quinta-feira, 30 de setembro de 2010

“Só com título o eleitor não vota”, alerta presidente do TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, afirmou hoje (30/9) que o eleitor que estiver portando apenas o título de eleitor não poderá votar.

Ele explicou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou hoje (30) a exigência de dois documentos — título de eleitor e documento com foto — para o eleitor votar no próximo domingo (3).

O Supremo decidiu que os dois documentos são obrigatórios, mas que o eleitor pode votar se não estiver portando o título. Ao ser perguntado se na prática isso não derruba a utilidade do título, Lewandowski afirmou que o documento "não perde sua utilidade, mas que a médio prazo, com o advento da urna biométrica, ele será obsoleto".

Neste ano, mais de 1 milhão de pessoas votarão pelo sistema de identificação de digital.

Sobre a possibilidade de a decisão de hoje causar confusão no eleitor, Lewandowski afirmou que o STF apenas desobrigou a apresentação de um dos documentos. "A grande maioria dos eleitores já estava informada que precisaria de levar os dois documentos, o que não é afetado com a decisão de hoje", disse.

O presidente ainda afirmou que o TSE já está colocando no rádio e na TV uma campanha para explicar a decisão.

Hoje os ministros do Supremo decidiram sobre um pedido de liminar (urgência) feito pelo PT para que a medida entrasse em vigor ainda nas eleições de domingo.

O mérito da ação será julgada pelo STF em outra data.

Fonte: Jornal Brasil Econômico - As informações são da Agência Brasil - 30/09/10 20:15


DÓLAR CAI AO MENOR NÍVEL EM 10 MESES

ENTRADA DE DÓLARES BATE RECORDE E COTAÇÃO CAI


Dados preliminares do Banco Central mostram que US$ 14,45 bilhões ingressaram no País em setembro até o dia 24, em operações como a compra de ações. A capitalização da Petrobras é o principal responsável. Mesmo sem os últimos quatro dias úteis do mês, o valor já é o maior da série iniciada em 1982 e deve crescer, segundo analistas. 0 dólar caiu para R$ 1,7050, o menor valor em dez meses. 0 governo pretende agir de forma mais incisiva contra a especulação e pode acionar a elevação do IOF, hoje em 2%.

Com novo recorde na entrada de moeda estrangeira no País - crescimento de 1.101% em comparação com agosto -. dólar fecha em 1,705

A operação de aumento de capital da Petrobrás leva o Brasil a novo recorde, desta vez na atração de dólares. Dados preliminares do Banco Central mostram que US$ 14,45 bilhões entraram no País em setembro até sexta-feira, 24, em operações financeiras como a compra de ações. Mesmo sem os últimos quatro dias úteis do mês, o valor já é o maior da série iniciada em 1982.

Analistas dizem que o montante vai crescer ainda mais, pois estrangeiros continuam a transferir dólares nesta semana, tanto que o dólar caiu ontem ao menor valor em dez meses: R$ 1,705.

A capitalização da Petrobrás, a maior operação desse tipo já realizada no mundo, funcionou como verdadeiro ímã de dólares ao mercado brasileiro em setembro. Pela conta financeira, onde são registradas transferências para a compra de ações, títulos de renda fixa e outras operações, o ingresso da moeda saltou impressionantes 1.101% na comparação com agosto. É como se entrassem cerca de US$ 7 mil a cada segundo ou US$ 25 milhões a cada hora de setembro.

Mesmo sem a última semana do mês, o desempenho já deixou para trás o recorde anterior, de outubro de 2009, quando entraram US$ 13,1 bilhões. Naquele mês, a filial brasileira do banco espanhol Santander fez uma bem-sucedida oferta de ações na Bolsa de Valores de São Paulo.

Entre analistas, há expectativa de que o valor do mês pode ser ainda maior, já que as transferências de dólares para a compra de ações da Petrobrás poderiam ser feitas até segunda-feira desta semana - dia não captado pelo dado preliminar do Banco Central.

"Ainda temos todas as transferências feitas no último dia e o fluxo que continua desde então. É exatamente por essa entrada forte que o Banco Central está atuando mais agressivamente na compra de dólares", diz o analista da Tendências Consultoria Felipe Salto.

Incentivo. Na percepção do mercado, mesmo com o fechamento da operação da Petrobrás, a entrada de dólares continua firme, principalmente porque há o entendimento de que a capitalização bem-sucedida da petrolífera deve incentivar outras empresas a lançar ações.

Essa avaliação ganha ainda mais força diante dos sinais recentes do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, de que o juro da maior economia do mundo deve continuar estável por vários meses.

Em relatório, o departamento econômico do Bradesco avalia que, sem a perspectiva de alta do juro nos EUA e com a fragilidade da recuperação nas economias maduras, "se consolida um forte apetite por investimentos e ativos" em mercados emergentes como o Brasil - o que explica o ingresso dos dólares.

"As condições são muito favoráveis e, por isso, o País deve continuar atraindo investidores estrangeiros e seus dólares", reforça o analista da Tendências, que acredita que o dólar deve continuar em torno de R$ 1,70 porque o BC deve evitar a queda para valores muito inferiores.

Dos mais de US$ 14 bilhões que entraram no Brasil pela conta financeira em setembro até a sexta passada, o Banco Central comprou US$ 9,43 bilhões para reforçar as reservas internacionais. Isso quer dizer que a autoridade monetária adquiriu US$ 554,8 milhões a cada dia útil do mês. Entre os dias 14 e 21, o Banco Central comprou, na média, mais de US$ 1 bilhão a cada dia.

Fernando Nakagawa
http://www.estadao.com.br/ em 30/09/2010

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Aumenta otimismo das famílias com a economia

As famílias brasileiras estão mais otimistas sobre a situação econômica do país, mais propensas a consumir e menos endividadas, revela estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com base em pesquisa realizada neste mês em 3,81 mil domicílios de 214 municípios.

De acordo com o estudo, 59,95% das famílias projetam melhora da economia nos próximos 12 meses, acima dos 58,03% registrados no levantamento de agosto. O otimismo é maior no Norte, onde 72,67% dos entrevistados apontaram expectativa que a economia atravessará melhores momentos no período de um ano. No Sudeste, as famílias com essa perspectiva representam 54,33% do total.

Para Marcio Pochmann, presidente do Ipea, os números podem ficar ainda melhores até o fim do ano, dada a entrada de recursos do décimo-terceiro salário na economia e o aumento da ocupação nas famílias. "Possivelmente vamos ter o melhor fim de ano da década." A expectativa de Pochmann é de incremento real de 5% da renda familiar no fim deste ano, na comparação com igual período de 2009, projeção que se sustenta na tendência de um número maior de pessoas empregadas.

O estudo mostra que 53,81% das famílias brasileiras veem o momento como propício para o consumo, um pouco acima dos 53,03% do mês passado. Na mesma base de comparação, o número de famílias endividadas caiu de 54,5% para 52,6%, enquanto a percepção de que a situação financeira vai melhorar daqui a um ano ficou em 77,32% neste mês, quase em igual patamar dos 77,48% de agosto.

Os números também indicam tendência de leve melhora na inadimplência, já que o percentual de famílias que dizem não ter condições de pagar dívidas atrasadas caiu de 37,8% para 36,19%.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Mercado diverge do BC e espera alta dos juros


Mercado diverge de BC sobre inflação e prevê novo aperto


A divergência entre o mercado e o Banco Central em relação à trajetória da inflação em 2011 acentuou-se na última semana. A inflação que pode ser inferida pelas taxas dos títulos públicos negociados (inflação implícita) superou os 6% para os papéis com vencimento em maio de 2011.

Desde 9 de setembro, quando foi divulgada a ata da reunião do Comitê de Política Monetária que interrompeu a alta dos juros, cresceu a compra dos papéis corrigidos pela inflação. A diferença entre as taxas desses títulos e dos prefixados é uma das formas de se avaliar a expectativa de inflação embutida nos papéis. O retorno para o investidor ("yield") recuou mais de 50 pontos base desde então para os títulos com vencimento em maio de 2011. Descontando-se a taxa prefixada para o mesmo período, vê-se que a inflação contida no preço pulou de 5,41% para 6,07% para o primeiro semestre de 2011 em pouco mais de dez dias.

Cálculo semelhante para os papéis que vencem em novembro de 2011 indica que os aplicadores esperam inflação de 5,62% no fim do ano, maior que os 5,33% registrados antes da ata do Copom. O principal fator no cenário de mais inflação, na visão dos analistas, é a força da demanda doméstica.

