quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Dólar abre mês de agosto mantendo trajetória de alta


Decisão do BC de não rolar contratos de swap influencia mercado.
Na véspera, dólar fechou julho com alta acumulada de quase 2% no mês.

O dólar comercial segue a trajetória de alta ante o real nesta quarta-feira (1º), depois que o Banco Central optou por não fazer a rolagem de US$ 4,570 bilhões em contratos de swap tradicional na véspera – que equivale a uma venda futura da moeda –, diminuindo a liquidez no mercado de câmbio e puxando o dólar para cima.

Às 9h18 (horário de Brasília), a moeda norte-americana subia 0,15%, a R$ 2,0520 na venda.

Investidores aguardam ainda as reuniões do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, nesta quarta-feira, e do Banco Central Europeu (BCE), na quinta-feira, à espera de possíveis anúncios de estímulo.

Na véspera, o dólar encerrou em alta de 0,52%, para R$ 2,0490 na venda, marcando o terceiro dia seguido de valorização.

Bolsas asiáticas caem por China e menor esperança de estímulo

Dados do setor da China abalaram a confiança do investidor

Índice Nikkei do Japão recuou 0,61%, depois de ceder mais de 1%.

As ações asiáticas caíram nesta quarta-feira (1º de agosto), ao passo que dados do setor industrial da China abalaram a confiança do investidor e com diminuição das esperanças de ações de estímulo corajosos esta semana pelo Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, e pelo Banco Central Europeu (BCE) para apoiar as frágeis economias.

O Índice de Gerentes de Compras oficial do setor manufatureiro da China caiu para o menor nível em oito meses, para 50,1 em julho ante 50,2 em junho, sugerindo que o setor está crescendo muito pouco. Analistas esperavam um aumento para 50,3.

Os dados destacaram como a segunda maior economia do mundo está perdendo força, e seguiu-se a sinais de desaceleração do crescimento asiático, com os grandes exportadores Japão, Coreia do Sul e Taiwan reportando piora do estresse econômico na terça-feira.

"Está claro que o setor manufatureiro está indo muito mal, e que precisa de apoio de políticas", afirmou o economista sênior e estrategista do Credit Agricole CIB para a Ásia exceto o Japão, Dariusz Kowalczyk.

Os mercados recuperaram parte das perdas depois de uma leitura levemente melhor do Índice de Gerentes de Compras da China do HSBC, que subiu para o maior nível em cinco meses, para 49,3 em julho, de acordo com dados ajustados sazonalmente. Mas o resultado marcou também o nono mês seguido em que o índice do setor privado está abaixo de 50, que divide expansão de contração.

Às 7h56 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne mercados da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão subia 0,11%, depois de chegar a cair 0,6%.

As ações australianas perderam 0,15%. A Austrália é sensível a dados econômicos chineses, uma vez que o país é o principal destino de suas exportações.

As ações chineses contrariaram a tendência de queda e subiram com esperanças de mais afrouxamento de políticas e depois que o regulador de ativos do país encorajou as empresas com capital forte a comprar ações novamente. Hong Kong avançou 0,12% e o índice referencial de Xangai avançou 0,94%.

O índice Nikkei do Japão recuou 0,61%, depois de ceder mais de 1%.

A bolsa de Cingapura teve alta de 0,48%, enquanto Taiwan registrou oscilação negativa de 0,03%.

Bolsas dos EUA fecham em queda, mas sobem em julho

Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,49%.
Índice Standard & Poor's 500 caiu 0,43% e Nasdaq teve queda de 0,21%.

Os principais índices acionários dos Estados Unidos fecharam em baixa nesta terça-feira (31), com investidores à espera da divulgação na quarta-feira de pronunciamentos do Federal Reserve, banco central norte-americano, sobre a economia e uma possível nova rodada de estímulos.

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,49%, para 13.008 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve desvalorização de 0,43%, para 1.379 pontos. O  termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,21%, para 2.939 pontos.

No mês, o Dow Jones acumulou ganho de 1%, o S&P 500 cresceu 1,3% e o Nasdaq teve oscilação positiva de 0,2%.

O Nasdaq, que teve performance ruim na segunda-feira, registrou o melhor declínio entre os três principais índices acionários dos EUA no pregão desta terça-feira, devido em parte ao ganho de 2,6% na ação da Apple após uma fonte afirmar que a empresa apresentará um novo produto em um evento em setembro. O papel fechou a US$ 610,76.

O volume de negociações foi menor do que a média no segundo mês de alta consecutivo, com a maior parte dos ganhos mensais acumulados na semana passada por conta de esperanças de mais ação tanto do Fed quanto do Banco Central Europeu (BCE). O BCE se reunirá na quinta-feira.

"Parece que os mercados têm sido animados por conversas, mas não acho que isso será suficiente nos próximos dias", disse o estrategista-chefe de investimentos do Subodh Kumar & Associates, Subodh Kumar. "Acho que há um risco de que o mercado se desaponte em termos de substância".

A ação da Coach recuou 18,6% para US$ 49,33 após a fabricante de couros e bolsas publicar vendas aquém das projeções de analistas no segundo trimestre. A queda foi a pior desvalorização percentual diária no papel da Coach desde 17 de setembro de 2001 -- o primeiro dia de negociações após 11 de setembro. A ação da Coach teve a pior performance entre as ações do S&P 500 no pregão desta terça-feira.

Nenhum comentário:

Postar um comentário