sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Alternativas sustentáveis

O respeito ao meio ambiente, associado ao desenvolvimento sustentável, é uma agenda permanente para a sobrevivência de todos nós e nossos descendentes. Muito se fala sobre sustentabilidade, preservação ambiental, poluição, camada de ozônio.

Contudo, o tema é sério demais, e exige muita responsabilidade quando se trata do assunto.

Não temos pretensão alguma de ser donos da verdade. Porém, como participantes ativos nos setores industriais e do agronegócio em diversas atividades e estados do Brasil, entendemos que, por questão de honestidade, devemos emitir nossa opinião de forma imparcial. Muitos se arvoram em donos da verdade, com críticas irresponsáveis, inconvenientes e até por interesses outros, sem ter o mínimo conhecimento da realidade vivida pelos principais atores, que são os nossos agricultores, principalmente os do CentroOeste brasileiro.

Pela complexidade do tema, teremos que voltar a um, dois ou até três séculos. A nossa colonização começou com a extração do pau-brasil, depois mineração, açúcar, café etc. Mesmo antes do fim da escravidão, o governo brasileiro, durante o Império, começou a incentivar a vinda de estrangeiros para fortalecer nossa agricultura, bem como para o suprimento de mão de obra mais especializada. Colonizar, produzir, expandir e ocupar nossas fronteiras foi, durante esse longo período, o melhor que se tinha a fazer.

Nessa mesma ocasião, nos Estados Unidos, na famosa corrida para o Oeste, estes fatos também ocorriam, até com muito mais intensidade.

No final do século XIX, com o início da industrialização na Inglaterra, em alguns países da Europa e depois nos Estados Unidos, o fluxo de mão de obra, que até então era quase todo da agricultura, começou a migrar para a indústria. À medida que o setor industrial crescia, o homem do campo migrava para os grandes centros.

A humanidade continua e continuará crescendo, e a necessidade de alimentos idem. No Brasil, tínhamos, e ainda temos, dois terços de nossa área (região da Amazônia Legal) precisando de constante proteção. Não é fantasia, nem nacionalismo barato.

Quem viaja constantemente para o exterior sabe o quanto essa área é visada.

Em função disso, durante o governo JK, com a construção de Brasília e o início da industrialização no Brasil, e depois com o regime militar, ocupar essa região tornou-se prioridade.

Continua sendo agora, só que com responsabilidade ambiental e sustentável. Novos bandeirantes foram para o Centro-Oeste incentivados pelo governo. Trocaram pequenas áreas de terras no Sul e no Nordeste do Brasil por médias e grandes áreas no Centro-Oeste. Com clima e topografia excelentes, melhoraram a produtividade a cada ano, via fundações de pesquisas e Embrapa — Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (no nosso entender, a mais importante empresa do Brasil).

Todo esse processo levou o Brasil a se tornar um dos líderes (em alguns setores o maior) na produção mundial de alimentos. Nos últimos 12 anos, isoladamente, o saldo do agronegócio tem sido muito superior ao saldo comercial brasileiro como um todo. E sem ele não teríamos atravessado tantas crises. Os outros setores da economia consomem parte do saldo da balança comercial do agronegócio. Ao longo de quase três séculos, todo este processo sempre contou com incentivo e apoio governamental.

Culpar os grandes desbravadores do passado e ainda do presente é uma enorme injustiça. Tratar nossos heróis como bandidos, idem. É óbvio que todo setor tem seus indesejados e aproveitadores, porém achamos que são minoria. O Brasil, com certeza, pode dobrar ou até triplicar nossa produção sem a necessidade de nenhum desmatamento, somente recuperando áreas degradadas e até reflorestando algumas.

Precisamos de alternativas criativas e viáveis, buscar a geração tanto quanto possível de energia limpa, proteger nossos mananciais, melhorar tecnologicamente nossas indústrias, reduzir drasticamente o desperdício e o consumo exagerado. Sabemos que não é uma tarefa fácil, mas, em vez de somente criticar, falar e condenar, mudar nosso comportamento com honestidade nas ações e respeito ao próximo tornará a tarefa possível.

Autor(es): Agencia o Globo/Renato Ribeiro Abreu
O Globo - 29/10/2010 http://www.oglobo.com.br/

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Qual o melhor investimento para você

Para responder esta pergunta é necessário que você aprenda um pouco sobre você e o momento em que vive. Faremos isso agora com as perguntas abaixo. Ok!

Qual o objetivo para a quantia que está sendo aplicada?

Antes de escolher onde investir, é importante decidir como o capital investido será utilizado no futuro, pois essa decisão será determinante na hora de escolher o tipo de investimento. Por isso, tente listar seus objetivos e decidir o quanto será aplicado para atender a cada um. Caso existam mais objetivos que sua capacidade de poupança, tente eleger os mais importantes.

Os objetivos de investimento podem ser listados em termos mais específicos, como, por exemplo, "compra de uma casa", ou mais gerais, como, por exemplo, "formação de poupança para utilização futura". Porém, especificá-los melhor pode ajudar na hora de escolher o investimento mais adequado, principalmente se a cada um estiver associada uma estimativa de valor.

Por quanto tempo a quantia poderá permanecer aplicada?

O horizonte de aplicação é também um fator decisivo na hora de definir o investimento mais apropriado, pois o tempo que o valor ficará aplicado poderá influenciar na rentabilidade e até na tributação. Portanto, além de especificar seus objetivos, associando a cada um deles o valor correspondente, é necessário estimar o tempo desejado para resgatar o investimento.

Qual o seu perfil de risco?

Na hora de optar por um investimento tenha sempre em mente que, em regra, quanto maior a rentabilidade prometida, maior o risco de perder a quantia aplicada. Então, antes de escolher, compare a rentabilidade prometida com a média do mercado e desconfie de promessas boas demais, pois não existe milagre no mercado de capitais.

Além disso, quem escolhe correr riscos deve fazê-lo de forma consciente e estar preparado para que eventuais perdas não provoquem grandes danos. Por isto, evite aplicar a parte essencial do seu patrimônio em investimentos de alto risco.

Tendo isso em mente, descubra agora qual dos perfis abaixo melhor reflete sua propensão a riscos:

Conservador - privilegia a segurança e faz todo o possível para diminuir o risco de perdas, para isso aceitando até uma rentabilidade menor.

Moderado - procura um equilíbrio entre segurança e rentabilidade e está disposto a correr um certo risco para que o seu dinheiro renda um pouco mais do que as aplicações mais seguras.

Arrojado - privilegia a rentabilidade e é capaz de correr grandes riscos para que seu investimento renda o máximo possível.

Descobrir seu perfil pode ajudá-lo na escolha da aplicação mais adequada, desde que esta informação seja utilizada apenas como orientação (e não como verdade absoluta) e que sejam tomadas as precauções necessárias, antes e ao longo do investimento, tais como:

• verificar se há registro na CVM;

• ler atentamente o regulamento e/ou o prospecto;

• informar-se sobre os custos incidentes;

• conhecer a estratégia do administrador e os riscos assumidos;

• e pesquisar a reputação das instituições envolvidas, entre outras precauções.

Assim, a título de orientação, podemos dizer que investimentos como Caderneta de Poupança, Títulos públicos e Fundos de Curto Prazo são mais compatíveis com investidores de perfil conservador.

No outro extremo, os Fundos Multimercado são exemplos de investimento mais compatíveis com investidores de perfil arrojado, uma vez que há muita liberdade na composição de suas carteiras e mais exposição exposição Parcela de uma carteira cujo valor financeiro está sujeito às oscilações de um determinado ativo, índice ou mercado. ao risco em busca de maior rentabilidade.

No entanto, alguns investimentos, tais como Fundos Cambiais, Fundos de Renda Fixa, Ações e Debêntures, poderão ser considerados moderados ou arrojados dependendo, entre outros fatores, da política de investimento constante do Regulamento e do risco do emissor do título.

O mais importante é, antes de qualquer aplicação, verificar a solidez das instituições envolvidas (emissor do título, administrador, gestor, custodiante) e pesquisar nos documentos correspondentes (Regulamento do Fundo, Prospecto da Oferta Pública, etc.) qual o perfil de risco assumido. E lembre-se também que, qualquer que seja o investimento escolhido, é preciso ter sempre em mente estas duas afirmações:

• Aplicações em valores mobiliários sempre têm risco de perda do capital investido.

