terça-feira, 31 de maio de 2016

Desemprego fica em 11,2% no trimestre encerrado em abril

É a maior taxa de desocupação desde o início da pesquisa, em 2012.
População de desempregados subiu para 11,4 milhões e bateu recorde.

O desemprego ficou em 11,2% no trimestre encerrado em abril, segundo dados divulgados hoje 31/05/2016 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa é a maior já registrada pela série histórica do indicador, que teve início em janeiro de 2012.

No trimestre anterior, de novembro de 2015 a janeiro de 2016, a desocupação havia ficado em 9,5% e, no mesmo período, de fevereiro a março de 2015, o havia atingido 8%.

A taxa de desocupação trimestral está subindo há 17 meses consecutivos em comparação ao ano anterior, segundo Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. “Para cada posto de trabalho que se perdeu, isso gerou duas procuras de trabalho em um ano”, afirmou. A Pnad entrevista 211 mil domicílios em 3.464 municípios e 15.756 setores do país.

Taxa de desemprego

A população desocupada bateu os 11,4 milhões e atingiu o maior número da série. Em relação ao trimestre encerrado em janeiro, o contingente cresceu 18,6% e frente ao mesmo trimestre de 2015, subiu 42,1%.

Se o número de desempregados aumenta, diminuiu o número de empregados. No trimestre encerrado em abril, a população ocupada somou 90,6 milhões de pessoas, indicando uma queda de 1,1% sobre o trimestre anterior e de 1,7% sobre o mesmo período do ano passado - a maior baixa da série, segundo o IBGE.

De acordo com Cimar Azeredo  perdemos 1,5 milhão de postos de trabalho e aumentou 3,4 milhões de pessoas à procura por emprego.

Dessa quantidade de pessoas que seguem empregadas, o número daqueles que estão no
Cimar Azevedo - IBGE
setor privado com carteira assinada também recuou: 1,8% em comparação com o trimestre anterior e 4,3% em relação ao trimestre encerrado em abril do ano anterior.

“Antes, a perda de carteira era mais ou menos do tamanho do aumento do trabalho por conta própria. Isso não está acontecendo mais [nessa proporção], o trabalhador conta própria está perdendo. Essa transferência continua acontecendo, mas de forma mais contida. E aí qual efeito colateral? É perda de postos de trabalho e aumenta a procura”, disse o coordenador do IBGE.

Em meio à redução da oferta de vagas, aumentou em quase 5% a quantidade dos que decidem trabalhar por conta própria na comparação com o mesmo trimestre de 2015. Já em relação ao trimestre anterior, não houve variação significativa.

O número de empregados caiu 7,7% sobre o ano passado e ficou estável diante do trimestre anterior, segundo o IBGE.

Construção tem a maior queda

Três grupamentos de atividade que apresentaram queda importante na ocupação, frente ao trimestre anterior: indústria (3,9%), comércio (1,7%) e construção (5,1%).

Frente ao trimestre de fevereiro a abril de 2015, a ocupação aumentou em transporte, armazenagem e correio, 5,3%; serviços domésticos, 5,1% e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, 2,5%.

Por outro lado, caiu em indústria geral (11,8%) e em informação, comunicação e atividades financeiras (7,8%).

Salários

O rendimento médio real recebido pelos que estão trabalhando chegou a R$ 1.962. Caiu em comparação com 2015 (3,3%), mas não variou muito sobre o trimestre anterior.

Em relação ao trimestre encerrado em janeiro de 2016, somente o rendimento do setor de alojamento e alimentação teve variação "estatisticamente significativa" ao cair 7,1%. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, caíram os salários dos trabalhadores da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-6,4%), além de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-4,6%).


sexta-feira, 20 de maio de 2016

Mais uma queda na taxa de câmbio

O dólar recuava e voltava ao patamar de R$ 3,55 hoje sexta-feira dia 20/5, acompanhando o bom humor nos mercados externos e após o Banco Central não anunciar intervenção cambial pelo segundo dia consecutivo.

O Banco Central ainda não anunciou para esta sessão qualquer intervenção cambial, após ficar ausente do mercado na sessão passada.

Essas quedas repentinas do câmbio hoje podem enfraquecer a sessão de hoje na bolsa e acalmar o mercado tanto aqui quanto lá fora.