Aumentou nas últimas duas semanas a divergência entre o mercado e o Banco Central (BC) sobre a trajetória da inflação para o próximo ano. Enquanto os documentos da autoridade monetária reforçam uma visão otimista, a "inflação implícita", queque pode ser inferida pelas taxas dos títulos públicos negociadas pelos investidores, superou os 6% para os papéis com vencimento em maio de 2011.

Começa a crescer a corrente de economistas que acreditam que o BC terá de elevar a taxa básica de juros no primeiro semestre do próximo ano. A mediana das expectativas do Focus já mostra alta em março de 2011. Há, inclusive, analistas que acreditam em novo "cavalo de pau" na política monetária ainda este ano, com a retomada do processo de aperto monetário nas reuniões de outubro ou dezembro, após as eleições.



Desde o dia 9 de setembro, quando foi divulgada a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), explicando a manutenção da Selic, intensificou-se o movimento de compra dos papéis corrigidos pela inflação. O retorno para o investidor (yield) recuou mais de 50 pontos base desde então para os títulos com vencimento em maio de 2011. Descontando-se a taxa prefixada para o mesmo período, vê-se que a inflação embutida no preço pulou de 5,41% para 6,07%, para o primeiro semestre de 2011 em pouco mais de dez dias.

O mesmo cálculo para os papéis da dívida que vencem em novembro de 2011 indica que os aplicadores esperam inflação de 5,62% no fim do ano, acima do patamar de 5,33% registrado antes da ata do Copom.

A diferença entre as taxas de juros dos papéis prefixados em relação ao preço dos títulos atrelados a índices de preços é uma das formas de se avaliar a expectativa de inflação embutida nos títulos públicos. A mudança de rumo vista nos últimos dias, portanto, pode indicar a percepção dos investidores de que o BC pode estar com uma visão equivocada da trajetória dos preços.

Na pesquisa Focus, feita semanalmente pelo Banco Central, as expectativas inflacionárias também vêm se deteriorando desde a divulgação da ata, mas de maneira mais lenta. A inflação esperada para 2011 pulou de 4,85% para 4,95% nas últimas duas semanas. Como consequência, os economistas que respondem ao levantamento esperam elevação de um ponto percentual da Selic em 2011.

A importância dessa informação será vista nesta semana, quando será apresentado o Relatório de Inflação (RI) de setembro. O BC utiliza os dados projetados pelos agentes para rodar seus modelos econométricos e apontar como está a dinâmica inflacionária para os próximos meses e anos. A deterioração das expectativas, portanto, pode impactar diretamente os modelos da autoridade monetária.

No último RI, de junho, a data de corte para as projeções colhidas no Focus foi 18 de junho, para o documento divulgado em 30 daquele mês. Se for usada a mesma data no relatório de setembro, o documento deve incorporar um IPCA esperado bastante acima da meta, 4,95%, com uma taxa de câmbio ligeiramente abaixo da anterior.

Para Luis Otavio de Souza Leal, economista-chefe do Banco ABC Brasil, mais do que observar a análise, o interesse recai sobre as projeções de inflação para o 4º trimestre de 2010. "O BC reage a erros de previsão feitos no RI. Ou seja, caso a previsão para os últimos 3 meses de 2010 contida no RI de setembro acabe se mostrando muito otimista quando comparada com os números que efetivamente serão divulgados, aumenta muito a chance de que haja um movimento de elevação dos juros ainda no primeiro trimestre de 2011."

O principal fator que leva a esse cenário mais inflacionário para os próximo meses, na visão dos analistas, é a força da demanda doméstica. Os dados do mercado de trabalho apontam para a menor taxa de desemprego da história e para um forte aumento da massa salarial. O aumento real do rendimento do trabalho apresenta uma taxa anualizada de 18% no último trimestre. "A sequência de aumentos da renda real média e da massa salarial real caracteriza o período de expansão atual como o mais prolongado da série histórica", diz Aurélio Bicalho, economista do Itaú Unibanco.

Além disso, o mercado de crédito começa a retomar o vigor de anos anteriores, o que deve puxar o consumo no fim do ano, especialmente nas linhas para pessoas físicas. Para Henrique Navarro, analista do Banco Santander, a "tão esperada recuperação na demanda por crédito no Brasil" está ganhando força, após o lento crescimento registrado no primeiro semestre, diz.

Por outro lado, a inflação corrente reforça o temor de aumento dos preços de alimentos e a sequência de três meses com IPCA ao redor de zero não deve se repetir neste ano.

sábado, 25 de setembro de 2010

Façam suas contas!!! Confiram seus gastos!!!


Olá meus queridos amigos leitores do Blog, agradeço a todos por mais de 2000 visitas e mais de 100 seguidores em apenas 6 meses de publicação(inicio em março de 2010)

Para aqueles que estão nas minhas palestras ou nas minhas aulas e que morrem de rir quando falo dos gastos das famílias e quando explico como é fácil se endividar, pois bem, a pergunta mais recorrente neste caso é: Você já parou para fazer as contas de quanto é seu gasto mensal com os itens mais comuns da sua cesta básica? Tais como: TV por assinatura, internet, despesas com higiene, lazer, vestuário. Pois bem aqui no meu blog coloco um link onde rapidamente todos podem ficar sabendo qual é o seu gasto mensal, com uma visita ao portal da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – Por Teste.

Nós consumidores precisamos como eu costmo falar em sala de aula, a fazer um planejamento dos nossos gastos e o primeiro passo é saber quanto se gasta e com o que se gasta e a partir desse passo podemos saber se os nossos gastos estão realmente dentro das nossas possibilidades.

No site da Pro Teste, você lança seus gastos em diferentes categorias. Eles formam um gráfico, onde você pode avaliar o que tem feito com seu dinheiro e fazer planos para o futuro. Clique  no link abaixo e faça uma visita.

Prof. Rogério Rocha

Desemprego tem queda recorde


Maior ocupação da história

Desemprego cai a 6,7%, menor nível na apuração feita pelo IBGE, e a renda do trabalhador sobe 5,5%. Mas o cenário positivo pode causar a alta dos preços.

A taxa de desemprego caiu pelo quarto mês seguido e alcançou 6,7%. É o menor nível já medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde o início da série histórica, em 2002. A expectativa para os próximos meses é de novos recordes até dezembro, melhor período para o emprego devido às contratações de temporários em razão das festas de fim de ano. Já o rendimento médio dos trabalhadores ficou em R$ 1.472, valor 5,5% superior ao de agosto de 2009, já descontada a inflação do período. O desempenho levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a comemorar o feito.

“Minha geração nunca acreditou que o Brasil teria um índice assim (6,7%). Achavam que isso é coisa da Europa, dos Estados Unidos. Hoje a Europa está com 10% de desemprego”, comentou, em Maringá (PR). Mas, ao mesmo tempo em que os números animam governo e empresários — face às perspectivas de boas vendas no último trimestre —, eles trazem também preocupação quanto ao risco de aumento dos preços aos consumidores. O professor de economia da Universidade de Brasília (UnB) Carlos Alberto Ramos alerta que, apesar de as tendências serem positivas, há o risco de que levem o país a enfrentar sérias dificuldades para encontrar mão de obra suficiente ao sustento da demanda crescente.

O mais temido efeito colateral que essa situação pode causar é um aumento da taxa básica de juros, para conter o superaquecimento econômico. “A escassez de trabalhadores aumenta o poder de barganha dos profissionais, favorece o aumento de salários e pode ocasionar alta da inflação”, avalia.

O economista Fábio Romão, da consultoria LCA, prevê, todavia, que os juros se manterão estáveis em 2011, mas reconhece que a pressão inflacionária pode ser maior do que se pensava. Ele toma por base o fato de que os dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), de 0,31% em setembro, também surpreenderam o mercado de forma a demonstrar um aquecimento econômico acima do esperado. “Na análise por setor, a renda na construção civil cresceu 9,3% no ano. Por se tratar de um ramo onde há reconhecida escassez de mão de obra, o número pode ser interpretado como indício do aumento do poder de barganha dos trabalhadores”, sugere Romão.

Pujança

Salários mais altos representam maiores custos para as empresas, que por sua vez podem ser repassados ao preço dos produtos. Reforça o cenário de risco o maior poder de compra da população. A economista do IBGE Adriana Birigui, explica que, em 12 meses, a renda aumentou em todas as regiões metropolitanas pesquisadas. Em comparação ao mesmo período do ano passado, há 691 mil empregados a mais no país. “O setor que mais criou vagas é o classificado como outros serviços, que cresceu 9,4% em 12 meses e gerou 336 mil vagas, puxado pelo segmento de alimentação”, disse.


