terça-feira, 8 de novembro de 2011

13º para pagar dívida


Mais endividados, os brasileiros vão conter gastos neste fim de ano e usar o 13° salário para quitar dívidas. A Associação Nacional dos Executivos de Finanças e Administração e Contabilidade (Anefac) divulgou ontem uma pesquisa mostrando isso. Os dados mostram que a maioria dos consumidores (60%) pretende usar o pagamento extra para honrar dívidas. Esse número é 5,26% maior que os 57% registrados em 2010 que responderam a mesma questão.

Para a Anefac, a exemplo do que vem ocorrendo todos os anos, a grande parte dos consumidores deve usar o 13º para saldar os compromissos, já que mais de 70% têm dívidas no cheque especial e no cartão de crédito. "O consumidor está mais consciente e preocupado com o emprego no próximo ano, quando a economia do país deverá crescer bem menos", justificou o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas. "A alta da inflação neste ano corroeu o poder de compra da população, e as pessoas, agora, estão mais comedidas no consumo", observou.

Os números divulgados pela Anefac consolidam a perspectiva da CNC sobre a intenção de gastos das famílias. Apesar da alta de 0,7% do indicador no mês passado, a queda acumulada do índice no ano foi de 0,3%. Em paralelo, a renda do brasileiro encolheu 0,4% em outubro e 0,5% no ano. A entidade estima que as vendas natalinas deverão crescer 5% neste ano, metade do registrado em 2010.

Presentes

O cartão, de segundo a Anefac, é a linha de crédito com maior peso na composição da dívida em aberto dos consumidores: atingiu, em 2011, 39% do total (alta de 2,63% sobre 2010), contra 37% do cheque especial (elevação de 5,71% no mesmo período). Mais de dois terços (76%) dos brasileiros entrevistados pretendem pagar suas compras à vista. O total dos que pretendem os parcelamentos com carnês ou com financiamento bancário recuou 2,56% e 9,09%, respectivamente.

Diante desse quadro, a expectativa é de que os presentes de Natal sejam mais magros neste ano. O índice dos que pretendem usar o dinheiro extra para as compras natalinas caiu 10,53% no mesmo período, passando de 19% para 17%. A quantidade de pessoas que preferem gastar de R$ 100 a R$ 200 aumentou 9,09%, enquanto o número dos que pretendem desembolsar de R$ 500 a R$ 1 mil e dos que admitem empregar de R$ 1 mil a R$ 2 mil no presente caiu 17,65% e 16,67%, respectivamente. Eletroeletrônicos, celulares e roupas são os produtos mais cobiçados.

Cadastro positivo

Na semana em que completa cinco meses, o cadastro positivo vai oferecer juros diferenciados ao bom pagador. A tarefa caberá à Omni, financeira que aderiu ao serviço prestado pela Serasa Experian. A ideia é oferecer um abatimento na taxa de juros de, em média, 20% a partir de janeiro de 2012. Instituída em junho, a iniciativa constitui um banco de dados que registra a pontualidade no pagamento de crediário, financiamentos, água, luz e telefone, entre outras contas.

Autor(es): Rosana Hessel

Correio Braziliense - 08/11/2011















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