sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Alta do euro e fluxo positivo põem dólar abaixo de R$ 1,80


Mario Draghi - Pres. BCE
A forte recuperação do euro após o sucesso dos leilões de dívida soberana de Itália e Espanha e comentários do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, associada à expectativa de mais ingressos de recursos corporativos no País, deram munição para a queda do dólar ante o real pelo quarto pregão consecutivo ontem. A moeda à vista no balcão voltou a ficar abaixo de R$ 1,80, o que não ocorria há cerca de dois meses, valendo R$ 1,7850 (-0,89%). Com isso, a divisa norte-americana acumula desvalorização de 4,49% no mês.
O mercado de câmbio também teria refletiu ontem a captação do Banco do Brasil acima do esperado, além de novas entradas de capital. A maior instituição financeira do País anunciou nesta quinta-feira a emissão de US$ 1 bilhão em títulos perpétuos com taxa de retorno de 9,25%. O montante aguardado era de US$ 500 milhões.

O fluxo cambial seguiu positivo e também ajudou na baixa da moeda dos EUA e do cupom cambial (taxa de juros em dólar). A taxa do cupom de fevereiro de 2012 estava negativa em 0,50% às 16 horas de ontem, ante fechamento em +0,07% na quarta-feira.

A despeito dos bem-sucedidos leilões na Europa, os dados de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA na última semana e de vendas no varejo em dezembro piores do que o esperado esfriaram um pouco o otimismo no mercado de ações. Mas, ainda assim, parte das bolsas europeias subiu. Em Nova York, os índices acionários também se sustentaram no azul. O Dow Jones fechou com alta de 0,17%, aos 12.471,02 pontos, o S&P 500 subiu 0,23%, a 1.295,50 pontos, enquanto o Nasdaq foi a 2.724,70 pontos (+0,51%). Na Bovespa, os investidores colheram ontem parte dos ganhos dos quatro pregões anteriores. A queda das ações da mineradora Vale contribuiu para a baixa de 0,07% do Ibovespa, aos 59.920,78 pontos, num dia de muita oscilação. No mês e no ano, o índice à vista acumula ganho de 5,58%. O giro financeiro ontem totalizou R$ 6,116 bilhões.

Com a proximidade da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, na próxima terça e quarta-feiras, o mercado de juros futuros está se mostrando mais sensível a movimentos técnicos. Pelo segundo dia, as taxas ganharam força à tarde e subiram. A melhora das bolsas nos EUA também colaborou para a puxada dos juros. O contrato futuro para janeiro de 2013 passou de 10,01% na quarta-feira para 10,05% ontem.

Autor(es): SILVANA ROCHA -O Estado de S. Paulo - 13/01/2012

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