quinta-feira, 28 de maio de 2015


Balança Comercial registra superávit de US$ 296 milhões na terceira semana de maio
O saldo da balança comercial da terceira semana de maio de 2015, com cinco dias úteis, registrou superávit de US$ 296 milhões, resultado de exportações de US$ 4,143 bilhões e de importações de US$ 3,847 bilhões. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). (http://www.desenvolvimento.gov.br)
No período, as exportações apresentaram média diária de US$ 828,6 milhões, resultado 4,8% abaixo da média de US$ 870 milhões registrada até a segunda semana do mês, em razão da queda na exportação de semimanufaturados (-26,2%) - especialmente açúcar em bruto, celulose, couro e peles, ferro-ligas, semimanufaturados de ferro/aço, ouro em forma semimanufaturada -, e de básicos (-3,9%) - principalmente petróleo em bruto, minério de ferro, carne de frango e bovina e fumo em folhas. Por outro lado, houve alta nas vendas de manufaturados (2,4%), com destaque para aviões, automóveis, óxidos e hidróxidos de alumínio, motores e geradores, suco de laranja não congelado e hidrocarbonetos.
Já as importações registraram média diária de US$ 769,4 milhões na terceira semana de maio de 2015, um resultado 9,2% acima da média registrada até a segunda semana do mês (US$ 704,8 milhões). O resultado é consequência da alta nas compras de equipamentos mecânicos, aparelhos eletroeletrônicos, veículos automóveis e partes, farmacêuticos e plásticos e obras.
Mês

No acumulado do mês de maio (15 dias úteis), as exportações somam US$ 12,843 bilhões e as importações, US$ 10,895 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,948 bilhão. A média diária das exportações até a terceira semana de maio foi de US$ 856,2 milhões, 13% acima da média diária registrada em abril deste ano, especialmente em virtude do aumento nas vendas das três categorias de produtos: básicos (18,1%), semimanufaturados (15,7%) e manufaturados (6,7%). No comparativo com maio de 2014 (US$ 988,2 milhões), o resultado é uma queda de 13,4%, em razão da redução nos produtos básicos (-17,8%), principalmente minério de ferro, carne bovina, de frango e suína, farelo de soja, café em grão e soja em grão; manufaturados (-7,6%), puxado por bombas e compressores, óleos combustíveis, máquinas para terraplanagem, motores e geradores, aviões, óxidos e hidróxidos de alumínio, e automóveis e autopeças; e semimanufaturados (-4,8%), por contas nas quedas de celulose, couros e peles, ferro-ligas e óleo de soja em bruto.
 
As importações brasileiras no mês acumulam desempenho médio diário de US$ 726,3 milhões, valor 0,9% abaixo da média diária registrada em abril de 2015 (US$ 733,3 milhões). Nesse comparativo, houve redução das compras de siderúrgicos (-24,4%), equipamentos mecânicos (-13,5%), veículos automóveis e partes (-12,3%), plásticos e obras (-8,8%), instrumentos de ótica e precisão (-7,2%) e aparelhos eletrônicos (-2,6%). No comparativo com maio de 2014 (US$ 954,3 milhões), as importações caíram 23,9% por conta da queda de gastos com combustíveis e lubrificantes (-42%), adubos e fertilizantes (-40,7%), siderúrgicos (-30,9%), veículos automóveis e partes (-30,3%), equipamentos mecânicos (-20,5%) e instrumentos de ótica/precisão (-27,8%).
Ano

Até a terceira semana de maio, as exportações totalizaram US$ 70,774 bilhões e as importações, US$ 73,892 bilhões, gerando um saldo negativo de US$ 3,118 bilhões. As exportações acumularam média diária de US$ 737,2 milhões, uma queda de 15,9% em relação à média diária de US$ 877,1 milhões registrada no mesmo período do ano passado. As importações apresentaram média diária de US$ 769,7 milhões, desempenho 17,2% abaixo do registrado no mesmo período de 2014, quando a média diária das importações foi de US$ 929,1 milhões. No ano, a corrente de comércio soma US$ 144,666 bilhões, com desempenho médio diário de US$ 1,506 bilhão. O valor é 16,6% menor que o verificado em 2014 (US$ 1,806 bilhão).
 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Pela 5ª semana seguida, mercado eleva estimativa de inflação de 2015

Entretanto, pela 2ª semana seguida, previsão para IPCA de 2016 recuou.

