segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Mercado financeiro prevê novo aumento de juros nesta semana

Expectativa dos analistas é de uma alta de 0,25 ponto, para 10,75% ao ano.
Economistas elevam previsão para inflação em 2014, e reduzem para PIB.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta semana e deve subir, pela oitava vez seguida, os juros básicos da economia brasileira, segundo expectativa da maior parte dos analistas do mercado financeiro. A decisão da autoridade monetária será divulgada na quarta-feira 26/02  após as 18h.

A previsão dos economistas dos bancos foi captada por meio de pesquisa realizada pelo próprio BC com mais de 100 instituições financeiras na semana passada, que dá origem ao relatório de mercado, também conhecido como Focus. O documento foi divulgado hoje nesta segunda-feira 24/02. 


Mesmo prevendo aumento dos juros básicos da economia, a estimativa do mercado financeiro é que o Banco Central reduza o ritmo de alta da taxa Selic. Nos seis últimos encontros, a taxa de juros subiu 0,5 ponto percentual. A expectativa é que nesta quarta-feira seja anunciada uma alta menor, de 0,25 ponto percentual, de 10,5% para 10,75% ao ano.

A perspectiva do mercado financeiro é que esta não seja a última elevação este ano da taxa básica da economia brasileira – que vem avançando desde abril do ano passado para conter pressões inflacionárias. Para o fechamento de 2014, a previsão dos analistas para a taxa de juros permaneceu em 11,25% ao ano e, para o final de 2015, ficou estável em 12% ao ano.

Inflação

Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC tem que calibrar os juros para atingir metas preestabelecidas, tendo por base o IPCA. Para 2013 e 2014, a inflação tem de ficar em 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida.

Para a inflação de 2014, a estimativa dos analistas passou de 5,93% para 6% na semana passada. Essa foi a segunda elevação consecutiva deste indicador. Com isso, o mercado continua acreditando que a inflação terá aceleração neste ano, frente ao patamar registrado em 2013 (5,91%). Para 2015, a expectativa dos analistas para a inflação ficou estável, em 5,7%.

Crescimento do PIB

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, a previsão dos economistas recuou de 1,79% para 1,67% na semana passada. Foi a terceira queda consecutiva do indicador.

O crescimento previsto para 2014 segue abaixo estimado no orçamento para o próximo ano – de 2,5% (valor revisado na semana passada) Para 2015, a perspectiva de expansão da economia brasileira recuou de 2,10% para 2%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz.

Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros

Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2014 subiu de R$ 2,48 para R$ 2,50 por dólar. Para o fechamento de 2015, a estimativa dos analistas dos bancos para o dólar ficou estável em R$ 2,55.

A projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2014 permaneceu inalterada US$ 7,9 bilhões na semana passada. Para 2015, a previsão de superávit comercial recuou de US$ 11,5 bilhões para US$ 10,5 bilhões.

Para 2013, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil subiu de US$ 58 bilhões para US$ 58,8 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas para o aporte de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 57,3 bilhões na última semana.

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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Dólar fecha em queda pelo 3º dia e termina a semana a R$ 2,35

Moeda terminou abaixo de R$ 2,40 nos últimos seis pregões.
Dólar caiu 0,81%, para R$ 2,3534.

O dólar fechou em queda pelo terceiro dia seguido e terminou a semana a R$ 2,35, após o anúncio da nova meta fiscal do governo federal na véspera e acompanhando a depreciação da divisa norte-americana em relação a outras moedas emergentes no exterior.

A moeda americana caiu 0,81%, para R$ 2,3534, após bater R$ 2,3511 na mínima da sessão. Esse é o menor valor da moeda em um mês, desde 20 de janeiro. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,2 bilhão.

Na semana, o dólar desvalorizou 1,39% e no mês, a queda foi de 2,45%. No ano, caiu 0,17%.

