segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Horário de verão gerou economia de R$ 405 milhões


Redução da demanda por energia em horário de pico foi de 2,5 mil MW.


O horário de verão, que terminou à 0h do domingo dia 16, levou a uma redução da demanda por energia no horário de pico de consumo de 2.565 megawatts, como informou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). De acordo com o órgão, esse resultado representou uma economia de R$ 405 milhões.

Em nota, o ONS informou que essa economia se deveu a um menor uso de energia termelétrica (gerada por usinas movidas a combustível como óleo, gás, carvão e biomassa) entre outubro de 2013 e fevereiro de 2014, período em que vigorou o horário de verão. O valor de R$ 405 milhões é um pouco superior à meta de economia do governo para o período (R$ 400 milhões).

No ano passado, o horário de verão rendeu uma redução na demanda no horário de pico de 2.477 megawatts (MW), ou 4,5% do consumo, entre outubro de 2012 e fevereiro de 2013. Essa redução evitou um gasto de cerca de R$ 200 milhões a mais com as termelétricas no período.

Assim como agora, no verão 2012/2013 parte importante dos reservatórios do país também sofreu queda no volume de armazenamento de água devido à falta de chuva - principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste - e, por conta disso, as térmicas foram acionadas com mais intensidade. Só em 2013 o despacho das usinas termelétricas custou cerca de R$ 9,5 bilhões. Essa conta está sendo bancado pelo Tesouro, por enquanto. Mas deve ser repassada aos consumidores, em parcelas, até 2018.

A redução no consumo de energia durante o horário de verão, principalmente entre o início e o meio da tarde, quando ocorre o pico de demanda nesta época do ano, reduziu um pouco o acionamento das térmicas, que costumam ser mais caras que as hidrelétricas.

A nota informa que a redução de 2.565 MW na demanda no horário de pico do consumo representa cerca de 4% do consumo médio de energia nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul, onde vigorou o horário de verão - com exceção do estado do Tocantins.

“No caso do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, a redução equivale a aproximadamente 50% da carga no horário de ponta da cidade do Rio de Janeiro (6,4 milhões de habitantes), ou a duas vezes a carga no horário de ponta de Brasília (2,6 milhões de habitantes). No Sul, representa 75% da carga no horário de ponta de Curitiba (1,8 milhão de habitantes)”, diz a nota do ONS.

O estado que registrou a maior redução de demanda por energia no período foi São Paulo, com 1.027 MW. Em seguida estão Minas Gerais, com 319 MW, e o Rio de Janeiro, com 300 MW.

Com o fim do horário de verão à 0h deste domingo, estados da região Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Distrito Federal, terão que atrasar em uma hora seus relógios. O objetivo da medida é aproveitar os dias mais longos do verão, com mais tempo de luz solar, para economizar energia.

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