quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Copom sobe juros, que voltam ao nível de 10% aa após 20 meses

Na 6ª elevação consecutiva, juro sobe 0,5 ponto, de 9,5% para 10% ao ano.
Mercado financeiro prevê taxa de juros em dois dígitos nos próximos anos.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central  reunido ontem quarta-feira 27/11, pela sexta vez seguida, a taxa básica de juros da economia brasileira. Com isso, a Selic passou de 9,5% para 10% ao ano – uma alta de 0,5 ponto percentual – confirmando assim a expectativa do mercado financeiro.
Apesar de ter subido os juros na proporção esperada pelo mercado, o Copom alterou o comunicado divulgado após o encontro. Nesta quarta-feira, divulgou a seguinte explicação: "Dando prosseguimento ao processo de ajuste da taxa básica de juros, iniciado na reunião de abril de 2013, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 10,00% ao ano, sem viés".

No comunicado anterior, divulgado após a reunião do Copom de outubro, há 45 dias atrás, o BC informava também que a alta dos juros contribuiria para "colocar a inflação em declínio" e "assegurar que essa tendência" persistiria em 2014. Novas avaliações serão divulgadas pelo Copom na próxima semana, quando sai a ata da reunião desta quarta-feira.

Dois dígitos

Com a decisão, a taxa retornou ao patamar de dois dígitos, algo que não acontecia há 20 meses (desde março de 2012), e, segundo as estimativas do mercado financeiro, assim deve ficar por alguns anos. A previsão dos economistas dos bancos, captada por uma pesquisa realizada na semana passada com mais de 100 instituições financeiras pelo BC, é que os juros básicos deverão voltar a ficar abaixo de 10% ao ano somente em 2017.

Segundo o economista-chefe do banco ABC Brasil, Luis Otávio de Souza Leal, essa previsão embute um "prêmio de risco". "Tem muito a ver com a situação atual, com a desconfiança em relação ao fiscal [contas públicas]. Mas dificilmente até 2015 a gente vai ver os juros em um dígito de novo. Daí pra frente, vai depender muito do que vai ser feito no novo governo. Se vai ter ajuste fiscal, como vão avançar as reformas e a construção da política econômica", avaliou.

Dificuldade em manter juro abaixo de 10% ao ano

A discussão sobre a capacidade de o Brasil ter uma taxa de juros abaixo de 10% ao ano permeou o debate econômico nas últimas décadas e ainda continua em foco. De acordo com Luis Otávio de Souza Leal, a dificuldade em manter a taxa de juros em um dígito no país é um reflexo, também, do que ocorreu no passado.

"A gente ainda paga pelo passado inflacionário. Há vários mecanismos de indexação, como, por exemplo, a correção do salário mínimo [PIB mais inflação], que considerado um 'preço farol' da economia. Quando você tem vários mecanismos formais e informais de indexação, resquício de várias décadas de inflação alta, há uma resistência maior da economia em crescer sem gerar impactos inflacionários", avaliou ele.

De acordo com o economista, o Brasil tem o chamado "PIB potencial" (quanto é possível crescer sem gerar desequilíbrios, como inflação) menor do que o desejado. "Uma agenda de reformas trabalhistas, da previdência e tributária aumentariam a competitividade, a produtividade das empresas e conseguiríamos ter juros mais baixos. Pensando em prazos mais longos, também é preciso investir em educação. São coisas que demandam tempo. Não é voluntarismo. Tem de ter condições para ter juros mais baixos", afirmou Leal.

Juros reais mais altos do mundo

Com a decisão desta quarta-feira do COPOM de subir os juros básicos para 10% ao ano, o Brasil disparou na primeira posição no ranking mundial de juros reais (com 4,1% ao ano) feito pelo MoneYou. Os juros reais são calculados após o abatimento da inflação prevista para os próximos doze meses. Em segundo e terceiro lugares, aparecem a China (3,1% ao ano) e o Chile (2,8% ao ano). A taxa média de juros real em 40 países pesquisados está negativa em 0,6% ao ano.

Discurso da presidente Dilma

 subida dos juros e o retorno ao patamar de dois dígitos não está em consonância com uma das principais marcas, até então, do governo Dilma Roussef na área econômica. Mesmo defendendo o controle da inflação, a presidente da República destacou, por diversas oportunidades nos últimos anos, a queda dos juros básicos e também pressionou os bancos a reduzirem suas taxas ao consumidor.