"Muita gente estava comprada em dólar (apostando que a moeda iria subir), com os fundamentos ruins e o cenário preocupante lá fora. Com o anúncio fiscal e a tranquilidade das últimas semanas, o pessoal desfez essas posições", disse à Reuters o operador de um importante banco nacional.

Contando com esta sexta, o dólar fechou abaixo de R$ 2,40 nos últimos seis pregões, em meio à redução das preocupações com mercados emergentes que vinham pressionando ativos de países em desenvolvimento nos mercados financeiros globais.

A mais recente fonte de alívio no mercado doméstico foi o anúncio da nova meta de superávit primário para este ano, que foi bem recebida pelo mercado e levou a divisa norte-americana a fechar na quinta-feira no nível mais baixo em um mês.

"Era esperado que houvesse uma correção, porque o dólar caiu bastante nas últimas sessões, mas o mercado ainda está sob o efeito do plano fiscal, que ajuda um pouco o real", afirmou à Reuters o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.

O movimento também foi influenciado pela depreciação da divisa norte-americana em relação às principais moedas emergentes. Após abrir o dia com desempenho misto, o dólar passou a cair de forma mais consistente no fim da manhã, recuando sobre o peso chileno, o rand sul-africano e a lira turca.

Intervenção do BC

Pela manhã, o Banco Central deu continuidade às atuações diárias, vendendo a oferta total de até 4 mil swaps tradicionais --equivalentes à venda futura de dólares-- com volume de US$ 197,5 milhões. Foram 500 contratos para 1º de agosto e 3,5 mil para 1º de dezembro deste ano.

O BC também vendeu o lote integral de 10,5 mil swaps em mais um leilão para a rolagem dos contratos que vencem em 5 de março. Com isso, o BC já rolou cerca de 84% do lote para o próximo mês, que equivale a US$ 7,378 bilhões.


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Cartões movimentaram R$ 853 bi em 2013

O volume financeiro de transações com cartões de crédito e débito em 2013 subiu 17,8% frente em 2012, para R$ 853 bilhões, informou a Associação Brasileira das Empresas de Cartões e Serviços (Abecs).
As transações com cartões de crédito registraram R$ 553 bilhões em 2013, alta de 15,3% em relação a 2012. As transações com cartões de debito avançaram 22,5% para R$ 300 bilhões.
O presidente da Abecs, Marcelo Noronha, destacou que o número de transações com cartões atingiu recorde no segundo semestre do ano passado.
Ele destacou ainda que do total de RS 853 bilhões das transações financeiras com cartões no ano passado, RS 94 bilhões resultaram de operações não presenciais, a maioria no e-commerce.
De acordo com Noronha, a inclusão digital e financeira responde pelo crescimento das compras por meios eletrônicos, que foi de 19,7% em 2013 frente 2012. Ele espera que as operações não presenciais cresça cerca de 20% em 2014.
Taxa para lojistas
A taxa média de desconto do cartão de crédito cobrado do lojista caiu de 2,78% em 2012 para 2,76% em 2013, enquanto no cartão de débito cedeu de 1,59% para 1,56%, ainda de acordo com a Abecs.
Em 2009, esses percentuais estavam em 2,96% nos cartões de crédito e em 1,60% nos cartões de débito.
O presidente da Abecs, Marcelo Noronha, observou que o número de terminais de cartões subiu para 3,8 milhões ao fim de 2013, com R$ 19,7 mil transações por terminal ao mês.

Em 2012, o número de terminais era de 3,5 milhões, com um volume financeiro transacionado por terminal por mês de R$ 18,2 mil.
Camex sobretaxa pneus de bicicleta da China, Índia e Vietnã

Após investigação, constatou-se que havia prática desleal de comércio.
Pneus eram vendidos no Brasil por preços menores do mercado de origem.

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) autorizou a aplicação do chamado "direito antidumping" definitivo, por um prazo de até cinco anos, às importações brasileiras de pneus novos de borracha para bicicleta originárias da República Popular da China, da Índia e do Vietnã. A medida foi publicada no "Diário Oficial da União" de hoje  quarta-feira dia 19/02/2014.