O padeiro Paulino Vieira, ao centro, está animado com a carteira assinada após seis meses sem emprego fixo. A padaria onde trabalha, no Núcleo Bandeirante, contratou outros três funcionários só na última semana

A pujança do comércio alimentício é visível na padaria Divino Pão, localizada no Núcleo Bandeirante onde, só na última semana, três funcionários foram contratados. Um deles é o padeiro português Paulino Vieira, 34 anos, morador de Valparaíso (GO), que conseguiu uma vaga com carteira assinada após cerca de seis meses sem emprego fixo. Sua próxima meta é qualificar-se para crescer profissionalmente. “Estou estudando ensino médio a distância”, comenta. Colega dele na empresa, Nelion dos Reis, 19, reconhece que o cenário é favorável, tanto que acumula dois empregos: um na padaria e outro como operador de telemarketing. “São tantas ofertas que dá até para escolher”, festeja.

Recenseadores

A contratação de mais de 190 mil temporários para o Censo 2010 também impactou o índice. Mas, mesmo sem essa ajuda, o mercado de trabalho teria números expressivos, já que dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicaram a geração de 299 mil vagas formais no mês, sem contar os recenseadores. A brigadista Vanda Sales, 38 anos, moradora de Brazlândia, comemora o bom momento, que lhe permitiu conseguir um emprego após três anos de tentativas. “Com o dinheiro, pretendo terminar a faculdade de enfermagem”, revela.

O número de 691 mil total de empregados a mais no país em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2009
2010 deverá bater recorde

A tendência, até o fim do ano, é de intensificação nas contratações, já que, conforme indica a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dezembro é tradicionalmente o melhor mês para o mercado de trabalho. A projeção da consultoria LCA é de um novo recorde no último mês do ano, com uma taxa de desemprego 6%. Se as projeções estiverem corretas, 2010 será o melhor ano para a criação de vagas, com uma taxa média de 6,9%. Até o momento, a menor marca, de 7,9%, é de 2008.

A Confederação Nacional do Comércio estima que serão contratados 118 mil temporários este ano. Já a Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário prevê a geração de 139 mil vagas até o fim do ano, a maior parte em shoppings e supermercados. No Taguatinga Shopping, a expectativa é de geração de 250 empregos temporários entre novembro e dezembro. A superintendente Eliza Ferreira informa que as contratações começarão na segunda quinzena de outubro.

“Em um ano e meio, incrementamos o número de empregos fixos em 700 vagas, graças à expansão com 60 novas operações”, revela Eliza. Para atender a demanda, o Taguatinga já começou o processo de recebimento dos currículos para quem deseja atuar como temporário. Todo o material recebido passa por uma triagem quanto à área de atuação e é repassado aos lojistas.

Gostou e quer ver a íntegra da pesquisa? então clique no link abaixo para ir a página do IBGE.

Extraído de http://www.correiobraziliense.com.br/  em 24/09/2010

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Últimas horas da oferta da Petrobras

Prazo para investidor participar da capitalização acaba hoje. Corretoras antecipam horário limite para pedidos

O prazo para a participação na oferta de ações da Petrobras acaba hoje e os investidores interessados têm poucas horas para garantir suas reservas. Segundo corretoras, a operação mais aguardada do ano no mercado financeiro despertou o interesse de quem ainda não tinha papéis da estatal.

A expectativa, no entanto, é que o maior movimento ocorra hoje, já que muitos preferem deixar a reserva para o último dia para acompanhar a oscilação das ações no mercado e as notícias de última hora.

Segundo um operador, o interesse pela operação foi grande também entre estrangeiros apesar de abaixo da previsão inicial do mercado , principalmente do Oriente Médio e da Ásia, com destaque para a China.

A procura pela operação continua elevada. Recebemos demanda de pessoas que nunca tinham investido em ações diz o gerente comercial de outra corretora.

O investidor pode comprar diretamente ações da Petrobras ou adquirir cotas de fundos de ações criados pelos bancos especialmente para a operação, os Fundos de Investimentos em Ações (FIA-Petrobras). As taxas de administração desses fundos variam de 0,5% a 2% ao ano.

Os interessados devem ficar atentos ao horário limite estabelecido pela corretora para o envio da reserva, que pode ser feita pela internet. Os horários em algumas corretoras pesquisadas variam entre 13h e 18h.

Lula vai à cerimônia sexta-feira na Bovespa celebrar operação Quem ainda não tem cadastro em uma corretora de valores precisa correr ainda mais. Algumas, como a Santander Corretora e a ICAP, informam que é possível garantir o cadastro e a participação na oferta se o registro for feito até 15h e 14h30m, respectivamente, com os devidos documentos exigidos. Outras corretoras como a Ágora, a XP Investimentos e o WinTrade (homebroker da Alpes Corretora) ainda vão aceitar o pedid/o de cadastramento, mas não há garantia de que haverá tempo para participar.

Em relatório enviado a clientes ontem, o banco UBS não descarta uma demanda elevada dos investidores, mas aponta que esta demanda pode ser a um preço abaixo do mercado. A recomendação da instituição ainda é de venda das ações ON (ordinárias, com direito a voto) da estatal nos próximos 12 meses. Na ação PN (preferencial, sem voto), a recomendação é neutra.

Com o aumento do lote suplementar da oferta na última sexta-feira, o UBS estima que o governo vá responder por 56% a 69% da oferta, estimada em R$ 134 bilhões.

Na sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de cerimônia na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) para celebrar a capitalização, ao lado dos ministros da Fazenda, Guido Mantega, de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, e do presidente da companhia, José Sergio Gabrielli. No mesmo dia, as ações começam a ser negociadas na Bolsa de Nova York e será divulgado, pelos bancos coordenadores, o preço final dos papéis. Na Bovespa, a negociação só começa na segunda-feira.

Ontem, em evento da Ferrovia Norte-Sul no Tocantins, Lula afirmou que estará na Bovespa para capitalizar a Petrobras, diferentemente de seus adversários, que só iam à Bolsa de Valores vender empresas públicas.

Eu, que passei minha vida política dizendo que era socialista, vou fazer a maior capitalização que o mundo capitalista já fez.

Extraído de http://www.oglobo.com.br/ em 22/09/2010

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Exportações crescem 22,9%

Autor(es): Diego Amorim

 
No acumulado dos primeiros oito meses de 2010, as vendas somaram R$ 172,7 milhões. Federação das Indústrias prevê que o setor movimentará até o fim do ano R$ 170 milhões, 30,7% mais do que em 2009.

O volume de exportações do Distrito Federal segue em alta em 2010. Entre janeiro e agosto, o saldo exportado atingiu US$ 100,4 milhões — o equivalente a R$ 172,7 milhões, de acordo com a cotação de ontem, quando os números foram divulgados pela Federação das Indústrias do DF (Fibra). O montante representa um crescimento de 22,9% na comparação com os primeiros oito meses de 2009. Em agosto, as vendas externas movimentaram US$ 13,3 milhões, 16,6% a menos em relação ao mesmo mês do ano anterior, que registrou um saldo de US$ 16 milhões. Pela primeira vez, o levantamento mensal da Fibra, com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), apontou queda ante igual período de 2009. No acumulado do ano, o volume superior à US$ 100 milhões é celebrado pelo setor.

O presidente da Fibra, Antônio Rocha, acredita que até dezembro o DF alcançará a marca dos US$ 170 milhões exportados, o que significaria um salto de 30,7% frente a 2009 — ano que fechou com US$ 130 milhões em vendas externas. “O resultado dos oito primeiros meses mostra que as exportações mantêm uma trajetória de crescimento, acompanhando o bom desempenho nacional. A tendência é que os números cresçam com mais velocidade daqui para a frente”, comenta.

Ao prever avanço do saldo total, Rocha lembra que as exportações candangas continuam focadas na venda de carnes e miudezas de frango, segmento responsável por pouco mais de 70% de tudo o que deixa o DF rumo ao exterior. No ano, a comercialização desses bens de consumo não duráveis acumula US$ 78,5 milhões em agosto, salto de 28% em relação ao mesmo período de 2009. “É preciso diversificar, mas, pela força do segmento no DF, a venda de frangos deve liderar as vendas por um bom tempo”.