Metas de inflação

Pelo sistema de metas que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, tendo por base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para 2013 e 2014, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

O presidente do BC, Alexandre Tombini, tem afirmado, porém, que a inflação teria queda neste ano frente ao patamar registrado em 2012 (5,84%) e novo recuo no ano de 2014. O mercado prevê um IPCA de 5,82% para este ano e de 5,92% para 2015.

A expectativa dos economistas dos bancos de que a alta dos juros de hoje não seja a última do governo Dilma Rousseff. A previsão é de que aconteçam dois novos aumentos em 2014, quando os juros subiriam para 10,25% ao ano (em janeiro)  e depois para 10,50% ao ano (em dezembro do ano que vem).

Fatores que pressionam a inflação

De acordo com economistas, alguns fatores seguem pressionando a inflação, apesar de o Banco Central já ter subido os juros básicos em cinco oportunidades entre abril, quando a taxa estava em 7,25% ao ano, e outubro deste ano.

Segundo o gestor de investimentos da Lecca, Carlos Haber, a alta do dólar registrada neste ano vai ser cada vez mais sentida em 2014 nos preços (importados mais caros terão seus preços elevados), além da expectativa de crescimento dos preços administrados (como gasolina e transporte urbano) - que foram contidos neste ano por conta das manifestações populares.

"O governo não promoveu um forte ajuste fiscal [contenção de gastos]. Dificilmente isso vai se concretizar [em 2014] tendo em vista a eleição no próximo ano. O BC não vai ter muita opção e vai ter de continuar subindo os juros. A política fiscal [de gastos públicos] não vai ajudar muito. Ano de eleição tem muito gasto público. O governo não vai conseguir fazer um ajuste fiscal [nas despesas] da forma como deveria", avaliou Carlos Haber.

A corretora Concórdia avaliou que o BC deve considerar em seus modelos, ainda que veladamente, a perspectiva de um iminente reajuste nos preços dos combustíveis - que pode ser postergado para dezembro, com impacto relevante sobre a inflação somente em 2014.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Percentual de famílias com dívidas sobe em novembro, segundo CNC

Dos entrevistados, 63,2% relataram ter dívidas, ante 62,1% de outubro. Índice de endividamento avançou na comparação mensal e anual.

Em novembro, 63,2% das famílias brasileiras relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro, mais que o percentual de 62,1% registrados em outubro.

O índice também foi maior que o marcado em novembro de 2012, de 59%, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada hoje terça-feira (26/11) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Download da pesquisa e dos gráficos em:

Já o percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso recuou na comparação mensal, passando de 21,6% para 21,2%, e avançou em relação a novembro de 2012, quando o indicador marcou 21%.

O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso, mantendo-se inadimplentes, recuou nas comparações mensal e anual: 6,6% em novembro, ante 7,3% em outubro e 6,8% em novembro de 2012.

Segundo Marianne Hanson, economista da CNC, mesmo com a alta do endividamento, os indicadores de inadimplência diminuíram em novembro.


“O efeito sazonal dos ganhos com o décimo terceiro salário pode ter influenciado esse resultado. Houve também melhora na percepção das famílias em relação à sua capacidade de pagar seus débitos em atraso. Na comparação anual, a melhora no perfil de endividamento tem proporcionado alta apenas discreta nos indicadores de inadimplência, apesar do maior nível de endividamento observado neste ano”, disse Marianne.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A nova SELIC e a proposta para 2014