Na prática, os importadores podem continuar trazendo os pneus desses paises, mas serão sobretaxados por meio de uma alíquota específica, fixada em dólares por quilo. O custo extra será de US$ 0,28 a US$ 3,85 por quilo.

O produto sobretaxado, segundo o Ministério do Desenvolvimento, é utilizado em bicicletas de uso infantil, juvenil e adulto, bicicletas de transporte, triciclos e outros produtos montados com aros de uso em bicicletas. "Ficam excluídos da aplicação do direito antidumping, entretanto, os pneus de bicicleta de kevlar ou de poliuretano, considerados produtos de 'alta performance'", acrescentou o goverrno brasileiro.

A prática de "dumping" consiste na venda de produtos e serviços, para um país, por preços muito inferiores aos praticados no país de origem com o objetivo de eliminar a concorrência. Essa prática de comércio desleal é combatida por meio de investigações dos governos e pela aplicação de sobretaxas, entre outros. Para ser concedida no Brasil, a medida antidumping tem de passar pelo crivo da Camex.

Conceito de Dumping (para alunos de Fund. Comex)

Dumping é uma palavra inglesa que deriva do termo "dump" que, entre outros, tem o significado de despejar ou esvaziar. A palavra é utilizada em termos comerciais (especialmente no Comércio Internacional), para designar a prática de colocar no mercado produtos abaixo do custo com o intuito de eliminar a concorrência e aumentar as quotas de mercado.

O dumping é frequentemente constatado em operações de empresas que pretendem
conquistar novos mercados internacionais. Para isso, vendem os seus produtos no mercado externo a um preço extremamente baixo, muitas vezes, inferior ao custo de produção. É um expediente utilizado de forma temporária sabendo que, posteriormente, irá ser praticado um preço mais alto que possa compensar a perda inicial.

O dumping é uma prática desleal e proibida em termos comerciais. As regras antidumping são medidas adotadas com o objetivo de evitar que os produtores nacionais possam ser prejudicados. Uma medida antidumping é, por exemplo, a aplicação de uma alíquota específica para importação.

 

Dumping social


Dumping social é uma prática de certas empresas que procuram um aumentos dos lucros deslocando-se de um local para outro onde os salários são mais baixos e/ou os direitos dos trabalhadores mais precários. Desta forma, as empresas conseguem colocar os seus produtos no mercado internacional com preços altamente competitivos.

 

Dumping ambiental


O dumping ambiental ocorre quando os preços descem muito porque empresas têm fábricas em países onde a lei não exige que sejam tomadas medidas para a defesa do meio ambiente. Assim, os preços ficam mais baixos, mas o ambiente sai altamente prejudicado, porque tecnologia para a proteção do ambiente muitas vezes significa um grande investimento para as empresas.

 

Síndrome de dumping

 

O síndrome de dumping consiste em um quadro clínico que necessita tratamento médico e é caracterizado por distúrbios no aparelho digestivo que causam mal-estar. Também pode causar manifestações cutâneas, problemas de circulação e hipotensão arterial logo depois as refeições. Costuma ser mais comum em pacientes que fizeram  uma gastrectomia, graças ao esvaziamento rápido do estômago. O síndrome de dumping pode ser precoce ou tardio.


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Mercado prevê mais inflação e menos crescimento em 2014

Expectativa dos analistas para o IPCA deste ano subiu para 5,93%.
Ao mesmo tempo, caiu de 1,9% para 1,79% previsão de alta do PIB.

Mais inflação e menos crescimento econômico. Essa é a previsão dos analistas do mercado financeiro para a economia brasileira em 2014, segundo o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (17). O documento é resultado de pesquisa do BC com mais de cem economistas de bancos.
Para a inflação de 2014, a estimativa dos analistas passou de 5,89% para 5,93% na semana passada. Com isso, o mercado voltou a acreditar que a inflação terá aceleração neste ano, frente ao patamar registrado em 2013 (5,91%). Para 2015, a expectativa dos analistas para a inflação ficou estável, em 5,7%.