O dólar recuava contra diversas moedas nesta sessão, em movimento de ajuste após dois dias de pressão relacionada à política monetária dos Estados Unidos.

A ata da última reunião do Federal Reserve e declarações de autoridades do banco central norte-americano reviveram apostas em aumento de juros em junho, o que poderia atrair para os EUA recursos aplicados em outros mercados.

No Brasil, a ausência de intervenções do BC também abria espaço para algum alívio no câmbio. A autoridade monetária vem atuando por meio de leilões de swap cambial reverso para reduzir seu estoque de swaps tradicionais e amortecer a queda da moeda norte-americana, especialmente quando a divisa recua abaixo de R$ 3,50.

Swaps tradicionais equivalem a venda futura de dólares e swaps reversos correspondem a compra futura de dólares. Operadores mantinham ainda a postura de cautela que predominou durante a semana enquanto aguardam novas pistas sobre a estratégia econômica que será efetivamente adotada pela equipe do presidente interino Michel Temer.

A indicação de Pedro Parente para presidir a Petrobras foi bem recebida pelo mercado, mas operadores ainda querem ver medidas concretas.

Com tudo isso é bom salientar que esta primeira semana do governo interino termina sem que haja qualquer ação ou medida sobre o que será feiro para reverter o quadro problemático da economia brasileiro.

O governo anunciará na segunda-feira a previsão de déficit primário para este ano, mas ainda está fechando os números.

Último fechamento

A moeda norte-americana avançou 0,20% frente ao real na véspera, a R$ 3,5702 na venda. Mais cedo, atingiu R$ 3,6147 no pico do dia. Na semana, o dólar tem variação positiva de 1,3%. No mês de maio, a moeda avança 3,78%. Em 2016, recua 9,5%.

Na véspera, o Banco Central não anunciou qualquer intervenção cambial para esta sessão. O BC tem aproveitado o recuo recente do dólar para reduzir seu estoque de swaps cambiais tradicionais, que equivalem a venda futura de dólares, especialmente quando a moeda norte-americana recua abaixo de R$ 3,50.

Utilizando leilões de swap reverso, que equivalem a compra futura de dólares, e deixando os swaps tradicionais vencerem, o BC reduziu o estoque a cerca de US$ 62 bilhões, segundo dados da instituição. Esse montante somou mais de US$ 100 bilhões durante boa parte do ano passado, segundo a Reuters.


Esses instrumentos, que oferecem proteção contra a variação da moeda norte-americana, tendem a gerar custos para o BC quando o dólar sobe. De maneira geral, operadores esperam que o BC mantenha a estratégia de reduzir essa posição em ocasiões de alívio do câmbio.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Os desafios da nova equipe econômica do Presidente Interino Michel Temer

Para tentar tirar o Brasil da maior recessão de sua história, vários são os desafios do novo governo. Mas o maior deles é tentar reequilibrar as contas públicas, que têm registrado rombos bilionários, em meio a um Congresso Nacional ainda tenso e relativamente fragmentado.

Ilan Goldfajn - Pres. Banco Central
O novo ministro da Fazenda Henrique Meireles irá enfrentar muitas dificuldades para equilibrar as contas, mas terá ao seu lado uma boa equipe deixada pela Presidente Dilma Roussef, hoje foi indicado para presidir o Banco Central o Economista Chefe do Banco Itaú Ilan Goldfajn, nascido em Haifa, Israel e criado no Rio de Janeiro, formado em Economia pela UFRJ e Mestrado pela PUC fez seu Phd no MIT, tendo passado pelo Banco Mundial e pela ONU.

Segundo análise da equipe os fracos resultados das contas públicas neste ano o ministro do Planejamento Romero Jucá já avaliou que um dos primeiros desafios a ser enfrentado no Legislativo pelo novo governo deve ser a aprovação de um projeto que altera a meta fiscal para este ano.

Atuação restrita

De acordo com o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, porém, o novo governo terá um limite restrito de atuação, uma vez que as prováveis medidas para as contas públicas – como a Desvinculação de Receitas da União (DRU), que dá mais liberdade para gastar recursos do orçamento, além de eventuais aumentos de impostos ou uma reforma da Previdência Social – precisarão de grande consenso na Câmara dos Deputados, que, em sua visão, enfrenta uma "bagunça".

