terça-feira, 27 de maio de 2014

Economia informal 'encolheu' em 2013, para R$ 782 bilhões, estima FGV

Valor equivale a 16,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país no ano.
Dados mostram que economia subterrânea vem caindo desde 2003.

O Índice de Economia Subterrânea (IES) no Brasil, que mede o conjunto de atividades de bens e serviços que não são reportados ao governo, teve queda em 2013, na comparação com o ano anterior. A estimativa é que a chamada “economia subterrânea”, ou informal, tenha somado R$ 782 bilhões.

O valor equivale a 16,2% do Produto Interno Bruto (PIB), que corresponde aos bens e serviços feitos no país. Trata-se do menor percentual da série histórica da pesquisa, que começa em 2003. Em 2012, a economia informal representava 16,8% da soma das riquezas produzidas no país naquele ano.

O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) em conjunto com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). Segundo as entidades, o percentual resulta da introdução dos dados da nova Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) nos cálculos usados para obtenção da estimativa e aplicados também para corrigir o índice de 2012.

“O uso da Pnad Contínua confirma a queda da economia subterrânea no país, que vimos apontando desde o início da série histórica do IES, em 2003”, comenta, em nota, o pesquisador da FGV/IBRE, Fernando de Holanda Barbosa Filho.

Isso porque, segundo ele, a queda fica ainda mais relevante quando incorporados os dados de mais de 5.000 municípios de pequeno porte da Pnad Contínua, ante os 3.500 da Pnad anterior. Ambas são produzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Historicamente, a formalidade é mais forte nos grandes centros, e esse resultado mostra que ela também está se espalhando para os pequenos municípios, ainda que a economia já não tenha o mesmo vigor. É o que eu costumo chamar de melhora institucional do país”, explica Barbosa Filho.


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Desemprego fica em 4,9% em abril, diz IBGE

Taxa é a menor da série para meses de abril.
Rendimento médio real dos ocupados, no entanto, ficou menor.

A taxa de desemprego no país voltou a recuar e ficou em 4,9% em abril, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística  (IBGE)). Em março, o índice era de 5%. O resultado é o menor já registrado para meses de abril na série histórica do IBGE, que teve início em 2002. Em abril de 2013, o desemprego foi estimado em 5,8% para o conjunto das seis regiões metropolitanas pesquisadas.


Segundo Adriana Araújo Beringuy, técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, a queda do desemprego em abril ocorreu porque houve redução da procura de trabalho, e não geração significativa de novos postos. O instituto verificou, no ano, uma queda no número de pessoas desocupadas, mas que procuram trabalho (índice conhecido como PD), e uma estabilidade na PEA, o número de pessoas economicamente ativas, que inclui empregados e desempregados em busca de vaga.

"A gente percebe que essa taxa [PD] no mês fica estável, mas, no ano, ela baixou. E essa redução da taxa de desocupação, que agora registra 4,9%, expressa que PD cai e a PEA se mantém estável. Então, quem se movimentou foi a desocupação. Ela caiu. E essa taxa caiu não porque houve geração significativa de postos, mas porque houve redução da procura por trabalho”, explicou Adriana Araújo Beringuy.

O IBGE estimou que 1,2 milhão de brasileiros estavam desocupados em abril, estável na comparação com março. Frente a abril de 2013, houve queda de 17%.

Mesmo em um momento de baixa confiança dos empresários, com menor oferta de vagas, a maior parte das pessoas que procura emprego acaba encontrando.

O número de pessoas que trabalham, estimado em 22,9 milhões, não tem crescido. O total de trabalhadores com carteira assinada no setor privado também não variou na comparação com março, ficando em 11,7 milhões. "Não tem apresentado movimentos que façam que haja aumento de população [ocupada] em números significativos. Ela não estava diminuindo, mas ela também não estava crescendo. Podemos dizer que estava vivendo um cenário de estabilidade da ocupação”, completou a técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

“A população ocupada vai depender tanto da iniciativa de quem procura o trabalho, e o lado da demanda por trabalho, que são os contratantes. Como a pesquisa é domiciliar, eu estou analisando o movimento do respondente que diz que está procurando ou não e se está ocupado. No que diz respeito à PME [pesquisa mensal de emprego], ela não está captando aumento da ocupação”, afirmou.