Se confirmada a previsão dos analistas, inflação de 2014 será maior que a do ano passado
Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC tem que calibrar os juros para atingir metas preestabelecidas, tendo por base o IPCA. Para 2013 e 2014, a inflação tem de ficar em 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida.

Crescimento do PIB

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, a previsão dos economistas recuou
de 1,9% para 1,79% na semana passada.
Foi a segunda queda consecutiva do indicador – que aconteceu na mesma semana em que o BC divulgou o IBC-Br (prévia do PIB) de 2013, que apontou para uma expansão de 2,5% – com possibilidade de recessão técnica no fim do ano passado.

O crescimento previsto para 2014 é menos da metade do estimado no orçamento para o próximo ano – de 3,8%. Para 2015, a perspectiva de expansão da economia brasileira recuou de 2,20% para 2,10%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz.

Taxa de juros

Após o Comitê de Política Monetária (COPOM)) do Banco Central ter subido, em janeiro, a taxa básica de juros da economia brasileira para 10,50% ao ano, o mercado manteve, na semana passada, a expectativa de que a Selic voltará a subir em fevereiro deste ano para 10,75% ao ano. Para o fechamento de 2014, a previsão dos analistas para a taxa de juros permaneceu em 11,25% ao ano e, para o final de 2015, ficou estável em 12% ao ano.

Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros

Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2014 subiu de R$ 2,47 para R$ 2,48 por dólar. Para o fechamento de 2015, a estimativa dos analistas dos bancos para o dólar subiu de R$ 2,53 para R$ 2,55.

A projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2014 caiu de US$ 8 bilhões para US$ 7,9 bilhões na semana passada. Para 2015, a previsão de superávit comercial recuou de US$ 13 bilhões para US$ 11,5 bilhões.

Para 2013, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil subiu de US$ 57,5 bilhões para US$ 58 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas para o aporte de investimentos estrangeiros passou de US$ 58 bilhões para US$ 57,3 bilhões na última semana.


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Horário de verão gerou economia de R$ 405 milhões


Redução da demanda por energia em horário de pico foi de 2,5 mil MW.


O horário de verão, que terminou à 0h do domingo dia 16, levou a uma redução da demanda por energia no horário de pico de consumo de 2.565 megawatts, como informou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). De acordo com o órgão, esse resultado representou uma economia de R$ 405 milhões.

Em nota, o ONS informou que essa economia se deveu a um menor uso de energia termelétrica (gerada por usinas movidas a combustível como óleo, gás, carvão e biomassa) entre outubro de 2013 e fevereiro de 2014, período em que vigorou o horário de verão. O valor de R$ 405 milhões é um pouco superior à meta de economia do governo para o período (R$ 400 milhões).

No ano passado, o horário de verão rendeu uma redução na demanda no horário de pico de 2.477 megawatts (MW), ou 4,5% do consumo, entre outubro de 2012 e fevereiro de 2013. Essa redução evitou um gasto de cerca de R$ 200 milhões a mais com as termelétricas no período.

Assim como agora, no verão 2012/2013 parte importante dos reservatórios do país também sofreu queda no volume de armazenamento de água devido à falta de chuva - principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste - e, por conta disso, as térmicas foram acionadas com mais intensidade. Só em 2013 o despacho das usinas termelétricas custou cerca de R$ 9,5 bilhões. Essa conta está sendo bancado pelo Tesouro, por enquanto. Mas deve ser repassada aos consumidores, em parcelas, até 2018.

A redução no consumo de energia durante o horário de verão, principalmente entre o início e o meio da tarde, quando ocorre o pico de demanda nesta época do ano, reduziu um pouco o acionamento das térmicas, que costumam ser mais caras que as hidrelétricas.

A nota informa que a redução de 2.565 MW na demanda no horário de pico do consumo representa cerca de 4% do consumo médio de energia nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul, onde vigorou o horário de verão - com exceção do estado do Tocantins.