"O desafio é empenhar um ajuste fiscal no médio e longo prazo e conseguir criar uma trajetória da dívida mais comportada. Vejo limites para fazer isso agora. O [Henrique] Meirelles é um coringa. Vai ser difícil aprovar medidas pesadas no meio de uma crise econômica, politica e próximo de uma eleição municipal", avaliou Perfeito.

Para ele, é possível ter um superávit fiscal "pequeno" em 2018 – no último ano da gestão Temer. O economista aponta que o próximo governo precisa apontar qual a dinâmica daqui para frente.
"Quem cria o futuro é a classe política, o Congresso e o Planalto. A esperança é que o Michel Temer consiga pacificar a política e dar um horizonte de planejamento para o país", concluiu.

Sinais concretos

Na visão do ex-diretor do Banco Central, Alexandre Schwartsman, a nova equipe econômica precisará dar "sinais concretos" sobre a dinâmica de gastos públicos e alterar as vinculações de receitas – aprovando a DRU –, além de tentar avançar na instituição de uma idade mínima de aposentadoria e mexer nas aposentadorias especiais.

Para Schwartsman, o ajuste fiscal (que pode ser implementado por meio de cortes de gastos ou
Alexandre Schwartsman
aumento de impostos) necessário para que a trajetória dívida/PIB se estabilize a pare de subir é da ordem de R$ 220 bilhões a R$ 240 bilhões em "condições adversas" – a carga tributária já está alta, o Congresso está fragmentado e "hostil" e a situação das contas dos estados é ruim.

"Ninguém acredita que o governo Temer tenha condições de fazer um ajuste fiscal da dimensão necessária. Precisa de sinais concretos. Para o curto e médio prazo, dar mais flexibilidade ao orçamento, desvinculando gastos. Precisa alterar a dinâmica de crescimento dos gastos públicos, ganhar espaço para que o orçamento passe a refletir as prioridades do momento, e não de 10, 15, 20 anos atrás", avaliou ele.

Segundo o economista, é possível o Produto Interno Bruto (PIB) voltar a crescer em 2017, mas com uma reação do índice de emprego somente no ano seguinte, em 2018.

"Uma taxa positiva de variação do PIB, você consegue. Certamente, em algum momento, vai crescer positivamente. E o emprego começa a reagir um pouco. Agora, um resultado primário equilibrado [com superávit, economia para pagar juros da dívida] vai ficar para depois de 2018 mesmo", avaliou ele.

Medidas duras

Para o economista Sidnei Moura Nehme, da NGO Corretora, o novo chefe da economia terá de ser duro para reverter o rombo nas contas do governo.

Sidnei Nehme
"Seria ilusório imaginar que a grave crise econômica, centrada numa retumbante crise fiscal, tem solução fácil, embora venha sendo até certo ponto subestimada e imune à absoluta necessidade de medidas duras de ajuste. Se o novo governo 'pegar leve', certamente não reverterá a deteriorada política fiscal praticamente irreversível no curto prazo", avaliou ele.

Segundo ele, a adoção de "medidas duras" na economia provocará "inevitável desapontamento na população, principalmente nos integrantes das classes menos favorecidas".

"O quadro atual na economia em que se gasta mais do que se arrecada e se tem a atividade amplamente desestimulada será um enorme desafio para o novo governo", acrescentou Nehme.

Primeiras declarações

Logo depois de assumir, na última semana, a nova equipe econômica anunciou o corte de cargos comissionados e também emitiu sinais sobre o que pretende levar adiante na administração do presidente em exercício, Michel Temer.

O ministro do Planejamento, Romero Jucá, informou que o governo quer cortar até 4 mil cargos
Romero Jucá Min. Planejamento
comissionados e funções gratificadas, o que representa 18,4% do total. O governo federal tem hoje 21,7 mil cargos comissionados, sendo 16.085 ocupados por servidores de carreira e 5.615 por não concursados.

Já o titular do Ministério da Fazenda e comandante da equipe econômica, Henrique Meirelles, informou que o reequilíbrio das contas públicas é importante para a retomada da confiança na economia brasileira e para estimular investimentos, de modo que o país volte a crescer e a gerar empregos.

