terça-feira, 31 de agosto de 2010

Governo propõe salário mínimo de R$ 538,15 em 2011


Andrea Jubé Vianna

Os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, entregaram hoje ao presidente do Congresso, senador José Sarney (PMDB-AP), o projeto de Lei Orçamentária para 2011, que contempla os recursos que nortearão o primeiro ano de mandato do futuro presidente da República. O texto mantém a regra de reajuste do salário mínimo aplicada nos anos anteriores e fixa o valor da remuneração em R$ 538,15, segundo Bernardo.

O projeto estipula ainda um crescimento de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) relativo a 2011. Mas Bernardo ressaltou que esse porcentual pode subir para 5,5% em novembro, quando o Ministério do Planejamento revisar os índices. O reajuste do salário mínimo leva em conta o crescimento real do PIB de dois anos anteriores mais a inflação. Como o PIB de 2009 ficou negativo em 0,2%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), senador Tião Viana (PT-AC), queria propor a correção pela média de crescimento do PIB de 2008 e 2009, o que elevaria o valor para R$ 550. No entanto, o governo vetou a iniciativa.

Adiantando-se às críticas das centrais sindicais, que ainda vão pressionar o governo para elevar esse valor, Paulo Bernardo disse que o reajuste será compensado em 2012, porque o crescimento do PIB estimado para 2010 é de 7%.

Outra novidade é que a meta de superávit primário (economia para o pagamento dos juros da dívida pública) de todo o setor público deve ser inferior aos 3,3% do PIB inicialmente previstos. Isso porque a LDO fixou a meta em valor nominal, equivalente a R$ 125,5 bilhões. Mas, diante do crescimento da economia, esse valor já corresponde a 3,2% do PIB.

Extraído de www.estadao.com.br em de agosto de 2010.

Micro e pequenas empresas reúnem mais da metade de empregos formais no Brasil

Mais da metade dos empregos formais no Brasil se encontra nas micro e pequenas empresas. De acordo com o terceiro Anuário do Trabalho da Micro e Pequena Empresa (MPE), que será lançado nesta terça-feira pelo Sebrae e o Dieese, dos 24,9 milhões de empregados formais, 52,3% (13 milhões de pessoas) trabalhavam nesse tipo de estabelecimento. O número de empregos formais no setor cresceu 36% desde 2002, quando somavam 9,5 milhões, até 2008.

As MPEs responderam por 73,7% dos empregos formais do comércio, 48,7% na construção, 42,9% em serviços e 42,5% das vagas com carteira da indústria. A maior parte das empresas está no interior. Do total de empregos formais gerados por MPEs, 35,1% encontravam-se nas capitais e 64,9%, fora delas.

Empresas de pequeno porte resistiram mais à crise

O Anuário cruza dados sobre emprego e renda no país da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, da Pesquisa de Emprego e Desemprego do Dieese e do Relatório Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho, utilizando números de 2008 (os últimos disponíveis).

As empresas de pequeno porte resistiram mais à crise do que as grandes. Pelos dados do anuário, em 2008, as micro e pequenas empresas geraram 1.035.297 novos empregos líquidos, ou seja, contabilizando as admissões menos as demissões. Já as médias e grandes geraram somente 219.377 novos empregos líquidos formais em 2008, ano em que a crise financeira internacional atingiu seu ponto máximo.

O anuário mostra que a maior parte das microempresas é tocada pelos proprietários. Das 5,486 milhões de microempresas, 3,703 milhões não têm empregados (67,4%). No Rio, este percentual chega a 60,9%. Das 368 mil microempresas fluminenses, 224 mil não tinham empregados. O levantamento aponta ainda que 61,3% dos empreendedores não têm sócios. O Rio conta com 659 mil pequenas empresas.

Entre as MPEs, os setores que mais geraram postos de trabalhos líquidos foram: comércio (348 mil), serviços (317 mil), construção civil (202 mil) e indústria (169 mil).

Em 2008, as MPEs foram responsáveis por 39,4% da massa de salários paga aos empregados formais na economia. A remuneração média mensal dos empregos formais das MPEs foi de R$ 928. Este valor é 25% menor do que o valor médio pago pelas médias e grandes empresas, que chegava a R$ 1.235.

Remuneração é melhor na região Sudeste

Mas essa remuneração varia de acordo com a região. A renda média mensal dos empregos formais das MPEs no Sudeste foi de R$ 1.022, no Sul chegou a R$ 923, no Centro-Oeste R$ 845, no Norte a R$ 769 e no Nordeste a R$ 682.

Por setores, a remuneração média mensal dos empregos formais das MPEs foi de R$ 1.046 na indústria, R$ 981 na construção, R$ 942 no setor de serviços e R$ 841 no comércio. Por porte, nas microempresas a remuneração média mensal foi de R$ 797 e nas pequenas empresas foi de R$ 1.044.

Extraído de www.oglobo.com.br em 30/08/2010

Mais informações sobre o assunto visite a página que está sendo inaugurada hoje em Brasília, vá em http://www.mpedata.com.br/Paginas/mpeinternet.aspx

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Economia da praia gira R$ 7 bi no Rio


Ouro na areia

Autor(es): Agencia o Globo/Vivian Oswald

O Globo - 29/08/2010


Com movimento estimado em R$ 1 bilhão só nas areias e calçadas da orla do Rio, a economia das praias cariocas já tem um giro de R$ 7 bilhões por ano, incluindo as receitas de hotéis e restaurantes, segundo o Sebrae. Os negócios geram 200 mil empregos. A previsão é de o setor crescer 20%, por ano, com a proximidade da Copa de 2014 e das Olimpíadas do Rio, informa Vivian Oswald. Para capacitar barraqueiros e ambulantes, o Banco do Brasil está oferecendo empréstimos. A condição para se obter o crédito é fazer cursos de finanças pessoais e idiomas.

Economia das praias do Rio já movimenta R$ 7 bi e emprega 200 mil

Com um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em pouco mais de R$ 1 bilhão, a economia que se desenvolve das areias às calçadas ao longo dos mais de 50 quilômetros de praias do Rio de Janeiro vai entrando para a formalidade e ganhando ares de bom negócio, com sustentabilidade. Se incluídas as receitas de hotéis e restaurantes da orla, a chamada economia da praia movimenta pelo menos R$ 7 bilhões ao ano na cidade, de acordo com estimativas do Sebrae-RJ. E deve crescer: a partir de 20%, por ano, com a proximidade da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas do Rio.

Uma força-tarefa iniciada no fim de 2007, a partir de mapeamento do SebraeRJ sobre os negócios da praia e novas oportunidades, começou rearrumando os espaços das barracas na areia hoje padronizadas e numeradas e já envolve em todo o Estado do Rio uma ampla cadeia produtiva de 200 mil trabalhadores diretos e indiretos, de ambulantes a funcionários de hotéis e restaurantes, passando por geleiros, distribuidores de bebidas e alimentos, transportadores, pescadores, massoterapeutas, personal trainers e professores de vôlei e surfe.

Esses grupos dividem e disputam o espaço da praia, que recebe dois milhões de pessoas em um único fim de semana de sol, segundo o Sebrae. E o mais importante: ganham dinheiro.

Cerca de 2.500 barraqueiros, que sequer documentos ou conta em banco tinham, agora possuem CNPJ e recebem empréstimos do Banco do Brasil (BB) para ampliar os negócios. A condição para obter o dinheiro é fazerem cursos de administração das finanças pessoais e de idiomas. O mesmo é feito com dois mil ambulantes que circulam nas areias. Com renda média mensal que chega a R$ 1.200, eles são, agora, oficialmente pequenos empreendedores.

Pescadores farão passeios de turismo

Raimundo Bezerra, de 37 anos, comemora as mudanças. Pegou empréstimo de R$ 5 mil no BB para comprar um baú, acoplado ao seu carro.