• Se a quantia a ser investida é parte essencial do seu patrimônio, não arrisque.

Como combinar objetivos e prazos na hora de escolher o melhor investimento?

Uma vez que você conheça seu perfil de risco e defina seus objetivos, poderá se informar sobre os investimentos disponíveis no mercado e verificar o mais adequado às suas necessidades. Vejamos alguns exemplos:

Viagem de férias - supondo que, neste exemplo, o valor aplicado tenha que ser resgatado em três meses. Neste caso, faz mais sentido escolher uma aplicação de curto prazo e baixo risco, pois, além do resgate ter que ser feito em breve, qualquer perda pode causar grande dano, uma vez que não há tempo suficiente para sua recuperação.

Compra de uma casa - neste caso, como provavelmente se trata de um montante alto e de um tempo de aplicação longo, é mais sensato escolher um investimento de longo prazo e valor alto, onde é provável obter maior rentabilidade com menor risco. Porém, é necessário cuidado redobrado, por um lado, devido ao montante aplicado ser significativo e, por outro, pelo fato da expectativa de resgate estar distante no tempo, o que faz com que seja necessário o constante acompanhamento da aplicação e sua permanente reavaliação para verificar a necessidade de mudança, caso o cenário que foi tomado por base para a aplicação mude.

Formação de poupança para utilização futura - neste exemplo, pelo fato do objetivo não estar claramente determinado (definindo quando e onde será utilizada a quantia investida), o mais indicado pode ser a diversificação das aplicações. Com essa estratégia, o investidor poderá escolher aplicações de diferentes riscos, rentabilidades e prazos, permitindo que tenha sempre quantias disponíveis para eventuais gastos, ao mesmo tempo em que maximiza seu lucro, além de poder compensar as perdas em uma aplicação com os ganhos em outra.

Por fim, lembre-se que, seja no curto ou longo prazo, seus investimentos se destinam a financiar seus planos para o futuro e, conseqüentemente, terão que ser modificados ou adaptados, à medida que tanto os planos quanto o contexto (político, econômico, etc.) forem mudando. Por isso, para ter certeza de que seus objetivos serão realmente atingidos, acompanhe sempre o desempenho de suas aplicações, procure manter-se permanentemente informado e, de tempos em tempos, reavalie suas decisões de investimento para ver se continuam coerentes em relação aos seus planos e ao ambiente que o cerca.

http://www.portaldoinvestidor.gov.br
Dólar sobe com força e já mira R$ 1,75

Desde a mínima de 13 de outubro o dólar já subiu 4,05%.

A moeda americana teve um pregão de firme valorização na quarta-feira, retomando a linha de R$ 1,72 pela primeira vez em mais de um mês.

Parte da alta pode ser atribuída à piora de humor externo, que deu fôlego ao dólar e tirou força dos ativos de risco. No entanto, as ordens de compra por aqui não recuaram mesmo com o pessimismo perdendo força no fim no pregão.

O assunto em pauta no campo externo era o tamanho do plano de ajuda que o Federal Reserve (Fed), banco central americano, poderá adotar para estimular a economia.

Cabe lembrar que muito do tom positivo das últimas semanas, que foram pautadas pela venda do dólar e aportes em ativos de risco, foi estimulado pelas expectativas de uma firme atuação da autoridade monetária americana na compra de títulos do Tesouro como forma de derrubar os juros e, assim, estimular a economia.

No entanto, reportagem do The Wall Street Journal indicou que o Fed estaria estudando a compra de algumas centenas de bilhões de dólares em títulos, enquanto alguns agentes pensavam em trilhão de dólares.

A contribuição doméstica para essa puxada no preço da moeda americana foi incerta.

O volume no mercado à vista foi baixo, o que exclui a ocorrência de remessas relevantes de dólares para fora do país.

Alguns operadores chamaram a atenção à movimentação de corretoras que tipicamente operam para estrangeiros, que estariam em firme movimento de compra, indicando zeragem de posições vendidas.

Há quem que enxergue, também, uma cautela pré-eleições, já que as últimas pesquisas contrariaram os rumores de mercado e mostraram crescimento da candidata governista, Dilma Rousseff.

Os operadores mais técnicos chamam atenção para o fato de o dólar ter rompido pontos gráficos importantes, que caso confirmados, colocariam a moeda rumo a R$ 1,75.

Quanto mais explicações para um mesmo fato, maior a percepção de que esse mercado "tem dono", ou seja, há grandes agentes defendendo ou mudando sua posição.

Ontem, o dólar comercial chegou a cair a R$ 1,703, mas encerrou o dia R$ 1,722, o que representa uma alta de 0,93% (veja gráfico abaixo) e a maior cotação de fechamento desde 20 de setembro, quando valia R$ 1,728. Chamou atenção o baixo volume estimado para o mercado interbancário, apenas US$ 1,4 bilhão.

Desde 13 de outubro, quando encerrou o dia a R$ 1,655 (menor preço desde 1º de setembro de 2008) o dólar comercial já subiu 4,05%.

Mérito das medidas do governo? Segundo o analista de câmbio da BGC Liquidez, Mário Paiva, é muito difícil medir a contribuição das atuações do governo via aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nessa rodada de valorização da moeda americana.

"As medidas ajudam, mas a influência do governo é pequena com relação ao tamanho do mercado."

Para o analista, a tendência para o dólar segue a mesma, ou seja, perdendo força no mundo todo. "Mas é óbvio que se o ambiente global se deteriorar, o dólar pode subir um pouco mais."

Hoje, atenção à ata do Copom. Não é esperada alteração no viés de estabilidade do juro básico em 10,75%. Com isso, ganha peso a leitura dos comentários do Banco Central sobre o comportamento da inflação, demanda doméstica e ambiente internacional.

Autor(es): Eduardo Campos
Valor Econômico - 28/10/2010 http://www.valoronline.com.br/
Eduardo Campos é repórter

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O lado positivo da guerra das moedas

É enorme o alvoroço mundial com a desvalorização do dólar. Melhor parar para pensar, antes de sair guerreando contra moinhos de vento. Desde o fim da 2.ª Guerra, o dólar tornou-se sinônimo não só de moeda forte, mas também da única moeda confiável para transações internacionais e guarda de valores. Com o advento do euro, esse título ameaçou ser repartido, mas é só agora, depois da grande crise financeira de 2008-2009, que se observa uma tendência aparentemente irreversível de diversificação de portfólios internacionais em busca de outras moedas. Ajudada conjunturalmente por taxas de juros próximas a zero nos EUA, é essa tendência que explica a perda do valor do dólar nos mercados cambiais mundiais.

O atual regime monetário internacional teve origem na reunião de Bretton Woods (BW), em 1946. Nela, J. M. Keynes propôs a criação do "bancor", uma moeda escritural que seria a base de um novo sistema financeiro internacional. Os americanos se opuseram, daí resultando a primazia do dólar desde então. Em 1969, acordou-se que o Fundo Monetário Internacional (FMI) emitisse quantidades limitadas de uma moeda virtual, os "direitos especiais de saque" ou DES, para ampliar as reservas internacionais dos países-membros, mas nunca houve intenção de tornar o DES num substituto para o dólar nas transações internacionais.

Talvez esse tempo tenha chegado. Já que não há um substituto único para o dólar à vista e que regimes plurimonetários nunca funcionaram direito, é possível imaginar a criação de um DES reforçado, baseado numa cesta ampla de moedas, que iria progressivamente substituindo o dólar nas reservas e transações internacionais. Devidamente repaginado, o FMI também poderia ganhar poder para disciplinar de forma simétrica países superavitários e países deficitários, assim permitindo a emergência de uma ordem econômica internacional com menos desequilíbrios do que a atual. Essa era também uma proposta de Keynes em BW. Mas, enquanto esse sonho não se concretiza, é preciso imaginar esquemas que permitam um ajuste ordenado da economia mundial à tendência de desvalorização do dólar.

No meio do caminho tem a China, que, ao resistir a apreciar o yuan, coloca uma pressão extra para a valorização das demais moedas em relação ao dólar. Em contrapartida, a China continua a acumular imensas reservas internacionais que estão destinadas a se depreciar. Em face dessa realidade, os chineses, mais cedo ou mais tarde, reconhecerão que é de seu interesse permitir a apreciação do yuan em relação ao dólar, tornando seu crescimento mais dependente do consumo interno e menos dependente das exportações.