Expectativa dos analistas de retração do PIB deste ano seguiu em 1,2%.


Os economistas do mercado financeiro subiram, pela quinta semana consecutiva, sua estimativa de inflação para este ano, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – que passou de 8,29% para 8,31%.

O levantamento foi feito pelo Banco Central na semana passada com mais de 100 instituições financeiras, e divulgado hoje dia 18/5 por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus.

Para 2016, porém, a previsão dos economistas para o IPCA recuou de 5,51% para 5,50% na última semana. Foi a segunda queda seguida deste indicador. Se confirmada, a previsão do mercado para a inflação de 2015 (de 8,31%) atingirá o maior patamar desde 2003, quando ficou em 9,3%.

A expectativa oficial do governo para a inflação deste ano, divulgada recentemente por meio do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias, está em 8,2%. A equipe econômica informou, na ocasião, que está utilizando as previsões do mercado financeiro em seus documentos.

Segundo economistas, a alta do dólar e dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressiona os preços em 2015. Além disso, a inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, segue elevada.

Produto Interno Bruto

Para o comportamento do PIB neste ano, os economistas do mercado financeiro mantiveram sua previsão, na semana passada, para uma retração de 1,20%. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Para 2016, o mercado manteve sua previsão de alta do PIB em 1%.

No fim de março, o IBGE informou que a economia brasileira cresceu 0,1% em 2014. Em valores correntes (em reais), a soma das riquezas produzidas no ano passado chegou a R$ 5,52 trilhões, e o PIB per capita (por pessoa) caiu a R$ 27.229. Esse é o pior resultado desde 2009, ano da crise internacional, quando a economia recuou 0,2%.

Taxa de juros

Após o Banco Central ter subido os juros para 13,25% ao ano no fim de abril, o maior patamar em seis anos, o mercado manteve em 13,50% sua previsão para a taxa básica da economia no fim do ano – o que pressupõe novo aumento da Selic em 2015. A aposta dos economistas é de que este aumento virá em junho, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.

Câmbio, balança e investimentos

Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 permaneceu em R$ 3,20 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 3,30 por dólar.

A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 permaneceu inalterada em US$ 3 bilhões de resultado positivo. Para 2016, a previsão de superávit caiu de US$ 10 bilhões para US$ 9,45 bilhões.


Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil subiu de US$ 59 bilhões para US$ 61 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte permaneceu avançou de US$ 60 bilhões para US$ 64 bilhões.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

E aumenta a inadimplência

Quatro em dez brasileiros estavam inadimplentes em abril, um contingente de 55,3 milhões de pessoas, segundo estimativas divulgadas pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) ontem terça feira 12/05

Marcela Kawauti - SPC
De Acordo com Marcela Kawauti do SPC, “Quando a gente vê um ano como 2015, quando as coisas estão indo devagar, acaba tendo aumento da inadimplência"

Em abril, o número de consumidores inadimplentes avançou 3,77% contra o mesmo mês do ano passado, o equivalente a 600 mil novos devedores. O número total de inadimplentes, de 55,3 milhões, equivale a 38% da população entre 18 e 95 anos. Os cálculos incluem todos os tipos de dívida em atraso, e não somente com o comércio varejista.

"Você tem mais do que o ajuste fiscal [aumento de impostos e corte de gastos, como investimentos] afetando a inadimplência. Existe a falta de cultura de planejamento. O brasileiro muitas vezes se rende ao financiamento fácil para fazer alguma compra. A gente sempre indica que prefira pagamento à vista. Quando as coisas estão indo bem, [o efeito] não é tão evidente na inadimplência. Mas quando a gente vê um ano como 2015, quando as coisas estão indo devagar, acaba tendo aumento da inadimplência", avaliou a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Dívidas em atraso

Já o indicador de dívidas em atraso, e não de pessoas inadimplentes, subiu 2,83% de março
para abril, a maior alta para o último mês desde o início da série histórica, em 2010. Na comparação com abril do ano passado, houve um aumento de 5,02% - o que mostra aceleração, uma vez que em março o aumento havia sido de 3,46%.