Qual será a Selic a vigorar a partir de 16 de janeiro? É isso o que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central irá decidir depois de amanhã
De cada dez analistas, onze apostam tudo o que têm na certeza de que, na quarta-feira, o Copom irá elevar a Selic de 9,5% para 10%. Trata-se de fato consumado que, contudo, renderá manchetes alardeando o fim do tabu político do juro básico de dois dígitos. Não é isso o que o mercado quer saber. O consenso termina no início da noite do dia 27, encerrada a última reunião do ano do Copom. Há muita divergência entre os analistas sobre o que o Comitê irá fazer no ano que vem. E principalmente sobre a decisão que tomará no dia 15 de janeiro, data do primeiro encontro de 2014, ano de Copa do Mundo e de radicalização política.
Como o Copom poderá indicar já agora a taxa de 16 de janeiro? Não será nada complicado. O BC vem sinalizando com muita eficiência o rumo certeiro da política monetária - de forma tão eficaz que praticamente a cada Copom toma duas decisões, não uma - por meio do comunicado expedido ao término dos encontros. Nas últimas quatro reuniões, a nota não se alterou, indicando a intenção, sempre cumprida, de persistir elevando a Selic ao ritmo de 0,50 ponto por reunião.
O texto é o seguinte: "Dando prosseguimento ao ajuste da taxa básica de juros, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic, sem viés. O Comitê avalia que essa decisão contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano". Se, na quarta-feira, ele mantiver intocada a nota o mercado entenderá que no dia 15 de janeiro a taxa básica subirá para 10,5%.
Mas o mercado está bem dividido sobre a manutenção ou a mudança do comunicado. Há três correntes. A menos numerosa sustenta que o BC irá encerrar o ciclo de alta da taxa, iniciado em abril quando estava em 7,25%, justamente depois de amanhã, quando a Selic chegar a 10%. Para sinalizar o fim do movimento ascendente, o Copom terá de promover uma diminuta revisão do comunicado. Bastará substituir o "dando prosseguimento" por "dando por encerrado" e acrescentar depois que o efeito cumulativo do ciclo de aperto de 2,75 pontos irá "colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano".
A segunda ala de analistas é bem mais encorpada que a primeira. Ela alinha-se à projeção do Boletim Focus segundo a qual o Copom irá, no dia 15, finalizar o ciclo com uma alta de 0,25 ponto. Mudará o ritmo de avanço justamente para indicar o fim da escalada. Mas isso irá exigir alterações mais profundas no comunicado. A terceira corrente, a que congrega o maior número de economistas de instituições, está dispersa entre prognósticos que vão de 10,5% a até 12%.
Há um certo consenso, provisório, de que o Copom tenderá a ser mais comedido no ano que vem. Ele precisa dar um tempo no ciclo de alta para avaliar com mais precisão o impacto das altas já realizadas sobre a inflação. Como uma decisão de política monetária tem um retardo estimado entre seis a nove meses, toda a potência do juro de 10% estará agindo apenas no terceiro trimestre de 2014, às vésperas da eleição. Se o BC comprar o cenário do Boletim Focus (a mediana de cem instituições do mercado) é bem possível mesmo que ponha fim ao ciclo de alta quando a Selic chegar a 10,25%. Pelo Focus, taxa nesse nível, desde que o câmbio não vá além de R$ 2,40, conseguirá produzir um IPCA de 5,91%. Trata-se de uma taxa que está abaixo da meta de inflação de 6,5% da presidente Dilma Rousseff.
Há um bom argumento para o BC moderar o peso de sua mão direita, a hawkish. Os analistas estão pessimistas acerca do ritmo de expansão da economia no ano que vem. O crédito está em desaceleração, as desonerações tributárias já se esgotam, o mercado de trabalho envia sinais de arrefecimento e os investimentos podem ser freados até se ter certeza de quem assumirá o governo em 2015 e qual será a sua política econômica. Nesse ambiente, o Copom não pode errar na dose.
O que o BC pode fazer, ele está fazendo, mas o grande problema é que não controla plenamente a variável-chave de tudo isso: a taxa de câmbio. Esta será definida de fora, a partir das decisões do Federal Reserve (Fed) e da reação a elas dos mercados globais. O programa de intervenções cambiais apenas consegue atenuar o viés principal desde que as expectativas racionais não cedam lugar ao tropel ensandecido da manada em fuga.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Desemprego recua para 5,2% em outubro, indica IBGE

Índice é o menor registrado neste ano; para outubro, é o menor desde 2002.
No mês anterior, taxa havia ficado em 5,4%.


O desemprego no país teve uma leve queda no mês de outubro. Nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)), a taxa ficou em 5,2% – a menor do ano, segundo indica a pesquisa divulgada hoje quinta-feira.

A taxa de outubro também é a menor para o mês desde o início da série histórica, em março de 2002.
Em setembro, o índice ficara em 5,4% e em outubro de 2012, em 5,3%.
A pesquisa é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

A população desocupada somou 1,3 milhão de pessoas e, segundo o IBGE, ficou estável nas comparações mensal e anual. Tambem ficou estável, de acordo com a pesquisa, a população ocupada, que chegou a 23,3 milhões de pessoas.

No setor privado, o número de trabalhadores com carteira assinada atingiu 11,9 milhões, mostrando alta de 3,6% frente a outubro do ano anterior. Na comparação com setembro, não houve variação significativa.

Salários

Quanto aos salários, o rendimento médio dos trabalhadores ficou em R$ 1.917,30 e foi considerado "estatisticamente estável" frente a setembro (R$ 1.919,82), na avaliação do IBGE, e cresceu 1,8% diante de outubro do ano passado, quando ficara em R$ 1.883,45.

