quinta-feira, 24 de maio de 2012

A taxa de desemprego no Brasil cai a 6%


A taxa de desemprego caiu para 6,0 por cento em abril no Brasil, ante 6,2 por cento em março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. O resultado do mês passado é o melhor para abril desde 2002, quando iniciou a série histórica.

Pesquisa da Reuters mostrou que, pela mediana das previsões de 17 analistas consultados, a taxa seria de 6,2 por cento no mês passado. As estimativas variaram de 6 a 6,4 por cento.

Apesar da melhora no nível de emprego, o rendimento médio da população ocupada caiu 1,2 por cento no mês passado ante março, mas subiu 6,2 por cento sobre abril de 2011, atingindo 1.719,50 reais.

O IBGE informou ainda que a população ocupada cresceu 0,3 por cento em abril na comparação com março e 1,8 por cento ante o mesmo período do ano anterior, totalizando 22,709 milhões de pessoas nas seis regiões metropolitanas avaliadas.

Já a população desocupada chegou a 1,462 milhão de pessoas, queda de 2,5 por cento ante março, e queda de 4,9 por cento sobre um ano antes. Os desocupados incluem tanto os empregados temporários dispensados quanto desempregados em busca de uma chance no mercado de trabalho.

O fortalecimento da renda e do emprego tem sido uma das principais armas do governo para evitar uma desaceleração ainda maior da economia brasileira. Isso porque, não se cansam de afirmar os membros da equipe econômica da presidente Dilma Rousseff, a demanda interna aquecida é importante neste momento de crise internacional.

O governo já reconheceu que a economia brasileira não começou bem este ano. Dados do próprio Banco Central mostraram que o Brasil entrou 2012 desacelerando, prejudicado principalmente pela dificuldade da indústria em lidar com a fraca demanda global.

De acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), o primeiro trimestre deste ano registrou alta de 0,15 por cento quando comparado com o quarto trimestre do ano passado, abaixo da expansão de 0,20 por cento vista entre outubro e dezembro passado.

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