Rendimento

Apesar da queda no desemprego, o rendimento médio real habitual dos ocupados ficou menor no mês passado, de 0,6% frente a março, caindo de R$ 2.040,27 para R$ 2.028,00. A massa de rendimento real habitual (total dos rendimentos pagos) também teve queda, de 0,5%, para R$ 47,2 bilhões. 

A maior queda de salário foi registrada entre os trabalhadores da educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social, de 2,4% em relação a março. Já os trabalhadores da construção tiveram alta de 2,3%.

“O rendimento no mês de abril a gente teve uma pequena redução de 0,6% e aumento na comparação de doze meses. Além da questão do rendimento ter aumentado no período, a gente percebeu também um aumento da formação de postos de trabalho, ainda que num percentual menor dos que vinham sendo observados em meses dos anos anteriores, de emprego com carteira. Esse aumento com emprego com carteira veio acompanhado com a redução do contingente de trabalhadores que estariam sem o emprego, sem a carteira", explicou Adriana.

"De modo geral, a PME mostrou um mercado de trabalho que no momento não está apresentando movimentos significativos, seja no que diz respeito na taxa de desocupação como também no comportamento do rendimento e também nas formas de vínculo de emprego”, concluiu.

Regiões

Segundo o IBGE, o desemprego ficou praticamente estável em todas as regiões pesquisadas. O maior recuo foi registrado em São Paulo, onde a taxa caiu de 5,7% para 5,2% na passagem de março para abril. Houve alta apenas em Recife, onde o desemprego passou de 5,5% para 6,3%.
Frente a abril de 2013, houve recuo no Rio de Janeiro (de 4,8% para 3,5%), São Paulo (6,7% para 5,2%), Porto Alegre (de 4% para 3,2%), Belo Horizonte (de 4,2% para 3,6%) e Recife (de 6,4% para 6,3%). Na contramão, o desemprego aumentou em Salvador, passando de 7,7% para 9,1% – a maior taxa entre as regiões pesquisadas.

Pesquisa deve acabar este ano

A Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE, está prevista para deixar de ser divulgada a partir do início de 2014. A expectativa é que ela seja substituída pela Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), que tem maior abrangência. Enquanto a PME reúne dados de seis regiões metropolitanas, a Pnad Contínua traz o cenário do emprego em 3,5 mil municípios.

Os primeiros dados da nova pesquisa mostraram taxas de desemprego mais elevadas que as da PME: no fim de 2013, o levantamento da PME mostrou taxa de 4,3%, enquanto a Pnad apontou desemprego de 6,2%.

A nova pesquisa, no entanto, vem sendo questionada, e o IBGE chegou a anunciar a suspensão de sua divulgação, mas voltou atrás na decisão. Segundo o instituto, a suspensão foi motivada por questionamentos feitos por parlamentares e tem como objetivo fazer uma revisão na metodologia de coleta e cálculo da renda domiciliar per capita (por pessoa). O instituto explica que o cálculo atual prevê margens de erro diferentes para a pesquisa entre os estados, o que prejudica a comparação dos resultados.

Segundo o IBGE, as estimativas de renda domiciliar per capita são um dos itens considerados na distribuição de recursos aos estados por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE), do governo federal. De acordo com a legislação, estados com renda per capita mais elevada podem receber fatias menores de repasses do FPE.


terça-feira, 13 de maio de 2014

Operadora lança cartões de orelhão colecionáveis para a Copa

São cinco modelos com imagens do Fuleco e com curiosidades.
Operadora, que é patrocinadora do Mundial, produziu 200 mil cartões.

A Oi lançou hoje terça feira13/5 cinco cartões de orelhão colecionáveis com temas relacionados à Copa do Mundo. São dois modelos com imagens do Fuleco, o mascote da Copa, e outros três com curiosidades sobre o Mundial. Foram produzidos 200 mil cartões, que serão distribuídos em todo o Brasil, exceto São Paulo, que fica fora da área de atuação da Oi. A operadora é patrocinadora oficial do Mundial da Fifa.

