segunda-feira, 1 de agosto de 2011

As oito verdades sobre o comportamento da classe C na internet

Comércio Social
Levantamento da WMcCan foi realizado com 3.050 entrevistados de cinco países da América Latina

Os consumidores emergentes não têm hábitos de navegação na internet diferentes da classe média tradicional. Hoje, o nível de maturidade entre os dois segmentos de mercado é bastante parecido, sendo as atividades mais frequentes a comunicação, o lazer, a interação e o compartilhamento. É o que indica uma pesquisa da WMcCann, que traçou o perfil dos internautas da classe C na América Latina e definiu oito verdades sobre as mais de 80 milhões de pessoas emergentes que acessam a web na região.

A primeira delas mostra que “A internet está tornando o sonho de Che Guevara real”. Segundo o levantamento, o aumento do uso do meio digital promove igualdade social de forma mais rápida do que o aumento da renda e da qualidade da educação. “Ajuda oficial – nem sempre necessária na vida, tampouco na web”: Esta é a segunda verdade classificada pela pesquisa e indica que o consumidor emergente vem desenvolvendo um alto nível de autonomia e independência no mundo digital.

Em terceiro lugar, aparece a afirmação “Não espere o óbvio. Esta é a terra do ‘jogo bonito’”, que aponta para uma mudança no uso original das plataformas online. Quando perguntados se as redes sociais são apenas para relacionamentos, por exemplo, os entrevistados informaram que também as utilizam para negócios, carreira e família. “Vive-se melhor, mas ainda há muito pelo que se rezar” aparece como a verdade 4 e refere-se ao espaço que pode ser preenchido pelas marcas que desejam construir vínculos mais fortes com este consumidor.

A quinta verdade, “Melhores pais, melhores filhos”, mostra que para os emergentes a internet é um lugar para trocar preocupações e aprendizados. De acordo com a verdade 6 (“Internet e sedentarismo não combinam. Jura? Juro!”), os internautas da classe C também veem o digital como um aliado para a adoção de hábitos mais saudáveis, enquanto a afirmação de número sete diz que “Marcas são musas. Pessoas são juízas” e chama a atenção para o fato de que as marcas inspiram e as pessoas comuns e seu endosso são as melhores fonte para validação.

A oitava e última verdade traçada pela WMcCann aponta para um antagonismo: “Comprar bem é a bela, gerenciar é a fera”, e sugere que o “brilho” de uma compra bem feita pode deixar os consumidores emergentes “cegos” diante das outras possibilidades da internet para ajudar em suas finanças. Gerenciar o dinheiro, por exemplo, assustaria e afastaria as pessoas. O Levantamento provém de 3.050 entrevistas em profundidade, realizadas em 26 cidades de cinco países (Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica e México), entre janeiro e fevereiro de 2011.

Fonte: Mundo do marketing
Sylvia de Sá

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