quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Receio de novas medidas afasta investidor do câmbio

O dólar encerrou próximo à estabilidade ante o real nesta terça-feira (11/1), mesmo com o Banco Central atuando no mercado.

A moeda americana encerrou a sessão na mínima do dia, em leve desvalorização de 0,06%, a R$ 1,685 para compra e R$ 1,687 para venda. Na máxima, a divisa chegou a marcar alta de 0,24% frente ao real, a R$ 1,690 para compra e R$ 1,692 para venda.

A terça-feira foi marcada pelo baixo volume operado no mercado de câmbio. Para Victor Asdourian, operador da mesa financeira da Hencorp Commcor Corretora, essa falta de movimentação se deve, basicamente, ao receio de novas medidas do governo para contenção da entrada de capital estrangeiro no país.

"Na última semana, tivemos mais do que uma medida", aponta. "Acabou gerando um efeito psicológico importante no mercado."

Asdourian lembra que o mercado já está precificando a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve trazer uma alta na taxa básica de juros e, consequentemente, estimular a entrada de capital estrangeiro no país.

"A tendência de venda já está traçada. O investidor preferiu ficar de fora para evitar uma queda maior após a alta da Selic."

As medidas recentes do Banco Central e da Fazenda, embora tenham efeito limitado no curto prazo, apontam diretamente para a intenção do governo de intervir caso o dólar se afaste da zona do R$ 1,70. "Essas medidas mostram o poder de fogo que o Banco Central tem no combate da valorização do real".

Às 16h, o BC, como de praxe, entrou no mercado com um leilão de compra da moeda. O dólar foi comprado pela autoridade a R$ 1,6874.

Para o operador de câmbio, as expectativas do mercado europeu em torno da rolagem da dívida europeia, em especial na Espanha e em Portugal, não tem interferido na relação entre dólar e real.
"O euro está trabalhando de lado na expectativa dessa rolagem. Não vejo interferência direta nas nossas operações."



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