Ali, as coisas, agora, vão mais higienizadas e em maior quantidade, sem risco de estragar. Tive que inteirar um pouco. Estou aguardando para fazer o curso de finanças e o de idioma.

Quero fazer inglês, só o basiquinho, para atender melhor os turistas diz Bezerra, destacando que os banhistas aprovaram as novidades.

Um dos fios condutores desse megaprojeto, o BB criou, em dezembro de 2007, o Programa Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS) Economia da Praia, implementado por sete agências na Zona Sul. A iniciativa, que tinha como foco os barraqueiros, foi ampliada e firmou parcerias com as associações de comerciantes da praia e de moradores, o Sebrae, a Prefeitura do Rio e o Instituto-e. Todas essas instituições se reúnem semanalmente.

O programa visa a capacitar os pequenos empresários com cursos de empreendedorismo, gestão de fluxo de caixa, associativismo, gestão ambiental e de resíduos. Aos poucos, os negócios da praia estão usando máquinas para ler cartões, o que era impensável.

Mais de R$ 1 milhão em linhas de microcrédito de 48 meses com juros de 0,95% ao mês foram concedidos aos barraqueiros do Flamengo a Ipanema.

A ideia é ampliar as linhas até o Recreio e a outros profissionais.

Para tudo isso, foi preciso regularizar a situação dos comerciantes. O BB diz que o maior problema era a falta de legalização na prefeitura para usar o espaço público das areias. A insegurança e falta de voz levou esses trabalhadores a atuar como gafanhotos: exploravam o máximo hoje, por não saberem o dia de amanhã. Isso contribuía para falta de investimentos e mau trato ao meio ambiente.

O projeto levou os trabalhadores a se organizarem em associações, que formaram a Pró-Rio. Eles ganharam poder de barganha na negociação com o governo e os fornecedores. Já podem comprar mais por preços melhores.

Juntos negociaram ainda com uma marca de cerveja o kit-barraqueiro, que custa R$ 9 mil. A empresa fornece cadeiras e barracas de sol, alugadas na areia. Para não poluir o visual, nada tem logotipo. O presidente da Associação de Comércio Legalizado de Praia, Paulo Juarez da Silva, afirma que a situação mudou e os negócios melhoraram: A associação hoje tem uma sede com computadores. Estamos organizando os nossos negócios.

As ações vão potencializar a qualidade dos serviços, elevar a renda dos trabalhadores, promover o turismo e a proteção ao meio ambiente. Estamos desenvolvendo também um grande plano de marketing diz Sergio Malta, superintendente do Sebrae-RJ.

Diante dos ganhos que poderão ter com a limpeza e a organização das atividades da praia, grandes hotéis e restaurantes da orla começam a se envolver nesse processo.

O ambiente na praia está melhor.

Ainda há muito a ser feito. É uma situação de ganha-ganha para todos.

As receitas de hotéis e restaurantes devem crescer garante o presidente do sindicato de hotéis e restaurantes do Rio, Pedro de Lamare.

Os pescadores de Copacabana são os próximos a entrar no programa. No DRS da Economia da Praia, o BB já iniciou as discussões de um projeto para envolvê-los com o turismo. A ideia é que façam passeios panorâmicos e visitas guiadas na Reserva Ambiental das Ilhas Cagarras, como alternativa aos períodos da baixa estação.

Com recursos da Fundação Banco do Brasil, o Instituto-E também está formando 50 empreendedores da praia (barraqueiros) e 50 trabalhadores em hotéis, quiosques e restaurantes da orla de Copacabana para serem brigadistas do meio ambiente. No dia 18 de setembro, todos os participantes do projeto da Economia da Praia devem se reunir no Dia Mundial da Limpeza no âmbito do movimento Clean Up the World, que tem o Rio como uma das cidades escolhidas este ano.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Taxa de desemprego cai para 6,9%, a 2a- menor desde 2002. Renda sobe 5,1%

Por Cássia Almeida e Fabiana Ribeiro

O mercado de trabalho está em seu melhor momento desde 2002. A Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada ontem pelo IBGE, mostrou que a taxa de desemprego de julho ficou em 6,9% nas seis maiores regiões metropolitanas do país, segunda menor da série histórica do levantamento, iniciado em 2002. O índice praticamente se igualou ao dos meses de dezembro, quando o desemprego sempre cai com a queda da procura por uma vaga e a abertura de ocupações temporárias para o Natal.

As menores taxas da série foram em dezembro de 2008 e 2009, de 6,8%. Em junho, o indicador estava em 7% e, em julho do ano passado, atingira 8%: Estamos com a menor taxa da série no mês de julho. Os números são praticamente idênticos aos de dezembro.

Isso é um resultado inédito. A tendência da taxa de desemprego é apresentar sempre o valor mais baixo em dezembro. Daqui para frente, a expectativa, em função da análise da série histórica, é de que a taxa venha a cair. Sem dúvida, a taxa de 6,9% é o recorde da série afirmou Cimar Azeredo, gerente da pesquisa.

Enquanto o desemprego cai, o rendimento sobe. O salário médio do trabalhador nas principais metrópoles cresceu 2,2% frente a junho e 5,1% contra julho do ano passado, chegando a R$ 1.452,50. Quando se olha a massa de salários (total dos ganhos de todos os trabalhadores), houve alta de 8,7% no ano e 3% na comparação mensal.

Para Azeredo, do IBGE, o ganho de renda reflete a melhoria no mercado de trabalho, com mais pessoas empregadas e aumento do emprego formal.

Além disso, a indústria está voltando a contratar e os rendimentos nesse setor são maiores.

De janeiro a julho, a taxa de desemprego ficou em média em 7,3% a menor desde 2002. Para o diretor do Instituto de Economia da UFRJ, João Saboia, a taxa deve continuar caindo nos próximos meses: O terceiro trimestre é a época do auge da produção da economia e isso se reflete no mercado de trabalho.

Falta de mão de obra qualificada preocupa

O economista Carlos Henrique Corseuil, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), diz que não se surpreenderia se a taxa de desemprego ficar menor que 6% em dezembro.

Para os mais escolarizados, o desemprego é quase residual. Pelos dados da pesquisa, para os quem têm curso superior ou mais, a taxa de desemprego é de 2,5%. Eles representam apenas 6,2% do total de 1,6 milhão de desempregados.

Com diploma de arquitetura na mão e experiência adquirida nos tempos de estágio no currículo, Vinicius César, de 24 anos, só ficou desempregado por apenas um mês. Até fechar com o atual emprego, participou de entrevistas e até mesmo recusou propostas: Com experiência e boa formação, fica mais fácil entrar para o mercado de trabalho resumiu.

O número de trabalhadores com carteira assinada também subiu fortemente no mês: 5,9% frente a 2009.

Isso vem da mudança na estrutura no mercado de trabalho, com aumento da ocupação nos serviços prestados às empresas e da fiscalização mais intensa disse Azeredo, do IBGE.

Mas o bom momento do mercado de trabalho pode estar ameaçado pela falta de profissionais especializados.

Sem mão de obra qualificada, cresce o risco de o país ter que importar profissionais, fazendo engrossar a população de desocupados.

É o que afirma Paulo Resende, professor da Fundação Dom Cabral.

É o paradoxo brasileiro. De um lado, ainda há uma massa de desempregados, do outro, falta gente especializada. Isso se deu porque governo e empresas não investiram em formação. Agora, contudo, as empresas querem retomar seus projetos após a crise, mas não há recursos humanos para isso disse Resende, acrescentando que a escassez de pessoal é um obstáculo ao crescimento nos próximos anos.

De acordo com estudo da instituição, as empresas sentem dificuldade em contratar pessoal especialmente engenheiros e técnicos.

