segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Encontro do ministro Henrique Meireles com empresários em São Paulo

Mesmo com a adoção do limite dos gastos públicos já em 2017, o Brasil não reverterá o atual déficit de R$ 170 bilhões em um ou dois anos. A informação é do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que almoçou com empresários em São Paulo nesta segunda-feira.

Ao final do encontro, perguntado por jornalistas quando o Brasil voltará a ser superavitário, ele disse que “até 2019”.

Mas isso depende do PIB e da arrecadação — frisou, explicando que “o déficit de R$ 170 bilhões não foi construído de um ano para o outro, da mesma forma o superávit demanda um pouco de tempo”.

Meirelles reforçou a importância de haver a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que colocará um teto para o crescimento dos gastos públicos, e de a Previdência ser reformada para que o País volte a crescer de "forma sustentável".

O ministro participou de almoço com empresários nesta segunda-feira, na zona sul de São Paulo. Durante sua fala, ele afirmou que a expectativa é de que a PEC seja aprovada na Câmara dos Deputados até o início de novembro.

É um processo demorado se comparado ao tamanho da ansiedade. Mas, pela magnitude da reforma, estamos numa velocidade extraordinária — disse ele.

Meirelles voltou a dizer que a confiança dos empresários no País já está voltando. Segundo Meirelles, os índices de confiança são antecedentes importantes para o PIB.


O desenho das curvas da confiança e do PIB são sempre muito parecidos, com a confiança sempre vindo antes. Ou seja, se a confiança sobe, em seguida o PIB sobe — afirmou.

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