Ele admitiu que o rombo nas contas do governo pode ficar acima dos R$ 96,6 bilhões neste ano, valor proposto ao Congresso Nacional pela equipe econômica da presidente afastada Dilma Rousseff, e não descartou aumento de impostos, mas disse que se, essa medida for tomada, será temporária."

Meirelles também defendeu que se estabeleça uma idade mínima para aposentadoria pelo INSS. Em sua visão, a medida é fundamental para garantir o financiamento da Previdência. E afirmou ainda que o governo manterá o atual formato de correção do salário mínimo, que prevê a atualização dos valores pela inflação do ano anterior e pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

O novo ministro da Fazenda indicou ainda que o governo do presidente em exercício Michel Temer poderá rever subsídios (incentivos dados a diversos setores). Entretanto, disse que serão considerados "direitos adquiridos".

Henrique Meirelles também declarou que o impasse sobre a dívida dos estados com a União precisa ser equacionada. O governo anterior, da presidente Dilma Rousseff, propôs a renegociação das dívidas estaduais estendendo seu prazo por mais 20 anos, além da mudança do indexador dos contratos e um desconto adicional nas parcelas mensais por até dois anos.

Ponte para o futuro

Em documento lançado em outubro do ano passado, intitulado “Uma ponte para o Futuro”, o PMDB diz que o Brasil encontra-se em uma situação de grave risco, com uma “profunda recessão” e “severa” crise nas contas públicas. Diz ainda que reformas estruturais são importantes para conter o crescimento da despesa e avalia que é “imperativo” recuperar a capacidade de o PIB per capita crescer a uma taxa próxima do nível histórico do século 20 – de 2,5% ao ano per capita, ou a uma taxa média de, no mínimo, 3,5% a 4% ao ano para o Produto Interno Bruto (PIB).

"No Brasil de hoje, a crise fiscal, traduzida em déficits elevados, e a tendência do endividamento do Estado tornaram-se o mais importante obstáculo para a retomada do crescimento econômico. O desequilíbrio fiscal significa ao mesmo tempo aumento da inflação, juros muito altos, incerteza sobre a evolução da economia, impostos elevados, pressão cambial e retração do investimento privado. Tudo isto somado significa estagnação ou retração econômica", avaliou o PMDB, no documento.

No texto, o partido diz que "qualquer ajuste de longo prazo deveria, em princípio, evitar aumento de impostos, salvo em situação de extrema emergência e com amplo consentimento social". O documento acrescenta que a Previdência Social apresenta um "desequilíbrio crônico e crescente" e diz que a "maior parte das despesas públicas tornou-se obrigatória, quer haja recursos ou não" (a chamada vinculação dos gastos).

Para melhorar a economia, o PMDB elenca uma série de medidas. Entre elas, diz que é preciso acabar com vinculações constitucionais estabelecidas, como no caso dos gastos com saúde e com educação; colocar um fim em "todas as indexações, seja para salários, benefícios previdenciários e tudo o mais"; introduzir uma idade mínima que não seja inferior a 65 anos para os homens e 60 anos para as mulheres.

Além disso, também diz que é preciso uma abertura dos mercados externos, "buscando com sinceridade o maior número possível de alianças ou parcerias regionais, que incluam, além da redução de tarifas"; estabelecer um limite para as despesas de custeio inferior ao crescimento do PIB, através de lei; alcançar em no máximo 3 anos a estabilidade da relação Dívida/PIB e uma taxa de inflação no centro da meta de 4,5%; permitir que as convenções coletivas prevaleçam sobre as normas legais, salvo quanto aos direitos básicos; e reduzir o número de impostos e unificar a legislação do ICMS (tributo estadual).


segunda-feira, 16 de maio de 2016

Mais uma semana aberta com Dólar em queda

Na sexta-feira, a moeda subiu 1,46% em relação ao real, a R$ 3,5236.
Em 2016, contudo, divisa recua 10,75%.

O dólar passou a cair após abrir o dia em alta nesta segunda-feira (16), com investidores à espera do anúncio da nova equipe econômica, adiado para amanhã terça feira, e de medidas do governo do presidente em exercício Michel Temer. O BC não anunciou intervenção no mercado de câmbio até o momento.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse na sexta-feira que faria nesta sessão o anúncio de sua equipe econômica, incluindo o nome de quem presidirá o Banco Central, mas sua assessoria de imprensa informou que o anúncio foi adiado para amanhã.