Na análise por região, foi registrada alta em Porto Alegre (1,9%) e São Paulo (1,1%) e queda em Salvador (-4,0%), Belo Horizonte (-1,3%), Rio de Janeiro (-1,2%) e Recife (-1,0%). Na comparação com o ano anterior, os aumentos foram vistos em Porto Alegre (5,6%), Rio de Janeiro (4,6%) e em São Paulo (1,5%), estabilidade, em Belo Horizonte e queda, em Salvador (-5,5%) e Recife (-2,5%).

De acordo com os grupos de atividades, a maior alta na comparação mensal foi registrada na construção (4,7%) e a maior queda, em educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (-2,3%). Na comparação anual, serviços domésticos teve a maior alta (8,1%) e o maior recuo foi visto em serviços prestados à empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (-2,5%).

Na classificação por categorias de posição na ocupação, o maior aumento no rendimento médio ocorreu entre os trabalhadores por conta própria (2,1%) e a maior queda, entre os sem carteira assinada (-2,5%). Na comparação anual, a maior alta partiu dos os empregados sem carteira no setor privado (6,1%) e a menor, entre os militares e funcionários públicos (1,7%).

Desemprego sobe em Salvador

Na análise da desocupação por regiões, o IBGE informa que não houve variação siginificativa em relação ao mês anterior, no entanto, na comparação com outubro de 2012, os destaques ficaram com Salvador (de 7,0% para 9,1%) e porto Alegre (de 3,9% para 3,0%) - foi o menor valor da série histórica da pesquisa, iniciada em março de 2002.

A quantidade de pessoas desocupadas – não o índice – não mostrou variação significativa nas regiões pesquisadas, segundo o IBGE, na comparação mensal. Já na anual, foi registrada alta em Salvador (33,5%), queda em Porto Alegre (23,4%) e estabilidade nas outras regiões.

Quanto à a população ocupada, foi registrada variação "significativa" apenas na região metropolitana de Belo Horizonte, com alta de 1,4% no mês e queda de 2,5% no ano.

A pesquisa também analisa o desemprego por grupos de atividades. Na passagem de setembro para outubro, a população ocupada aumentou apenas no comércio (3,9%). Na comparação com o ano anterior, o IBGE destaca a queda em serviços domésticos (-8,4%).



terça-feira, 19 de novembro de 2013

Arrecadação ultrapassa R$ 100 bi em outubro, recorde para o mês

Foi a primeira vez que arrecadação ficou acima de R$ 100 bi em outubro.

No ano, arrecadação sobe 1,3%, para R$ 907 bilhões, e também é recorde.

A arrecadação do governo bateu recorde para meses de outubro. Segundo a Secretaria da Receita Federal, foram R$ 100,99 bilhões em impostos, contribuições federais e demais receitas, como os royalties.

Também foi a primeira vez que as receitas do governo ultrapassaram a marca dos R$ 100 bilhões em meses de outubro, ainda de acordo com dados oficiais, divulgados nesta terça-feira (19). Sobre o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 90,5 bilhões (valores corrigidos pela inflação), foi registrada uma alta real de 5,43%.

De acordo com o Fisco, o valor recorde registrado em outubro deste ano está relacionado, entre outros fatores, com o crescimento da arrecadação do IRPJ e da CSLL das empresas que declaram pelo lucro real (200 mil maiores companhias do país), optantes pelo recolhimento por estimativa mensal. Na comparação com outubro do ano passado, a arrecadação das maiores empresas do país subiu R$ 1,74 bilhão.

"Tivemos um mês de outubro muito bom. A lucratividade das empresas está melhorando. A empresa faz um recolhimento com base no mês anterior. Essa estimativa não é um cálculo ao acaso", avaliou o secretário-adjunto da Receita Federal, Luiz Fernando Teixeira, explicando que o aumento da arrecadação tem a ver com o nível de atividade da economia.

Acumulado do ano

Já no acumulado dos dez primeiros meses do ano, a arrecadação somou R$ 907,44 bilhões, o que representa uma alta de 1,36% em termos reais sobre igual período do ano passado e novo recorde para este período. O resultado de janeiro a outubro de 2011 (R$ 903,3 bilhões) também foi superado.

Em termos nominais, a arrecadação cresceu R$ 65 bilhões nos dez primeiros meses deste ano – ou seja, sem a correção, pela inflação, dos valores arrecadados em igual período do ano passado. Deste modo, esse crescimento foi contabilizado com base no que efetivamente ingressou nos cofres da União.

