quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Após dólar superar R$ 2,40, BC intensifica intervenção no câmbio

Instituição informou que aumentará compras de dólar no mercado futuro.
Alta do dólar dificulta controle da inflação pois encarece importados.

Após o dólar romper a barreira dos R$ 2,40 hoje dia 23/9 pela primeira vez desde fevereiro deste ano, o Banco Central informou que aumentará sua intervenção no câmbio por meio da oferta de contratos de "swap cambial" - instrumentos que funcionam como venda de moeda norte-americana no mercado futuro, o que tem influência no preço do dólar a vista.

A autoridade monetária informou na noite desta terça que passará a ofertar, ao todo, 15 mil contratos de "swap cambial", o que representa um aumento frente ao patamar anterior, que era de 6 mil contratos. Com isso, a instituição estará "rolando", ou seja, emitindo novos contratos em substituição aos que estão vencendo, no ritmo de 100%. Até o momento, somente 70% dos contratos vinham sendo "rolados".

O mercado financeiro acredita que este ritmo será mantido nos próximos vencimentos. Com isso, ao invés de rolar 70% dos US$ 6,6 bilhões em contratos de "swap cambial" que vencem no início de outubro, esse patamar passará para 100% dos vencimentos. Ao todo, serão US$ 2 bilhões a mais de contratos no mercado -  o que tende a contribuir para impedir uma alta maior do dólar no mercado a vista.


A alta da moeda norte-americana é prejudicial para o controle da inflação no Brasil, missão institucional do Banco Central, uma vez que os produtos importados ficam mais caros, assim como os insumos - contribuindo para aumentar as pressões inflacionárias na economia brasileira.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

No maior IPO da história, ação do Alibaba sobe 40% nas primeiras horas

Grupo chinês de internet estreia na bolsa dos EUA com recorde.
Ações foram lançadas a US$ 68 e chegaram perto de US$ 100 nesta tarde.

O gigante chinês de comércio eletrônico Alibaba estreia na bolsa de Nova York nesta sexta-feira (19/9) com recorde. As ações partiram de US$ 68, o que já posiciona esse lançamento como o maior da história no país, com expectativa de arrecadar, no mínimo, US$ 21,8 bilhões, mas os papéis subiram mais de 40% desde que começaram a ser negociados, neste manhã, chegando a se aproximar dos US$ 100.

"É o maior IPO do mundo e foi bom. Considerando a economia dos Estados Unidos e desse setor, foi uma boa estreia", disse o diretor-sócio da Global Financial Advisor. IPO é a é a sigla em inglês para oferta pública inicial, que equivale à abertura de capital de uma empresa.

Hoje dia 19/9 às 12h57, as ações do Alibaba subiam mais de 40% a US$ 95,4 na NYSE. Esse preço deverá fazer o grupo chinês alcançar um valor de mercado estimado em mais de US$ 230 bilhões - colocando-o acima dos rivais Amazon e eBay. Antes, o valor de mercado estimado era de US$ 167,6 bilhões, considerando o preço inicial de US$ 68 por ação.

O maior IPO no mundo, até então, foi o do Banco da Agricultura da China, que obteve US$ 21,1 bilhões em 2010. Nos EUA, o recorde era da Visa, de US$ 17,8 bilhões, em 2008.

"Este é o maior IPO que o mundo já viu, então há um clima de comemoração no chão, quer você goste ou não", disse à Reuters Benedict Willis, diretor de operações de uma corretora americana, enquanto acompanhava a estreia do Alibaba, na Nyse.


"Eu os colocaria (Alibaba) em uma classe de Facebook e Google, pela escala que têm, além de perspectivas de crescimento e rentabilidade", disse Scot Wingo, presidente da fornecedora de software de e-commerce ChannelAdvisor.

Os investidores, interessados no rápido crescimento da China e na evolução do setor de internet, têm clamado por ações da companhia desde que executivos do alto escalão do Alibaba, incluindo Jack Ma, iniciaram as apresentações na semana passada.

Acionista cai

As ações do Yahoo!, segundo acionista do Alibaba, sofreram uma queda de mais de 5% em Wall Street, menos de uma hora depois da entrada do grupo chinês de comércio on-line na Bolsa, segundo a Frannce Presse.

Até as 13h50, a ação do Yahoo!, que durante a manhã era cotada em alta, recuou 5,5%, a US$ 39,77 dólares, com os temores de alguns investidores de uma queda nos juros dos papéis do Yahoo!, depois da aguardada chegada do Alibaba ao mercado.

O Yahoo irá colocar parte das ações que possui do grupo chinês à venda. Já o primeiro acionista do Alibaba, o Softbank, não irá vender os papéis que possui da empresa da China, permanecendo com seus 32%.

O que é o Alibaba

O Alibaba é uma empresa chinesa de internet que ganhou fama com o comércio virtual, mas também atua em outros negócios, como pagamento online.

Com sede na China  e atuação em outros países, ela faz frente a gigantes como Amazon e eBay. Entre seus sites, o mais conhecido no Brasil é a loja virtual AliExpress.

Nos 15 anos desde que o então professor de inglês Jack Ma fundou a empresa, em seu apartamento de um quarto, o Alibaba tornou-se responsável por quatro quintos de todo o comércio online realizado na China, a segunda maior economia do mundo. A empresa também se ramificou em áreas como pagamentos eletrônicos e investimento financeiro.