Segundo o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a alta da inadimplência, além da falta de planejamento do brasileiro, também é reflexo do cenário macroeconômico, com desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) e aumento do desemprego. "Também temos algumas medidas do ajuste fiscal que estão em curso, parte aprovada pelo Congresso Nacional", observou ele.

Em março, cada consumidor registrado nas bases de dados do SPC Brasil tinha, em média, 2,08 dívidas em atraso, número que avançou para 2,11 dívidas atrasadas em abril. Este é o maior patamar para o número médio de dívidas em atraso desde setembro de 2012.

Comunicação lidera segmento com dívidas em atraso

De acordo com a CNDL e o SPC Brasil, o segmento de comunicação lidera o número de pendências. Em abril, houve uma alta de 12,10% na inadimplência deste setor.

A segunda maior variação, que vinha sendo ocupada por dívidas em atraso com água e luz, foi substituída pelo setor bancário no mês passado. Em abril, as dívidas em atraso com bancos representaram 7,5% do total, e com o setor de água e luz 5,02%. As dívidas com o comércio recuaram 0,32% no mês passado.

Os números da CNDL e do SPC Brasil mostram ainda que o setor de bancos lidera o estoque de dívidas em atraso, com 48,4% do volume total dos débitos inadimplentes, seguido pelo comércio, com 20,10% do total.

"A gente já percebe em pesquisa que o instrumento que mais leva o consumidor a inadimplência são cartão de crédito e cheque especial. Se ficou inadimplente, tente resolver essa dívida assim que possível. A dívida cresce muito rápido. Nem que isso exija algum tipo de negociação, proposta” avaliou Kawauti, do SPC Brasil. Números do BC indicam que os juros do cheque especial e do cartão de crédito estão entre os maiores do mercado.


Fonte: G1

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Mercado estima inflação mais alta e retração maior do PIB em 2015

Previsão do mercado para o IPCA de 2015 avançou de 8,26% para 8,29%.
Estimativa de encolhimento do PIB deste ano passou de 1,18% para 1,20%.

As previsões do mercado financeiro para a inflação e para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano voltaram a piorar, segundo o relatório de mercado divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (11/5). O documento é fruto de pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras na semana passada.

A expectativa dos economistas é que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique em 8,29% neste ano – na semana anterior, a taxa esperada era de 8,26% para 2015. Foi a quarta alta seguida deste indicador.

PREVISÃO PARA IPCA EM 2015

Para 2016, porém, a previsão dos economistas para o IPCA recuou de 5,6% para 5,51% na última semana.

Se confirmada, a previsão do mercado para a inflação de 2015 (de 8,29%) atingirá o maior patamar desde 2003, quando ficou em 9,3%.

A expectativa oficial do governo para a inflação deste ano, divulgada recentemente por meio do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias, está em 8,2%. A equipe econômica informou, na ocasião, que está utilizando as previsões do mercado financeiro em seus documentos.

Segundo economistas, a alta do dólar e dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressiona os preços em 2015. Além disso, a inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, segue elevada.

Produto Interno Bruto

Para o comportamento do PIB neste ano, os economistas do mercado financeiro baixaram sua previsão, na semana passada, para uma retração de 1,20%, contra a estimativa anterior de uma queda de 1,18% em 2015. Foi a quarta semana de piora deste indicador. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Para 2016, o mercado manteve sua previsão de alta do PIB em 1%.

No fim de março, o IBGE informou que a economia brasileira cresceu 0,1% em 2014. Em valores correntes (em reais), a soma das riquezas produzidas no ano passado chegou a R$ 5,52 trilhões, e o PIB per capita (por pessoa) caiu a R$ 27.229. Esse é o pior resultado desde 2009, ano da crise internacional, quando a economia recuou 0,2%.

Taxa de juros

Após o Banco Central ter subido os juros para 13,25% ao ano no fim de abril, o maior patamar em seis anos, o mercado manteve em 13,50% sua previsão para a taxa básica da economia no fim do ano – o que pressupõe novo aumento da Selic em 2015.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.

Câmbio, balança e investimentos

Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 permaneceu em R$ 3,20 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 3,30 por dólar.