Segundo números oficiais, a alta real da arrecadação neste ano está relacionada, também, com a arrecadação extraordinária de R$ 4 bilhões do PIS, Cofins, do IRPJ e da CSLL em decorrência de depósitos judiciais e venda de participação societária.

De acordo com a Receita Federal, a arrecadação cresceu mesmo com as desonerações de tributos anunciadas pelo governo no ano passado (folha de pagamentos, IPI de automóveis, etc) – que já somam R$ 64,35 bilhões de janeiro a outubro deste ano.

Segundo Luiz Fernando Teixeira, da Receita Federal, a estimativa inicial do Fisco de crescimento da arrecadação administrada para este ano, de 3% em termos reais (acima da inflação), pode não se confirmar. De acordo com o secretário-adjunto do Fisco, a expansão real pode ficar menor, em torno de 2,5%, neste ano. Esse valor, entretanto, não considera as receitas previstas do novo Refis - que podem chegar a R$ 12 bilhões em 2013.

Tributos

A Receita Federal informou que o Imposto de Renda arrecadou R$ 239 bilhões nos dez primeiros meses deste ano, com alta real de 1,57% sobre igual período de 2012.

No caso do IRPJ, a arrecadação somou R$ 105 bilhões, com alta real de 3,6%. Sobre o IR das pessoas físicas, o valor arrecadado totalizou R$ 23,05 bilhões de janeiro a outubro de 2013, com aumento real de 2,8%. Já o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) arrecadou R$ 111,2 bilhões no acumulado deste ano – recuo real de 0,5%.

Com relação ao Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), os números do Fisco mostram que o valor arrecadado somou R$ 39,1 bilhões nos dez primeiros meses deste ano, com queda real de 4,88%. Já o IPI-Outros somou R$ 16,09 bilhões na parcial do ano, com queda real de 2,48% sobre igual período de 2012. Este resultado, porém, foi influenciado pelas desonerações de produtos da linha branca e de móveis, informou o Fisco.

No caso do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), houve uma queda real de 11,98%, para R$ 24,3 bilhões no acumulado do ano. Neste caso, além da desaceleração no ritmo dos empréstimos bancários, que vem sendo captada pelos números do Banco Central, também houve redução da alíquota para pessoas físicas no ano passado e para derivativos neste ano.

A Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), por sua vez, arrecadou R$ 158,4 bilhões nos dez primeiros meses de 2013, com aumento real de 2,91%, enquanto a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) registrou arrecadação de R$ 55,46 bilhões na parcial deste ano, com alta real de 2,87%.


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

BANCOS BRIGAM POR MERCADO DE R$ 833 BI

CRÉDITO OU DÉBITO - MÁQUINAS DE DINHEIRO

Com lançamentos, bancos acirram disputa no setor de cartões, que vai girar R$ 833 bi este ano
Bandeiras próprias, reformulações e investimentos em ampliações de redes são algumas das armas utilizadas por grandes bancos — como Itaú Unibanco, Bradesco e Santander — no lucrativo mercado brasileiro de cartões. No centro da disputa, cada vez mais acirrada, está um setor que cresce a taxas de 15% ao ano, movimentou R$ 724,3 bilhões em 2012 e deve girar R$ 833 bilhões este ano. No primeiro semestre foram R$ 384 bilhões no país, uma alta de 17% sobre o mesmo período de 2012, de acordo com dados da Associação Brasileira de Cartões (Abecs).
Os números dos balanços dos dois maiores bancos privados do país dão uma boa medida desse movimento. No Bradesco, 35% de suas receitas com serviços no terceiro trimestre vieram da área de cartões, enquanto as tarifas cobradas pela manutenção das contas correntes representaram 18%. Já no Itaú Unibanco, que incorporou os 50% da Redecard que estavam nas mãos do Citi, 40% da receita com serviços vieram dos cartões, ao passo que a arrecadação com as tarifas de conta representaram 19% do total.
O lançamento da bandeira Hiper e a reformulação da Redecard, rebatizada de Rede, movimentos feitos recentemente pelo Itaú Unibanco, esquentaram a guerra. Do outro lado do front está o Bradesco, com a Elo e a Cielo — respectivamente a bandeira e a rede de cadastra-mento e captura das transações das ma-quininhas nas lojas (chamada de adqui-rência). Na empreitada, o Bradesco tem como sócios no negócio a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.
De olho nas classes emergentes
Além do potencial de negócios, a opção dos maiores bancos do país por bandeiras próprias de cartões é parte da estratégia de elevar as receitas com serviços, já qué as operações de crédito tendem a render menos com a perspectiva de taxas de juros menores no país e a preferência
por linhas de crédito mais conservadoras, para fugir da inadimplência.
— Os bancos têm remuneraçãb em toda a cadeia do cartão, desde a cobrança de aluguel da máquina e da antecipação dos pagamentos aos estabelecimentos comerciais, até a taxa de juros do rotativo cobrada dos clientes. Com o padrão de menos risco adotado pelos bancos no crédito, é preciso gerar ganhos em outras fronteiras — explica Luís Miguel Santacreu, analista de bancos da Austin Rating.
Com as bandeiras próprias, os maiores bancos nacionais — que pagam royalties quando emitem cartões das bandeiras internacionais, como Visa, MasterCard e American Express — miram as novas classes emergentes e ampliam as margens nos seus negócios. Atualmente, a posse de cartões é mais representativa nos extratos sociais mais altos. De acordo com a Abecs, nas classes A e B, 90% das pessoas têm cartão; na classe C, são 70%; e nas D e E, são 42%.
— Existe um espaço de crescimento muito grande. Há uma oportunidade enorme de capturar receita, qúe será disputada pelos bancos — afirma Marcos Bader, diretor-geral do Bradesco Cartões.
Nem no Bradesco nem no Itaú Unibanco é preciso ser correntista para adquirir cartão das bandeiras nacionais. As duas instituições também fazem questão de frisar que os cartões Elo ou Hiper não são necessariamente para as classes C, D e E. Mas compartilham da estratégia de converter as taxas de anuidade do plástico (R$ 10 mensais) em crédito para celular pré-pago.
— Inicialmente, a oferta que pensamos é para rendas média e baixa. E também é um produto que tem apelo aos não bancarizados — conta Marcos Magalhães, diretor de cartões do Itaú Unibanco.