Os cartões que contam a história da Copa trazem essas curiosidades: o jogo com maior público foi o Brasil x Uruguai de 1950, com 199.854 torcedores no estádio; os maiores vencedores são Brasil, com cinco taças; Itália, com quatro; e Alemanha com três; em 19 edições da Copa do Mundo foram 772 partidas com 2.208 vezes.

Segundo a Oi, séries temáticas atraem a atenção dos colecionadores de cartões de orelhão – os telecartofilistas. Em sites de comércio eletrônico, colecionadores chegam a anunciar cartões por R$ 1 mil e coleções completas por mais de R$ 20 mil, de acordo com a Oi.


segunda-feira, 12 de maio de 2014

Crédito caro e inflação prejudicaram vendas do Dia das Mães, diz Serasa

Vendas cresceram 2,9% em relação ao 2013.

Na cidade de São Paulo, crescimento do varejo seguiu ritmo nacional.

As vendas realizadas na semana do Dia das Mães cresceram 2,9% em relação à semana da mesma data de 2013, segundo pesquisa realizada pela Serasa Experian. O crescimento foi pouco mais da metade do registrado no ano passado, de 5,3%.

De acordo com a Serasa, o movimento fraco foi resultado do crédito mais elevado, que afeta as vendas a prazo, e a aceleração da inflação, que impacta diretamente o bolso dos consumidores e os deixa mais cautelosos na hora de comprar os presentes para as mães.

Na cidade de São Paulo, as vendas acompanharam o ritmo nacional. Na semana do Dia das Mães, houve alta de 2,7% nas vendas na comparação com o mesmo período de 2013.


quarta-feira, 7 de maio de 2014

OCDE reduz previsão de crescimento do Brasil em 2014 de 2,2% para 1,8%

Economia segue trajetória de crescimento moderado e alta inflação, afirma.
Política monetária apertada, menor demanda externa e eleição pesam, diz.

A Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu a projeção de crescimento da economia brasileira neste ano para 1,8%, ante estimativa de 2,2% em novembro do ano passado, segundo o relatório "Perspectivas Econômicas", divulgado ontem 6/5..

Para a OCDE, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil crescerá 2,2% em 2015, também abaixo da previsão feita há seis meses, de 2,5%.

"A economia do país segue em trajetória de crescimento econômico moderado e alta inflação", diz a OCDE. O relatório destaca que a inflação no Brasil segue bastante acima do centro da meta do Banco Central (BC), que é de 4,5% – a expectativa de inflação do mercado financeiro para este ano, por exemplo, continuou estável em 6,5%, no limite da meta de inflação, de acordo com o mais recente boletim Focus, do BC, publicado na segunda-feira (5/5).

"Uma política monetária mais apertada, uma demanda externa menos intensa e incertezas políticas por conta das eleições presidenciais de outubro devem pesar na atividade econômica", aponta a OCDE.

A projeção da organização é a mesma feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que no início de abril disse, por meio do relatório "World Economic Outlook", que a economia brasileira está perdendo fôlego e deve crescer 1,8% em 2014, menos que no ano passado, quando teve alta de 2,3%. Essa foi a quarta vez consecutiva que o FMI cortou a previsão de crescimento do PIB do país.

A estimativa dos economistas do mercado financeiro para o PIB de 2014 é mais conservadora, e recuou de 1,65% para 1,63% na última semana. O crescimento do PIB do Brasil estimado no orçamento federal é de 2,5%. O Banco Central, por sua vez, divulgou previsão de alta de 2% em abril.

Economias avançadas

No relatório, a OCDE reduziu também a perspectiva para a expansão global, segundo informou a agência de notícias Reuters. A organização estimou que a economia mundial deve crescer 3,4% este ano, em comparação aos 3,6% previstos em novembro de 2013. Em 2015, deve acelerar para 3,9%.

Além disso, a OCDE avalia que as economias avançadas terão cada vez mais que conduzir a recuperação, uma vez que os países em desenvolvimento que cresciam de forma rápida agora estão perdendo fôlego.