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Desigualdade aumenta e volta ao patamar de 2011, afirma Pnad

Região Nordeste apresentou o maior nível de renda desigual.
Concentração teve leve alta ao se considerar todas as rendas.

O Índice de Gini, que mede a distribuição da renda, passou de 0,496 em 2012 para 0,498 em 2013. Embora a variação seja pequena, o índice voltou para o mesmo patamar de 2011, interrompendo uma trajetória de queda desde 2001.

A informação é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada na manhã desta quinta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse índice é uma medida do grau de concentração de uma distribuição, cujo valor varia de zero (a perfeita igualdade) até um (a desigualdade máxima).

A Região Nordeste apresentou o maior nível de desigualdade na distribuição do rendimento do trabalho (0,523). No Piauí, foi registrado o pior resultado do país: 0,566.

“Se observou que de 2013 para 2012 teve aumento do rendimento e certa estabilidade do Índice de Gini. E viu que as variações maiores se deram nos rendimentos mais elevados", afirma Maria Lucia Vieira, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento (Coren), do IBGE.

Em 2013, os 10% mais pobres receberam, em média, R$ 235 por mês, valor 3,5% superior ao registrado no ano anterior. Por outro lado, os 10% mais ricos concentraram 41,2% do total de rendimento de trabalho – eles ganharam, em média, R$ 6. 930, valor 6,4% maior do que em 2012.

De maneira geral, a renda dos trabalhadores subiu 5,7% de um ano para o outro, chegando a 1.681 por mês.

Todas as fontes de renda

Considerando os rendimentos de todas as fontes (incluindo, além da renda do trabalho, outras como patrimônios e investimentos), o Índice de Gini caiu continuamente, mas em patamares diferentes: ficou estável em 2001 e 2002 – 0,569; diminuiu para 0,504 em 2012; mas, no ano passado, também voltou ao patamar de 2011, de 0,505.

O Índice de Gini de todas as fontes em 2013 foi menor na Região Sul (0,463), onde Santa Catarina foi o destaque nacional (0,438). A região que apontou a maior desigualdade, nesse caso, foi a Centro-Oeste (0,519). Este índice foi puxado pelo resultado do Distrito Federal (0,570), que apresentou a maior concentração de renda do país.

"O que pudemos observar é que de rendimento do trabalho, o Nordeste tem o Gini mais elevado quando olhamos de ‘todas as fontes', passa a ser a Centro-Oeste”, diz Maria Lucia Vieira.

'Estabilidade'

A presidente do IBGE, Wasmalia Bivar, diz que a concentração de renda ainda é alta, mas há uma tendência da estabilidade da desigualdade. "Tendência de queda não existe, porque ele [o Índice de Gini] cresceu ligeiramente do trabalho enquanto que de outras fontes se manteve constante. Se você for olhar a série, vai ver que a série vinha reduzindo o Gini. Ele ultrapassou uma fronteira importante que foi do 0,5, abaixo do 0,5 no caso do trabalho, e ainda se mantém, mas ele mostra uma certa instabilidade”.

Segundo Wasmalia Bivar, a estabilidade da concentração de renda é "historicamente importante" para um país como o Brasil. "Nenhum país, acho, fez essa transição tão rapidamente. Encontrar agora uma estabilidade quer dizer que de algum modo você obteve bastante ganho com as políticas que foram adotadas. [...] Mas chega uma hora em que realmente você precisa diversificar as suas políticas, pensar em outras políticas, focadas na distribuição de renda."

Para que o índice mude, explica a presidente do IBGE, é preciso que os mais pobres, os que estão na base da pirâmide, tenham aumentos de renda numa velocidade maior do que quem está no topo.

Mulheres e homens

O Índice de Gini também indicou que a distribuição de renda foi mais desigual entre os homens (0,503) do que entre as mulheres (0,477).

O maior nível de concentração da renda entre homens ocupados foi observado no Piauí (0,572), e o menor nível, no Amapá (0,432).

Entre as mulheres ocupadas, o maior nível de desigualdade no rendimento foi encontrado no Maranhão (0,564), e o menor nível, em Santa Catarina (0,381).


terça-feira, 2 de setembro de 2014

Venda de carros cai 7,4% em agosto, diz Fenabrave

Foram comercializadas 272.495 unidades no mês, contra 294.778 em julho.
Na comparação com 2013, queda é ainda maior, de 17,12%

As vendas de automóveis e comerciais leves no Brasil caíram 7,38% em agosto, na comparação com o mês de julho, afirmou a FENABRAVE (federação nacional dos concessionários) nesta terça-feira (2/9). Ao todo, foram vendidos 259.152 carros, contra 279.805 no mês de julho. Considerando também ônibus e caminhões, a soma em agosto chega a 272.795, uma queda de 7,56% sobre o montante de veículos vendido em julho.

Na comparação com agosto de 2013, as vendas de carros caíram 17,12%. No mesmo período do ano passado, foram vendidas 279.805 unidades.

Incluindo caminhões e ônibus, as vendas de veículos recuaram 17,22% nessa comparação anual.

Surpresa

O presidente da Fenabrave, Flavio Meneghetti, afirmou que a queda nas vendas em agosto foi contra as previsões. "Fomos surpreendidos com um mês de agosto pior do que o de julho, que foi mês de Copa do Mundo e cheio de feriados", afirmou.
O executivo vê um ambiente pessimista para consumidor, principalmente pelas informações econômicas, e a dificuldade de acesso ao crédito como as principais causas da contração no número de emplacamentos.