Num universo de 76 empresas, que somam 16% da economia nacional, 67% delas enfrentam dificuldade em contratar. A atividade que mais se queixa disso, segundo a Fundação, é o de construção (88%). Faltam engenheiros em setores como siderurgia, metalurgia e eletroeletrônicos.

Faltam cursos específicos para, por exemplo, engenheiros de petróleo e nanotecnologia. É como se o país tivesse apostado que as carreiras do passado seriam as mesmas do futuro. Faltam planejamento, um programa de mobilidade de mão de obra entre as regiões do país e um cruzamento entre as reais necessidades do mercado de trabalho.

Mas, para os economistas, não há risco de um apagão generalizado de mão de obra.

Pode faltar mão de obra qualificada, principalmente com esse ritmo. Mas não há risco de apagão generalizado, já que taxa de desemprego de 7% não é baixíssima disse Corseuil, do Ipea.

Saboia, da UFRJ, complementa citando os 2,4 milhões de inativos que gostariam e estão disponíveis para trabalhar: Isso significa uma reserva de mais de 10% de trabalhadores que podem entrar no mercado a qualquer momento.

Extraído de http://www.oglobo.com/ em 27 de agosto de 2010.

Sai lista das 100 primeiras cidades do Programa Nacional de Banda Larga


População destas cidades soma 14 milhões de pessoas, informa Telebras.
Expectativa é de incluir todos municípios do país no PNBL até o fim de 2014.

Alexandro Martello Do G1

O presidente da Telebras, Rogério Santanna, divulgou nesta quinta-feira (26) a lista das 100 primeiras cidades que serão atendidas pelo Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). A expectativa de Santanna é de que essas cidades, que têm uma população conjunta de 14 milhões de pessoas, já estejam operando dentro do programa até o fim deste ano.

Esperamos que, com esta lista, os parceiros apareçam"

Rogério Santanna, presidente da Telebras

"Como não vamos fazer o acesso final, precisamos de parceiros de pequeno e médio porte nessas cidades. Esperamos que, com esta lista, os parceiros apareçam. Na hipótese de não haver parceiros, se abre a possibilidade de algumas cidades serem substituídas. Mas achamos que os servidores regionais e locais vão nos procurar", disse Santanna

Assim que os contratos forem assinados, disse ele, a expectativa é de que a banda larga comece a funcionar em até 45 dias nessas localidades. Ele lembrou que, de acordo com o Programa Nacional de Banda Larga, os preços cobrados variarão de R$ 15 a R$ 35 por cliente, por uma velocidade mínima de 512 Kbps. Segundo o presidente da Telebras, a expectativa é de que o PNBL atenda a mais 1063 cidades em 2011 e que todo o país seja abrangido até o fim de 2014. "Talvez a gente atinja [todo país] até mesmo antes disso", acrescentou Santanna.




Abaixo a lista das Cidades Cariocas do PNBL:

- Angra dos Reis (RJ)
- Nova Iguaçu (RJ)
- São Gonçalo (RJ)
- Piraí (RJ)
- Mesquita (RJ)
- Rio das Flores (RJ)
- Duque de Caxias (RJ)
- Casimiro de Abreu (RJ)


Extraído de http://g1.globo.com/ 

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Planos econômicos: com decisão do STJ, 99% das ações não devem prosseguir







Com a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) de reduzir para cinco anos o prazo para se entrar com ações civis públicas, 99% das que se referem aos planos econômicos vão deixar de ser analisadas pela Justiça, de acordo com o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). O Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo) calcula que 60 milhões de brasileiros com caderneta de poupança foram prejudicados.

O Idec lamenta o entendimento do STJ sobre os prazos de prescrição e diz que a decisão representa um retrocesso, uma vez que não só os processos sobre os planos estão sendo afetados, mas também tantos outros que tratam de assuntos de interesse coletivo, como os relacionados à moradia, saúde, ao consumo, meio ambiente e outros.

Para o Ibedec, o entendimento foi um erro. “O julgado cometeu um erro tão grande, que não encontra explicação jurídica”, afirmou, o presidente da instituição, José Geraldo Tardin, por meio de nota.

O entendimento do tribunal foi definido na quarta-feira (25/08). Em julgamento feito com base na Lei dos Recursos Repetitivos, o STJ manteve a tese que diz que a prescrição de ações civis pública é de cinco anos. De acordo com o Idec, o Ministério Público vai recorrer.

Entendimentos

No julgamento, o órgão de Justiça também manteve outros entendimentos sobre o assunto, como o índice a ser aplicado na correção das cadernetas de poupança e a capitalização dos juros contratuais de 0,5% ao mês. Os índices de correção também foram mantidos pelo tribunal: de de 26,06% no Plano Verão, de 42,72% no Plano Bresser, de 44,80% no Plano Collor I e de de 21,87% no Plano Collor II.

O STJ definiu que a responsabilidade pelo ressarcimento aos poupadores é dos bancos. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos), informou, por meio de nota, que as instituições financeiras avaliarão os efeitos da decisão do STJ e que aguardarão a publicação do acórdão para entender a decisão e, depois, definirem os caminhos a serem adotados.

Ao contrário do que muitos dizem, a federação ressalta que os bancos nada ganharam com os planos e que cumpriram as leis estabelecidas pelas autoridades nos momentos de implantação desses planos e que não tinham poder para decidir qual o índice de correção a ser adotado nas cadernetas de poupança.

Ações individuais X coletivas

Apesar de ter reduzido o prazo de prescrição para ações coletivas, o STJ manteve a prescrição em 20 anos para ações individuais. Para Tardin, do Ibedec, ao criar critérios diferentes para ações individuais e coletivas, a decisão desestimula os consumidores a atuar em grupo.

Além disso, essa decisão pode fazer com que mais ações individuais sobre os planos econômicos tramitem no judiciário. Um exemplo é com relação aos poupadores do Plano Collor II, que tinham poupança em março de 1991. Até março de 2011 eles podem entrar com ações individuais sobre o tema. “Ao invés de julgar mil ações coletivas sobre o tema, o STJ terá que julgar 60 milhões”, afirma o órgão.

"O julgamento foi um desserviço que o STJ prestou à nação e, sem qualquer explicação jurídica plausível ou consistente, mudou-se um entendimento que há anos o STJ já tinha definido de que a prescrição era de 20 anos para ações coletivas ou individuais, já que os direitos são os mesmos", ressaltou Tardin.

Extraído de http://infomoney.com.br/ em 26 de agosto de 2010.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Crescimento econômico atrai estrangeiros

Autorizações cresceram 18,85% no semestre. Maioria dos 22,1 mil estrangeiros que chegaram neste período têm trabalho temporário em embarcações ou plataformas estrangeiras, o que demove a ideia de busca por mão-de-obra qualificada

Foram concedidas no primeiro semestre de 2010, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), 22.188 autorizações de trabalho a estrangeiros. Deste total, 20.760 são temporárias e 1.428 permanentes. Esse número representa um crescimento de 18,85% em relação ao mesmo período de 2009, com 3.519 concessões a mais que no ano anterior.

O presidente do Conselho Nacional de Imigração, Paulo Sérgio de Almeida, explica que o crescimento não tem relação com uma possível falta de mão de obra qualificada, e sim é reflexo do aumento dos investimentos no Brasil.

"A vinda desses profissionais está relacionada com a implementação de investimentos seja pela aquisição de máquinas e equipamentos importados, que demandam a vinda de técnicos para a montagem, instalação ou repasse da tecnologia; seja pela instalação de novas empresas estrangeiras, que demanda a vinda de profissionais estrangeiros para a fase de instalação; seja pela vinda de embarcações e plataformas estrangeiras para exploração de petróleo, que vêm ao Brasil com suas tripulações estrangeiras, e gradativamente contrata brasileiros para trabalho a bordo".