“No caso do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, a redução equivale a aproximadamente 50% da carga no horário de ponta da cidade do Rio de Janeiro (6,4 milhões de habitantes), ou a duas vezes a carga no horário de ponta de Brasília (2,6 milhões de habitantes). No Sul, representa 75% da carga no horário de ponta de Curitiba (1,8 milhão de habitantes)”, diz a nota do ONS.

O estado que registrou a maior redução de demanda por energia no período foi São Paulo, com 1.027 MW. Em seguida estão Minas Gerais, com 319 MW, e o Rio de Janeiro, com 300 MW.

Com o fim do horário de verão à 0h deste domingo, estados da região Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Distrito Federal, terão que atrasar em uma hora seus relógios. O objetivo da medida é aproveitar os dias mais longos do verão, com mais tempo de luz solar, para economizar energia.

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Lucro líquido da Via Varejo sobe mais de três vezes em 2013

Lucro líquido cresceu 268%, de R$ 319 milhões para 1,175 bilhão.
Receita líquida subiu 12% e custo de vendas subiu 11% no ano.

O lucro líquido da Via Varejo quase triplicou em 2013, em relação ao ano anterior. O resultado alcançou R$ 1,175 bilhão em 2013, alta de 268% sobre os R$ 319 milhões obtidos em 2012, segundo balanço publicado ontem 13/2.

O lucro líquido no quarto trimestre de 2013 ficou em R$ 769 milhões, uma expansão de 251,9% ante os R$ 219 milhões registrados em 2012. Ambos os resultados consideram apenas as atividades da empresa que continuarão ocorrendo.

A receita líquida da Via Varejo no quarto trimestre de 2013 foi de R$ 6,233 bilhões, ante R$ 5,580 bilhões no quarto trimestre de 2012, em alta de 11,7%. No ano de 2013 a receita líquida da empresa atingiu R$ 21,756 bilhões, ante R$ 19,455 bilhões em 2012, em alta de 11,8%.

O custo de vendas no quarto trimestre de 2013 alcançou R$ 4,345 bilhões, ante R$ 3,8 bilhões no mesmo trimestre de 2012, um aumento de 14,4%. No ano de 2013, o custo de vendas da Via Varejo foi de R$ 15,056 bilhões, ante R$ 13,58 bilhões em 2012, um aumento de 10,9%.

O lucro bruto no quarto trimestre de 2013 atingiu R$ 1,889 bilhão, comparado a R$ 1,781 bilhão no quarto trimestre de 2012, uma expansão de 6,1%. O lucro bruto em 2013 atingiu R$ 6,7 bilhões, comparado a R$ 5,875 bilhões no ano anterior, uma expansão de 14%.

As despesas operacionais totais da Via Varejo no quarto trimestre de 2013 foram de R$ 635 milhões,  uma queda de 49,7% em relação às despesas operacionais de R$ 1,261 bilhão no mesmo período de 2012. Em 2013, as despesas operacionais da empresa foram de R$ 4,333 bilhões, ante despesas operacionais de R$ 4,616 bilhões em 2012, em queda de 6,1%.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Vendas no varejo fecham 2013 com avanço de 4,3%
 Este é o menor valor em 10 anos. Em dezembro, o comércio varejista registrou queda de 0,2% nas vendas.
O volume de vendas do comércio varejista do país recuou 0,2%, enquanto que a receita nominal avançou 0,5% em relação a novembro, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Este é o primeiro resultado negativo após nove meses consecutivos na série de volume de vendas. Já a receita nominal segue evoluindo positivamente desde junho de 2012.

Em relação ao ano anterior, o volume de vendas cresceu 4% sobre dezembro de 2012 e 4,3% no acumulado do ano. No que se refere à receita nominal, a alta foi 10,7% com relação a igual mês de 2012 e de 11,9% no ano.