Autor(es): Roberta Scrivano

O Globo - 11/11/2013

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Banco Central: Juros mais altos contra inflação resistente.

Diretor indica que o aperto monetário vai continuar e pode se estender até o início
de 2014, mesmo com campanha à reeleição da presidente Dilma correndo a todo vapor
Diante da desconfiança generalizada em relação ao governo, o diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, partiu ontem para o ataque a fim de manter o que ainda resta de credibilidade na instituição. Sem rodeios, assumiu que, apesar dos festejos do governo com os números melhores do Índice Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ente junho e setembro, a inflação continua alta e resistente. Com isso, reforçou o aviso de que o Comitê de Política Monetária (Copom) manterá firme o aumento da taxa básica de juros (Selic). A expectativa é de que a elevação seja de 0,5 ponto percentual, de 9,50% para 10% ao ano.
Hoje, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará o resultado do IPCA de outubro. Na média, o mercado aposta em um índice de 0,57%, com viés de alta, devido aos reajustes mais fortes dos alimentos e aos repasses do dólar para os preços ao consumidor. São fortes as apostas de que, depois de três meses em baixa, a inflação acumulada em 12 meses pode apontar para cima. Não à toa, os juros futuros estão em disparada. Os investidores acreditam que o BC manterá o aperto monetário no início de 2014, a despeito do início da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff. “O BC já queimou credibilidade demais para insistir em submeter a política monetária aos interesses do Palácio do Planalto”, afirmou um respeitado analista com trânsito no governo.
Leniência
Segundo Hamilton, a missão do BC é assegurar o poder de compra da moeda. No entender dele, a inflação alta prejudica, sobretudo, os mais pobres e mina o crescimento econômico. Para comprovar isso, assinalou que o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) foi menor nos anos em que os preços dispararam, afetando, inclusive, o mercado de trabalho. Ele destacou ainda que a arrancada do dólar e os choques dos alimentos registrados até o segundo semestre deste ano ajudam a explicar o porquê de o IPCA dos 12 meses encerrados em setembro (5,86%) ter ficado acima do computado no mesmo período de 2012 (5,28%).
“Além da dinâmica da demanda e da oferta, tivemos a desvalorização do real que, em alguma
Ministro da Fazenda Guido Mantega
medida, se manifestou na dinâmica dos índices de preços no atacado e no varejo”
, disse o diretor do BC. “Também houve choque de alimentos no segundo semestre de 2012 e nos primeiros seis meses de 2013”, acrescentou. Na tentativa de manter o otimismo — pelo menos, publicamente —, ele afirmou acreditar que a inflação deste ano poderá ficar abaixo dos 5,84% registrados em 2012. Essa é uma promessa do presidente do BC, Alexandre Tombini. Por isso, a resistência de integrantes do governo na liberação do reajuste da gasolina e do diesel pleiteado pela Petrobras.
A posição mais firme contra a inflação não se repetiu, contudo, em relação às contas públicas, que estão em forte processo de deterioração. Hamilton voltou a dizer, para espanto dos especialistas, que a política fiscal do governo converge para uma zona de neutralidade, ou seja, não afeta a inflação, a despeito de toda a gastança. “De acordo a nossa medida (superavit estrutural), temos a visão de que a política fiscal para se deslocar para a neutralidade dentro do horizonte relevante da política monetária, que vai até 2015”, destacou. Em setembro, o setor público consolidado registrou rombo de R$ 9 bilhões. Em 12 meses, até setembro, a economia para o pagamento dos juros da dívida ficou em apenas 1,58% do PIB, longe dos 2,3% que nem mais o ministro da Fazenda, Guido Mantega, promete cumprir.