Entre as autorizações temporárias condidadas, 8.244 é para trabalhadores estrangeiros que atuam a borde de embarcações ou plataforma estrangeira; 3.724 para assistência técnica por prazo de 90 dias, sem vínculo empregatício; 3.270 para artistas e desportistas; 2.532 para assistência técnica, cooperação técnica e transferência de tecnologia, sem vínculo empregatício; e 770 para marítimos estrangeiros empregados a bordo de embarcação de turismo estrangeira que opera em águas brasileiras. Apenas 1.714 autorizaçãoes foram concedidas a especialistas com vínculo empregatício.

Já as autorizações permanentes, a maioria foi concedida para administradores, diretores, gerentes e executivos com poderes de gestão e concomitância, num total de 711. Insvetidores pessoa física somam 431 autorizações entre janeiro e junho deste ano.

O balanço mostra que o estado que mais recebeu estrangeiro no primeiro semestre foi o Rio de Janeiro: 12.069 autorizações; seguido por São Paulo, com 6.890, Minas Gerais, com 1.034 e Paraná, com 402. Os outros estados somam, juntos, 1.793 autorizações. Por país de origem, os Estados Unidos lideram as concessões, com 3.622 autorizações. Em segundo lugar vem o Reino Unido, com 1.921, e em terceiro Filipinas, com 1.737. entre os países da América do Sul, Colômbia lidera o número de autorizações concedidas, com 335, seguida da Argentina, com 297, e da Venezuela, com 255.

Os homens são em maior número entre os estrangeiros que vêm para o país. Do total das autorizações, 20.558 foram concedidas para eles. Em relação a escolaridade, 12.846 estrangeiros que conseguiram autorização tinham superior completo ou habilitação legal equivalente e 8.638 tinha 2º grau completo ou técnico profissional.

Assessoria de Imprensa do MTE
(61) 3317-6537 - acs@mte.gov.br
Por que vivemos o paradoxo da farta informação e da baixa qualificação?

Ivan Postigo
Diretor da Postigo Consultoria Comunicação e Gestão

Alguém se lembra como era o mundo antes da internet? Interessante, parece que ela sempre existiu!

Você, utilizando a rede com assiduidade e intensidade, não é capaz de imaginar que esse extraordinário recurso está ai há tão pouco tempo e ocupou a vida das pessoas definitivamente.

Das pesquisas escolares às cientificas, tudo passa por consultas à rede. Realmente um novo ambiente, um novo mundo, e virtual. Terceira, quarta, quinta, que dimensão é esta?

Há alguns anos, a informação passava pela aquisição de livros, apostilas e as fotocópias, tão combatidas, além das aulas. Hoje a disponibilidade é fácil e farta. Cresceu em escala geométrica.

Quando você se interessa por algum assunto precisa telefonar para alguém, ir às bibliotecas, pedir material emprestado? Talvez algo específico, recomendado. Para uma primeira abordagem e contato com o assunto basta entrar na rede e fazer uma pesquisa. Encontrará não só informações como opiniões.

Paralelo a esse fato, denominado internet, as pessoas tem mais acesso a cursos técnicos e faculdades. Reúna os dois e estará possibilitando, a estas, condições de uma preparação profissional mais adequada, pelo menos no sentido do aculturamento.

Perícia, destreza, habilidade, capacidade de aplicação dependem de exercício.

É importante separar os conceitos de educação e treinamento. Educação engloba ensinar e aprender e treinamento o desenvolvimento de habilidades pela repetição. Posso perfeitamente saber tudo sobre música, sem que tenha habilidade para tocar um instrumento por não praticá-lo.

Os jovens hoje são mais esclarecidos e desinibidos que os de algumas décadas e têm farta informação. A mobilidade também é grande, muitos dirigem e tem seus próprios veículos. Quando não, utilizam os dos pais e de amigos.

A capacidade de se expressar e os meios para se comunicar são bastante desenvolvidos, então por que enfrentam dificuldades para colocação no mercado de trabalho?

Na opinião de muitos jovens não há vagas, em contraposição as notícias: Sobram vagas e não há qualificação!

Há um nó a ser desatado, não há?

Em um fórum poderíamos debater o que precisa de aprimoramento:

– A vaga ou o profissional? – O entrevistado ou o entrevistador?

Qualidade estabelece uma relação direta com valor. Produtos Premium estabelecem valores Premium.

Temos que lembrar que contratamos serviços e não pessoas. Aquelas com maior potencial para oferecer serviços de qualidade estarão nas empresas onde o conjunto – salários mais benefícios – forem recompensadores. É a lei da oferta e da procura.

Isto ainda não responde a questão: Por que temos farta informação e baixa qualificação?

Sobram informações e faltam informados? Sobram entendidos, falta entendimento?

Excedem as leituras, não há leitores?

A pergunta é simples e deve ser feita por gestores e candidatos: Que oportunidades estão disponíveis, quais as carências a serem supridas, como supri-las e em quanto tempo.

O mercado “aposenta” cedo demais profissionais experientes, ao mesmo tempo que procura “estagiários com experiência”.

Essa troca prematura, sem preparar substitutos, leva as empresas à deficiência organizacional que provoca perdas com desperdícios, erros e com oportunidades não observadas e exploradas.

A contratação de profissionais com baixa qualificação, por conta de baixos salários, cria administrações não só precárias como sofríveis.

Lamentavelmente seus gestores não se dão conta do alto custo dessa administração barata!

Extraído de http://ogerente.com.br em 25 de agosto de 2010

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Juros bancários voltam a subir em julho, informa Banco Central

Juro de pessoa física avançou para 40,5% ao ano no mês passado.
Taxa média geral de juros dos bancos subiu para 35,4% ao ano.

Alexandro Martello Do G1, em Brasília

Após queda em junho, os juros cobrados pelos bancos em suas operações com pessoas físicas voltaram a avançar no mês passado, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (24/08) pelo Banco Central. Também subiram os juros médios de todas operações de crédito, assim como a taxa cobrada dos bancos nas operações de crédito para empresas.

Em julho, segundo o BC, a taxa média de juros para as pessoas físicas atingiu 40,5% ao ano. A mínima histórica havia sido registrada no mês anterior, em junho, quando chegou a 40,4% ao ano. Deste modo, apesar do crescimento, ainda permanece próxima do piso.

Já a taxa média de juros dos bancos para todas operações de crédito, o que inclui pessoas físicas e jurídicas, cresceu bem mais: passou de 34,6% ao ano em junho para 35,4% ao ano em julho, uma elevação de 0,8 ponto percentual. A taxa das empresas, por sua vez, foi elevada de 27,3% para 28,7% ao ano de junho para julho (1,4 ponto percentual).

Crédito para empresas puxa juro bancário

"A taxa que sobe é a das empresas. É por força de elevação do spread. São basicamente todas modalidades para empresas que têm elevação da taxa. O crédito livre às empresas tem mantido comportamento quase que estável. Foram operações que já foram contratadas à taxas mais elevadas no passado [durante a crise] e isso se manifesta agora. Não se pode afirmar que isso é uma tendência que e que se vai permanecer neste estágio", disse Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do BC. Segundo ele, os juros bancários estão estáveis no início de agosto.

Lopes observou ainda que a taxa de juros bancária calculada pelo BC refere-se apenas às operações com recursos livres. Deste modo, não incluem as operações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que têm juros mais baixos e estão incluídas no chamado "crédito direcionado". No mês passado, números da autoridade monetária mostram que a procura pelo crédito direcionado, o que inclui o BNDES, foi muito mais forte do que a demanda das empresas pelo crédito ofertado pelos demais bancos.

Spread bancário
Exemplo:


 
De acordo com dados da autoridade monetária, os juros subiram em julho por conta da elevação do spread bancário, que é a diferença entre a taxa de captação dos bancos (que permaneceu estável em 11,1% ao ano de junho para julho) e os juros cobrados dos seus clientes.