Rocha avalia que, em 2009, a indústria brasiliense temia os efeitos da crise econômica mundial, o que ajuda a explicar o melhor desempenho deste ano. Apesar do temor, as vagas criadas pelo setor em 2009 representaram 5,1% do total de ocupados do DF, contra 4,9% em 2008 — cenário diferente do observado em parques industriais do eixo Sul-Sudeste. “Há uma franca recuperação no DF. As empresas estão mostrando competitividade”, acrescenta o presidente da Fibra.

Quanto aos países de destino, a Venezuela ainda lidera o ranking dos principais compradores de produtos brasilienses. O país de Hugo Chávez respondeu pela aquisição de 32,8% do total exportado entre janeiro e agosto deste ano. No período analisado, a Arábia Saudita ficou na segunda posição (13%), seguida por Portugal (9,1%), Hong Kong (6,2%) e Emirados Árabes (6%). Com frequência, a Fibra tenta estreitar laços comerciais com outros países(1).

Importações

As importações do DF alcançaram US$ 110,1 milhões em agosto, crescimento de 41% em relação ao mesmo mês de 2009, quando o montante comercializado não passou de US$ 65. O saldo acumulado do ano apresenta alta de 66% ante 2009. As origens das importações concentram-se no Canadá (25,53%), nos Estados Unidos (20,96%), na Alemanha (11,49%), no Reino Unido (7,51%) e na Suíça (6,18%).

1 - Novos itens

No mês passado, o presidente da Fibra, Antônio Rocha, recebeu representantes de uma comissão do Irã. Os iranianos disseram ter grande interesse em negócio nas áreas de tecnologia da informação e comunicação, petróleo, gás e biotecnologia.

Extraído de http://www.correioweb.com.br/ em 21/09/2010.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Mercado eleva projeção para PIB e inflação em 2010


Micheli Rueda (mrueda@brasileconomico.com.br)

As instituições consultadas pelo BC elevaram a expectativa para o PIB pela terceira semana consecutiva

As instituições financeiras elevaram o prognóstico para o Produto Interno Bruto (PIB) e para a inflação em 2010, segundo o relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC).

Os agentes de mercado consultados estimam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerre 2010 a 5,01%, ante 4,97% na semana passada.

Há quatro semanas, a projeção era de 5,10%. Para o ano que vem, as instituições elevaram a estimativa de 4,90% para 4,95%.

Por sua vez, a projeção para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) foi elevada para 9,05%, frente a 8,79% na semana anterior. Há um mês, a estimativa era de 8,56%.

Já a aposta para 2011 foi ajustada para 5,04%, contra 5,00% há uma semana.

Para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), a previsão para 2010 foi elevada para 9,08%, face a 8,91% na semana anterior.

Há quatro semanas, a estimativa era de 8,50%. A expectativa para 2011 passou de 5,00% para 5,01%.

PIB

As instituições consultadas pelo BC elevaram a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) doméstico de 2010, a 7,47%, contra 7,42% há uma semana.

As projeções para 2011 apontam para um crescimento de 4,50%.

Selic

O mercado manteve a previsão para a taxa básica de juros do país (Selic) em 2010 a 10,75% ao ano pela quarta semana seguida.

Para 2011, a taxa foi elevada, a 11,75%. Há um mês, a previsão era de 11,50%.

Câmbio

De acordo com o boletim Focus, a projeção para a taxa de câmbio teve leve redução, passando de R$ 1,77 para R$ 1,75 ao fim deste ano.

Em relação ao ano que vem, os agentes de mercado estimam que a taxa fique em R$ 1,80, contra R$ 1,81 estimado na semana passada.

http://www.brasileconomico.com.br/ em 20/09/2010

domingo, 19 de setembro de 2010

VAGAS NO INMETRO E FIOCRUZ

INMETRO ABRE INSCRIÇÃO EM OUTUBRO

FIOCRUZ INSCRIÇÕES ATÉ 22 DE SETEMBRO

O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) publicou ontem o edital do concurso que vai recrutar 253 servidores. Desse total, 164 são de nível superior e 89, de médio. A maioria das vagas é para o Rio de Janeiro, mas há chances para o Distrito Federal e para o Rio Grande do Sul e Goiás.

Quem tem nível intermediário pode concorrer aos postos de assistente executivo em metrologia e qualidade e técnico — 10 vagas são para quem concluiu o ensino médio e 79 para quem possui formação técnica. Graduados podem se inscrever para analista executivo e pesquisador-tecnologista.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ligada ao Ministério da Saúde, prorrogou até 22 de setembro o período de inscrições para 850 vagas de níveis médio e superior. Os salários iniciais variam de R$ 1.678,28 a R$ 5.558,82, mas podem chegar a R$ 12,5 mil com as gratificações.

Fique atento

Inmetro

Vagas: 253 (níveis médio e superior)
Salário: R$ 2.900,51 a R$ 7.563,01
Inscrição: 1º a 21 de outubro
Taxa: R$ 60 a R$ 120
Data da prova: 12 de dezembro


Fiocruz


Vagas: 850 (níveis médio e superior)
Salário: R$ 1.678,28 a R$ 5.558,82
Inscrição: até 22 de setembro
Taxa: R$ 65 a R$ 150
Data da prova: 24 de outubro




sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O lado bom do dólar fraco

Autor(es): Agência O Globo/Bruno Villas Bôas e Lino Rodrigues

Desvalorização reduz em R$ 10,8 bi dívidas de empresas brasileiras em moeda estrangeira

O tombo na cotação do dólar, que tem levado o governo a estudar medidas para segurar a queda, está reduzindo o endividamento das empresas brasileiras.

Segundo estudo da Economática, a desvalorização do dólar a partir de junho encolheu em R$ 10,85 bilhões a dívida em moeda estrangeira de 159 companhias que têm ações em Bolsa. Isso significa que as empresas podem ter ganhos financeiros com a baixa da moeda e aumentar seus lucros no terceiro trimestre.

Segundo o estudo da consultoria, que teve como base o balanço das empresas no segundo trimestre deste ano, o endividamento encolheu de R$ 231,11 bilhões no fim desse período para R$ 220,26 bilhões até a última quarta-feira. Esse recuo ocorre porque uma dívida de US$ 1 milhão, por exemplo, custaria em junho R$ 1,8 milhão para ser paga, considerando a cotação do dólar no dia 30 daquele mês (R$ 1,80). No atual patamar do câmbio (R$ 1,72), pagar essa mesma dívida custará R$ 1,72 milhões.

O dólar desvalorizou-se 4,7% neste terceiro trimestre, a maior queda desde o mesmo período de 2009 diz Einar Rivero, da Economática.

Alex Agostini, da Austin Rating, afirma que as empresas brasileiras tendem a antecipar o pagamento da dívidas para aproveitar o movimento de queda, principalmente as que têm planos de investimento: Essas empresas poderiam, assim, pegar novos empréstimos no próximo ano, quando, acredita-se, as linhas de financiamento devem ser recompostas em volumes e ter prazos mais longos.

Segundo o levantamento, os setores com maior impacto da variação cambial são petróleo e gás (R$ 2,947 bilhões), mineração (R$ 1,438 bilhão), alimentos e bebidas (R$ 1,291 bilhão) e siderurgia (R$ 1,203 bilhão).

Captação lá fora cresce 157% no ano

Individualmente, a maior beneficiada foi a Petrobras. Seu endividamento em moeda estrangeira encolheu R$ 2,93 bilhões desde junho, segundo a pesquisa.

Curiosamente, a capitalização da estatal tem sido apontada como uma das razões para a recente valorização do real, por estar atraindo estrangeiros para o país. Outra gigante, a Vale, também teve um recuo significativo no endividamento: R$ 1,42 bilhões. Segundo Rivero, isso é natural, em vista do tamanho das duas empresas.

Para Roberto Padovani, estrategistasênior do WestLB do Brasil, a folga no caixa pode, por outro lado, incentivar os empresários a buscarem mais financiamento no exterior: É natural agora que o país se endivide mais em dólar, o que vai aumentar a dívida externa privada brasileira.

E isso pode ser perigoso.

De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), as captações externas de empresas e instituições financeiras somaram US$ 24,2 bilhões nos primeiros sete meses deste ano, 157,84% acima do captado no mesmo período de 2009 (US$ 9,28 bilhões). Se consideradas as captações de agosto até agora, o volume atinge US$ 31,068 bilhões em todo o ano passado, foram US$ 32,18 bilhões.

Segundo a Anbima, com as emissões fechadas este mês, até o dia 22, quando está prevista uma operação de US$ 400 milhões do banco Cruzeiro do Sul, as empresas brasileiras já captaram no mercado externo US$ 4,4 bilhões. Cerca de 70% do montante emitido reforçaram o caixa de empresas como Odebrecht (US$ 500 milhões), Vale (US$ 1 bilhão) e Oi (US$ 1 bilhão). O restante foram captações de bancos.

