terça-feira, 13 de setembro de 2016

Vendas do comércio recuam 5,3% em julho, diz IBGE

Essa é a maior queda - nessa base de comparação - desde 2001.
Móveis, eletrodomésticos e artigos domésticos tiveram as maiores baixas.

Depois de mostrarem uma leve alta no mês anterior, as vendas do comércio varejista brasileiro voltaram a recuar em julho. Em relação a junho, a retração foi de 0,3%, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em pesquisa divulgada hoje dia 13/9.

Já em relação a julho do ano passado, o comércio recuou 5,3%. Essa é a maior queda - nessa base de comparação - desde o início da série histórica, em 2001.

No ano, o volume de vendas também apresenta resultado negativo de 6,7% e, em 12 meses, de 6,8% - mostrando também o quedo mais intenso da série considerado o período.

Em relação a julho do ano passado, as vendas do varejo foram impactadas principalmente pela queda nos ramos de móveis e eletrodomésticos (-12,4%) e de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-11,6%). Na sequência, aparecem os combustíveis e lubrificantes (-9,9%) e tecidos, vestuário e calçados (-14,2%).

Ao contrário do observado na comparação mensal, o volume de vendas do setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo recuaram 0,1%, ficando praticamente estável.

Já de junho para julho, o que mais influenciou negativamente foram as vendas de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%) e de combustíveis e lubrificantes (-0,3%). Os dois grupos têm os maiores pesos no cálculo da taxa geral do varejo.

Segundo Isabella Nunes, gerente de serviços e comércio do IBGE, juntos, os segmentos de combustível e hipermercados somam 60% do resultado do comércio. “No total geral, o patamar de vendas está muito próximo nos últimos três meses, só que esse patamar, que está estável, esse aproxima de 2012 e volta a 2012. Essa relativa estabilidade não dá para dizer que é recuperação, mas parar de cair tão intensamente como vinha”, analisou.

O consumidor brasileiro também comprou menos tecidos, vestuário e calçados (-5,8%); livros, jornais, revistas e papelaria (-1,2%); móveis e eletrodomésticos (-1,0%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,9%).

Na contramão, cresceram as vendas de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (5,9%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,7%).

Por regiões

Em julho, recuaram as vendas do comércio de 16 das 27 unidades da federação, na comparação com junho. A maior baixa partiu de Mato Grosso (-3,5%) e a menor, de Minas Gerais (-0,1%). Por outro lado, subiram as vendas em Roraima (4,0%) e no Amazonas (3,4%).


Frente ao ano passado, o varejo teve resultado negativo em quase todas as regiões. No Amapá, a queda foi de 18,9%, no Pará, de 15,5%, em São Paulo, de 3%, no Rio de Janeiro, de 5%, e Bahia, de 13,4%. Apenas Roraima  registrou alta, de 3,2%.

Fonte: G1 e IBGE
http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=3255

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