O spread bancário médio de todas linhas de crédito dos bancos, que é composto pelo lucro dos bancos, pelos impostos e pela taxa de inadimplência, entre outros, subiu de 23,5 pontos percentuais em junho para 24,3 pontos percentuais no mês passado.

Principais linhas de crédito

Em julho, os juros médios cobrados pelos bancos no cheque especial para pessoa física subiram para 167,3% ao ano, contra 165,1% ao ano no mês anterior. O crescimento, neste caso, foi de 2,2 pontos percentuais. Como sempre, o juro do cheque especial é o um dos mais altos de todas modalidades de crédito.

Para as operações de crédito pessoal com pessoas físicas, a taxa média cobrada pelas instituições financeiras subiu para 42,2% ao ano em julho, na comparação com 42% em junho. Para a compra de automóveis, os juros avançaram de 23,6% ao ano em junho para 24% ao ano no mês passado.

No caso das linhas de crédito de empresas, a taxa para desconto de duplicata passou de 38,4% em junho para 41,1% ao ano em julho. Para capital de giro, os juros médios dos bancos foram de 29,9% em julho deste ano, na comparação com 28,5% em junho deste ano.


segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Desafios do novo presidente: O Brasil e a economia

Para não repetir velhos erros
Autor(es): Raquel Landim

No segundo caderno da série, os desafios da economia no novo governo e as reformas necessárias: previdenciária, trabalhista e tributária. Os gargalos na infraestrutura - portos, ferrovias, rodovias, aeroportos, energia e saneamento. O papel do Estado, do BNDES e do BC e o que pensam os principais candidatos à Presidência.

Não é a primeira vez que o País vive momento de euforia. Foco agora é a busca da competitividade

Pela primeira vez, desde a redemocratização, "consertar" uma economia doente não é a prioridade de nenhum dos candidatos a presidente. Na verdade, mesmo com as queixas de um ou outro presidenciável sobre câmbio valorizado ou déficit externo, o fato é que o desempenho econômico brasileiro, que foi o grande vilão dos debates eleitorais nas últimas décadas, tornou-se agora o herói. A discussão não é sobre como mudar o time que está ganhando, mas sim como prolongar ao máximo, e dar sustentabilidade, ao ciclo de crescimento com estabilidade, baixa inflação e criação de milhões de postos de trabalho iniciado em 2004. Ou, melhor ainda, como aumentar a competitividade, para acelerar ainda mais a economia.

O foco do debate sai, portanto, dos temas de curto prazo, como inflação e juros, já que nenhum dos principais candidatos considera mexer no tripé macroeconômico: meta de inflação, câmbio flutuante e superávit primário. Agora o holofote está - ou deveria estar - nas questões de longo prazo, como infraestrutura, papel do Estado, qualidade da força de trabalho, poupança pública, financiamento do investimento, pesquisa e inovação.

"A estabilidade alcançada pelo Brasil e consolidada na alternância de poder nos permite olhar para o futuro pela primeira vez em muito tempo", observa o economista Eduardo Giannetti da Fonseca. Mas ele alerta que é preciso saber "quais são as reais questões de longo prazo".

Incêndios. Essa preocupação esteve em segundo plano na série de eleições presidenciais desde 1989, nas quais as receitas para apagar incêndios de curtíssimo prazo quase sempre davam a tônica. Da hiperinflação em 1989 (que resultou no malfadado Plano Collor) ao debate sobre o crescimento "voo de galinha" em 2006, a premência do dia a dia sempre jogou para escanteio o debate econômico mais estrutural e profundo.

Já nestas eleições de 2010, o Brasil tornou-se um dos principais focos globais dos investidores, e a economia produz boas notícias quase diariamente. Assim, os candidatos só fugirão do debate de longo prazo se o eleitorado, entorpecido pelo bem-estar proporcionado pelo crescimento, não cobrar estratégias claras para transformar a arrancada em um longo ciclo de expansão.

Para alguns dos principais economistas do Brasil, ouvidos pelo Estado, é justamente esse risco de "complacência" a maior ameaça ao bom momento econômico do País. O consenso, porém, termina por aí. Enquanto uma ala de especialistas acha que o perigo está numa expansão excessiva do setor público - e veem no segundo mandato de Lula um ensaio dessa tendência -, um outro grupo defende justamente a ampliação e o reforço do papel do Estado.

O coordenador do grupo de indústria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), David Kupfer, por exemplo, considera fundamental a presença de um Estado "capaz de pensar o longo prazo e que tenha visão estratégica". Para o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, "sem um Estado indutor, não há crescimento".

Na opinião de ambos, a ação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é fundamental para dar escala e capacidade de competição internacional às empresas brasileiras.

Já o ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore vê com preocupação a tendência de estatização dos últimos anos do governo Lula. "Como o Brasil saiu rapidamente da crise, parece que tiraram a conclusão de que essas políticas sempre produzem crescimento acelerado", ele diz, referindo-se aos estímulos fiscais (redução de tributos e aumento de despesa pública) e à ampliação do crédito dos bancos estatais na esteira da grande turbulência global.

Edmar Bacha, um dos pais do Plano Real, vai mais longe na crítica à política econômica do segundo mandato de Lula. Para ele, o governo está criando, por meio do BNDES, "um sistema estatal de compadrio", pelo qual "empresas são beneficiadas em troca de apoio financeiro aos políticos".

Agenda micro. Outro tema importante da estratégia de longo prazo de crescimento da economia, que até agora não apareceu no debate eleitoral, é a chamada "agenda microeconômica". É assim que ficou conhecida a série de reformas dos mercados de crédito e do ambiente de negócios realizada no início do governo Lula, quando o ministro da Fazenda era Antônio Palocci. Algumas dessas mudanças levaram à criação do crédito consignado, à expansão do crédito imobiliário e à redução das falências. Medidas que permitiram ao Brasil o boom de consumo dos últimos anos, que resistiu, até mesmo, à crise global (e ajudou o País a superá-la).

Para Marcos Lisboa, vice-presidente do Itaú Unibanco, e principal responsável pela agenda microeconômica da era Palocci, a principal reforma institucional para o Brasil hoje seria definir as atribuições do setor público e dos órgãos de controle, de tal forma que o investimento público não fosse obstruído por uma virtual necessidade de ser aprovado por unanimidade por todas as partes envolvidas direta ou indiretamente.

Poupança. Do ponto de vista macroeconômico, o grande problema atual do Brasil é a baixa capacidade de poupança (atribuída ao Estado "gastador" pelos mais liberais). Uma economia precisa poupar e investir o que economizou para consumir mais no futuro. A taxa de investimento brasileira está em 19% do PIB e um dos maiores desafios é elevá-la para 22% a 25%. Sem poupança interna, esse investimento será financiado por capital estrangeiro, o que equivale a produzir déficits em conta corrente - problema que atormentou o País na década de 90 e está de volta.

Segundo o presidente do Insper, Claudio Haddad, a política fiscal está "erroneamente" fora do debate eleitoral em 2010. "Por medo ou conveniência, ninguém fala. Não querem falar em reduzir aposentadoria e muito menos em cortar o Bolsa-Família. Não se metem nisso."

Mão de obra. Uma última questão de longo prazo é o capital humano, já que a falta de mão de obra qualificada é um dos gargalos do País. Só recentemente o governo conseguiu colocar todas as crianças na escola, mas a qualidade ainda é sofrível. O Brasil ocupa sistematicamente uma das piores colocações no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). José Márcio Camargo, professor de Economia da PUC-Rio, afirma que a educação é essencial se o País quiser exportar produtos de maior valor tecnológico. "Não dá para competir sem isso."