Mas esse não é o único problema. Os movimentos sísmicos que hoje se observam nas finanças internacionais refletem uma nova fase da economia mundial, em que os países emergentes, de maneira geral, não só a China, estão diante de uma tendência irrefreável de apreciação de suas moedas em relação às dos países maduros. Isso tem como contrapartida menores superávits (no caso da China) ou maiores déficits (no do Brasil) nos balanços de pagamentos em conta corrente dos países emergentes. O que é uma coisa boa! Pois permite a redução do desemprego nos países maduros, por meio da expansão de suas exportações, ao mesmo tempo que acelera o crescimento nos países emergentes, por meio de mais investimentos financiados por poupança externa.

O problema é garantir que essa convergência de interesses ocorra sem o risco das chamadas paradas súbitas ou reversões abruptas nas entradas de capital, que levaram, ainda tão recentemente, a grandes crises nos países emergentes. Além da relação yuan-dólar, essa é outra questão à qual o G-20 precisa se dedicar. Trata-se, talvez, de criar um amplo sistema de seguro internacional, administrado por um FMI reformado, ao qual os países emergentes teriam pronto acesso. Um acordo sobre tal mecanismo poderia ser a porta de entrada para o redesenho do sistema monetário internacional e um futuro mais promissor para a economia mundial.

Autor(es): Edmar L. Bacha

O Estado de S. Paulo - 27/10/2010 http://www.estadao.com.br/

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Reflexão profissional


Qual o seu Projeto Pessoal?

Estou preocupado com seu futuro! Estou pensando lá na frente…

Hoje, você pode ter um bom emprego, ser um empresário de sucesso, um empreendedor que aconteceu, estar muito bem posicionado, com relacionamento estável, filhos lindos na escola, apartamento de primeira, carrão do ano e férias fora do país!

Não é isso que você vive? Tudo bem… De qualquer forma, as coisas podem estar sob controle, dentro de uma previsibilidade interessante e que represente uma razoável qualidade de vida no futuro, OK?

Você pode ser uma pessoa que tenha planejado tudo! Talvez esteja contribuindo mês a mês num plano de previdência, visando uma confortável aposentadoria. Ou pode estar contando os meses para a quitação de sua casa própria. Parabéns, isso tudo é formidável!

No entanto, qual é o seu projeto pessoal?

Tá bom, vou ser um pouco mais explícito: de que maneira e onde você se realiza de verdade? O que você gosta tanto, mas tanto e que, por muitos motivos, não está fazendo agora?

Pense nas seguintes situações:

• Você irá se aposentar e deixar de conviver na empresa onde trabalha / onde dirige. E então, a que você

• irá se dedicar? Ou melhor, a que você irá se apegar? Sim, apego mesmo! Doação!!

• Seus filhos irão se casar, constituir família e vão sair da sua casa… Como você irá preencher esse vazio? E acreditem, o vazio é monstruoso…

Falo isso porque estou farto de ver pessoas sofrendo de solidão, depressão, falta de direção, etc. Muitas vezes por não exercitarem HOJE o que realmente gostam de fazer. Pior: vendem suas horas, são até bem remuneradas por isso e, simultaneamente, deixam de semear e cultivar os próprios projetos pessoais.

Não estou sugerindo que você se aventure em um voo solo perdido. Não estou sugerindo que peça demissão e salte para o improvável… Não é nada disso!! Estou preocupado com seus pequenos gostos e “estripolias” que você tem deixado de fazer… Isso lhe fará enorme falta no futuro…

Falo do convívio com instrumentos musicais, com livros, filmes, “hobbies”, línguas, atividades esportivas, dança, aventuras, férias, novas descobertas, novos gostos, novos ares!!

Falo de um “affair” com algo que seja tão apaixonante, tão motivador que pode até virar uma atividade econômica (se assim você desejar e permitir!). Pode ser a descoberta de uma segunda e por que não dizer de uma terceira profissão!! Caramba, é possível!!

Oscar Motomura, um dos consultores mais renomados do Brasil, fundador e principal executivo da Amana Key, confessou-me que irá escrever livros infantis em sua terceira carreira!

Conheci alguns executivos que se acharam na literatura, lendo e produzindo romances. Outros, na cozinha, antes e após a aposentadoria! Possuem enorme prazer em reunir amigos e apresentar os dotes culinários!! Que massa!!

A realização do projeto pessoal pode passar pelo aprofundamento na religiosidade, no exercício inigualável da caridade, da ajuda ao próximo, da cultura sustentável.

Quanto tempo você tem de vida? Por favor, tire sua nave da rotina e projete-se cinco, dez, vinte anos à frente.

Enxergou sua imagem lá? Gostou?

Pois é, o tempo voa e talvez seja a hora de permitir-se ao prazer da realização de seu projeto pessoal IMEDIATAMENTE!

Imediatamente é JÁ… estamos combinados?

Autor: Dill Casella
Palestrante em Vendas, Atendimento ao Cliente e Motivação
Email de contato: contato@dill.com.br

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

BOOM DE SERVIÇOS REFORÇA AS RECEITAS DE MUNICÍPIOS

O crescimento do setor de serviços, do crédito e da construção civil está ajudando mais o caixa das prefeituras que o de outras esferas de governo. Dez das 14 maiores capitais do país superararam os respectivos Estados em receita tributária própria entre janeiro e agosto em comparação com o mesmo período de 2008, em que as contas públicas ainda não tinham sido contaminadas pela crise internacional. As dez capitais são São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Salvador, Maceió, Vitória, Goiânia, Campo Grande e Cuiabá.

Nos oito primeiros meses do ano, a arrecadação própria do município de São Paulo, por exemplo, aumentou 27,3% em termos nominais na comparação com o mesmo período de 2008. Enquanto isso, a receita tributária do governo paulista cresceu 20,9%. "O setor financeiro e a construção civil puxam a arrecadação de São Paulo", diz o secretário de Finanças do município, Walter Aluisio Morais Rodrigues.

Com a elevação, Rodrigues estima que a receita total consolidada do município, incluindo administração direta e indireta, deve chegar a R$ 28,5 bilhões este ano, superando a estimativa de R$ 27,8 bilhões.

Há Estados com aumento de arrecadação própria acima da média, como o Ceará, com 31,24%. Mesmo assim, a capital, Fortaleza, conseguiu avançar ainda mais, com elevação de 42,8%, sempre na comparação entre os primeiros oito meses de 2010 em relação a igual período de 2008. No Rio de Janeiro, o crescimento da arrecadação municipal não superou a do Estado, mas ambas foram fortes - 25,7% e 28,3%, respectivamente.

Segundo Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o bom desempenho das prefeituras deve-se ao principal tributo arrecadado pelos municípios, o Imposto Sobre Serviços (ISS). "No ano passado, no ano da crise, a arrecadação de ISS dos municípios cresceu 11%, enquanto o ICMS estagnou em muitos Estados", diz.

Amir Khair, especialista em contas públicas, acredita que, além do maior uso de instrumentos de fiscalização, como a nota fiscal eletrônica, contam a favor dos municípios o grande desenvolvimento econômico da área de serviços e o boom de setores importantes que são a base da tributação do ISS, como a construção. "A arrecadação se beneficia porque o setor de serviços tem apresentado inflação mais alta", diz Khair. A variação de preços no setor nos 12 meses encerrados em agosto, medida pelo IPCA, foi de 6,85%. No mesmo período, o índice geral subiu 4,49%.

Valor Econômico - 25/10/2010 http://www.valoronline.com.br/

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Lançamento de livro



Para economista sul-coreano Ha-Joon Chang, o mercado livre não existe

A crise financeira de 2008 expôs ao mundo as fraquezas de um ídolo que parecia indestrutível desde a queda do muro de Berlim: o capitalismo.

O economista sul-coreano Ha-Joon Chang, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, é um dos mais eminentes críticos das políticas neoliberais em voga desde a década de 80.

Autor dos livros Bad Samaritans: The Myth of Free Trade and the Secret History of Capitalism (em tradução livre, Maus Samaritanos: O mito do livre comércio e a história secreta do capitalismo) e 23 Things They Don't Tell You About Capitalism (em tradução livre, 23 coisas que não te dizem sobre o capitalismo), publicados recentemente, Chang disse à BBC que não é um anticapitalista.

