quinta-feira, 18 de novembro de 2010

PIB do Estado do Rio de Janeiro cresce 4,1%

O IBGE, em parceria com órgãos estaduais de estatísticas, elabora o projeto das Contas Regionais do Brasil, que permite retratar a evolução da economia de cada unidade da federação, a preços correntes e constantes. No Estado do Rio o projeto é elaborado pelo Centro de Estatísticas, Estudos e Pesquisas da Fundação CEPERJ.

O projeto reúne informações detalhadas e comparáveis sobre a evolução do Produto Interno Bruto de cada estado, calculado a partir de estatísticas sobre o valor da produção, consumo intermediário e valor adicionado de cada atividade econômica, de acordo com a nova metodologia também utilizada para cálculo das Contas Nacionais. Os resultados finais são encaminhados ao Tribunal de Contas da União para a distribuição do Fundo de Participação dos Estados – FPE.

Análise dos Resultados para o ano de 2008

O Estado do Rio de Janeiro, segunda unidade da federação em termos de Produto Interno Bruto (R$ 343.182 milhões), apresentou em 2008 crescimento de 4,1%, apesar da crise internacional. Este resultado foi menor do que o nacional, que alcançou 5,2%. O Estado respondeu em 2008 por 11,3% do PIB do país, sendo superado apenas por São Paulo (33,1%), e seguido por Minas Gerais (9,3%).

Sua renda per capita foi de R$ 21.621, inferior apenas a do Distrito Federal (R$ 45.978) e a de São Paulo (R$ 24.457).

Em relação à participação no Valor Adicionado, a indústria ganhou peso em 2008, passando de 29,9% para 31,6%, enquanto os Serviços caíram de 69,7% para 68,0%. O destaque positivo no setor industrial foi a atividade Extrativa Mineral-petróleo, cuja participação passou de 12,2% para 15,4%, por conta principalmente do aumento do preço de petróleo.

As atividades econômicas que registraram as maiores taxas de crescimento foram: Agropecuária (+ 22,1%); Serviços Industriais de Utilidade Pública (+ 20,0%); Intermediação Financeira (+ 12,7%); Alojamento e Alimentação (+9,3%); Serviço de Informação (+ 8,4%); Serviços Prestados às Famílias (+ 7,7%) e Comércio (+ 5,8%). Os piores resultados foram: Pecuária (-12,2%), Administração Pública (-1,2%) e Indústria de Transformação (-0,8%).

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