quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Cartões chegam a 71% da população adulta nas capitais, aponta pesquisa

Em 2009, esse porcentual era de 67%, de acordo com o Datafolha. Das pessoas que possuem curso superior, 91% têm um cartão.


Pessoas preferem usar o cartão de crédito para pagar roupas, calçados e fazer as compras de mês

Depois de permanecer praticamente estável por dois anos, o número de pessoas que tem um cartão está aumentando no Brasil, graças à expansão do setor para a população de baixa renda. Pesquisa do Instituto Datafolha mostra que 71% das pessoas acima de 18 anos em 11 capitais já possuem um meio eletrônico de pagamento, como cartão de crédito, débito e os plásticos emitidos por loja.

No levantamento feito em 2009, esse porcentual era de 67% e no ano anterior, de 68%. "O aumento foi puxado pela expansão dos cartões nas classes C, D e E", disse o diretor do Datafolha, Paulo Luis Gomes Alves.

Mesmo com o crescimento do setor de cartões nas classes C, D e E, esses segmentos são ainda os que têm maior potencial de expansão, afirma o diretor do Datafolha. A pesquisa mostra que nas classes A e B, 83% das pessoas têm um cartão. Já nas classes D e E, esse porcentual cai para 41%. Outro indicador é o nível de escolaridade. Das pessoas que possuem curso superior, 91% têm um cartão. Entre quem tem só o ensino fundamental o total cai para 55%.

Quem está nas classes de mais alta renda costuma usar mais o cartão no dia a dia. Nas classes A e B, 63% afirmam preferir usar os meios eletrônicos de pagamento quando fazem compras. Já nas classes D e E, o total cai para 28%. "Ainda há forte preferência pelo uso do dinheiro nas classes menos favorecidas", diz o diretor do Datafolha.

No geral, as pessoas preferem usar o cartão de crédito para pagar roupas e calçados (63% responderam que usam o plástico), passagens aéreas e de ônibus (53%) e hotéis e pousadas (56%). Já o dinheiro é usado preferencialmente para pagar a compra de jornais e revistas (por 89%dos entrevistados), mensalidades escolares (87%) e serviços médicos (75%). Segundo Gomes, em muitos casos, esses estabelecimentos ainda não entraram no mundo dos cartões. Só mais recentemente é que algumas escolas, faculdades, clínicas e consultório de dentistas e médicos passaram a ser credenciados para aceitarem pagamentos com os plásticos.

A pesquisa do Datafolha foi feita com 1.916 pessoas acima de 18 anos, em 11 capitais nas cinco regiões do Brasil entre os dias 12 e 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos porcentuais. Os resultados foram apresentados hoje no 5º CMEP- Congresso Brasileiro de Meios de Eletrônicos de Pagamento, promovido pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).





Disponível em http://g1.globo.com/economia-e-negocios em 20/10/2010

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