"O capitalismo é o pior sistema, excluídos os outros", ironiza.

Chang disse que muitos dos críticos ou admiradores do sistema estão convencidos de que sabem o que é o capitalismo - mas estão enganados. O economista disse que o que tenta fazer em seus livros é mostrar que muitas das premissas usadas para definir o sistema são meias verdades ou puro mito.

"A idéia do livre mercado, por exemplo. O mercado livre não existe. Todo mercado tem regras e limites que restringem a liberdade de escolha."

Ele pergunta, por exemplo, por que um motorista de ônibus na Suécia ganha 50 vezes mais do que um em Nova Déli (na Índia).

"Porque o de Nova Déli não pode ir à Suécia, pois há limites ao fluxos migratórios."

Outro mito, ele explica, é aquele que propõe que quanto mais livre o mercado e quanto menos envolvimento do governo, maior a riqueza.

Segundo Chang, a coisa não funciona dessa forma. E para ilustrar sua tese, ele cita o caso da desregulamentação do sistema financeiro ocorrida desde a década de 80.

"Como se viu na crise financeira de 2008, (a desregulamentação) destruiu muita riqueza."

Desenvolvimento

Outro mito capitalista, na opinião de Chang, é a ideia do livre comércio. Países desenvolvidos dizem que as nações em desenvolvimento têm de permitir o livre fluxo de capitais e mercadorias para que possam se desenvolver.

Mas essa posição ignora a política adotada historicamente pelos próprios países desenvolvidos - ele diz.

"Tomemos o caso do Reino Unido, berço da Revolução Industrial. No século 17, Daniel Defoe, autor de Robinson Crusoé, além de empresário e espião, publicou uma história sobre o comércio inglês que mostra o protecionismo aplicado desde o século 15".

"Esta política segue até o século 19, quando o Reino Unido se tornou partidário do livre comércio porque já havia desenvolvido sua indústria e não precisava protegê-la."

Chang diz achar "curioso" que a Grã-Bretanha, ao abraçar a ideia do livre comércio, apaga sua própria história e prega algo que não praticou para se desenvolver, ou seja, exige que o resto do mundo adote o livre comércio.

Ainda ilustrando esse ponto, ele lembra que os Estados Unidos não adotaram a política de livre comércio defendida pelos britânicos.

"No século 19 e nas primeiras décadas do século 20, os EUA foram o país mais protecionista do mundo. E uma vez que desenvolveram plenamente sua indústria, exigiram do resto que se convertesse ao livre comércio."

Segundo Chang, a lista de países que usaram uma estratégia similar é grande: França, Japão, Alemanha, Finlândia, Itália, Noruega e Áustria, entre outros.

O economista cita ainda o caso de seu país natal, a Coreia do Sul.

Ele conta que nasceu em 1963, período em que a renda per capita na Coréia do Sul equivalia a menos do que a metade da de Gana.

Em 1977, a renda per capita havia subido para US$ 1 mil e o país se transformara em um grande exportador de automóveis, semicondutores e outros produtos de grande elaboração técnica.

"A Coreia do Sul aplicou todas as receitas que os países desenvolvidos dizem que não se deve aplicar: subsídios, protecionismo, planos estatais, intervencionismo...", enumera Chang.

"Não digo que essa política seja uma varinha mágica. O que digo é que se você estuda a realidade dos países em desenvolvimento no pós-guerra, a história oficial que prega o neoliberalismo, com o FMI e o Banco Mundial no comando, não condiz com a realidade."

Para Chang, o milagre japonês é um exemplo claro, assim como os casos da China e da Coreia do Sul.

Globalização

A idéia da inevitabilidade da globalização como resultado do advento da internet é, segundo Chang, mais um dos mitos do capitalismo.

O economista diz que a invenção do telégrafo, no século 19, produziu uma revolução nas comunicações muito maior do que a internet.

"Antes do telégrafo, demorava-se duas semanas para se transmitir uma mensagem transatlântica por barco. Com o telégrafo, isso foi reduzido para sete minutos."

"E se compararmos ambas as épocas, o mundo do barco a vapor e do telégrafo estava muito mais globalizado do que o dos anos 40, 50 e 60 no século 20, apesar da enorme diferença tecnológica."

Chang diz que as transações financeiras são feitas em segundos, mas lembra que elas só são possíveis porque os mercados financeiros foram desregulados.

"Recorrer à tecnologia é uma maneira de negar que, na realidade, trata-se de uma decisão política."



Veja a lista de afirmações do livro

1. Não existe livre mercado.
2. Companhias não deveriam ser administradas segundo os interesses de seus donos.
3. A maioria das pessoas nos países ricos ganha mais do que deveria.
4. A máquina de lavar mudou mais o mundo do que a internet.
5. Espere o pior das pessoas e você receberá o pior.
6. Maior estabilidade macroeconômica não tornou a economia mundial mais estável.
7. Políticas de livre mercado raramente tornam paísee pobres mais ricos.
8. Capital tem nacionalidade.
9. Não vivemos na era pós-industrial.
10. Os Estados Unidos não têm o melhor padrão de vida do mundo.
11. A África não está destinada ao subdesenvolvimento.
12. O governo pode escolher os ganhadores.
13. Tornar pessoas ricas mais ricas não enriquece o restante das pessoas.
14. Os salários de executivos americanos são altos demais.
15. As pessoas nos países pobres são mais empreendedoras do que as dos países ricos.
16. Não somos espertos o suficiente para deixar as coisas a cargo do mercado.
17. Mais educação, por si só, não vai tornar um país mais rico.
18. O que é bom para a General Motors não é necessariamente bom para os Estados Unidos.
19. Apesar da queda do comunismo, ainda estamos vivendo em economias planejadas.
20. Igualdade de oportunidades é desigual.
21. Um governo grande torna as pessoas mais - e não menos - abertas às mudanças.
22. Mercados financeiros precisam se tornar menos, não mais, eficientes.
23. Boas políticas econômicas não requerem bons economistas.

Extraído de
Mundo refém do câmbio

Estados Unidos, China, Japão e Alemanha são vilões da guerra cambial global

Aeconomia global está refém de apenas quatro países - Estados Unidos, Japão, Alemanha e China - para impedir o agravamento ainda maior das distorções cambiais que estão minando a competitividade mundo afora. Porém, sem conseguir superar de uma vez por todas os efeitos da crise financeira global, o quarteto não quer arcar com prejuízos políticos para resolver internamente desequilíbrios que poderiam impedir uma batalha internacional, tanto financeira quanto comercial.

No esforço do pós-crise de 2008, os Estados Unidos derrubaram a taxa de juros para estimular a retomada da economia, provocando a desvalorização forte do dólar frente às demais moedas e inundando o mercado internacional de recursos. Essa situação permanece até hoje. O Japão seguiu a mesma linha. A China também aposta na desvalorização do yuan para manter-se em velocidade de cruzeiro e mantém inalterada a política de controle da taxa de câmbio.

Já a Alemanha, maior exportadora do mundo, tem interesse em desvalorizar o euro. Para isso, porém, deveria colocar em prática um ajuste fiscal politicamente complicado de ser implementado em toda a Europa. Ainda mais após o fiasco, perante os olhos alemães, da ajuda financeira à Grécia.

O estímulo fiscal (desoneração de tributos, por exemplo) também seria a receita desejável para EUA e Japão se recuperarem sem provocarem problemas para as demais nações. No entanto, a decisão tem custo político depois dos desembolsos muito elevados que já foram feitos.

- Os americanos inundam o mundo com dólares e não se preocupam com os estragos que provocam. A China, o novo rico da economia mundial, também tem sua parcela de culpa ao blindar-se no câmbio, neutralizando o valor do yuan e fazendo-se de surda aos reclamos mundiais para flexionar a sua moeda - aponta o diretor-executivo da Corretora NGO Câmbio, Sidnei Nehme.

Brasil foi 3º maior alvo de especulação

Os analistas chamam atenção ainda que, sem medidas efetivas, a tendência para o dólar e o euro permanece a mesma, segundo o comportamento de suas contas correntes (registro de transações com o mundo). Nos EUA, o déficit em conta corrente - que estimula a desvalorização da moeda - ficou em US$431 bilhões (3,3% do Produto Interno Bruto) no período de 12 meses encerrados em setembro. Já na Alemanha, há superávit de 5,2% do PIB.

