sexta-feira, 18 de maio de 2012

Dengue: Rio tem mais casos no país


Município registrou o maior número de contaminações (64.675) e de mortes (15) pela doença
De janeiro a abril deste ano, 74 pessoas morreram no Brasil após contrair dengue. O número é 80,2% menor do que no mesmo período do ano passado, quando foram registrados 374 óbitos. Também caiu 43,7% o número de casos da doença: de 507.798 nos quatro primeiros meses de 2011 para 286.011 no primeiro quadrimestre de 2012. O Rio, no entanto, lidera o ranking dos municípios, tanto em mortes quanto em casos notificados. Um número maior de cariocas, inclusive, contraiu a doença este ano, se comparado a 2011. Os números foram divulgados ontem pelo Ministério da Saúde.

A queda no país foi mais acentuada nos casos graves da doença, com diminuição de 87,5%. Segundo a pasta, o primeiro quadrimestre é a época do ano com a maior incidência da dengue, que atinge seu pico no mês de abril. Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a redução foi possível graças a antecipação das ações contra a doença, que foram tomadas já no segundo semestre do ano passado, antes portanto do período em que é registrada a maior parte dos casos. Ele destacou que contribuiu para a queda a ação coordenada entre o ministério e os estados e municípios. Segundo Padilha, também foi importante a redução do tempo de espera para o começo do tratamento.

Por estado, o Rio de Janeiro é o que concentra mais casos: 80.160 (28% do total). Em seguida vêm Bahia (28.154) e Pernambuco (27.393). Mas a maior incidência é em Tocantins, com 837,7 casos por 100 mil habitantes. O município do Rio também foi o que teve mais óbitos confirmados por dengue, tanto em 2011 como em 2012. No primeiro quadrimestre do ano passado, foram 43 mortes, número que caiu para 15 este ano. Em seguida vêm Fortaleza (cinco mortes nos primeiros quatro meses deste ano) e Salvador (três óbitos). O Rio também é o município com maior número de casos nos primeiros quatro meses de 2012: 64.675, frente a 49.593 no mesmo período do ano anterior. Ou seja, houve um crescimento de 30,4%.

Segundo Padilha, o aumento de casos se explica pela introdução do vírus do tipo 4, que ainda não havia circulado no Rio. Quem contrai um tipo de dengue fica imune a ele, mas não aos outros tipos.

- Toda a população do Rio estava suscetível ao dengue tipo 4 - disse o ministro, acrescentando que ainda assim o número ficou aquém dos 145 mil de 2002: - Nós conseguimos evitar a maior epidemia da história do Rio, mas tivemos uma situação epidêmica ainda.

O tipo 4 da doença foi o predominante no Norte e Nordeste. No Sul e Centro-Oeste houve mais casos do tipo 1. No Sudeste, o Rio teve mais casos do tipo 4, enquanto nos demais estados predominou o tipo 1. Em todo o país, o tipo 1 foi responsável por 59,3% dos casos e o tipo 4 respondeu por 36,4%.

Autor(es): agência o globo:André de Souza
O Globo - 18/05/2012

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