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Governo cai no "cheque especial"

Gastos cada vez mais elevados da máquina estatal fazem o deficit das contas públicas subir 37% na era Dilma
Sem conseguir aumentar a arrecadação e diante de gastos cada vez maiores da máquina estatal, o governo passou a recorrer como nunca a uma espécie de cheque especial. A conta pode ser medida pela piora da situação fiscal do país. Durante os dois mandatos de Lula, o deficit nominal (receitas menos despesas) médio foi de R$ 80,4 bilhões, no acumulado em 12 meses. Já sob o comando de Dilma Rousseff, essa conta engordou em 37,1%, saltando para R$ 110,3 bilhões.
A situação vem piorando a cada nova divulgação feita pelo governo. Em setembro, chegou ao pior patamar da história. Naquele mês, de acordo com dados do Banco Central (BC), o deficit nominal alcançou incríveis R$ 155,4 bilhões. Como essa despesa é paga por toda a sociedade, é possível dizer que os gastos do governo “roubaram” o equivalente 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) no período.
A conta é paga por toda a sociedade na forma de gastos cada vez maiores com juros da dívida pública. Em dezembro 2010, no acumulado em 12 meses, a despesa financeira do setor público era de R$ 195,3 bilhões, o que correspondia a 5,18% do PIB. Em setembro passado, o gasto chegou a R$ 229,6 bilhões. Como as riquezas do país aumentaram desde então, a proporção dos juros sobre o PIB diminuiu para 4,91%.
A fatura cresce à medida que os resultados da política fiscal se distanciam das metas. Neste ano, a promessa é economizar o equivalente a 2,3% do PIB para pagar os juros da dívida — o chamado superavit primado. No entanto, até setembro, o resultado ficou em 1,58%, o que leva o mercado financeiro a duvidar da capacidade da equipe econômica de cumprir o previsto em lei. “O dado foi tenebroso. Tornou-se impossível atingir a meta”, disse o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito.
Pressão
O governo atribui o mau resultado de setembro a um “ponto fora da curva”. Para uma fonte da equipe econômica, o deficit primário de R$ 9 bilhões, o pior resultado já registrado para o mês, não mostra uma “tendência de piora” das contas públicas e, nos próximos meses, haverá uma melhora considerável na política fiscal. Para esse interlocutor, o mercado faz análises “catastrofistas”.
Segundo analistas, os gastos do governo, que crescem sistematicamente acima das receitas desde junho de 2012, estão provocando inflação e, para reduzir a pressão sobre os preços, o BC terá de aumentar ainda mais os juros básicos da economia, hoje em 9,5% ao ano. “Acredito que a Selic vai subir para 10% no fim do mês, e deverá continuar subindo até fevereiro, até chegar a 11% ao ano”, projetou Perfeito.
Luciano Rostagno, estrategista-chefe para o Brasil do Banco japonês Mizuho, disse que o BC não precisaria pesar tanto a mão sobre os juros se o governo fizesse a sua parte e reduzisse os gastos públicos. “A política fiscal atua na contramão da política monetária. Enquanto o BC sobe juros, o governo gasta mais. Nessa situação, o mercado aproveita para cobrar prêmios maiores do Tesouro porque sabe que a inflação já voltou a subir”, disse. A projeção dos analistas ouvidos pelo BC na pesquisa Focus é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumule alta de 5,85%em 2013. Até semana passada, a estimativa era de 5,83%.