Na comparação com os primeiros oito meses de 2008, antes do acirramento da crise global, o volume de recursos captados pelas companhias brasileiras triplicou este ano. Naquele período, o total de papéis lançados no exterior somou US$ 11,07 bilhões.

O momento é bastante competitivo diz o vice-presidente da Anbima, Alberto Kiraly.

Extraído de http://www.oglobo.com.br/ em 17/09/2010

Importação de veículos cresce 150% até agosto

Mercado de carro importado cresce e abre espaço para grupos "emergentes"

Autor(es): Naiana Oscar, Fernando Scheller


Expansão. Vendas de automóveis importados cresceram 150% de janeiro a agosto em relação a 2009, enquanto o número de marcas presentes no País dobrou em um ano; montadoras chinesas já respondem por 12% da comercialização de importados

Dólar baixo e consumo interno em alta fizeram a importação de veículos no Brasil alcançar, de janeiro a agosto, o melhor desempenho desde 1995. O salto foi de 150% em relação ao ano passado, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva).

O crescimento foi impulsionado pela chegada de dezenas de montadoras estrangeiras, especialmente chinesas, que passaram a apostar no mercado brasileiro. Em um ano, o número de empresas que exporta seus modelos para o Brasil dobrou.

Até o início de 2009, eram menos de 16 montadoras. Agora, são 30 - oito delas chinesas. Embora tenham pouco tempo de mercado e uma rede de revendas incipiente, essas empresas, juntas, já representam 12% dos 60,2 mil veículos importados entre janeiro e agosto.

"É um volume bem razoável porque eles têm produtos que brigam com os populares, onde a faixa de consumidores é muito maior", afirma José Luiz Gandini, presidente da Abeiva e da Kia Motors - líder de vendas entre os importados, com 54% de participação. "É mais fácil vermos a expansão das chinesas do que a de uma BMW, que tem uma venda mais restrita."

A chegada de empresas como Chery, Chana, Effa Changhe, Lifan e Jinbei Automobile - todas da China - está mudando também o perfil do consumidor de carros importados no País. Até pouco tempo atrás, a classe AAA dominava esse mercado. "Agora, temos também o público do carro popular, que procura um veículo mais completo por um preço mais acessível", diz.

A primeira dessas chinesas a chegar ao Brasil foi a Chana, em 2006. Mas é a novata Chery, no País desde o ano passado, que tem abocanhado mercado com mais velocidade. A empresa estatal já tem 40 revendas no mercado brasileiro e planeja inaugurar mais 30 pontos até dezembro. A Chery vendeu 2,6 mil veículos este ano.

O modelo mais barato é o Face, que sai por R$ 31,9 mil, com ar condicionado, airbag, freio ABS e outros acessórios. O Tiggo custa R$ 54 mil e o Cielo, R$ 44 mil. Até o início do ano que vem, um quarto modelo deve chegar ao mercado brasileiro - o QQ, que deve custar R$ 20 mil.

Todos os modelos são "completos", mas não têm câmbio automático e são movidos apenas a gasolina. A empresa espera resolver esses dois detalhes com a instalação de uma fábrica no Brasil em 2013.

Para o consultor da ADK Automotive, Paulo Roberto Garbossa, o desafio de marcas como a Chery é conquistar a confiança do consumidor.

Numa das três concessionárias paulistanas da montadora, esse é um obstáculo que muito lentamente começa a ser vencido. "Em agosto do ano passado, quando abrimos a unidade, nosso público era só de curiosos", diz a gerente Ana Maria Gonçalves. Nos primeiros 15 dias de setembro, a loja registrou 30 vendas - um recorde para os últimos meses, com média de 15 carros vendidos por mês.

Público. A maioria dos clientes são das classes B e C, mas ainda há um público classe D que visita a concessionária na esperança de achar uma pechincha. "Só que eles chegam aqui e veem que não é tão barato assim", diz Ana Maria.

Depois de muita pesquisa, a microempresária Stephanie Achcar, de 21 anos, levou para casa, nesta semana, um Cielo. Como trabalha com intercâmbio para adolescentes de famílias de alta renda, queria um carro "mais chique" para fazer os atendimentos, e que não fosse tão caro. Antes de fechar a compra, ligou para proprietários dos veículos e ouviu, críticas e elogios na mesma medida. "Fiquei com medo porque é um carro chinês e ainda não sabemos qual é a desses caras", disse. "Assim que saí da concessionária ele pifou numa rampa. Fiquei assustadíssima, mas não sei se é reflexo da minha desconfiança."

Embora a Chery seja a campeã de vendas entre os chineses no Brasil, é a Effa Motors que oferece os modelos mais barato do mercado: utilitários a partir de R$ 20.480. A companhia, que vende também o carro popular M100, está introduzindo uma nova marca no País, para vender "genéricos" do Mini Cooper e do Corolla, da Toyota. "Nosso objetivo é vender 6 mil carros até o fim deste ano", diz Clairto Acciarto, diretor comercial da Effa Motors no Brasil.

O público para esses automóveis inclui a classe C e até uma parte da D. "As parcelas para compra dos veículos saem a menos de R$ 500." Os utilitários são comprados principalmente por trabalhadores autônomos.

PARA LEMBRAR

Carro russo marcou abertura de mercado

No início da década de 1990, quando o então presidente Fernando Collor de Mello derrubou a barreira para produtos importados, que vigorou durante todo o regime militar e também no governo José Sarney, os primeiros carros fabricados em outros países a ganharem o mercado brasileiro em larga escala foram os russos Lada. Ao custo de aproximadamente US$ 7 mil, disputavam em preço com os veículos populares da época. Entre os modelos vendidos no País estavam o Laika, o Samara (que lembrava um pouco o antigo Gol) e o Niva (espécie de jipe off-road).

O automóvel, fabricado pela empresa estatal russa Avtovaz, tinha o design típico dos veículos que hoje servem apenas de objeto de cena para filmes ambientados na Rússia ou na Alemanha Oriental, antes da queda do Muro de Berlim, em 1989: o design quadrado e pesado, que ressalta o aspecto funcional de um automóvel.

Apesar do relativo sucesso durante os anos de comercialização no Brasil, entre 1990 e 1995, o veículo enfrentou problemas por não estar adaptado à gasolina com mistura de álcool usada no Brasil. O golpe final foi o estabelecimento do imposto de importação sobre veículos, que inviabilizou a concorrência no quesito preço com os similares locais.

Extraído de http://www.estadao.com.br/ em 17/09/2010

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Ainda sobre a queda do Câmbio !!!



Com câmbio favorável, artigos como bacalhau ficarão até 18% mais em conta do que no fim do ano passado

O dólar fraco vai contribuir para um Natal de vendas maiores e importados mais baratos. Segundo varejistas, artigos da ceia - como o bacalhau - podem chegar às prateleiras com preços até 18% inferiores aos do ano passado.

Além de alimentos, eletrônicos e brinquedos também poderão ser encontrados com preços abaixo dos de fins de 2009.

O diretor-geral do Prezunic, Genival Beserra, estima que os produtos da rede fiquem entre 5% e 10% mais baratos no Natal, na comparação com 2009. O valor de itens como bacalhau, azeite e frutas frescas, afirmou Beserra, certamente cairão nas gôndolas do mercado. Isso porque o Prezunic já está formando os estoques dessas mercadorias, sob a influência da baixa cotação do dólar.

Panetone italiano pelo mesmo preço do nacional O Zona Sul, por sua vez, espera alta de 25% nas vendas no último trimestre, frente ao mesmo período do ano anterior.

Os vinhos da rede devem estar de 10% a 12% mais baratos; o azeite, de 15% a 18%; e o bacalhau, de 8% a 10%.

- Os panetones italianos estarão à venda por preços similares aos nacionais - disse Pietrângelo Leta, diretor do Zona Sul, acrescentando que as encomendas para o Natal foram antecipadas por causa do câmbio favorável e do bom momento da economia brasileira.

Leta acrescentou que o patamar atual do dólar ajudou na ampliação do sortimento da rede.

Tanto assim que o Zona Sul passou a trazer pela primeira vez vinhos da Nova Zelândia e ainda novos azeites gregos.

- Azeites importados que custavam de R$ 9,50 a R$ 10,50 em 2009 chegam na faixa dos R$ 8,50 - disse Leta, acrescentando que o braço de atacado da empresa, o Megabox, ampliou as encomendas de importados e prevê promoções.