A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 recuou de US$ 4,02 bilhões para US$ 3 bilhões de resultado positivo. Para 2016, a previsão de superávit subiu de US$ 9,95 bilhões para US$ 10 bilhões.

Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil subiu de US$ 57,5 bilhões para US$ 59 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte permaneceu estável em US$ 60 bilhões.


quinta-feira, 7 de maio de 2015

Desemprego ficou em 7,9% no primeiro trimestre de 2015, diz IBGE

No 4º trimestre de 2014, o índice era de 6,5% e no 1º, de 7,2%.
Região Nordeste teve a maior taxa desocupação do país, 9,6%.

A taxa de desemprego subiu nos três primeiros meses deste ano e chegou a 7,9%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No quarto trimestre de 2014, a desocupação ficou em 6,5% e nos três primeiros meses do ano passado, em 7,2%.

Enquanto a região Nordeste teve a maior taxa desocupação do país, 9,6%, a Sul registrou a menor, de 5,1% no período, abaixo da média nacional. Na análise por estados, os dois extremos ficaram com o Rio Grande do Norte, onde o desemprego atingiu 11,5% e com Santa Catarina, onde o a taxa chegou a 3,9%.

Os números fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que substitui a tradicional Pnad anual e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Pela primeira vez, o levantamento apresenta as informações detalhadas sobre o mercado de trabalho no Brasil, nas grandes regiões e nos estados.

"Um terço das 27 unidades da federação marcaram nesse primeiro trimestre de 2015 a taxa mais alta, desde o início da série [2012], na taxa marcada inteira, desde sempre. Houve elevação da taxa de desocupação de várias regiões. Você tem aumento da desocupação, que é superior, em termos proporcionais ao aumento da ocupação. Em comparação com janeiro, fevereiro e março de 2014, houve elevação mesmo. Mas quando você compara com outubro, novembro e dezembro, é natural estar mais elevado, isso é sazonal”, disse coordenador de rendimento e trabalho do IBGE, Cimar Azeredo.

De acordo com o IBGE, a população desocupada cresceu 23% em relação ao trimestre anterior e 12,6% em relação aos três primeiros meses de 2014 e chegou a 7,934 milhões de pessoas.

A Pnad apontou diferenças significativas na taxa de desocupação entre homens e mulheres. No primeiro trimestre, a taxa ficou em 6,6% para os homens e 9,6% para as mulheres.

A pesquisa mostrou também que o desemprego para quem tem ensino médio incompleto é maior entre todos os grupos, chegando a 14%. No caso de quem tem ensino superior incompleto, o índice foi de 9,1% e para aqueles com nível superior completo, atingiu 4,6%.

Rendimentos

No primeiro trimestre, o rendimento médio real (todos os ganhos recebidos no mês) de todos os trabalhos ocupadosfoi estimado em R$ 1.840 - número estável em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que substitui a tradicional Pnad anual e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), e agora traz dados detalhados do mercado de trabalho por estados e regiões, ficaram acima da média nacional os rendimentos dos trabalhadores do Sudeste (R$ 2.116), Sul (R$ 2.007) e Centro-Oeste (R$ 2.090).

Os menores rendimentos foram vistos no Maranhão (R$ 946), Piauí (R$ 1122) e Ceará (R$ 1.137) , e os maiores no Distrito Federal (R$ 3.046), em São Paulo (R$ 2.401) e em Roraima (R$ 2.146).

"Para o Brasil, a conta final ficou estável [do rendimento do trabalho]. Como a gente tem diferenças regionais fortes, os movimentos tendem a ser diferentes, mas na média final, o rendimento está estável. Mas você vai ver em algumas regiões, você tem diferença em termos de patamar de rendimento, você tem diferenças grandes”, disse Azeredo.

Carteira de trabalho

A maioria dos trabalhadores empregados no setor privado, 78,2%, tinham carteira de trabalho
assinada. O número não mudou em relação aos trimestres anteriores. Já entre as empregadas domésticas, o índice é bem menor. No primeiro trimestre, apenas 32,3% tinham carteira de trabalho assinada. No mesmo trimestre de 2014, o percentual era de 31,5%.

“Você percebe que 78% dos funcionários do setor privado, excluindo trabalhador doméstico, têm carteira de trabalho. E esse número colocado pelo doméstico se inverte, 67% não tem carteira assinada.”