Preocupado, o governo se empenha em evitar que o Congresso aprove medidas com impacto no orçamento. Ontem, todos os líderes na Câmara almoçaram com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. À noite, em reunião com líderes da base aliada, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, fez um apelo para que fosse mantida a responsabilidade fiscal. Ela frisou que não há condições de ampliar a despesa sem receita. “Isso serve para as pessoas, para as famílias e, mais do nunca, serve para os governos”, resumiu a ministra.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

China Construction Bank – 2º maior banco chinês – compra o BicBanco
Aquisição marca o início das operações diretas do China Construction Bank Corporation no País e a entrada de instituições asiáticas no ranking dos 15 maiores bancos brasileiros; o CCB é forte na oferta de crédito para infraestrutura
O BicBanco confirmou ontem a venda do seu controle, equivalente a 73,96% do capital total, para o China Construction Bank Corporation (CCB) por R$ 1,62 bilhão. O Broadcasty serviço em tempo real da Agência Estado, antecipou em setembro o interesse do banco chinês pela instituição brasileira.
A aquisição do controle do BicBanco representará o início das operações diretas do China Construction Bank no Brasil. Conforme fato relevante enviado ao mercado, o banco vai continuar a operar como um banco comercial, com foco no segmento de empresas de médio porte.
O CCB é o segundo maior banco comercial na China com 14.859 trilhões de yuan (cerca de
R$ 5,5 trilhões) emntivos totais e empréstimos de 8,095 trilhões de yuan (de cerca de R$ 3 trilhões). O banco tem ações negociadas na Bolsa de Valores de Hong Kong e Xangai e seu valor de mercado supera os US$ 180 bilhões (cerca de R$ 396 bilhões). Com quase 60 anos, o chinês é considerado o 50 maior dentre os bancos de capital aberto no mundo.
Seus principais negócios incluem serviços bancários corporativos e pessoais e operações de tesouraria. O CCB conta com uma rede de mais de 14 mil filiais na China e em torno de 345 mil empregados. "A operação marca a entrada dos asiáticos na lista dos 15 maiores bancos do Brasil. Isso é novidade no mercado brasileiro", disse o analista da Austin Rating, Luis Miguel Santacreu.
O China Construction Bank Corporation não pretende fazer grandes alterações na atual estrutura do BicBanco após obter as autorizações dos órgãos reguladores responsáveis para a aquisição, segundo fontes ouvidas pelo Broadcast O objetivo é manter a gestão atual e trazer alguns executivos chineses para o quadro do banco.
O CCB considera o Brasil um país fundamental dentro da sua estratégia global devido à forte relação comercial com a China. "Pela primeira vez, o CCB adquire uma participação majoritária em um banco comercial brasileiro. A aquisição permitirá ao CCB entrar no Brasil, um mercado de grande importância estratégica", afirmou o presidente do CCB, Hongzhang Wang, em nota à imprensa.
O investimento no Brasil está em linha com a estratégia da instituição de se expandir internacionalmente. Sua rede no exterior contempla 68 instituições estrangeiras que cobrem 14 países e regiões.
No ano passado, o CCB chegou perto de adquirir a unidade brasileira do alemão West LB, que acabou vendida ao japonês Mizuho.
Carteira. Com o BicBanco, o CCB passa a ter acesso a uma carteira de empresas de todos os segmentos e de diferentes portes. "Eles compraram o maior dos bancos médios brasileiros. É uma operação interessante estrategicamente", disse 3 Santacreu.
Segundo ele, o interesse do banco chinês pelo Brasil é compatível com a relevância da relação comercial entre os países. Hoje a China é o maior parceiro comercial do Brasil.
Um dos fortes do CCB é sua carteira de investimentos em infraestrutura, um negócio que tem potencial para desenvolver no Brasil, diz Santacreu. "Esse banco deve trazer mais capital para investimento em infraestrutura e, com ele, mais empresas chinesas interessadas em participar de projetos de infraestrutura no Brasil."
A troca de controle no BicBanco deve dissipar temores sobre a solidez financeira do banco. A instituição teve sua nota de crédito rebaixa pela agência Moody"s e viu o valor dos seus bônus externos derreter. A desvalorização foi tanta que o próprio banco recomprou parte dos títulos.
O BicBanco é o 11º em operações de crédito entre os bancos privados no Brasil. Voltado para empresas médias, o banco tem cerca de R$ 17 bilhões em ativos e carteira de crédito de R$ 11,61 bilhões, segundo dados de junho. O índice de Basileia, que mede quanto o banco pode emprestar sem comprometer seu capital, encerrou junho em 18,5%, acima dos 11% mínimos exigidos pelo Banco Central.
Musculatura
US$ 180 bi
é o valor de mercado do CCB
345 mil
pessoas trabalham no banco