1989 – Estabilização

O Brasil teve sua primeira eleição pós-ditadura. Sentiam-se os efeitos do endividamento deixado pela ditadura militar. No governo Sarney, o Brasil enfrentou sucessivos planos frustrados de estabilização

1994 – Inflação

O Plano Real acabava de ser lançado e prometia tirar o Brasil da hiperinflação. Foi fundamental para a vitória de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O PT, de Lula, dizia que o Plano Real não daria certo

1998 – Câmbio

"âncora cambial" foi o tema mais quente da eleição. FHC foi acusado pela oposição de manter o real artificialmente fixo ao dólar para ganhar a eleição. Começa o debate sobre o impacto do câmbio forte no desempenho da indústria

2002 – Crescimento

Com a chegada de Lula ao poder, o real sofreu forte desvalorização e a inflação ameaçou disparar. Pela primeira vez, aparece o debate sobre o crescimento. O último governo FHC enfrentou seguidas crises internacionais

2006 – Crescimento sustentável

Com a estabilidade relativamente garantida pelo câmbio flutuante e o sistema de metas de inflação, o PIB teve avanços. Mas ainda persistiam temores do "voo de galinha". Como garantir a sustentabilidade do crescimento?

2010 – Competitividade

É a primeira eleição com estabilidade econômica em meio a um período de crescimento. A discussão é de longo prazo. Como aumentar a taxa de investimento e de poupança da economia brasileira?

Como melhorar o ambiente de negócios?

Extraído de http://www.estadao.com.br/ em 23 de agosto de 2010

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Meirelles e Bernanke enfraquecem aposta de alta nos juros em 2011

Brasil Econômico - Por Josué Leonel/Bloomberg News

As apostas em alta da taxa básica de juros em 2011 foram reduzidas após os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos terem sinalizado, respectivamente, a manutenção da inflação brasileira dentro da meta e uma recuperação "mais modesta" da economia americana.

O mercado vem derrubando os juros futuros, especialmente os de vencimento mais longos, nos últimos dias.

O contrato de Depósito Interfinanceiro para janeiro de 2013 caía 3 pontos-base para 11,46% às 10h16, acumulando queda de 21 pontos- base na semana até 10h01.

A taxa para janeiro de 2012 cai 1 ponto para 11,30%, com queda de 17 pontos na semana.

A maior parte da queda dos contratos do DI ocorreu na segunda-feira (16) após declarações feitas pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, em Belo Horizonte.

Ele disse que, "olhando para frente, a expectativa de inflação está em torno da meta em 2011, e na meta nos anos seguintes".

As sinalizações do BC brasileiro levaram o mercado a reduzir as apostas em mais altas de juros em 2011, disse Marina Santos, economista-chefe da Squanto Investimentos, em entrevista por telefone de São Paulo.

Para a economista, a possibilidade de uma desaceleração mais forte no exterior está fazendo o mercado considerar outras possibilidades, e até queda na Selic.

"Agora, mesmo com uma chance de apenas 10%, já se pode falar até na possibilidade de queda da Selic no próximo ano se for confirmado um cenário de atividade mais fraca no exterior", disse Marina.

Meirelles disse de madrugada na Globo News que "não podemos ficar tirando conclusões precipitadas" porque o BC "não pode sinalizar aquilo que não sabe".

"Parece que o BC mostrou uma preocupação com a reação de queda da segunda-feira, após as declarações de que a inflação estava ancorada, dado que o movimento foi muito brusco", afirmou Zeina Latif, economista sênior para América Latina do RBS Securities.

Extraído de http://www.brasileconomico.com.br/ em 19 de agosto de 2010.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Brasil supera a Espanha como 8ª maior economia do mundo

Brasil Econômico (redacao@brasileconomico.com.br)

Programas governamentais, como o Bolsa Família, incentivaram o consumo interno e evitaram que o Brasil sofresse ainda mais com a crise

O Brasil desbancou a Espanha e se tornou a oitava maior economia do mundo, segundo dados do Produto Interno Bruto (PIB) copilados pela Bloomberg News e citados hoje (18) pelo jornal espanhol Expansión.

O periódico cita cifras oficiais sobre o PIB nominal dos dois países, relacionando os dados obtidos em 12 meses até o segundo trimestre de 2010.

O PIB nominal do Brasil atingiu US$ 1,8 trilhão, enquanto o da Espanha ficou em US$ 1,5 trilhão no período em análise.

De acordo com o periódico, a economia espanhola, que estava em sétimo lugar em 2007, caiu para a nona posição no ano até junho.

O jornal espanhol relata ainda que o Brasil, cujo principal destino das exportações é a China (13% do volume total de comércio), apenas sofreu durante o período da crise (2008-2009) por dois trimestres de crescimentos negativos.

"Em seguida, o real começou a recuar até um terço do seu valor no final de 2008, o que incentivou as exportações, tornando os produtos brasileiros mais atrativos no mercado internacional", diz a reportagem.

No segundo trimestre de 2009, o Brasil já registrava crescimento de 1,1% em relação aos três meses anteriores e, de acordo com o Banco Central do Brasil, o PIB poderá crescer em 7% e 11% em 2010 e 2011, respectivamente.

O jornal espanhol ainda destaca o consumo interno brasileiro, e cita que programas governamentais, assim como o Bolsa Família, incentivaram o consumo por parte da classe média, evitando que o país sofresse ainda mais com os efeitos da crise internacional.

Enquanto isso, a Espanha sofria ao mesmo tempo com a redução do consumo e com a desaceleração do crescimento da economia.

Espera

O Expansión lembra que é necessário esperar até dezembro para que o Brasil seja confirmado como a oitava maior economia do mundo.

No entanto, o periódico lembra que a China, principal destino das exportações brasileiras, já conseguiu superar o Japão e se tornar a segunda maior economia do mundo, conforme dados parciais vistos neste ano.

De acordo com a Agência Internacional de Energia, o gigante asiático já supera o consumo energético americano, quando em 2000 consumia apenas a metade.

Extraído de http://www.brasileconomico.com.br/ .   em 18 de agosto de 2010.

Para ler a matéria direto no Jornal espanhol vá em:

Listas dos fichas sujas do Rio de Janeiro!!!

Prezados amigos, segue abaixo uma lista dos políticos FICHAS SUJAS do Rio de Janeiro que me foi enviada por um amigo, ex-aluno, conferi a lista no site http://www.asclaras.org.br/ e http://www.transparencia.org.br/

Por favor prestem bastante atenção no nome desses políticos malvados que não agregam em nada a nossa sociedade e o único problema que eles resolvem são os próprios, não se deixem enganar!!!

Pensem bem antes de votar, lembrem-se que esta é a principal eleição do País. Estes representantes irão fazer muitas tranformações me nossas vidas, então agora é a hora de fazer a escolha certa!!!

Vamos dar um basta nos políticos CORRUPTOS!!! chega de desilusões políticas, vamos tentar melhorar este país e seguir mudando pra poder crescer mais e buscar cada vez mais um maior DESENVOLVIMENTO, vamos cobrar dos DEPUTADOS FEDERAIS E SENADORES DA REPÚBLICA, propostas concretas para a nossa sociedade e nada de balelas, vamos nos organizar e fazer a escolha certa, vamos escolher propostas e não beleza e amigos. Vamos todos juntos na luta para um BRASIL de fato DESENVOLVIDO.