Também está otimista o dono da Lidador, rede carioca de 11 lojas especializada em artigos importados para a ceia.

- Ainda não compramos os produtos, mas, com a atual situação do dólar, acredito que os preços fiquem até 20% mais baratos. É melhor para o comércio e para o cliente. Tanto que acho que vamos vender 30% mais esse ano - avaliou Joaquim Cabral Guedes.

O câmbio favorável também ampliou o volume das compras de importados - um fator que também influencia nos preços.

Na grife infantil Owoko, a importação de peças subiu 25%, em relação ao Natal de 2009. No Farinha Pura, os pedidos aumentaram em 30% e a variedade subiu 15% frente a 2009.

Extraído de www.oglobo.com.br


Mantega atribui queda do dólar à ação global e diz que adotará medidas

Autor(es): Agencia o Globo/Liana Melo

Segundo ministro, há "operação orquestrada" de asiáticos e Brasil vai segurar real.

Ministro Guido Mantega
Em meio à forte queda do dólar no Brasil e no mundo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem, em palestra no Rio, que o governo vai adotar medidas para impedir que haja uma valorização artificial do real. Mantega disse que o governo não deixará nenhum excesso de dólar no mercado, nem mesmo o resultante de investimentos estrangeiros na capitalização da Petrobras.

Parece estar havendo uma operação orquestrada para manter as moedas asiáticas desvalorizadas diagnosticou Mantega, acrescentando que o mesmo estaria ocorrendo nos EUA e na União Europeia (UE). Outros países estão desvalorizando suas moedas para ganhar competitividade no comércio exterior e o Brasil não vai ficar parado assistindo esse jogo, em que algumas economias tentam sair da crise às nossas custas.

Mesmo admitindo que o Banco Central tem armamento pesado para enfrentar a situação, além do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras, cuja alíquota para investimentos estrangeiros foi elevada no ano passado) e o próprio Fundo Soberano, Mantega não descartou a adoção de medidas prudenciais, como limitar a exposição ao risco cambial.

Henrique Meirelles - Pres. BACEN
Ele afirmou que defenderá com veemência, na reunião do G-20, em novembro, que os países precisam respeitar as regras de câmbio flutuante, para evitar conflitos cambiais.

Em Londres, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, não quis comentar a valorização do real nem possíveis medidas a serem adotadas para conter a alta. Mas afirmou que o BC está sempre alerta a sinais de desequilíbrios na economia.

Extraído de http://www.oglobo.com.br/ em 16/09/2010.

Dólar ladeira abaixo aqui e no mundo

Moeda tem 10a- queda, a R$ 1,708, e perde para euro e iene

Em mais um dia marcado pela forte intervenção do Banco Central (BC) no mercado à vista — foram retirados de circulação de US$ 1 bilhão a US$ 1,1 bilhão —, o dólar comercial caiu ontem frente ao real pelo 10opregão consecutivo. Lá fora, a moeda americana também teve queda em relação às principais divisas, como iene e euro, enquanto o euro registrou um novo recorde. No Brasil, o dólar recuou 0,46%, a R$ 1,708 na venda, a menor cotação desde novembro de 2009. Os dez dias seguidos de queda da moeda americana representam a maior sequência negativa desde novembro de 2005. Nesse período, o dólar já recuou 2,95% diante do real.

O maior fator continua a ser a oferta de ações da Petrobras, que deve trazer para o país de US$ 20 bilhões a US$ 30 bilhões, de estrangeiros interessados em participar da operação. Pelas estimativas do mercado, o BC já comprou mais de US$ 4 bilhões em leilões nos últimos quatro dias.

Cotação do ouro atinge recorde

Para analistas de câmbio, o dólar se aproxima de uma barreira psicológica importante: R$ 1,70. Avaliase que, se esse limite for rompido, o governo pode lançar mão do swap cambial reverso — que, na prática, funciona como uma compra de dólares no mercado futuro — para frear o avanço do real. Outra opção seria o uso do Fundo Soberano para comprar dólares.

Operador de renda fixa e câmbio do Banco Modal, Luiz Eduardo Portella avalia que só resta ao BC atenuar a desvalorização do dólar.

— O BC pode, somente com os leilões no mercado à vista, suavizar essa queda. Não dá para reverter uma tendência. Há uma avaliação de que, caso o dólar rompa a barreira de R$ 1,70, o governo poderá lançar mão do swap cambial reverso para segurar a moeda — afirmou.

Um estrategista de uma corretora nacional, que preferiu não ser identificado, foi na mesma linha: — Como se trata de um fenômeno global, o BC pode fazer um monte de pirueta, mas provavelmente vai acabar engolindo um real mais forte mesmo.

Economistas do Goldman Sachs acreditam que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) pode anunciar em novembro uma nova série de recompra de ativos para estimular a economia americana, informou ontem a agência Bloomberg News. Segundo Jan Hatzius, economistachefe do banco de investimentos para os EUA, o Fed compraria US$ 1 trilhão em papéis do Tesouro.

Essa expectativa, somada a um resultado eleitoral positivo para o governo japonês, fez com que o dólar atingisse seu menor patamar frente ao iene em 15 anos: 82,93 ienes. A moeda americana também perdeu 1,3% em relação ao franco suíço, enquanto o euro avançou 1,1% frente ao dólar, a US$ 1,3019.

E o ouro, considerado um refúgio em tempos de incertezas, marcou um novo recorde histórico: US$ 1.271,70 em Nova York, com avanço de 2%. Esta foi a maior alta diária desde 16 de fevereiro.

— As pessoas estão indo para o ouro por pura confusão — disse à Bloomberg Matthew Zeman, operador do LaSalle Futures Group.

Cresce procura nas casas de câmbio

O tombo da cotação do dólar aumentou a procura da moeda nas casas de câmbio brasileiras. Nos últimos dez dias úteis, o dólar turismo (vendido em espécie no mercado oficial) recuou 3,19%, para R$ 1,82. No mercado paralelo (fora dos meios oficiais), a queda foi mais tímida: de 0,51%, para R$ 1,93 de acordo com dados da CMA.

Segundo vendedores, os clientes estão antecipando compras, mesmo sem ter viagem marcada. E quem volta do exterior prefere guardar as sobras do que revendê-las a um preço baixo.

— A procura está alta, mas não falta moeda nas casas de câmbio. Os bancos estão aumentando a importação de dólares para mentar a oferta — afirma José Roberto Carreira, gerente da Fair Corretora.

Analistas observam que a desvalorização da moeda costuma ser mais lenta nos mercados turismo e paralelo que no dólar comercial, usado em grandes transações entre bancos.


As armas do BC brasileiro

Swap cambial reverso O Banco Central anuncia ao mercado que toma dos investidores papéis com correção pela variação do dólar (risco cambial) e, em troca (em inglês, swap), entrega outros papéis que são corrigidos pela variação da taxa de juros (SELIC). É chamado de reverso porque, no contrato de swap cambial original, o BC recebe a SELIC e paga a variação do dólar. Na prática, funciona como uma compra de dólar.

Leilões à vista

O Banco Central vem fazendo leilões diários no mercado à vista de câmbio. A atualização monetária compra dólares que engordarão as reservas internacionais. Com reservas elevadas, o país reduz sua vulnerabilidade externa e reduz os efeitos de eventuais choques. Na operação, o BC recolhe as propostas de venda de moeda do mercado e fixa uma taxa de corte, que é quanto pagará para adquirir divisas (moeda).

Os efeitos do dólar baixo

Quem ganha – importadores, consumidores (ajuda a manter a inflação em baixa), turistas que viajam para o exterior e investidores que apostam na queda do dólar no mercado futuro, por meio de contratos negociados diariamente.

Quem perde – Empresas exportadoras menos competitivas (como as de calçados e vestuário), indústria nacional (que sofre com a concorrência dos importados mais baratos) e investidores que acreditavam numa cotação mais alta.

Extraído de www.oglobo.com.br em 16 de setembro de 2010.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Arrecadação federal de agosto é recorde, com crescimento de 15%

Brasil Econômico - As informações são da Agência Brasil

14/09/10 18:36

O secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, disse há pouco que a arrecadação de agosto, que será divulgada nesta semana, terá crescimento real de 15% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Esse número leva em conta a inflação oficial pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo Cartaxo, será o oitavo mês seguido em que a arrecadação federal bate recorde. Ele, no entanto, não mencionou valores nem esclareceu se os dados consideram apenas as receitas administradas pela Receita Federal ou se também incluem recursos como royalties e a parte dos lucros que as estatais pagam para a União.