Nível de ocupação

O nível da ocupação, indicador que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar, foi estimado em 56,2%. Os maiores percentuais partiram da região Sul (60,6%) e da Centro-Oeste (60,3%). O Nordeste apresentou o menor nível da ocupação (51,4%).

No Brasil, 39% das pessoas em idade de trabalhar foram classificadas como "fora da força de trabalho", ou seja, aquelas que não estavam ocupadas nem desocupadas na semana de referência da pesquisa.

A região Nordeste foi a que apresentou a maior parcela de pessoas fora da força de trabalho (43,1%). As regiões Sul (36,2%) e Centro-Oeste (34,9%) tiveram os menores percentuais.

Pesquisa mensal até 2016

O coordenador de rendimento e trabalho do IBGE, Cimar Azeredo, informou que a Pesquisa Mensal de Emprego tem data marcada para ser encerrada em janeiro de 2016. A respeito da divulgação desta quinta-feira, ele afirmou que "é um momento histórico porque está dando início ao processo de divulgação conjuntural do mercado de trabalho por UF e nunca teve".

Ele acrescentou que a Pnad anual irá a campo em 2015, para divulgação também em 2016.

A Pnad Contínua visita cerca de 3.464 municípios no trimestre. “Ou seja, cerca de 250 mil domicílios num trimestre.”


quarta-feira, 6 de maio de 2015

Com alta menor de energia, inflação da baixa renda desacelera.

Indicador acumula alta de 8,57% em 12 meses, segundo a FGV.

De março para abril, o IPC-C1 recuou de 1,64% para 0,74%.

Diante do reajuste menor da energia de março para abril, a inflação da baixa renda desacelerou, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) registrou avanço de 0,74% no mês passado, contra 1,64% em março. Com este resultado, o indicador acumula alta de 5,30%, no ano e, 8,57%, nos últimos 12 meses.

A taxa para a baixa renda ficou acima da registrada para o conjunto da população, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que atingiu 8,41%. Em abril, na comparação com março, esse indicador variou 0,61%.

Das oito classes de despesa que integram o cálculo do indicador, ficaram menores as taxas de  habitação (de 4,14% para 0,64%), alimentação (de 1,12% para 0,82%), transportes (de 0,72% para 0,18%), educação, leitura e recreação (de 0,52% para 0,22%) e despesas diversas (de 0,56% para 0,36%).

Na contramão, estão as variações de saúde e cuidados pessoais (de 0,64% para 1,80%), vestuário (de -0,27% para 0,99%) e comunicação (de -0,44% para -0,24%).

Veja o comportamento de alguns itens:

Medicamentos em geral (de 0,01% para 3,59%)
Roupas (de -0,48% para 1,32%)
Tarifa de telefone residencial (de -1,13% para -0,64%)
Tarifa de eletricidade residencial (de 21,13% para 1,26%)
Hortaliças e legumes (de 4,08% para 1,39%)
Gasolina (de 1,72% para -0,75%)
Passagem aérea (de 12,24% para -1,73%)

Serviço religioso e funerário (1,17% para 0,52%)

terça-feira, 5 de maio de 2015

Investimento na Poupança

Ela deixou de ser até mesmo uma opção para proteger seu patrimônio

Primeiro investimento da maioria absoluta dos brasileiros, a poupança é de longe a aplicação mais popular do país. Na última (e distante) atualização do Banco Central, nada menos que 125 milhões de brasileiros aplicavam na modalidade em meados de 2013 - cerca de 60%, portanto, da população.

Facilidade de aplicação, liquidez diária e isenção de Imposto de Renda são algumas das características que fazem da poupança o investimento preferido no país. O pulo do gato, no entanto, é que já há algum tempo quem opta por investir na caderneta acaba perdendo dinheiro.

Com o juro básico brasileiro (Selic) em 12,75% ao ano, tanto faz se sua caderneta de poupança é nova ou anterior à mudança no cálculo de remuneração feita pelo BC em 2012.

A conta é simples: as duas têm um rendimento de 0,5% ao mês, mais a módica variação da Taxa Referencial (calculada e divulgada diariamente pelo BC), o que deixa o retorno acumulado em um ano em pouco mais de 6%.

