quarta-feira, 17 de abril de 2013

Maior CEO do Século 20 mostra 5 tipos de conselheiros que não dão resultados


Jack Welch
Em um artigo publicado no LinkedIn, Jack Welch afirma que, além de atrapalharem outros membros, alguns conselheiros não contribuem como deveriam. Veja quem são eles

Se você já esteve em um Conselho de Administração de uma empresa existem chances de você já ter convivido com um executivo ineficiente em um momento ou outro.

Mesmo que cada executivo adicione valor à empresa, alguns deles são tolerados por performances questionáveis. E é por isso que alguns conselhos, tanto no setor privado como no público, não contribuem como deveriam, na opinião de Jack Welch, considerado o melhor CEO (Chief Executive Officer) do Século 20, em um artigo publicado no LinkedIn.

“Estamos nos referindo aos executivos que não cometem crimes contra a empresa, porém são igualmente destrutivos por sua ineficiência”, afirmou o fundador do Jack Welch Management Institute. Para ele, existem pelo menos cinco tipos de membros disfuncionais no conselho, confira:

Fundador do Jack Welch Management Institute diz que existem pelo menos cinco tipos de membros disfuncionais no conselho (Reprodução Wikipedia)

O “faz nada”

Apelidados de “aquecedores de cadeiras” por Welch, esses executivos estão muito ocupados com suas próprias companhias, outras diretorias e seus problemas pessoais para se preocuparem com o conselho administrativo. Alguns deles nem se interessam pela empresa e outros estão apenas pela segurança: com salário de US$ 25 mil a US$ 100 mil, diretores corporativos recebem um bom dinheiro, além do prestígio que o cargo oferece.

“Então, aqueles que não fazem nada raramente questionam ou investigam alguma coisa. Da mesma forma, também não fazem nenhum esforço para verificar se o que eles ouvem no conselho sobre valores e estratégia está adequado com o que os colaboradores sentem”.

O “pacífico”

Aqueles que não fazem nada são ruins por não acrescentar, mas não chegam perto dos que Welch chama de “pacíficos”. Esses executivos, continua o artigo, vivem com medo de arranjar intrigas pessoais por qualquer tipo de desentendimento. Isso significa que eles não têm a característica essencial de qualquer membro de um conselho: coragem.

Com esta personalidade, qualquer intriga no conselho é motivo para esse executivo colocar “panos quentes” e tentar chegar em um acordo apenas para acabar com o conflito - ainda que isso signifique abdicar de benefícios para empresa.

O “oportunista”

O terceiro tipo de membro ineficaz é aquele que senta quietamente nos encontros, quase sempre indo a favor da posição da maioria dos conselheiros, até que seus interesses estejam em jogo, “assim começam a manipular o conselho indiretamente” disse Welch.

Em alguns casos, bons membros do conselho percebem essa manipulação e repelem essa manipulação. Mas, esse tipo de conselheiro pode ser o próprio comitê executivo. O resultado é um grupo controlador de oportunistas dentro do conselho, que segue inserindo outros membros com as mesmas características.

O “intrometido”

Bons conselheiros focam no todo, com sucessões e estratégias. Por contraste, afirma Jack, o quarto tipo gosta de “implicar” com a administração. Em vez de participar de encontros com os talentos da firma e discutir as dinâmicas da indústria, os intrometidos acabam implicando em detalhes operacionais. “Eles parecem esquecer que os membros do conselho estão lá para fornecer sabedoria, conselhos e julgamentos, e não para fazer sugestões sobre o dia a dia do negócio”.

O “pregador”

Por último, existe executivo que não se satisfaz com seu próprio trabalho, principalmente quando está opinando sobre assuntos de “interesse geral”, como eventos mundiais, tendências sociais, a história da companhia ou a sua própria área de expertise. Como os intrometidos, os pregadores distraem os conselhos de suas verdadeiras funções.

“Como um membro de um conselho de administração, é fácil esperar alguns ‘faz nada’ se aposentarem, é possível tolerar alguns outros pacíficos enquanto outros lidam com crises e até mesmo isolar pregadores, oportunistas e intrometidos”, acrescenta Jack. “Contudo, imaginem o quão melhor seria se os comitês fizessem questão de evitar esses tipos?”, finaliza.

Por Luiza Belloni Veronesi

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