2009. As origens das importações concentram-se no Canadá (25,53%), nos Estados Unidos (20,96%), na Alemanha (11,49%), no Reino Unido (7,51%) e na Suíça (6,18%).

1 - Novos itens

No mês passado, o presidente da Fibra, Antônio Rocha, recebeu representantes de uma comissão do Irã. Os iranianos disseram ter grande interesse em negócio nas áreas de tecnologia da informação e comunicação, petróleo, gás e biotecnologia.

Extraído de http://www.correioweb.com.br/ em 21/09/2010.

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