Isto pode parecer bom para os mais leigos, que não levam em conta o aumento da inflação. Em fevereiro, por exemplo, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 1,22%, deixando a inflação oficial do Brasil acumulada nos últimos doze meses em 7,70%.

Ou seja, o aumento dos preços no país comeu todo o rendimento da caderneta de poupança, gerando inclusive um pequeno "prejuízo" dado que ela não remunera nem a ponto de preservar o poder de compra do investidor.

Ironicamente, um dos objetivos da poupança é justamente atuar como um mecanismo de proteção contra a inflação. No entanto, diante desta inflação gigantesca, ela deixou de ser até mesmo uma opção para proteger seu patrimônio. Em outras palavras, embora fácil e prática, hoje quem coloca o dinheiro na poupança não só não ganha, como também perde

Foque nas alternativas

 

Há investimentos de risco tão baixo quanto a poupança com remuneração muito superior. E o que é melhor: também com liquidez diária.

Nesse nosso universo do maior juro real do mundo, a briga do investidor tem que ser voltada para a conquista de algo próximo da rentabilidade do CDI (leia-se Selic).

Referência de aplicação conservadora, são títulos de emissão das instituições financeiras, que lastreiam as operações do mercado interbancário. Suas características são idênticas às de um CDB, mas sua negociação é restrita ao mercado interbancário.

Portanto, são, grosso modo, o juro que o banco consegue.

Mas como você pega o CDI?

Exemplos clássicos são fundos DI de seu próprio banco, que rendem cerca de 90% do CDI, hoje em torno de 12,75% ao ano. Ou seja, um rendimento de 11,47% ao ano. Descontando daí o Imposto de Renda máximo de 22,5%, falaríamos de um retorno anual de 8,89% muito superior aos 6% da poupança, praticamente sem risco.

Se o investidor tiver acesso a fundos de corretoras ou bancos de investimento, pode conseguir até 95% com alguma facilidade. Nesse caso, o retorno final seria de 9,38% ao ano, apenas reforçando o argumento.

A maior parte dos investidores até sabe disso, mas, por conservadorismo, acaba deixando ao menos uma pequena parcela de seu patrimônio na caderneta de poupança, como uma espécie de colchão de liquidez.

O recado principal aqui é que nem isso se faz necessário. Há fundos DI pagando 90%/ 95% do CDI com liquidez diária. Ou seja, você pode acessar seu dinheiro no mesmo dia em que precisar.

A alternativa aos fundos de DI (e à poupança, evidentemente) é a compra de títulos públicos negociados via Tesouro Direto, com baixo risco e um retorno também elevado. Isso pode ser feito através do site www.tesourodireto.gov.br.

Nossos títulos favoritos para o momento são LFTs e NTN-Bs.



Lucro do Itaú Unibanco cresce para R$ 5,7 bilhões no 1º trimestre de 2015

Lucro é recorde para bancos brasileiros em primeiros trimestres.
No 1º trimestre de 2014, lucro havia sido de R$ 4,419 bilhões.

O banco Itaú Unibanco registrou lucro líquido de R$ 5,733 bilhões no primeiro trimestre deste ano, informou nesta terça-feira (5) a instituição financeira. Nos três últimos meses de 2014, o lucro havia sido de R$ 5,52 bilhões e no primeiro trimestre do ano passado, de R$ 4,419 bilhões.

O lucro no primeiro trimestre deste ano é recorde para o período levando em conta o resultado dos bancos brasileiros, segundo pesquisa da consultoria Economática.

No final  primeiro trimestre de 2015, a carteira de crédito total do banco (incluindo operações de avais, fianças e títulos privados) alcançou o saldo de R$ 578.596 milhões, com aumentos de 3,4% em relação ao quarto trimestre de 2014 e de 13,8% frente ao mesmo período do ano anterior.

 O índice de inadimplência das operações vencidas acima de 90 dias recuou 0,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e 0,5 ponto percentual frente a março de 2014.

Outros bancos


Na semana passada, o Bradesco anunciou ter encerrado o primeiro trimestre de 2015 com lucro líquido contábil de R$ 4,244 bilhões, um crescimento de 6,3% com relação ao resultado do quarto trimestre de 2014 e de 23,3% frente ao mesmo período do ano anterior.