- Alterar a política fiscal é muito mais penoso politicamente do que mexer na monetária. Esse é o pano de fundo da chamada guerra cambial. O mundo é refém das questões políticas internas de quatro países que, juntos, detêm a maior parcela do PIB do planeta, além de representar o maior volume de comércio - disse o economista Carlos Langoni, ex-diretor do Banco Central (BC).

Esse impasse doméstico e as medidas unilaterais que começam a ser adotadas pelo mundo têm consequências importantes, principalmente para os emergentes. Elas se dão tanto pelo ingresso volumoso de recursos estrangeiros, que derrete o dólar e atrapalha os exportadores, quanto pela imposição de uma competição desleal por mercados no exterior, por exemplo com produtos chineses.

No caso do Brasil, as duas evidências se observam. Por exemplo, o país foi o terceiro alvo de especulação no último ano, numa lista de 16 países, oferecendo ganho médio de 14,5% aos investidores no mercado financeiro (contratos futuros e títulos públicos) em 12 meses, segundo estudo do Ministério da Fazenda.

O documento mostra que o país só perdeu para África do Sul (18,2%) e Austrália (15,8%). Os estrangeiros foram atraídos não apenas pelas elevadas taxas de juros brasileiras, mas pela forte oscilação do câmbio no período. Como consequência, as exportações brasileiras perderam competitividade e estão sendo salvas pela alta do valor dos produtos básicos.

A desvalorização do dólar provoca uma preocupação generalizada. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, discutiu o tema ontem com o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner.

- Para mim, o que desestabiliza o câmbio mundial é a desvalorização do dólar. Ele (Geithner) me garantiu que a política dos EUA não é desvalorizar o dólar. Pelo contrário, é fortalecer. Perguntei sobre as ações do Fed (banco central dos EUA). Ele disse que a política do Fed está sendo superestimada no seu impacto - disse Mantega, que, junto com Geithner, quer o tema como protagonista da reunião de líderes do G-20 no próximo mês.

Segundo Langoni, é dos quatro grandes países com desequilíbrios que se deve esperar um sinal durante o G-20. Por algum tempo, americanos tentaram convencer o resto do mundo de que a China era o grande vilão global. Mas, agora, como o tema ocupa o topo da agenda internacional, abre-se uma janela de negociação. Mas as barreiras ainda são grandes.

Para o economista da Consultoria Tendências Raphael Martello, o mundo se vê diante de uma situação inusitada. A própria literatura da academia foi feita com base em outra lógica. Crises nos emergentes estariam relacionadas à falta de dinheiro e não ao excesso dos fluxos de capitais:

- Por isso, não existe um receituário. Os bancos centrais destes países estão tateando no escuro.

Autor(es): Vivian Oswald e Martha Beck
O Globo - 22/10/2010 disponível em http://www.oglobo.com.br/

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Desemprego em setembro fica em 6,2%, o menor nível desde 2002

A taxa média de desemprego em setembro ficou em 6,2%, a menor registrada desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2002.

O índice representa uma queda de meio ponto percentual em relação a agosto (6,7%) e de 1,5 ponto percentual na comparação com setembro de 2009 (7,7%).

A população ocupada nas seis regiões metropolitanas pesquisadas (São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre) foi estimada em 22,3 milhões de pessoas, uma alta de 0,7% em relação a agosto e de 3,5% em relação a setembro de 2009.

A população desocupada nestas localidades ficou em 1,5 milhão, uma redução de 7,5% em relação a agosto e de 17,7% no acumulado do ano.

Segundo o IBGE, o número de trabalhadores com carteira assinada nas seis regiões ficou estável em setembro, chegando a 10,3 milhões - uma alta de 8,6% no ano.

Já o rendimento médio real habitual dos trabalhadores, de R$ 1.499,00 em setembro, subiu 1,3% na comparação com agosto e 6,2% no acumulado de 2010.

Copom mantém taxa Selic em 10,75%


COPOM DECIDE MANTER JURO EM 10,75% AO ANO

Por unanimidade, o Copom decidiu ontem manter a taxa básica de juro em 10,75% ao ano. No comunicado, o BC diz que a decisão leva em conta "o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação".

Decisão foi tomada por unanimidade; comunicado, lacônico, diz que foi avaliado "o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação"

Em uma decisão amplamente antecipada pelo mercado financeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros (Selic) em 10,75% ao ano. Para a instituição, o juro no atual patamar é suficiente para garantir que a inflação caminhe ao longo do tempo para a meta de 4,5%. Ao contrário da decisão anterior, o comunicado do BC foi bem mais curto e se limitou a dizer que a manutenção ocorreu avaliando-se "o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação".

Apesar de esperada, a atuação do BC tem sido alvo de crescente desconforto por parte do mercado, que acredita que os juros básicos já deveriam estar mais altos por conta da aceleração da inflação. Esse sentimento foi reforçado pela alta de 0,62% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de outubro, o dobro da inflação de setembro. O BC já antecipava um movimento de aceleração dos preços a partir de outubro, mas, para o mercado, o ritmo está muito forte e mais disseminado entre os produtos que compõem o IPCA do que o inicialmente previsto.

Por outro lado, o comportamento mais estável da atividade econômica há cinco meses, mostrado também ontem pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), favorece a posição mais tranquila da autoridade monetária com o atual nível de juros.

Isso porque os números mostram que o ritmo da economia está compatível com a capacidade de as empresas produzirem bens e serviços para atender aos consumidores. Além disso, a taxa de câmbio valorizada tem permitido um crescimento das importações que também ajuda no controle dos índices de preços.

Crítica. Para o economista-chefe da consultoria MB Associados, Sérgio Vale, o BC tem errado na dose de política monetária desde o começo do ano, além de falhar na comunicação. "Isso tem levado a uma disparidade muito grande nas expectativas, seja de inflação seja da própria Selic. Há muito tempo não se via uma divergência tão grande nas expectativas de Selic para o ano seguinte. Tem gente que acredita em queda, em manutenção e em alta, como a gente", afirmou. "De qualquer maneira, por opção do próprio BC, me parece que ele não sobe mais a Selic este ano e entrega o fardo para o próximo presidente, que vai ter que arrumar a casa novamente", acrescentou.

Na visão de Vale, apesar de trazer consequências negativas no curto prazo, a elevação da Selic evita que a inflação ganhe corpo, prejudicando muito mais a economia. Segundo ele, a única alternativa à alta dos juros seria um "choque fiscal mais relevante", que contribuísse para segurar a demanda e permitiria ao BC até baixar os juros.

Sem preocupação. A economista-sênior do banco RBS Global Banking, Zeina Latif, não vê com tanta preocupação a manutenção da Selic. "O BC está tomando risco do que o mercado gostaria, comparativamente a outros momentos, mas ele tem razões para aguardar e não mexer nos juros", disse Zeina, mencionando especificamente a situação de estabilização do PIB mostrada no IBC-Br. "Têm alguns indicadores meio desencontrados mostrando que do lado interno é uma coisa, do externo, outra, e o BC está querendo esperar o efeito final disso. Acho que ele tem tempo para avaliar e comparar o lado interno e externo. Acho que tem racionalidade, a decisão de manter a Selic", acrescentou.

Uma pesquisa feita pelo Banco Central com economistas de grandes instituições às vésperas da reunião do Copom indicou que 85% deles eram favoráveis à manutenção da Selic, segundo informação de uma fonte ligada ao banco.

Autor(es): Fabio Graner
O Estado de S. Paulo - 21/10/2010
Disponível em http://www.estadao.com.br/

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Cartões chegam a 71% da população adulta nas capitais, aponta pesquisa

Em 2009, esse porcentual era de 67%, de acordo com o Datafolha. Das pessoas que possuem curso superior, 91% têm um cartão.


Pessoas preferem usar o cartão de crédito para pagar roupas, calçados e fazer as compras de mês

Depois de permanecer praticamente estável por dois anos, o número de pessoas que tem um cartão está aumentando no Brasil, graças à expansão do setor para a população de baixa renda. Pesquisa do Instituto Datafolha mostra que 71% das pessoas acima de 18 anos em 11 capitais já possuem um meio eletrônico de pagamento, como cartão de crédito, débito e os plásticos emitidos por loja.