"Ainda não saímos da fase crítica, porque o que estamos vendo são números melhores, mas os riscos existem", disse à Reuters o secretário-geral da OCDE, Angel Gurria. "Crescimento baixo ainda existe, números muito altos de desemprego também", completou.


terça-feira, 6 de maio de 2014

Dólar fecha em alta por preocupação com crescimento da China

Moeda norte-americana subiu 1,24%, para R$ 2,2468.
Intervenção do BC para diminuir valor da moeda caiu pela metade.

O dólar fechou em alta em relação ao real nesta segunda-feira (5/5), influenciado por preocupações com o crescimento econômico da China e as turbulências em torno da Ucrânia – que fazem com que investidores procurem o dólar como investimento. Por outro lado, o Banco Central brasileiro diminuiu a intervenção no câmbio pela metade e deixou de fazer pressão para desvalorizar a moeda americana.

A moeda norte-americana subiu 1,24%, para R$ 2,2468.

No mês de maio, a cotação tem alta acumulada em 0,75%, mas no ano há queda de 4,7%.

Na primeira metade do pregão, a entrada de dólar no país limitou a alta da moeda, mas no início da tarde a divisa dos EUA passou a subir mais. "Houve algumas entradas importantes, que poderiam até fazer o dólar cair, mas a cena externa, com Ucrânia e China, e a rolagem menor do BC estão sustentando o dólar", resumiu à Reuters o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues, que acredita que o dólar deve continuar oscilando entre R$ 2,20 e R$ 2,25 no curto prazo.

Intervenção menor do BC

Na sexta-feira, o BC anunciou que iniciaria nesta segunda a rolagem dos swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares, com vencimento em 2 de junho, mas reduziu pela metade a oferta de contratos em relação às rolagens anteriores. Quanto mais moeda dos EUA o BC coloca no mercado, menor tende a ser seu valor.

Nesta segunda, a autoridade monetária vendeu a oferta integral de 5 mil swaps no leilão, equivalentes a cerca de 2,5% do lote total, que corresponde a US$ 9,653 bilhões.

"A redução da oferta mostra que o BC está confortável com o dólar nesses patamares", afirmou à agência o superintendente de câmbio da corretora Advanced, Reginaldo Siaca. A interpretação é que o nível atual do câmbio ajuda no combate à inflação e, ao mesmo tempo, não prejudica a indústria.

Em relação às atuações diárias, a autoridade monetária continuou vendendo a oferta total de até 4 mil swaps. Pela manhã, colocou 500 contratos para 1º de dezembro deste ano e 3,5 mil para 2 de março do próximo, com volume equivalente a US$ 198,4 milhões.

China e Ucrânia

Na área internacional, as preocupações com a China, segunda maior economia do mundo, ganharam novo fôlego nesta segunda depois que o Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) mostrou que a atividade industrial do país diminuiu pelo quarto mês seguido, alimentando a cautela nos mercados globais.

A tensão na Ucrânia também afetou o mercado. O ministro do Interior ucraniano, Arsen Avakov, disse ter destacado uma nova unidade de operações especiais para a cidade portuária de Odessa, após uma "ultrajante" falha da polícia local em conter separatistas pró-Rússia durante um fim de semana em que a violência deixou dezenas de mortos.

"O cenário externo continua pesando sobre o ânimo dos mercados. É um fator que empurra o dólar para cima", afirmou o operador de uma corretora nacional à Reuters.


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Balança comercial registra superávit de US$ 506 milhões em abril

Resultado foi um pouco melhor do que o registrado em março.
No acumulado do ano, entretanto, há déficit de US$ 5,56 bilhões.

A balança comercial brasileira registrou superávit (exportações maiores do que importações) de US$ 506 milhões em abril, o segundo mês consecutivo de saldo positivo, informou nesta sexta-feira (2) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

No mês de abril, as vendas para o exterior alcançaram a cifra de US$ 19,724 bilhões e as importações totalizaram US$ 19,218 bilhões.

O resultado veio acima do esperado pela mediana dos especialistas consultados pela Reuters, com projeção de superávit de US$ 250 milhões.

