quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Dólar chega a R$ 2,31, maior valor desde 2009
BC não intervém no câmbio. Ação da LLX sobe 17%
Sem a intervenção do Banco Central (BC), o dólar comercial seguiu o movimento de alta da divisa no exterior e fechou ontem com valorização de 1,09% frente ao real. A moeda americana terminou negociada a R$ 2,311, renovando a maior cotação desde o dia 31 de março de 2009. Na mínima do dia, foi negociada a R$ 2,287 e na máxima chegou a R$ 2,314.
O mercado esperava que o BC fizesse novas intervenções no câmbio. Recentemente, a cada vez que a divisa chegava ao patamar de R$ 2,30, o BC atuava oferecendo contratos de swap cambial tradicional, que equivalem a uma venda de moeda no mercado futuro. O dólar teve um movimento de alta global frente a outras divisas após o Departamento de Comércio dos EUA divulgar que as vendas no varejo cresceram 0,2% em julho, sinalizando aquecimento da economia.
Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o principal indicador do mercado, o Ibovespa, teve um dia de volatilidade causada pelo vencimento dos contratos de índice futuro, que acontece hoje, e pelo mercado externo. Mesmo assim, o Ibovespa cravou sua quinta alta consecutiva, fechando com valorização de 0,60%, aos 50.600 pontos e volume financeiro de R$ 7,6 bilhões.
Os papéis do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, tiveram as maiores altas do pregão. As ações ON da LLX logística subiram 17,27%, a R$ 1,29; OGX Petróleo ON se valorizou 4,69%, a R$ 0,67, segundo maior ganho, e MMX Mineração ON avançou 3,57%, a R$ 2,03, quarta maior valorização. Segundo operadores de renda variável, a informação divulgada pela agência Bloomberg, de que o fundo Mubadala pode injetar US$ 1 bilhão no Grupo EBX, animou os investidores.
MPX: prejuízo de R$ 233 milhões
 
A Bloomberg cita duas fontes para afirmar que o grupo Mubadala está negociando a
compra de ativos de Eike. As negociações envolvem ações da OGX, MMX e LLX, exatamente as empresas cujos papéis subiram na Bovespa. De acordo com a notícia, o fundo Mubadala está em busca de companhias locais ou estrangeiras que possam atuar como parceiras no acordo. Em nota, o porta-voz do fundo, Brian Lott, confirmou as conversas com a EBX e partes interessadas, sem fornecer maiores detalhes: "Acreditamos que muitos ativos da EBX têm valor potencial significativo para o Mubadala e outros investidores".
 
A MPX, empresa de energia do grupo EBX e da alemã E.ON, fechou o segundo trimestre com prejuízo de R$ 233,25 milhões, informou a companhia após o fechamento do mercado. As perdas foram maiores que as registradas em igual período do ano passado, de R$ 135 milhões, com o impacto da "compra de energia para cumprir as obrigações contratuais das usinas de Pecém I e Itaqui e pelos custos de indisponibilidade das usinas em operação comercial". As ações da empresa fecharam em queda de 2,91%, cotadas a R$ 6,00.

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