terça-feira, 17 de setembro de 2013

Americana EIG assume controle da LLX, de Eike, por R$ 1,3 bi


Empréstimo-ponte de R$ 518 milhões com BNDES vence este –Rio e Sãopaulo- A LLX, empresa de logísti­ca de Eike Batista, anunciou ontem que fechou acordo definitivo para venda de seu controle para a companhia america­na de energia EIG por R$ 1,3 bilhão. O acordo prevê uma operação de aumento de capital da companhia, em que Eike terá sua participação diluída, dos atuais 53% para 21%. O novo grupo terá pela frente a tarefa de quitar ou renegociar R$ 2 bilhões em dívidas da empresa, das quais R$ 518 milhões referentes a um empréstimo-ponte obtido junto ao BN­DES, que vencem este mês. A operação de aumento de capital deve ser iniciada em 20 dias e levar dois meses para ser concluída. Nela, Eike cederá seu direito de preferência sobre a subscrição das ações à EIG. Os mino­ritários terão seu direito garantido, mas a EIG já se comprometeu a subscrever as "sobras" A composição societária da LLX, portanto, vai depender da adesão dos minoritários à transação. Hoje, o fim do de pensão de professores cana­denses TPP tem 18% da LLX, e o restan­te é pulverizado. A LLX trabalha com dois cenários: ade­são à oferta de ações por todos os minori­tários e compra das ações apenas pela EIG. No primeiro, a companhia america­na ficaria com 33% da LLX. No segundo, com 61%. Em ambos os casos, a fatia de Eike cairá para 21%, e a EIG assume o controle da empresa. As ações terão o preço de emissão fixado em R$ 1,20. Eike, que já deixou a presidência do Conselho de Administração da LLX este mês, manterá o direito de indicar um membro do Conselho. O acordo prevê ainda que os 30% que o empresário tem na subsidiária LLX Açu (responsável pe­lo porto do Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense) serão cedidos sem contrapartida de valor para a LLX. O BTG Pactuai ficou de fora da transa­ção da LLX. O que se comenta no mercado é que o acordo foi viabilizado graças à ajuda de Ricardo Antunes, ex-presidente da LLX e hoje presidente da mineradora Manabi, controlada pela EIG. Isso seria um dos pontos para que a relação entre Eike e BTG tivesse se desgastado. O gru­po EIG tem US$ 12,8 bilhões sob gestão. MINORITÁRIO QUER ANULAR ASSEMBLEIA As ações da LLX subiram ontem 2,98% na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a R$ 1,73, a terceira maior alta do pregão. Já os papéis ON (com voto) da MMX, empresa de mineração de Eike, encerraram com a maior baixa do pregão: perda de 6,88% a R$ 1,76. A OSX (construção naval) se tornou ré de uma ação protocolada semana passa­da no Tribunal de Justiça do Rio. O autor da ação é a Tramp 011, representante no Brasil da World Fuel Services, que atua no suprimento de combustível para em­barcações. O processo trata da OSX-3, I plataforma da OSX construída em Cingapura. Nem a OSX nem a Tramp Oil quiseram comentar a ação. Ontem, o minoritário da OGX Marcio de Melo Lobo enviou carta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em que pede a anulação da eleição de Julio Al­fredo Klein Junior e de Pedro de Moraes Borba, ambos indicados por Eike, para o Conselho de Administração da empresa. Lobo alega conflito de interesse, no caso de Klein Junior, já que ele também é con­selheiro da OSX. No caso de Borba, se­gundo o minoritário, sua candidatura apresentada no dia da assembleia, vio­lando a Lei das S.A. A CCX, empresa de mineração de carvão do grupo, firmou acordo com a Transwell Enterprises para venda dos projetos de mineração Canaverales e Papayal, na Colômbia, por US$ 75 milhões, em negociação que ainda não foi con­cluída. (Colaborou João Sorima Neto) •

Autor(es): Danielle Nogueira
O Globo - 17/09/2013

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