ALMIR MOURA - Deputado PFL-RJ - Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

DOUTOR HELENO - Deputado PSC-RJ - Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

ELAINE COSTA - Deputada PTB-RJ - Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

FERNANDO GONÇALVES - Deputado PTB-RJ - Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

ITAMAR SERPA - Deputado PSDB-RJ - Crime Contra o Consumidor, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

JOÃO MENDES DE JESUS - Deputado PSB-RJ - Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

JOSÉ DIVINO - Deputado PRB-RJ - Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

JÚLIO LOPES - Deputado PP-RJ - Falsidade Ideológica

LAURA CARNEIRO - Deputada PFL-RJ - Improbidade Administrativa e Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

MARCELO CRIVELA - Senador PRB-RJ - Crime Contra o Sistema Financeiro e Falsidade Ideológica

NELSON BORNIER - Deputado PMDB-RJ - Improbidade Administrativa

PAULO BALTAZAR - Deputado PSB-RJ - Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

PAULO FEIJÓ - Deputado PSDB-RJ - Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

REINALDO BETÃO - Deputado PL-RJ - Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

REINALDO GRIPP - Deputado PL-RJ - Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

VIEIRA REIS - Deputado PRB-RJ - Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)

CARLOS RODRIGUES - Ex-Deputado PL-RJ Bispo Rodrigues - Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias, Crime Contra o Sistema Financeiro e Falsidade Ideológica)

ROBERTO JEFFERSON - Ex-Deputado PTB-RJ - Mensalão

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Anúncio de venda deixa em queda ações da Universidade Estácio de Sá!!!


Ações da Estácio recuam mais de 9% em São Paulo após plano de oferta

Bárbara Ladeia (bladeia@brasileconomico.com.br)


A Estácio Participações caía 9,45%, para R$ 19,65 na BM&F Bovespa, às 12h34. Mais cedo a empresa e dois dos acionistas enviaram um fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informando um plano para venda de ações.

Foi aprovada em assembléia a realização de oferta pública de distribuição primária e secundária de ações ordinárias de emissão da companhia em mercado de balcão não-organizado.

Segundo a empresa, serão vendidas 32.803.240 ações ordinárias de sua titularidade, e até 3.280.324 ações ordinárias serão emitidas e vendidas pela companhia. Se considerado o lote suplementar, a oferta poderá chegar a 36.083.564 ações.

A coordenação da emissão é do Banco BTG Pactual e do Banco de Investimentos Credit Suisse, com a participação de instituições finaceiras integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários e de determinadas instituições autorizadas a operar no mercado de capitais.

Serão colocadas também, ações no exterior, para investidores americanos.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Estudo mostra que a consumidora da classe C não imita A ou B

Mulher da classe C é vaidosa, gosta do que é bom e sabe cuidar bem da família. Publicidade deve aprender a se comunicar com essa personagem.

Esta mulher é uma pessoa com excelente autovalorização, embora leia livro de autoajuda. Ela é vaidosa, sabe o que usar, e passa longe dos grandes desfiles de moda. Porém, não deixa de observar as badaladas lojas de grife e ainda assim não se liga muito às marcas.

Quer elegância, conforto, qualidade e preço bom. Tudo isto é importante para dar um clima excelente à sua vida em casa, onde quase sempre a espera uma segunda jornada de trabalho.

Neste ritmo, às vezes, é impossível cuidar do corpo como sugerem as publicações defensoras da malhação. O que importa, mesmo, é estar bonita por dentro e isto a faz uma pessoa com excelente autovalorização.

Rita Almeida, diretora da CO.R Inovação, é quem lança este olhar atencioso sobre esta personagem. Sua empresa desenvolve planejamento com grandes agências e tem como proposta contribuir para que a publicidade seja transformada, transforme os clientes e sirva para transformar o mercado e sua relação com os públicos-alvo quando tratar da mulher situada na base da pirâmide social.

A CO.R Inovação mostra que a nova consumidora segue tendências próprias, não perde tempo imitando A ou B .

Ao seu modo, encontra meios de saber o que interessa para o seu cotidiano. 28,2% delas se informam junto às amigas, 21,6% ficam em dia com os assuntos trocando ideia quando vão aos salões de beleza; 20,7% se atualizam lendo revistas populares e 7,8% têm informações vendo televisão.

Ao comprar, prestigiam o comércio dos bairros populares de sua cidade.

Entenda os índices de inflação; saiba o que eles medem e para que servem


Os índices de inflação são instrumentos para medir a variação dos preços e o seu impacto no mercado e no custo de vida da população, que surgiram a partir da criação do salário mínimo na década de 50. A diferença entre eles está nos produtos que incluem, no público que é afetado pela variação dos seus preços, no período de medição dos valores e no órgão que realiza a pesquisa.

Os principais indicadores são medidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe-USP). Conhecê-los e acompanhar seus números é importante para quem tem contratos, como os de aluguéis e de prestação de serviços, que são reajustados de acordo com sua variação.

O mais famoso e utilizado entre eles é o índice oficial de inflação, relacionado às metas estabelecidas pelo governo federal, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre os dias 1º e 30 de cada mês. Os preços obtidos são os efetivamente cobrados ao consumidor, para pagamento à vista, colhidos em estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços, domicílios (para verificar valores de aluguel) e concessionárias de serviços públicos.

O IPCA reflete o custo de vida de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém, além do Distrito Federal e do município de Goiânia.

O IBGE também calcula o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que mede uma faixa salarial mais baixa que o IPCA (até 6 salários mínimos, diante dos 40 salários mínimos do IPCA), a alteração de preços de serviços e produtos mais básicos é mais sentida neste índice. O peso do grupo alimentos (arroz, feijão, leite, frutas, refeições feitas em restaurantes, lanchonetes) é maior no INPC que no IPCA

FGV calcula indicadores com períodos diferentes

Os índices medidos pela FGV também têm grande importância para o reajuste de contratos. O principal é o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), medido do dia 21 de um mês ao dia 20 do mês seguinte, que registra a inflação de preços variados, desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais. Ele é muito usado na correção de aluguéis e tarifas públicas, como conta de luz. Serve para todas as faixas de renda.

O IGP-M tem como variantes o IGP-10 e o IGP-DI, cuja diferença principal é no período de medição. Para o primeiro, a coleta de preços é feita do dia 11 de um mês ao dia 10 do mês seguinte. O segundo, que é o indicador mais antigo da FGV, mede o mês cheio, do dia primeiro do dia 30/31. Todos têm na sua composição o Índice de Preços por Atacado (IPA), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e Índice Nacional do Custo da Construção (INCC).

Para aprofundar a pesquisa do Índice de Preços ao Consumidor, a FGV faz um cálculo quadrissemanal do IPC-S, com fechamentos nos dias 7, 15, 22 e 30 de cada mês. São consideradas as variações de preços de 456 itens definidos por meio de uma Pesquisa dos Orçamentos Familiares (POF).

Esses produtos e serviços são distribuídos em sete classes de despesas (listadas, a seguir, pela ordem de peso no cálculo da pesquisa, da maior para a menor): habitação (31,51%), alimentação (27,20%), transportes (12,76%), saúde e cuidados pessoais (10,53%; inclui remédios e higiene pessoal), educação, leitura e recreação (8,63%), vestuário (4,80%) e despesas diversas (4,57%; inclui gastos como cartório, loteria, correio, mensalidade de Internet, cigarro e outros).

Para medir a inflação na cidade de São Paulo, principal metrópole do país, a Fipe calcula o IPC-Fipe, abrangendo um período de oito semanas de coleta. Em cada quadrissemana, as variações são obtidas dividindo-se os preços médios das quatro últimas semanas (referência) pelos preços médios das quatro semanas anteriores a elas (base).

Sete grupos de análise são utilizados pela Fipe (listados em ordem decrescente de peso nos cálculos): habitação (32,79%), alimentação (22,73%), transportes (16,03%), despesas pessoais (12,30%, com itens como fumo, bebidas, recreação e artigos de higiene e beleza), saúde (7,08%), vestuário (5,29%) e educação (3,78%).

Extraído de http://www.oglobo.com/ em 16 de agosto de 2010

domingo, 15 de agosto de 2010

O que os economistas pensam sobre sustentabilidade

Organização de Ricardo Arnt

288 p. - 16 x 23 cm
ISBN 978-85-7326-452-4

Lançamento em no dia 31 de agosto de 2010.


