segunda-feira, 19 de março de 2012

Mercado financeiro já prevê corte de juros para 9% ao ano em abril

Atualmente, os juros básicos da economia estão em 9,75% ao ano em abril

COPOM informou que juro deve ficar pouco acima da mínima histórica.
Os economistas dos bancos reduziram sua previsão para a taxa básica de juros em abril de 9,5% para 9% ao ano, segundo informou nesta segunda-feira (19) o próprio Banco Central, por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. O documento é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras. Atualmente, a taxa básica de juros da economia brasileira está em 9,75% ao ano.

A redução dos juros previstos para abril deste ano, quando acontece a próxima reunião do Copom, colegiado responsável por fixar a taxa básica da economia, acontece após a divulgação da ata da última reunião do Comitê, ocorrida na semana passada. Na ocasião, o Copom informou que que atribui "elevada probabilidade" à concretização de um cenário que contempla a taxa de juros caindo para "patamares ligeiramente acima dos mínimos históricos, e nesses patamares se estabilizando".

A mínima histórica da taxa de juros é de 8,75% ao ano e foi registrada entre julho de 2009 e abril de 2010, na primeira etapa da crise financeira internacional. No primeiro semestre do ano retrasado, após atingir a mínima histórica, os juros voltaram a ser elevados para conter as pressões inflacionárias resultantes do crescimento da economia brasileira. Naquele ano, o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 7,5%, desacelerando para 2,7% de expansão em 2011.

A previsão do mercado, divulgada nesta segunda-feíra, é de que o corte dos juros previsto para abril seja o último do ano, com a taxa permanecendo em 9% ao ano até março de 2013 - quando subiria para 9,50% ao ano. A expectativa dos analistas dos bancos é que a taxa atinja 10% ao ano em junho do ano que vem, patamar no qual fecharia 2013.

Sistema de metas de inflação

Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, tendo por base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Para 2012 e 2013, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. O BC busca trazer a inflação para o centro da meta de 4,5% neste ano, visto que, em 2011, a inflação ficou em 6,5% - no teto do sistema de metas.

Previsão de inflação

A expectativa do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2012 permaneceu estável em 5,27% na última semana, informou o BC nesta segunda-feira. Para 2013, a estimativa dos economistas dos bancos para o IPCA ficou inalterada em 5,50% na semana passada.

PIB e câmbio

Para crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2012, a estimativa do mercado financeiro permaneceu estável em 3,30% e, para 2013, a projeção de expansão econômica, do mercado financeiro, ficou inalterada em 4,20%.

Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2012 ficou estável em R$ 1,75 por dólar. Para o fechamento de 2013, a estimativa subiu de R$ 1,75 para R$ 1,80 por dólar.

Balança comercial

A projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2012 subiu de US$ 19 bilhões para US$ 19,1 bilhões na semana passada.

Para 2013, a previsão do mercado para o saldo positivo da balança comercial brasileira ficou inalterada em US$ 15 bilhões.

Para 2012, a projeção de entrada de investimentos no Brasil permaneceu estável em US$ 55 bilhões. Para 2013, a estimativa dos analistas para o aporte de investimentos estrangeiros diretos permaneceu em US$ 58,3 bilhões.

Alexandro Martello Do G1, em Brasília

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