segunda-feira, 21 de julho de 2014

Inadimplência do consumidor recua 1,1% no 1º semestre, diz Serasa


Tendência não deverá ser mantida ao longo do ano, segundo a pesquisa.

Na comparação de junho contra maio, queda foi de 1,4%.


Comerciante acredita que nota promissória influenciem no aumento da inadimplência (Foto: Jonatas Boni/G1)
Inadimplência fechou o primeiro semestre em
queda (Foto: Jonatas Boni/G1A inadimplência do consumidor recuou 1,1% no primeiro semestre de 2014, frente ao mesmo período do ano passado, segundo indicador da Serasa Experian.
Já na comparação mensal, junho contra maio, o índice caiu 1,4%. De acordo com a pesquisa, esse é o primeiro recuo após três altas mensais consecutivas. Em relação a junho do ano passado, a inadimplência cresceu 3%.
Na avaliação dos economistas da Serasa Experian, apesar de o indicador ter acumulado queda no primeiro semestre, dificilmente esta tendência se manterá durante o restante do ano.
"Inflação e juros elevados e enfraquecimento da economia e do mercado de trabalho deverão atuar no sentido de crescimento dos níveis de inadimplência do consumidor, conforme vem demonstrando as últimas variações mensais deste indicador", disse a Serasa, em nota.
Dívidas no 1º semestre
Na decomposição do indicador no primeiro semestre de 2014, na comparação com o mesmo período do ano anterior, a inadimplência relativa a dívidas não bancárias (junto aos cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água etc.) caiu 2,3%; a relacionada a bancos, 2,3%, e a dos cheques sem fundos, de 10,1%. Já os títulos protestados tiveram alta de 16,7%.
Na comparação mensal, junho contra maio – os cheques sem fundos foram os principais responsáveis pelo recuo do indicador, com queda de 13,8%. As dívidas não bancárias e os títulos protestados também caíram 0,6% e 19,7%, respectivamente. Já a inadimplência com os bancos cresceu 0,4% e contribuiu para que o indicador não caísse ainda mais em junho de 2014.
O valor médio das dívidas com os bancos caiu 7,2% no primeiro semestre de 2014, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já a inadimplência não bancária, os cheques sem fundos e os títulos protestados tiveram alta de 1,4%, 4,2% e 5,1%, respectivamente.

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