Diante dos cenários climáticos divulgados pela ciência nos últimos anos, o desenvolvimento econômico não pode mais ignorar suas externalidades e efeitos colaterais. Impõe-se à sociedade a defesa e a conservação do patrimônio natural, dos bens e dos recursos comuns.

Neste livro, quinze economistas formadores de opinião discutem as teses de sustentabilidade em entrevistas exclusivas, mostrando como encaram suas propostas, por que as aceitam ou refutam e o que consideram necessário, viável ou utópico, refletindo também sobre as críticas ambientalistas à teoria econômica.

Desse painel pluralista sobressai o consenso de que, para se alcançar o desenvolvimento sustentável, a qualidade do debate precisa evoluir e superar impasses. O que os economistas pensam sobre sustentabilidade reúne depoimentos valiosos para todos aqueles que desejem entender a fundo a nova agenda climática e as estratégias para o enfrentamento da crise ambiental que aflige o presente e ameaça o futuro.

O volume traz entrevistas com Antonio Delfim Netto, André Lara Resende, Edmar Bacha, Eduardo Giannetti, Luciano Coutinho, Gustavo Franco, José Roberto Mendonça de Barros, José Eli da Veiga, Luiz Gonzaga Belluzzo, Maílson da Nóbrega, Aloizio Mercadante, Sérgio Besserman Vianna, Pérsio Arida, Luiz Carlos Bresser-Pereira e Ricardo Abramovay.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Economista: 13 de agosto é seu dia!

“Perante Deus eu juro fazer da minha profissão de Economista um instrumento não de valorização pessoal, mas sim utilizá-lo para a promoção do bem-estar social e econômico de meu povo e minha nação, cooperar com o desenvolvimento da ciência econômica e suas aplicações, observando sempre os postulados da ética profissional”.

Esse é o juramento dos economistas. A profissão foi regulamentada em 13 de agosto de 1951, pela Lei 1411, portanto, 13 de agosto é considerado o Dia do Economista. É uma profissão que mistura fascínio com desafios. O fascínio vem do próprio texto do juramento do economista, que sintetiza a essência da ciência econômica, ou seja, estar voltada para a promoção do bem-estar social e econômico. Já o desafio está centrado no fato de que as decisões de política econômica nem sempre caminham nesse sentido.

Muitos que criticam a postura do economista confundem o profissional, pessoa física, com as decisões de política econômica.

Esquecem-se que existem metas econômicas conflitantes e que administrar a escassez é o ponto central da ciência econômica. Outros, equivocadamente, relacionam as crises econômicas e os planos de estabilidade econômica aos economistas, como se o fator político não tivesse sido decisivo nesses momentos mais agudos da vida brasileira, representados nos fracassos dos planos Cruzado, Verão, Collor, entre outros.

Por outro lado, poucos enfatizam o sucesso na condução da estabilidade econômica alcançada no Plano Real, plano econômico elaborado pelos economistas.

Não obstante esse erro de avaliação por parte da sociedade, neste Dia do Economista há muito a comemorar. É uma classe que permanentemente participa do debate dos grandes temas nacionais. Além disso, é presente em todos os momentos em que há necessidade de avaliar os mais variados indicadores tanto para entender o curto prazo, como para traçar estratégias de longo prazo. É um olhar mais do que quantitativo: o economista, por sua capacidade de abstração, tem um olhar qualitativo, afinal, um número sem interpretação adequada é somente um número.

E se há um futuro promissor nesse país, não tenham dúvida que para chegar até ele os economistas terão papel fundamental. Ter orgulho de ser economista é o retorno alcançado por aqueles que sem pensar em si, mas na coletividade, estudam, debatem, orientam e acima de buscam soluções para os graves problemas sociais.

Parabéns, economistas que escolheram essa ciência social como profissão e nunca esmoreçam, e não se esqueçam do juramento: “Perante Deus eu juro fazer da minha profissão de economista um instrumento não de valorização pessoal, mas sim utilizá-lo para a promoção do bem-estar social e econômico de meu povo e minha nação...”.

Parabéns, economistas, neste dia 13 de agosto. (O autor, Reinaldo Cafeo, é economista e articulista do JC)

Extraído de http://www.jcnet.com.br/detalhe_opiniao.php?codigo=189331 em 13 de agosto de 2010.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Fundador da Estácio de Sá vai se desfazer de participação na universidade


Reportagem de Daniela Amorim

Os donos da Estácio de Sá, uma das maiores instituições privadas de ensino do país, decidiram se desfazer de sua participação na universidade. Foi protocolado ontem na Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) o pedido de análise de registro de oferta pública de ações da Estácio Participações S.A.. O fundador do grupo, João Uchôa Cavalcanti Netto, e sua filha Monique Uchôa Cavalcanti de Vasconcelos vão vender integralmente os 41,7% que detêm do capital social da empresa. A GP Investimentos, que também é sócia da companhia, continuará à frente da gestão do negócio.

A Estácio Participações e os dois acionistas farão oferta pública primária e secundária de ações ordinárias da empresa, segundo fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Serão oferecidas 32.803.240 ações ordinárias já em poder dos vendedores. Caso haja demanda pelo lote suplementar, a Estácio emitirá até 10% do total de ações disponíveis para venda, ou seja, 3.280.324 papéis nas mesmas condições. Nesse caso, serão vendidas ao todo pouco mais de 36 milhões de ações ordinárias. O Banco BTG Pactual e o Credit Suisse coordenam a operação.

São quase 215 mil alunos no Brasil e até no Paraguai

Em maio de 2008, a GP Investments - o maior fundo de private equity da América Latina - adquiriu 20% do capital da Estácio, e estabeleceu uma aliança estratégica, através de uma gestão compartilhada da Estácio Participações (sócios fundadores e a GP).

O preço de venda dos papéis será fixado após a coleta de intenções de investimento (bookbuilding) e análise das condições de mercado. Ontem, na Bolsa de Valores de São Paulo, a ação ON (ordinária, com direito a voto) da Estácio Participações fechou em queda de 9,45%, cotada a R$ 19,65. No mês, o papel acumula perda de 6,38%. A Estácio informou que a realização da oferta de ações foi aprovada em reunião do Conselho de Administração da companhia.

Em fevereiro de 2007, a Estácio Participações S.A. tornou-se integralmente uma instituição com fins lucrativos. No segundo trimestre de 2010, a empresa contabilizava 182,8 mil alunos na graduação presencial e 19,2 mil na graduação à distância. Na pós-graduação presencial eram 11,1 mil alunos e 1,7 mil na pós-graduação à distância. No total, já são quase 215 mil alunos.

A rede tem duas universidades, dois centros universitários e 27 faculdades, que contam, em conjunto, com 77 campi, sendo 37 no Estado do Rio de Janeiro, e unidades em outros 15 estados brasileiros, além de uma universidade no Paraguai, com cerca de 2 mil alunos. A rede de ensino oferece cerca de 70 cursos de graduação, nas áreas de engenharia e tecnologia, saúde e ciências biológicas e sociais.

Segundo balanço publicado ontem, a Estácio Participações registrou lucro líquido de R$ 7,8 milhões no segundo trimestre, acumulando um lucro líquido de R$ 36,7 milhões no primeiro semestre de 2010.

Geração de caixa atingiu R$ 58,4 milhões no semestre

A geração de caixa operacional da empresa, medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou R$ 58,4 milhões no primeiro semestre do ano, sendo R$ 18,7 milhões no último trimestre.

O lucro bruto da companhia no semestre foi de R$ 159,6 milhões, sendo R$ 71,2 milhões arrecadados no segundo trimestre.

A Estácio não pode comentar a oferta pública de ações porque está em período de silêncio, de acordo com instrução da CVM.

Extraído de http://www.oglobo.com.br/ em 12 de agosto de 2010