No levantamento feito em 2009, esse porcentual era de 67% e no ano anterior, de 68%. "O aumento foi puxado pela expansão dos cartões nas classes C, D e E", disse o diretor do Datafolha, Paulo Luis Gomes Alves.

Mesmo com o crescimento do setor de cartões nas classes C, D e E, esses segmentos são ainda os que têm maior potencial de expansão, afirma o diretor do Datafolha. A pesquisa mostra que nas classes A e B, 83% das pessoas têm um cartão. Já nas classes D e E, esse porcentual cai para 41%. Outro indicador é o nível de escolaridade. Das pessoas que possuem curso superior, 91% têm um cartão. Entre quem tem só o ensino fundamental o total cai para 55%.

Quem está nas classes de mais alta renda costuma usar mais o cartão no dia a dia. Nas classes A e B, 63% afirmam preferir usar os meios eletrônicos de pagamento quando fazem compras. Já nas classes D e E, o total cai para 28%. "Ainda há forte preferência pelo uso do dinheiro nas classes menos favorecidas", diz o diretor do Datafolha.

No geral, as pessoas preferem usar o cartão de crédito para pagar roupas e calçados (63% responderam que usam o plástico), passagens aéreas e de ônibus (53%) e hotéis e pousadas (56%). Já o dinheiro é usado preferencialmente para pagar a compra de jornais e revistas (por 89%dos entrevistados), mensalidades escolares (87%) e serviços médicos (75%). Segundo Gomes, em muitos casos, esses estabelecimentos ainda não entraram no mundo dos cartões. Só mais recentemente é que algumas escolas, faculdades, clínicas e consultório de dentistas e médicos passaram a ser credenciados para aceitarem pagamentos com os plásticos.

A pesquisa do Datafolha foi feita com 1.916 pessoas acima de 18 anos, em 11 capitais nas cinco regiões do Brasil entre os dias 12 e 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos porcentuais. Os resultados foram apresentados hoje no 5º CMEP- Congresso Brasileiro de Meios de Eletrônicos de Pagamento, promovido pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).





Disponível em http://g1.globo.com/economia-e-negocios em 20/10/2010

Estatal recusa egressos de curso tecnológico

Empresas estatais vetam profissionais formados em cursos tecnológicos

Apesar do aumento da oferta desses cursos - o número de vagas no País cresceu 45% em dois anos -, companhias como Petrobrás, Caixa Econômica Federal, EMTU e Metrô de São Paulo excluem os tecnólogos dos editais de seus concursos públicos.

Profissionais formados em cursos superiores tecnológicos - como os da Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec) - enfrentam dificuldades de acesso ao mercado de trabalho por não terem o título de bacharel. Apesar dos discursos favoráveis de governos e especialistas, empresas estatais, como Petrobrás, Caixa Econômica Federal, EMTU e Metrô de São Paulo, excluem os tecnólogos dos editais de concurso público.

A oferta de cursos superiores tecnológicos vem crescendo no País, em grande parte incentivada pelos governos federal e estaduais. Em apenas dois anos, de 2006 a 2008, o número de vagas desses cursos cresceu 45%, segundo os dados mais recentes do Censo da Educação Superior do Instituto de Pesquisas Educacionais (Inep). Os alunos da graduação tecnológica representam 10% do total de matriculados no ensino superior.

Um dos motivos da exclusão dos tecnólogos dos quadros de funcionários é a lentidão no processo de mudança de algumas companhias, acredita a professora de gestão de pessoas da Fundação Getúlio Vargas Anna Cherubina Scofano. "Temos alguns elefantes brancos que não se atualizam. Seria preciso mexer em práticas já institucionalizadas e fazer uma análise de mercado e dos cursos", afirma. "Mas grande parte do mercado aceita bem, porque dá enfoque para as competências."

Marcus Soares, professor de gestão de pessoas do instituto Insper, atribui o fenômeno em grande parte a um "mal entendido". "Há uma confusão com a nomenclatura da profissão, que cria uma interpretação incorreta de que é um curso técnico, de menos valia", afirma. "Quando uma empresa contrata, quer sempre alguém com formação melhor do que exige a posição. Isso também pode contribuir para a discriminação."

Segundo o professor, a discriminação tende a diminuir a médio e longo prazo por causa do chamado "apagão de mão de obra". "O mercado pode ser forçado a mudar. Se aumentar a demanda por mão de obra e as companhias quiserem preencher seus cargos, elas vão ter de aceitar os tecnólogos."

Para o presidente do Sindicato dos Tecnólogos, Décio Moreira, a reserva de mercado de outras categorias também causa dificuldades aos formados. "A empregabilidade dos cursos é alta, mas a questão é o tipo de responsabilidade que nos deixam assumir. Um tecnólogo está completamente apto em sua área de formação, mas nem sempre isso é reconhecido", diz.

O tecnólogo em instalações hidráulicas José Eduardo Radaelli enfrentou problemas com o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo (Crea-SP). "Precisei entrar na Justiça. Em 2005, consegui uma liminar que me autorizava a assinar projetos na minha área", contou. Mesmo com as dificuldades, Radaelli não se arrepende da opção por um curso tecnológico. "Apesar da discriminação, recomendo plenamente o curso."

O coordenador de Ensino Superior do Centro Paula Souza (que mantém as Fatec), Angelo Luiz Cortelazzo, diz que a dificuldade com os órgãos de classe é natural. "Toda nova profissão tem dificuldade em se estabelecer. Isso vai melhorar com a ocupação dos espaços corporativos pelos tecnólogos."

Cortelazzo acredita que uma postura mais correta das instituições de ensino também ajudaria a classe. "Às vezes são as próprias faculdades que fazem propaganda dos cursos de tecnologia como "rapidinho", dizem que você pode em seguida fazer uma graduação "plena"", critica.

GLOSSÁRIO

Graduação tecnológica

Curso de nível superior que visa a formar profissionais altamente especializados para atender campos específicos do mercado de trabalho. Ensino costuma ter enfoque prático, com estágio supervisionado. Duração oscila entre 2 e 4 anos. Permite entrada em mestrado e doutorado.

Bacharelado

Graduação superior mais tradicional, que oferece uma formação ampla, contemplando teoria e prática. Curso pode durar de 4 a 6 anos e permite entrada em programas de mestrado e doutorado.

Licenciatura

Curso de nível superior para a formação professores da educação básica. Inclui matérias focadas em aspectos pedagógicos e estágio obrigatório. Permite entrada em programas de mestrado e doutorado.

De acordo com o MEC existem no País com dados de 2008, cerca de 464.108 atriculados em graduações de tecnologia, as chamados cursos de tecnólogos.

Autor(es): Luciana Alvarez
O Estado de S. Paulo - 20/10/2010 - http://www.estadao.com.br/

terça-feira, 19 de outubro de 2010

ABAV 2010 - Feira das Américas

Data: 20/10/2010  a  22/10/2010
Local: Riocentro - Rio de Janeiro

Considerada o maior evento de turismo da América Latina em número de expositores e participantes profissionais, a Feira das Américas reúne os principais agentes econômicos que compõem a cadeia produtiva do Turismo e é o foro principal de comercialização e comunicação do setor.

Centenas de empresas relacionadas ao turismo marcam presença na Feira das Américas. São operadoras de turismo apresentando seus pacotes, operadoras marítimas apresentando sua nova temporada de cruzeiros, companhias aéreas nacionais e estrangeiras divulgando suas rotas tradicionais e também as novidades, locadoras de automóveis divulgando seus serviços, destinos nacionais e internacionais dando uma amostra das suas peculiaridades, empresas de seguros de viagem informando sobre seus produtos.

Além disso, o evento conta com delegações estrangeiras que representam todos os setores da indústria do turismo nacional e internacional, e inclui ainda Órgãos Oficiais, Associações de Turismo, Empresas de Turismo, Hotéis, Sistemas de Informação e Empresas Jornalísticas.

Realizado pela Associação Brasileira das Agências de Viagens (ABAV) em parceria com a Reed Alcantara Machado, o evento vai ocupar os cinco pavilhões do Riocentro, e deverá atrair cerca de 27 mil visitantes.

IOF VAI A 6% PARA VALORIZAR DÓLAR



Para tentar conter o dólar, IOF vai a 6%

Imposto que incide sobre investimentos de estrangeiros já havia subido de 2% para 4%; governo atua também no mercado futuro.

O ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciou ontem novas medidas para tentar segurar a entrada de dó1ares no mercado e, em consequência, conter a queda da moeda americana. Mais uma vez, o instrumento escolhido foi o Imposto sobre Operações Financeiras. A primeira medida é no mercado à vista: o IOF sobre os investimentos de estrangeiros em renda fixa subiu de 4% para 6%. A tarifa já havia sido elevada recentemente de 2% para 4%. A segunda medida e no mercado futuro: o IOF que incide sobre as margens que são pagas pelos investidores estrangeiros ao aplicar nesse mercado subiu de 0,38% para 6%. 0 aumento vale somente para os estrangeiros. 0 objetivo e reduzir a rentabilidade das operações no mercado futuro e diminuir a alavancagem. 0 volume de margem dos estrangeiros hoje e de US$ 20 bilhões, o que significa a possibilidade de fazer negócios da ordem de US$ 200 bilhões.


Duas semanas depois de subir o IOF para 4%, governo volta a elevar imposto para estrangeiros, incluindo apostas no mercado futuro

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem mais duas medidas para tentar conter a valorização do real em relação ao dólar. Mais uma vez, o instrumento escolhido foi o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Só que agora o governo decidiu atuar não só no mercado à vista, mas também no mercado futuro. Ontem, o dólar fechou cotado a R$ 1,66.

A primeira medida é no mercado à vista: o IOF incidente nas operações de câmbio feitas por investidores estrangeiros para aplicar em renda fixa sobe de 4% para 6%. No dia 4 deste mês, o Imposto sobre Operações Financeiras nessas operações havia subido de 2% para 4%.

A segunda medida é no mercado futuro: o IOF que incide sobre as operações de câmbio feitas por investidores estrangeiros para pagar as garantias exigidas pelas bolsas de valores, mercadorias ou futuros sobe de 0,38% para 6%. O aumento da alíquota vale apenas para estrangeiros. Bancos e empresas nacionais não foram incluídos.

As garantias representam o valor que os investidores depositam na BM&FBovespa para garantir o pagamento dos ajustes diários, que é quanto perderam ou ganharam naquele dia. Normalmente, a garantia exigida é de 10% do valor investido.

O objetivo do governo é reduzir a rentabilidade das operações no mercado futuro e diminuir a possibilidade de fazer grandes apostas. O volume de margem dos estrangeiros hoje é de R$ 20 bilhões, o que significa uma capacidade de fazer negócios no valor de R$ 200 bilhões.

As novas alíquotas começam a valer para as operações feitas a partir de hoje. "O objetivo é atenuar os excessos que possam ser cometidos. Não vai parar a valorização do real", reconheceu Mantega, em coletiva de imprensa ontem. "Queremos reduzir o apetite dos aplicadores de curto prazo, que querem ganhar rapidamente com os juros altos."

Ele disse que, no longo prazo, o Brasil é um País muito atraente para os investidores, porque oferece segurança e taxas de juros elevadas. Mas negou que as medidas adotadas não estejam surtindo o efeito esperado.

Segundo Mantega, se o IOF não tivesse subido, a valorização do real teria sido mais forte, principalmente com a entrada de recursos para a capitalização da Petrobrás. Em setembro, o ingresso líquido de capitais chegou a US$ 16 bilhões.

Guerra cambial. O ministro voltou a afirmar que existe uma guerra cambial no mundo, que precisa ser "desativada". Ele descreveu um círculo vicioso em que os EUA inundam o mercado de liquidez, a China atrela o yuan ao dólar, e os demais países tomam medidas para evitar a sobrevalorização de suas moedas.

"A solução é uma ação coordenada entre os países. Fazer uma espécie de acordo cambial. Mas enquanto não se consegue chegar a um acordo, não posso ficar assistindo à valorização do real", disse Mantega.

Raquel Landim - O Estado de S.Paulo
O Estado de S. Paulo - 19/10/2010 http://www.estadao.com.br/

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Serasa Experian vê inadimplência estável até o início de 2011

A inadimplência do consumidor brasileiro deve ficar estável até o início de 2011, segundo pesquisa da Serasa Experian divulgada nesta segunda-feira (18/11).

O indicador da perspectiva de inadimplência ficou em 94,6 pontos no mês de agosto, sem alteração ante a medição anterior.

De acordo com a Serasa Experian, deve ser mantido o atual ritmo de crescimento do crédito à pessoas físicas. Segundo a entidade, o pagamento do 13º salário reduz a pressão sobre a inadimplência nessa época do ano.

Já o indicador se perspectiva da inadimplência das empresas recuou pelo décimo sexto mês consecutivo, atingindo o patamar de 91,4 pontos, com queda de 2,4% ante o mês anterior.

Brasil Econômico (redacao@brasileconomico.com.br)

18/10/10 10:31
ECONOMIA EM ALTA GERA GANHO EXTRA

Resultados recordes nas empresas trazem perspectivas favoráveis no que se refere ao pagamento de bônus e de prêmios a funcionários. Principais beneficiados serão os profissionais do alto escalão.

Trabalho

Vendas aquecidas geram resultados recordes para as empresas. Ganhos se refletem em renda extra aos profissionais

O bom momento da economia nacional, com crescimento próximo a 8% no ano, ocasionou otimismo generalizado e perspectivas favoráveis como nunca no quesito pagamento de bônus e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) das empresas para os trabalhadores brasileiros. Devido à superação de metas em quase todos os setores, a ansiedade é grande por prêmios, dinheiro, ações e aportes em planos de previdência privada, que ultrapassarão em até 30% o montante pago em relação ao desempenho de 2009. Especialistas do setor de recursos humanos estimam que os ganhos extras chegarão a 20 salários este ano, a depender da categoria e do posto ocupado.

Os principais beneficiados pelo pagamento de bônus são os profissionais de alto escalão. Não é à toa que uma pesquisa divulgada pela Robert Half aponta que os executivos brasileiros lideram o ranking mundial de confiança. O relatório Global Financial Employment Monitor comprova que 98% dos executivos do país estão otimistas em relação ao crescimento das companhias onde atuam. Outro dado interessante é que eles são os mais preocupados com a retenção dos profissionais da área financeira em comparação aos executivos em outros países — apenas 23% dos brasileiros que lideram nesta área não apresentam nenhuma preocupação.

Gratificação

Nesse contexto, o pagamento de bônus e de participação nos lucros se apresentam como algumas das principais ferramentas para reter esses profissionais.

William Monteath, diretor de Operações da empresa de recrutamento Robert Half no Rio de Janeiro, estima que os profissionais na área de mercado financeiro obterão os bônus mais altos referentes ao desempenho de 2010 — superiores a 20 salários. “Já quem atua na área de finanças, como gerentes de contabilidade, por exemplo, deve obter ganhos extras na faixa de três a seis salários”, sugere. Monteath destaca ainda os bônus pagos aos que atuam no setor de vendas, que devem superar o projetado pelas empresas devido ao aquecimento do mercado.

Amanda Martins, 24 anos, que o diga. Ela trabalha em uma imobiliária e coordena uma equipe de 38 corretores especializada em vendas a prazo de imóveis de um e dois quartos. A empresa onde atua incentiva os vendedores com bônus, que vão de aumento das comissões a sorteio de prêmios para quem atinge metas. O grupo de Amanda vendeu nove apartamentos em uma semana, resultado que rendeu à corretora, além de gratificação extra, um carro 0km. “Essas premiações existem porque o mercado imobiliário do Distrito Federal está aquecido. Brasília tem muitos investidores e pessoas que estão comprando o primeiro imóvel”, comenta Amanda.

Também atuante na área de imóveis, a Brookfield implantou, no ano passado, uma política de participação nos lucros que beneficia todos os colaboradores, desde serventes de pedreiro a engenheiros e diretores. Desde 2003, a empresa inova e oferece Incentivos de Longo Prazo (ILP), na forma de ações da companhia na bolsa aos profissionais do alto escalão. “Quanto mais a empresa se valorizar maior será o ganho deles. Além disso, o comprometimento aumenta na medida em que a pessoa se sente um pouco dona do negócio”, diz a superintendente de recursos humanos da construtora, Lygia Fray Villar.

