segunda-feira, 20 de maio de 2013

Mais da metade dos inadimplentes deve mais de R$ 500, diz pesquisa

25,96% dos devedores têm mais de 65 anos, segundo SPC e CNDL.
Em abril, 53,77% dos inadimplentes são mulheres, contra 46,23% homens.


Mais da metade dos inadimplentes do comércio varejista em abril têm dívidas com valor acima de R$ 500, de acordo com detalhamento do índice mensal de inadimplência feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL)).

De acordo com a pesquisa, 50,49% do total dos consumidores inadimplentes no têm dívidas com valores superiores a R$ 500; enquanto 15,64% devem até R$ 500; 18,17% têm dívidas de até R$ 250; e o valor da dívida dos 15,7% restantes é de até R$ 100.
Na avaliação dos economistas do SPC Brasil, este resultado é reflexo das compras de bens duráveis, que na maioria das vezes, são parceladas ao longo de vários meses. “Mesmo com o recente desempenho do mercado de trabalho e a melhora no nível da renda do brasileiro, muitas pessoas acabam por assumir um número elevado de financiamentos e não conseguem cumprir todos os seus compromissos financeiros”, diz, em nota, a economista Ana Paula Bastos.

Faixa etária
Na análise por faixa etária, a pesquisa indica que a maior parte dos consumidores com dívidas no comércio têm mais de 65 anos (25,96%), grupo seguido de perto pelos de 30 a 39 anos (22,16%).

Para a CNDL e o SPC Brasil, isso ocorre, porque muitos idosos se encontram em uma situação em que têm que arcar com altas despesas como remédios e planos de saúde, além das outras despesas rotineiras. “Além disso, a facilidade que aposentados e pensionistas têm para conseguir empréstimos consignados, aliada ao fraco planejamento financeiro, acaba por comprometer uma parcela significativa da renda destas pessoas”, avalia Ana Paula.
Gênero

No quesito gênero, houve um ligeiro equilíbrio. No mês de abril, 53,77% dos inadimplentes foram mulheres, enquanto 46,23% foram de CPFs de consumidores do sexo masculino. Na visão das entidades, apesar de haver forte disparidade entre o comportamento de homens e mulheres no mês de abri, esse dado mostra a crescente participação das mulheres na vida financeira de suas famílias, dado que muitas delas passaram a serem as principais responsáveis pelas despesas domésticas.

 

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