Acompanhado do ministro da Fazenda, Guido Mantega, Cartaxo anunciou as medidas do Fisco para coibir a quebra de sigilos fiscais de contribuintes pela Receita. Na apresentação, somente o ministro detalhou as medidas.

www.brasileconomico.com.br

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Copom indica que juros não devem subir no ano que vem
Autor(es): Raquel Landim, Fernando Nakagawa e Fabio Graner

Banco Central indica que não deve elevar juros este ano nem em 2011


O Comitê de Política Monetária (Copom) mandou mensagem clara ao mercado: a inflação converge para o centro da meta em 2010 e 2011 e, se não houver a1terações bruscas, não é necessário elevar os juros. Aumentaram as chances de recuo da taxa em 2011, primeiro ano do novo governo. Há pouco mais de uma semana, o Copom manteve a Selic em 10,75% ao ano.

Ata da reunião do Copom da semana passada dá sinais de que a inflação ficará no centro da meta (4,5%) até o próximo ano

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, mandou ontem uma mensagem clara ao mercado: a inflação converge para o centro da meta em 2010 e em 2011 e, se não houver alterações bruscas, não é necessário elevar a taxa de juros. Segundo o "Estado" apurou, aumentaram as chances de que os juros recuem em 2011, primeiro ano do novo governo. Há pouco mais de uma semana, o Copom manteve a Selic em 10,75% ao ano.

Analistas de bancos e consultorias consideraram a ata da última reunião do Copom, divulgada ontem, uma das mais "contundentes". Na avaliação dos economistas, a ata foi escrita para dirimir as dúvidas, após o intenso debate se o BC teria exagerado na dose ao subir os juros no início do ano.

O recado foi compreendido pelos investidores e as apostas de alta dos juros no mercado futuro recuaram. O contrato DI para janeiro de 2012 projetava ontem a taxa de juros em 11,29%, comparado com 11,36% de quarta-feira - uma diferença pequena para a Selic (taxa básica de juros da economia), que está em 10,75%. O contrato DI para janeiro de 2011 caiu de 10,65% para 10,67%.

"O BC parece disposto a bancar, além do começo do ano que vem, que não é preciso elevar os juros", disse o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves. Ele projetava um aumento dos juros no início de 2011, mas agora descarta essa hipótese. "A ata mostrou que o BC está convicto", concorda o economista da Quest Investimentos, Paulo Miguel.

A avaliação do Copom é que a atividade econômica continua forte, mas em ritmo sustentável com a meta de inflação de 4,5% para 2010 e 2011, como apontam dados mais fracos do comércio e da produção industrial. O BC acredita que o nível de utilização da capacidade instalada da indústria acomodou e que os estoques só vão voltar ao normal no fim do ano. O anúncio da inflação de agosto ontem reforçou o argumento. No mês passado, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,04% (leia mais abaixo).

O entendimento que os efeitos das variações do juro básico da economia estão mais poderosos também foi fundamental para a decisão do Copom de manter os juros. "Atualmente, pressões inflacionárias são contidas com mais eficiência por meio de ações de política monetária", diz o texto da ata. Ou seja, para levar a inflação de volta à meta, o BC precisa, atualmente, elevar menos o juro do que no passado.

Outro sinal que colabora para uma trajetória benigna da inflação vem do front externo. No documento, o comitê chama a atenção para três grandes economias: Estados Unidos, Europa e Japão. Para o BC, cresceu a possibilidade de que a atividade econômica nessas regiões desacelere ou, até mesmo, volte a ter retração. Apesar de não descartar choques nos preços dos alimentos, o BC avalia que existe uma pressão "deflacionária" mundial vinda dos produtos industrializados importados.

Inversão. Com base nesse cenário, as previsões do mercado começam a virar e alguns analistas já falam em queda dos juros no próximo ano, em vez de novos aumentos. No BC, a hipótese não é considerada descabida.

Em relatório divulgado ontem, o Crédit Suisse espera redução dos juros no segundo semestre de 2011, em 0,75 ponto porcentual, para 10%. O banco não descarta queda dos juros na primeira metade do ano.

"Julgamos mais provável um ciclo de redução da Selic no início do ano que vem do que um aumento", informou o banco. Para os economistas do Credit Suisse, a inflação dos alimentos deve ser menos expressiva em 2011 do que foi em 2010, o que levaria a taxa acumulada do IPCA para abaixo da meta de 4,5%

GLOSSÁRIO(para entender melhor)

Taxa neutra

Uma taxa neutra de juros é o nível capaz de garantir o crescimento da economia sem pressionar a inflação. É um conceito abstrato, difícil de calcular./

Selic

A Selic é a taxa básica de juros da economia. Funciona com uma referência para empréstimos concedidos pelos bancos.

Ata do Copom

O Comitê de Política Monetária se reúne para fixar o nível da taxa básica de juros do País. Dias depois, divulga a ata da reunião. O objetivo é explicar ao mercado os motivos da decisão.

Extraído  http://www.folha.com.br/ em 10/09/2010

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Novidades no FIES

Fies: universitário não precisará de fiador
Demétrio Weber, O Globo


Medida provisória inclui programa estudantil no Fundo Garantidor de Crédito


O governo federal quer acabar com a exigência de fiador para a concessão de empréstimos do Financiamento Estudantil (Fies), programa de crédito educativo destinado a universitários da rede privada.

Uma medida provisória publicada ontem no Diário Oficial da União inclui o Fies no Fundo Garantidor de Crédito. Com isso haverá uma espécie de seguro que dispensará a figura do fiador.

A regra já começará a valer este ano, segundo anunciou ontem o ministro da Educação, Fernando Haddad. Para isso, os Ministérios da Fazenda e da Educação deverão regulamentar o texto da medida provisória, o que deve ocorrer até o fim do mês.

— O Brasil precisa chegar a 10 milhões de universitários na próxima década — disse Haddad, lembrando que atualmente há 6 milhões de estudantes em cursos superiores.

Para ele, a exigência de fiador é o principal entrave à concessão do Fies, programa que foi recentemente reformulado com a redução da taxa de juros para 3,4% ao ano e a ampliação do prazo de pagamento (três vezes a duração do curso, mais carência de 12 meses).

Outra inovação estabelece que profissionais formados em cursos de licenciatura (formação de professores) e medicina poderão quitar o empréstimo simplesmente trabalhando na rede pública de saúde ou de ensino básico — a cada mês de trabalho, a dívida cai 1%, sem desembolso de dinheiro por parte do profissional.

O fundo garantidor é formado por recursos do Tesouro e, agora, também das próprias instituições privadas de ensino superior. A regulamentação irá justamente definir qual o percentual de contribuição das instituições.

A ideia do governo é que elas abram mão de parte dos recursos que recebem do Fies, destinando a verba ao fundo garantidor.
Mesmo com a crise, um milhão de brasileiros deixou a pobreza em 2009


Autor(es): Agência O Globo/Fabiana Ribeiro, Cássia Almeida e Letícia Lins

Distribuição de renda melhorou, mas em ritmo menor que em outros anos

A despeito de uma das maiores crises internacionais desde a Grande Depressão dos anos 30, um milhão de brasileiros deixou a pobreza no ano passado. Nos cálculos do economista Marcelo Neri, chefe do Centro de Políticas Sociais (CPS) da Fundação Getulio Vargas (FGV), o número de pobres caiu de 29,8 milhões para 28,8 milhões em um ano que representam agora 15,32% da população brasileira e não mais os 16,02% do ano anterior.

O economista considera pobre quem tem renda familiar per capita de até R$ 140.

A renda familiar per capita subiu 2,04% de 2008 para 2009, mesmo com um aumento do desemprego no país. E isso ajudou a reduzir a desigualdade, especialmente em tempos de crise afirmou Neri, acrescentando que, considerando a renda familiar per capita de meio salário mínimo (ou R$ 232,50, pelo piso de 2009), 3,5 milhões de pessoas deixaram a pobreza no ano passado.

A distância entre ricos e pobres também foi reduzida. Segundo Neri, os 40% mais pobres tiveram um aumento na renda domiciliar per capita de 3,15%, com ganho médio de R$ 294. Já a renda dos 10% mais ricos subiu 1,09%, para R$ 2.566: Vários fatores ajudaram a explicar a queda na desigualdade, como reajustes do mínimo, a Bolsa Família e o desempenho do mercado de trabalho.