Autor(es): Gustavo Henrique Braga
Correio Braziliense - 18/10/2010

sábado, 16 de outubro de 2010

Resenhas de livros


O caminho para um mundo mais sustentável

A leitura deste livro de Nicholas Stern nem sempre é fácil, e aqueles que não conhecem um pouco da teoria econômica poderão ter dificuldade de digerir algumas de suas passagens. Não se fala aqui de opções que possam colocar demais em risco o status quo, nem de soluções mágicas. O autor tem os pés no chão e parece falar em nome de políticos e líderes empresarias em todo o mundo.

"A mudança climática não é mais uma questão que as empresas podem escolher evitar, seja em época de vacas gordas, seja em épocas de crise econômica. Empresas com visão de futuro que demonstraram seu compromisso para com o meio ambiente e cujas atitudes são vistas como responsáveis estão mais bem posicionadas para manter a confiança dos consumidores, dos acionistas e do governo, além de se diferenciarem dos concorrentes". Lançado em 2006, o relatório do Economista britânico Nicholas Stern, ex-chefe do Banco Mundial, trouxe para o setor da economia as questões ambientais. Foi quando, pela primeira vez, ouvimos dados que hoje já são bastante conhecidos, sobre a necessidade de a economia dos países se adaptar às mudanças climáticas que virão. E, sobretudo, para tomar atitudes que impeçam um aumento maior do que os 2 graus previstos pelos cientistas do IPCC (Intergovernamental Panel on Climate Change). No quesito, as indústrias são fundamentais. Daí a importância do livro, com interessante prefácio do presidente do Conselho Curador da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável, Israel Klabin.

Autor: Nicholas Stern; Editora Campus
Elsevier; 238 páginas

Economia Socioambiental

Trata-se de uma coletânea, com 14 capítulos, que podem sr usados sobretudo por estudantes e pesquisadores que se interessem sobre como a economia socioambiental no Brasil era pensada do início de 2008. Um processo econômico que não despreza o que vem da natureza e onde, no limite, "o único fluxo de entrada no processo econômico é o de recursos eserviços naturais. E, de saída, os resíduos, que tornam inevitáveis a depreção de recursos e a poluição". O organizador avisa, no prefácio, que não se trata de um livro doutrinário, "mas exatamente o avesso: um livro que procura mostrar como os pesquisadores brasileiros estão enfrentando um problema que há vinte anos está em "banho maria". Os autores foram instados a escrever, "sem nenhum tipo de discriminação no tocante à abordagem metodológica que consideram mais importante".

Organizador: José Eli da Veiga; 378 páginas;
Editora Senac

Criando um negócio social

Tendo criado o conceito de microcrédito nos anos 70, o economista indiano/bengali e prêmio Nobel da Paz em 2006, viu crescer o seu Banco o Grameen Bank a ponto de tornar-se , hoje, financeiramente autossuficiente. E não sossegou. Inabalável na sua perseguição ao fim da pobreza, Yunus criou a proposta, o negócio social, tema deste livro. Certo de que a crise econômica mundial nãoestá nem perto de deixar a todos tranquilos, já que o cerne da questão continua o mesmo, Yunus apresenta uma forma de fazer negócio que não tem como missão única a de maximizar o lucro. A base do seu projeto é o negócio que gere renda suficiente para cobrir as próprias despesas e que use o excedente econômico para investir em expansão. Ou seja: uma Empresa Social, "não envolver perdas e não pagar dividendos, mas é inteiramente dedicada à realização de um objetivo social, para acabar com um problema social."

Autor: Muhammad Yunus; Editora Campus/Elsivier; 220 páginas

Estes livros poderão ser facilmente encontrados na:
Technical Books Livraria
Rua Gonçalves Dias, 89 - 2 andar - Sl. 205 - Centro - RJ
Tel. 21 2224-3177 / 2531-9027

Resenhas de Livro


O caminho para um mundo mais sustentável

A leitura deste livro de Nicholas Stern nem sempre é fácil, e aqueles que não conhecem um pouco da teoria econômica poderão ter dificuldade de digerir algumas de suas passagens. Não se fala aqui de opções que possam colocar demais em risco o status quo, nem de soluções mágicas. O autor tem os pés no chão e parece falar em nome de políticos e líderes empresarias em todo o mundo

"A mudança climática não é mais uma questão que as empresas podem escolher evitar, seja em época de vacas gordas, seja em épocas de crise econômica. Empresas com visão de futuro que demonstraram seu compromisso para com o meio ambiente e cujas atitudes são vistas como responsáveis estão mais bem posicionadas para manter a confiança dos consumidores, dos acionistas e do governo, além de se diferenciarem dos concorrentes". Lançado em 2006, o relatório do Economista britânico Nicholas Stern, ex-chefe do Banco Mundial, trouxe para o setor da economia as questões ambientais. Foi quando, pela primeira vez, ouvimos dados que hoje já são bastante conhecidos, sobre a necessidade de a economia dos países se adaptar às mudanças climáticas que virão. E, sobretudo, para tomar atitudes que impeçam um aumento maior do que os 2 graus previstos pelos cientistas do IPCC (Intergovernamental Panel on Climate Change). No quesito, as indústrias são fundamentais. Daí a importância do livro, com interessante prefácio do presidente do Conselho Curador da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável, Israel Klabin. 

Autor: Nicholas Stern; Editora Campus
Elsevier; 238 páginas


Economia Socioambiental

Trata-se de uma coletânea, com 14 capítulos, que podem sr usados sobretudo por estudantes e pesquisadores que se interessem sobre como a economia socioambiental no Brasil era pensada do início de 2008. Um processo econômico que não despreza o que vem da natureza e onde, no limite, "o único fluxo de entrada no processo econômico é o de recursos eserviços naturais. E, de saída, os resíduos, que tornam inevitáveis a depreção de recursos e a poluição". O organizador avisa, no prefácio, que não se trata de um livro doutrinário, "mas exatamente o avesso: um livro que procura mostrar como os pesquisadores brasileiros estão enfrentando um problema que há vinte anos está em "banho maria". Os autores foram instados a escrever, "sem nenhum tipo de discriminação no tocante à abordagem metodológica que consideram mais importante".

Organizador: José Eli da Veiga; 378 páginas;
Editora Senac

Criando um negócio social

Tendo criado o conceito de microcrédito nos anos 70, o economista indiano/bengali e prêmio Nobel da Paz em 2006, viu crescer o seu Banco o Grameen Bank a ponto de tornar-se , hoje, financeiramente autossuficiente. E não sossegou. Inabalável na sua perseguição ao fim da pobreza, Yunus criou a proposta, o negócio social, tema deste livro. Certo de que a crise econômica mundial nãoestá nem perto de deixar a todos tranquilos, já que o cerne da questão continua o mesmo, Yunus apresenta uma forma de fazer negócio que não tem como missão única a de maximizar o lucro. A base do seu projeto é o negócio que gere renda suficiente para cobrir as próprias despesas e que use o excedente econômico para investir em expansão. Ou seja: uma Empresa Social, "não envolver perdas e não pagar dividendos, mas é inteiramente dedicada à realização  de um objetivo social, para acabar com um problema social."
Autor: Muhammad yunus; Editora Campus/Elsivier; 220 páginas.


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Juro do crédito para pessoa física é o menor desde 1995, diz Anefac

Taxa média de juros para o consumidor ficou em 6,74% em setembro.

Juro do cheque especial, no entanto, teve elevação, para 7,47%.

As taxas de juros das operações de crédito tiveram em setembro sua quarta queda no ano, segundo levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). A taxa média para o consumidor recuou para 6,74% ao mês – a menor da série histórica da entidade, que tem início em 1995.

Das seis linhas de crédito para pessoa física pesquisada, apenas o cheque especial teve alta nos juros de agosto para setembro, passando de 7,45% para 7,47% ao mês, a maior desde agosto deste ano.

Ficaram menores, por outro lado, os juros do comércio (de 5,68% a.m. para 5,65%), do empréstimo pessoal em bancos (de 4,73% para 4,69%) e do empréstimo pessoal em financeiras (de 9,60% para 9,56%).

Os juros do cartão de crédito e do financiamento de automóveis permaneceram estáveis, em 10,66% ao mês e 2,37%, respectivamente.

Pessoa jurídica

A taxa média de juros para as empresas também apresentou recuo na passagem de agosto para setembro, de 3,82% para 3,78% no período, segundo a Anefac.