O saldo ainda reflete importações em nível elevado, e uma lenta recuperação nas exportações mesmo diante de um câmbio mais favorável à competitividade dos produtos brasileiros no mercado externo.

Em abril de 2013, o país registrou déficit comercial de US$ 989 milhões. O resultado de abril deste ano também foi um pouco melhor que o de março, quando a balança comercial registrou um superávit de US$ 112 milhões - o pior resultado, para meses de março, desde 2001.

De acordo com o governo, a média diária de exportação em abril, de US$ 986,2 milhões, ficou 6,3% acima que a de março, representando a segunda melhor média diária para meses de abril, sendo superada apenas por abril/2011 (US$ 1,062 bilhão).

Já as importações registraram alta de 4,2% na comparação com o mês anterior.

Segundo o secretário de Comércio Exterior da pasta, Daniel Godinho, o resultado de abril foi influenciado pelas vendas de produtos básicos por causa do início dos embarques de soja da safra de 2014.

Acumulado no ano

No acumulado do ano, entretanto, a balança comercial ainda registra um déficit (importações maiores do que vendas externas) de US$ 5,56 bilhões. Em igual período do ano passado, o saldo ficou deficitário em US$ 6,145 bilhões.

As exportações somaram US$ 69,312 bilhões nos quatro primeiros meses do ano. Sobre igual período de 2013, as vendas para o exterior caíram 1,8%, pela média diária. As importações somaram US$ 74,878 bilhões, com queda de 2,3% sobre o mesmo período anterior, pela média diária.

A expectativa do mercado financeiro para este ano, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras, é de pequena melhora do saldo comercial. A previsão dos analistas dos bancos é de um superávit de US$ 3,02 bilhões nas transações comerciais do país com o exterior.

Destaques de abril

No mês, as exportações de produtos básicos (US$ 10,608 bilhões) registraram valor recorde para meses de abril; enquanto os semimanufaturados e manufaturados alcançaram valores de US$ 2,145 bilhões e US$ 6,470 bilhões, respectivamente.

No grupo dos básicos cresceram principalmente: petróleo em bruto (+75,6%, para US$ 1,1 bilhão), carne suína (+36,8%, para US$ 109 milhões), farelo de soja (+29,2%, para US$ 709 milhões), café em grão (+27,3%, para US$ 501 milhões), soja em grão (+19,8%, para US$ 4,1 bilhões) e carne bovina (+6,5%, para US$ 423 milhões).

Os cinco principais compradores foram: 1º) China (US$ 4,487 bilhões), 2º) Estados Unidos  (US$ 2,429 bilhões),  3º) Argentina (US$ 1,284 bilhão), 4º) Países Baixos (US$ 1,260 bilhão) e 5º) Chile (US$ 649 milhões).

Nas importações, caíram as compras de combustíveis e lubrificantes (-11,7%), bens de consumo (-1,8%) e matérias-primas e intermediários (-1,0%), enquanto cresceram as compras de bens de capital (+3,9 %).

"No grupo dos combustíveis e lubrificantes, a retração ocorreu principalmente pela queda
dos preços e das quantidades embarcadas de óleos combustíveis, naftas, gasolina e petróleo", informou o Mdic.

No segmento bens de consumo, as principais quedas foram de de produtos farmacêuticos, automóveis de passageiros, motocicletas e outros ciclos, produtos de toucador e produtos alimentícios.

No segmento de matérias-primas e intermediários, recuaram as importações de insumos para agricultura, acessórios de equipamentos de transporte, produtos minerais e produtos
agropecuários não alimentícios.

Com relação a bens de capital, cresceram os seguintes itens: partes e peças para bens de capital para indústria, máquinas e aparelhos de escritório e serviço científico, acessórios de maquinaria industrial e maquinaria industrial;

Os cinco principais fornecedores foram: 1º) Estados Unidos (US$ 2,928 bilhões), 2º) China (US$2,915 bilhões), 3º) Argentina (US$ 1,264 bilhão), Alemanha (US$1,222 bilhão) e 5º) Coreia do Sul( US$ 814milhões).