Emprego formal fez aumentar renda O Índice de Gini, medida de distribuição de renda que, quanto mais próximo de um mais desigual é a sociedade, caiu de 0,521 para 0,518 no mercado de trabalho. Numa velocidade menor que em outros anos. Para Sonia Rocha, economista do Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade (Iets), essas oscilações já aconteceram em outros anos: Ainda não se configura uma tendência. Não quer dizer que está se esgotando. É espantoso que a distribuição de renda continue melhorando. O impacto da escassez de mão de obra qualificada não tem afetado a distribuição.

Nas famílias, a distribuição de renda também melhorou. O Índice de Gini passou de 0,514 para 0,509. E o principal fator foi o mercado de trabalho, segundo Sonia: A renda do trabalho responde por 75% dos rendimentos das famílias. Sem dúvida, o aumento do salário mínimo foi um dos componentes. Além disso, a cultura da formalização está aumentando.

Há um interesse das empresas em se formalizar para ter acesso a crédito e a compras governamentais.

Para o economista Sergei Soares, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), essa melhora mais lenta na distribuição de renda pode representar, sim, uma eficácia menor dos programas sociais.

Porém, a desigualdade deve continuar caindo pelos fatores demográficos e educacionais.

A sociedade ainda é muito desigual Com ensino fundamental completo, Eliel Carvalho da Silva, de 22 anos, fazia biscates até os 18 anos, quando o seus rendimentos não atingiam, sequer, metade do salário mínimo.

Aos 20 anos, conseguiu seu primeiro emprego com carteira assinada, no qual ficou até julho passado. Não ficou um mês sem trabalho. Mesmo sem ser qualificado, ele já conseguiu outra vaga, como servente de construção em Recife.

No feriado de 7 de setembro, Silva trabalhava na reforma de uma agência bancária no bairro de Casa Forte, com companheiros que chegaram a passar até uma década sem trabalho formal. Silva ganha mais de um salário mínimo R$ 530, com direito a alguns outros benefícios sociais. Apesar do dinheiro não ser muito, está com as contas em dia. Ele está se programando agora para comprar uma geladeira, mas não quer se endividar.

Espero fazer isso em 2011 e estou poupando para comprar à vista e com desconto afirma Silva.

Para o diretor do Instituto de Economia da UFRJ, João Saboia, apesar das melhoras, ainda há muito a avançar.

A escolaridade é menor que de nossos vizinhos. A sociedade ainda é muito desigual.
 
Extraído de http://www.oglobo.com.br/ em 09/09/2010

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Mesmo com mais poder de compra, classe C enfrenta dificuldades para consumir





Nos últimos anos, muitos brasileiros deixaram de pertencer as classe D e E e passaram para a classe C. O aumento da renda mensal resultou em aumento de consumo, tanto que, atualmente, a classe C movimenta R$ 479 milhões por ano.

Mas, de acordo com o sócio-diretor do DataPopular, Renato Meirelles, embora esse público tenha conquistado mais facilidades na hora de comprar, ele ainda enfrenta grandes dificuldades.

"Hoje esse público tem mais acesso ao crédito e tem mais credibilidade na hora de comprar, mas ele enfrenta muitas dificuldades. Não é tão fácil entrar em uma loja e sair com um bem para pagar em 18 vezes", explica o pesquisador.

Dificuldades

Ainda segundo Meirelles, entre as principais dificuldades enfrentadas por esse público, está o linguajar do sistema financeiro. "Muitas vezes, ele não entende o que o sistema que empresta dinheiro para ele está dizendo. Não é todo mundo que entende o que está escrito no contrato que assina na hora de contratar um empréstimo ou financiar um bem de consumo. Muitos não entendem nem a fatura do cartão de crédito, e isso é um grande problema", afirma.

E completa: "E embora não pareça, esses consumidores também enfrentam problemas com o tipo de tratamento que recebem dos vendedores. Por mais incrível que pareça, ainda tem vendedor que atende mal um consumidor de classe C, talvez por achar que ele não tem dinheiro suficiente para comprar o que está mostrando interesse em adquirir. Esse é um grande erro. Não tenho dúvida de que as empresas que tratarem bem esses cliente e ajudarem na superação dessas dificuldades que eles enfrentam serão líderes de mercado em poucos anos".

O que compram

O diretor conta também que engana-se quem imagina que esse público gosta de produtos baratos e sem qualidade. "Já foi o tempo em que produto vagabundo e baratinho fazia sucesso na classe C. Esse é um consumidor muito exigente. Até mais exigente que o consumidor de classe A, simplesmente porque ele não tem a chance de errar. Se ele comprar algo que não seja bom, ele não pode comprar novamente. O dinheiro é contadinho. Portanto, muitas vezes, ele até prefere gastar mais em um produto de uma marca conhecida que dê a ele garantia da qualidade do produto".

Outra característica desses consumidores é que eles pesquisam muito antes de comprar. "Eles estão realizando seus desejos de consumo. Estão com poder de compra. Mas isso não significa que estão podendo esbanjar. Então eles pesquisam muito, buscam o melhor custo/benefício, para terem recursos de comprar mais itens que até pouco tempo atrás não podiam comprar", finaliza Meirelles.

Extraído de http://economia.uol.com.br/  em 08/09/2010

Alta do trigo ameaça causar crise alimentar, diz especialista




Por Laura MacInnis

GENEBRA (Reuters) - Os distúrbios ligados ao aumento do preço do pão em Moçambique e a escassez de alimentos em outros lugares deveriam servir de alerta para os governos que tentaram ignorar os problemas de segurança alimentar surgidos há dois anos, disse um especialista da ONU na terça-feira.

Olivier de Schutter, relator especial da ONU sobre o direito à alimentação, disse durante missão à Síria que os doadores não estão cumprindo a ajuda prometida, e que a reação popular em lugares como Moçambique já era previsível.

"A maioria dos países pobres ainda está altamente vulnerável", disse De Schutter em nota. "Sua segurança alimentar é excessivamente dependente das importações de alimentos cujos preços estão cada vez mais altos e voláteis."

Em Moçambique, 13 pessoas morreram e quase 150 foram presas na semana passada após distúrbios desencadeados por um aumento de 30 por cento no preço do pão - um resultado da elevação global no preço do trigo.

Na terça-feira, o governo moçambicano cancelou o aumento do pão, adotando subsídios para cobrir o aumento de preço.

Os egípcios também protestaram contra o preço dos alimentos, e especialistas alertam que outros distúrbios podem ocorrer na África e no Oriente Médio. De Schutter estimou que 2 a 3 milhões de sírios agora enfrentam dificuldades alimentares, após quatro anos de seca severa.

Pequenos agricultores na Síria tiveram uma queda de até 90 por cento na sua renda por causa da seca, segundo o especialista independente. "Muitas famílias tiveram de optar por reduzir seu consumo alimentar: 80 por cento dos afetados disseram viver à base de pão e chá açucarado", disse ele.

Inundações no Paquistão e uma onda de calor na Rússia contribuem com a preocupação com o abastecimento mundial de alimentos. Mas De Schutter disse que a especulação de investidores e agentes do mercado contribui com o problema.

Embora a safra mundial de cereais em 2010 deva bater o terceiro recorde consecutivo, os temores com a oferta no futuro levaram o trigo a aumentar 70 por cento no mercado internacional desde o ano passado, segundo a ONU.

A maior parte da alta recente se deve à seca e aos incêndios florestais na Rússia, terceiro maior exportador mundial de trigo, e a uma decisão do governo russo de prorrogar até o final de 2011 a proibição da exportação do produto.

As enchentes no Paquistão, terceiro maior produtor mundial de trigo, destruíram 500 a 600 mil toneladas de sementes de trigo estocadas, e pelo menos 1,3 milhão de hectares de plantações de milho, arroz, cana de açúcar, algodão e hortifrútis, segundo estimativas parciais da FAO (agência da ONU para alimentação e agricultura).

De Schutter disse que os preços gerais dos alimentos nos mercados internacionais aumentaram 5 por cento desde julho. O índice de preços alimentícios da FAO atingiu seu maior nível desde setembro de 2008.

A FAO convocou uma reunião de emergência em 24 de setembro em Roma, e o especialista disse que será crucial que os países doadores ofereçam ajuda significativa.

"Em 2008, muitos governos foram apanhados de surpresa", disse ele. "Temos hoje uma compreensão muito melhor sobre o que precisa ser feito para realizar o direito à alimentação."

(Reportagem adicional de Stephanie Nebehay)

Extraído de http://noticias.uol.com.br em 08/09/2010