No comércio varejista ampliado, na série com ajuste sazonal, houve variações negativas de 1,5% no volume de vendas e de 1% na receita nominal, após dois meses de crescimento. Em relação a dezembro de 2012, tanto o volume de vendas quanto a receita registraram resultados positivos, de 2,9% e de 8,7%, respectivamente. Na comparação com o ano anterior, o volume de vendas registrou variações de 2,9% sobre dezembro de 2012 e de 3,6% no acumulado do ano. Quanto à receita nominal, as taxas foram de 8,7% e 8,9%, respectivamente.
Em dezembro, das 10 atividades pesquisadas, seis tiveram resultados negativos. O segmento de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação teve queda de 12,6%; Móveis e eletrodomésticos registrou retração de 3,5%; as vendas no setor de Veículos, motos, partes e peças caíram 3,4%; Combustíveis e lubrificantes teve baixa de 1,2%, assim como os Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; e por último, o segmento de Material de construção recuou 0,2%.

Os resultados positivos, por sua vez, foram observados em Tecidos vestuário e calçados, com alta de 0,7%; em Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com avanço de 0,5%; em Outros artigos de uso pessoal e doméstico, acréscimo de 0,2%; e para Livros, jornais, revistas e papelaria, com alta também de 0,2%.

Já na comparação anual, das oito atividades pesquisadas do varejo, apenas o segmento de Móveis e eletrodomésticos obteve queda 0,9%. Enquanto isso, a principal expansão ocorreu em Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com taxa de 12,4%;seguido por Outros artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 11,2%; Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação subiu 9,5%; Combustíveis e lubrificantes teve avanço de 5,7%; Livros, jornais, revistas e papelaria apresentou expansão de 3,9%; Tecidos, vestuário e calçados teve acréscimo de 3,2%; e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com 2,4%.
Região
Por Unidades da Federação, os resultados com ajuste sazonal para o volume de vendas apontam, na comparação mensal, apenas seis estados com variações positivas. Os acréscimos ocorreram em Rondônia, com crescimento de 1,6%; Roraima, com avanço de 1,4%; Piauí, alta de 1,3%; Santa Catarina, expansão de 1,2%; Mato Grosso, alta de 0,7%; e Paraná, avanço de 0,7%.
Já as principais quedas se estabeleceram em Tocantins, baixa de 11,9%; Mato Grosso, retração de 7,1%; Paraíba, onde a taxa caiu 5,8%; Sergipe, queda de 5,4%; e Amapá, baixa de 3,1%.
Brasil Econômico – www.brasileconomico.com.br

13/02/2014

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Mercado reduz de novo estimativa de inflação para 2014

Previsão dos analistas cai de 6% para 5,89%, na 2ª queda consecutiva. Expectativa de crescimento do PIB recua e analistas veem juros maiores.
Os economistas do mercado financeiro reduziram pela segunda semana seguida a estimativa para a inflação deste ano. A previsão agora é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegue ao final de 2014 em 5,89% – na semana passada, a expectativa era de uma taxa de 6%. Os dados fazem parte do Focus, relatório de mercado divulgado pelo Banco Central e fruto de pesquisa com mais de cem instituições financeiras.

Com a nova revisão, a estimativa dos analistas é de que a inflação deste ano fique menor que a registrada em 2013, de 5,91%. Para 2015, a expectativa dos analistas para a inflação ficou estável, em 5,7%.

A nova expectativa para o IPCA deste ano foi feita na mesma semana em que saiu o índice de janeiro – que desacelerou para 0,55% De acordo com o IBGE, esse índice foi o menor para um mês de janeiro desde 2009 – naquele ano, a variação foi de 0,48%.

Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC tem que calibrar os juros para atingir metas preestabelecidas, tendo por base o IPCA. Para 2013 e 2014, a inflação tem de ficar em 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida.