"Esse adiamento não é boa notícia, mas, de forma geral, o investidor ainda está dando um voto de confiança (ao novo governo)", esse é o comentário geral no mercado.

Atuação do Banco Central

O BC não anunciou até o momento leilão de swap cambial reverso, equivalente a compra futura de dólares. Se ficar de fora, será a segunda sessão sem intervenção do BC no mercado de câmbio.

Segundo a Reuters, para muitos operadores o BC não tem interesse que o dólar fique abaixo de R$ 3,50 para não prejudicar as exportações e, consequentemente, as contas externas do país.

No exterior

Lá fora, o dólar operava com leve baixa frente a uma cesta de moedas, enquanto não mostrava tendência definida em relação a moedas de países emergentes, como os pesos mexicano e chileno.

Dados divulgados no fim de semana mostraram que os investimentos, a produção industrial e as vendas no varejo da China cresceram menos que o esperado em abril, aumentando as dúvidas sobre a estabilidade da segunda maior economia do mundo.

A moeda norte-americana subia ante o iene, após o Japão sinalizar sua disposição em intervir no mercado de câmbio.

Na sexta-feira, a moeda subiu 1,46% em relação ao real, a R$ 3,5236 na venda. Na semana, até sexta, o dólar tem alta acumulada de 0,58%. No mês de maio, a moeda dos EUA avança 2,42%. Em 2016, contudo, ela recua 10,75%.


terça-feira, 10 de maio de 2016

INFLAÇÃO - Conceitos e Definições

Definição e exemplos

Inflação é um conceito econômico que representa o aumento de preços dos produtos num determinado país ou região, durante um período. Num processo inflacionário o poder de compra da moeda cai. 

Exemplo: num país com inflação de 10% ao mês, um trabalhador compra cinco quilos de arroz num mês e paga R$ 10,00. No mês seguinte, para comprar a mesma quantidade de arroz, ele necessitará de R$ 11,00. Como o salário deste trabalhador não é reajustado mensalmente, o poder de compra vai diminuindo. Após um ano, o salário deste trabalhador perdeu 120% do valor de compra.

A inflação é muito ruim para a economia de um país. Quem geralmente perde mais são os trabalhadores mais pobres que não conseguem investir o dinheiro em aplicações que lhe garantam a correção inflacionária.

No contexto da Economia, inflação é um conceito que designa o aumento continuado e generalizado dos preços dos bens e serviço. No sentido literal, o termo inflação significa o efeito de inflar ou inchar.

O aumento de preços é verificado na grande maioria dos bens e não só em alguns. Há uma acentuada diminuição do poder de compra devido a vários fatores, como por exemplo, o rendimento salarial que não sofre alteração.

A noção de inflação da economia surgiu em 1838, e significa o aumento dos preços que acontece de forma persistente e que resulta na diminuição do poder de aquisição de uma moeda.

Uma das causas da inflação é o aumento da emissão de papel-moeda pelo Governo para cobrir os gastos do Estado. Quando isso acontece, há um maior volume de dinheiro em circulação no mercado mas não houve criação de riqueza ou aumento de produção. Nestes casos, é exigida maior quantidade de dinheiro para adquirir a mesma quantidade de produto, resultando em inflação.

Outras causas da inflação estão relacionadas com o aumento exagerado do preço de um bem básico, como por exemplo, energia elétrica ou petróleo, ou ainda, pelo aumento ou excesso de consumo, aumentando a procura do produto e, consequentemente, o seu preço.

Podemos citar as seguintes causas da inflação:

- Emissão exagerada e descontrolada de dinheiro por parte do governo;

- Demanda por produtos (aumento no consumo) maior do que a capacidade de produção do país;

- Aumento nos custos de produção (máquinas, matéria-prima, mão-de-obra) dos produtos.

No Brasil, existem vários índices que medem a inflação. Os principais são: IGP ou Índice
Geral de Preços (calculado pela Fundação Getúlio Vargas), IPC ou Índice de Preços Ao Consumidor (medido pela FIPE - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), INPC ou Índice Nacional de Preços ao Consumidor (medido pelo IBGE) e IPCA ou Índice de Preços ao Consumidor Amplo (também calculado pelo IBGE).

