segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Mercado de genéricos desacelera e cresce 17% em 2012


Foi o menor crescimento em volume desde 2003, diz PróGenéricos.
Participação de mercado, no entanto, é recorde de 26,3%.

O mercado de medicamentos genéricos teve alta de 17% em 2012, em volume de unidades vendidas, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos).

Segundo a associação, foi o menor crescimento em volume da história dos genéricos desde que a categoria chegou ao mercado brasileiro, em 2001. De acordo com os dados da associação, é o menor crescimento em volume desde 2003.
Foram comercializadas 679,6 milhões de unidades, contra 580,8 milhões registradas em 2011.

Em valor, as vendas cresceram 40,6%, movimentando R$11,1 bilhões, em relação aos R$ 8,7 bilhões de 2011. O valor, auditado pelo IMS Healt, não considera os descontos de mais de 50% oferecidos pela indústria ao varejo e se baseia nos registros de preços feitos pelos laboratórios na Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

Crescimento anual do mercado de genéricos, em %

2012
17
2011
32,3
2010
32,6
2009
19,4
2008
18,9
2007
20,1
2006
25,5
2005
26,1
2004
29,3
2003
25,2

Para a PróGenéricos, a redução de ritmo da economia brasileira com um todo, impactou o setor em 2012. O setor cresceu acima dos 30% em volume em 2010 e 2011 e perdeu ritmo em 2012.
 
Também houve menor número de patentes expiradas em 2012, e aumento nos custos de produção e fortes pressões por descontos no varejo, segundo a presidente executiva da PróGenéricos, Telma Salles.

Em relação à participação de mercado em unidades, o mercado fechou 2012 com alta média de 26,3% no acumulado do ano, contra 24,9% em 2011. Em valores, a participação atingiu 22,4%, contra 20,5% em 2011.

Indústria farmacêutica

A performance dos genéricos em 2012 se manteve acima do conjunto da indústria farmacêutica brasileira que cresceu 10,8%. Ao excluirmos a participação dos genéricos nas vendas do setor farmacêutico, o crescimento é ainda menor, atingindo a marca de 8,8%.

Segundo a PróGenéricos, este tipo de medicamento rendeu R$ 33,3 bilhões em economia aos consumidores desde 2001.

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