Taxa de juros

Após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central ter subido, em janeiro, a taxa básica de juros da economia brasileira para 10,50% ao ano, o mercado manteve, na semana passada, a expectativa de que a Selic voltará a subir em fevereiro deste ano para 10,75% ao ano. Para o fechamento de 2014, porém, a previsão dos analistas para a taxa de juros subiu de 11% para 11,25% ao ano e, para o final de 2015, avançou de 11,88% para 12% ao ano.

Crescimento do PIB

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, a previsão dos economistas recuou de 1,91% para 1,9% na semana passada.
O crescimento previsto para 2014 é cerca de metade do estimado no orçamento para o próximo ano – de 3,8%. Para 2015, a perspectiva de expansão da economia brasileira permaneceu em 2,20%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz.

Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros

Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2014 permaneceu em R$ 2,47 por dólar. Para o fechamento de 2015, a estimativa dos analistas dos bancos para o dólar subiu de R$ 2,51 para R$ 2,53.

A projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2014 caiu de US$ 8,25 bilhões para US$ 8 bilhões na semana passada. Para 2015, a previsão de superávit comercial ficou estável em US$ 13 bilhões.

Para 2013, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil recuou de US$ 58 bilhões para US$ 57,5 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas para o aporte de investimentos estrangeiros passou de US$ 60 bilhões para US$ 58 bilhões na última semana.


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Investidores Buscam ouro por ser ativo real aceito em todo o mundo

Ouro não é ativo livre de risco e prova disso é oscilação do preço do metal.
Banco do Brasil é forte agente neste mercado e opera com ouro “escritural”.

O ouro é uma reserva de valor, fuga para muitos investidores quando há risco de rupturas, porque é um ativo real aceito em qualquer lugar do mundo.

Mas atenção: este não é um ativo livre de risco e prova disso é a forte oscilação do preço do metal. De 2009 a 2011, na esteira da maior crise financeira desde a crise de 1929, o preço do metal chegou a subir 108%. “Mas de 2011 até hoje a queda já é de 34%”, diz Walter Mendes, gestor da Cultinvest.

No ano passado, a queda do metal foi de 25% e no último mês de janeiro a alta do ouro no mercado internacional ultrapassou os 4%. No Brasil a alta foi ainda maior. “O ouro normalmente sobe quando há uma pressão inflacionária”, diz Mendes. “E nos países do primeiro mundo o receio hoje na verdade é de deflação, por isso não vejo perspectiva de novas altas”, acrescenta.

“Compre ouro se você acredita que toda a discussão de ruptura do sistema financeiro irá voltar”, diz Jorge Simino, diretor de investimentos da Fundação Cesp.  Ele, no entanto, não acredita que este risco volte ao radar dos investidores. “A maior parte da crise já passou”.

O fato é que o ouro tem dupla personalidade:

- É um ativo real utilizado, entre outras coisas na confecção de joias. Por isso quando a demanda por joias aumenta há um combustível para o ouro. No auge da economia chinesa foi o que aconteceu. Os chineses têm tradição em fazer sua poupança em joias.

- Mas também é um ativo financeiro usado em operações especulativas, principalmente em momentos de crise.  E com a ajuda dos governos ao sistema financeiro depois de 2008 havia uma forte expectativa inflacionária. Outra fonte de alta para o metal, portanto.

O Banco do Brasil é um dos fortes agentes neste mercado e opera com ouro “escritural”, ou seja, um certificado lastreado no metal. É uma forma mais segura de investir no metal, uma vez que você leva para casa o certificado e não o lingote.

“Ainda é um mercado de baixa penetração no Brasil”, diz Eduardo Cesar do Nascimento, gerente executivo da Diretoria de mercado de capitais e investimentos do BB.

Nascimento chama atenção para a forte correlação negativa que o ouro tem com a Bolsa. Ou seja, serve como um “hedge” (proteção) contra queda das ações. “O gráfico mostra que sempre que a Bolsa cai o preço do metal sobe”, diz Nascimento. É também uma alternativa para quem quer ter alguma exposição em dólar, pois tem uma correlação positiva com a moeda americana.

Mara Luquet São Paulo, SP