sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Inflação na meta

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, também fez questão de garantir ontem que o Brasil está preparado para enfrentar um ambiente internacional difícil nos próximos meses. Segundo ele, as ferramentas de que o país dispõe são as mesmas usadas na crise financeira de 2008: reservas internacionais altas e depósitos compulsórios. O lado positivo da crise internacional é que ela ajudará o BC a colocar a inflação na meta.

De acordo com Tombini, a inflação acumulada em 12 meses vai recuar cerca de dois pontos percentuais até abril ou maio do ano que vem. Antes disso, observou, já em agosto o índice vai subir, caindo com firmeza no último trimestre. "Chegaremos em abril ou maio de 2012 com uma inflação dois pontos menor. Daí para a frente, vamos em direção aos 4,5% (centro da meta oficial)", disse o presidente do BC no programa de rádio"Bom Dia Ministro".

Mesmo demonstrando segurança de que esse cenário vai acontecer, Tombini reiterou que o BC está sempre vigilante e, se for preciso, tomará as decisões necessárias para que a inflação se encaminhe para a meta. Na visão dele, isso não é conflitante com a trajetória de crescimento da economia. O BC prevê uma expansão de 4% para o Produto Interno Bruto (PIB) do país este ano. "Estamos trabalhando com nossas ferramentas para trazer a inflação para a meta com a economia crescendo", assegurou.

Autor(es): Vânia Cristino

Correio Braziliense - 05/08/2011

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