Você sabia?

No ano de 2015, a inflação brasileira foi de 10,67% (IPCA - Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), maior em 13 anos. É importante ressaltar que a meta estabelecida pelo Banco Central Brasileiro é de 4,5%, com margem de dois pontos para mais ou para menos.

Inflação brasileira nos últimos anos (IPCA):

- 2012: 5,84%

- 2013: 5,91%

- 2014: 6,41%

- 2015: 10,67%

Existe quatro tipos de inflação:

          Inflação de demanda: caracterizada pelo excesso de demanda em um determinado setor;
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          Inflação de custos: também conhecida como inflação de oferta, que acontece por causa da oferta, por exemplo, quando há uma subida dos custos de produção;
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   Inflação inercial: também é conhecida como inflação psicológica, porque não é causada necessariamente por uma alteração na demanda ou oferta. Muitas vezes acontece porque as pessoas acreditam que a subida dos preços vai continuar;
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    Inflação estrutural: parecida com a inflação de custos, mas a subida de preço acontece por uma falta de eficiência das infraestruturas envolvidas no processo de produção.

Inflação X Deflação

A deflação é o processo contrário à inflação. Há uma redução do nível de preços dos bens e serviços e o valor do dinheiro é aumentado. É um processo normalmente verificado em períodos de recessão econômica.


segunda-feira, 9 de maio de 2016

Juros para pessoas físicas sobem e ultrapassam 150% ao ano


As seis linhas de crédito disponíveis para pessoas físicas - pesquisadas pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) – apresentaram elevação de juros entre março e abril indicando taxa média anual de 150,42%, o que significa alta de 62,45 pontos percentuais. Também subiram as três modalidades destinadas a empresas, com média de 71,15% ao ano. Segundo a Anefac, foi a 19ª elevação seguida.

Em relação a pessoas físicas, a rolagem do débito pelo cartão de crédito continua sendo o tipo de financiamento mais caro, alcançando 435,58% ao ano. A taxa mensal subiu 9,37% (em março) para 15,01% (em abril).

A segunda modalidade mais onerosa para o consumidor é o cheque especial que aumentou de 7,72% ao mês (em março) para 11,46% (em abril), atingindo 267,64% ao ano. No comércio, o índice aumentou de 4% para 5,82%, o que ao ano representa 97,16%.

Se a opção for recorrer ao empréstimo pessoal em financeiras, o consumidor irá pagar 8,41% ao mês de correção sobre o valor tomado ante uma taxa de 6,88%, em março. Essa variação equivale a uma taxa anual de 163,53%. Já o empréstimo nos bancos passou de 2,91% para 4,64% com taxa ao ano de 72,33%.

acesso com o menor custo é ao Crédito Direito ao Consumidor (CDC), mas que, igualmente, ficou mais caro ao subir de 1,52% para 2,35%, o que resulta em 32,15% ao ano.

A Anefac observa que o Banco Central corrigiu a taxa básica de juros (Selic), que praticamente dobrou no período de março de 2013 a abril de 2016, subindo de 7,25% ao ano para 14,25%. No mesmo período, a taxa de juros média para pessoa física aumentou 70,99% (de 87,97% para 150,42%).

Crédito para as empresas

Em maio, as empresas estão pagando em média 1,78% a mais para recorrer ao crédito em relação a março. Na média, a taxa atingiu 4,58% ao mês e 71,15% ao ano. Os recursos para capital de giro subiram de 1,49% para 2,68% ao mês. Para as operações de desconto de duplicatas, a alta foi de 2,22% para 3,1% e conta garantida, de 5,46% para 7,95%.


Em nota, o diretor executivo de estudos da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira,
Miguel José Ribeiro de Oliveira - ANEFAC
justificou que o atual cenário econômico induz aos riscos de inadimplência. Ele observou que as instituições financeiras aumentam as taxas como forma de compensar eventuais perdas que podem ocorrer em uma situação de crise financeira no país, resultante da alta da inflação, de impostos, do desemprego e da queda da renda familiar.

Ele prevê a manutenção dos juros altos para os próximos meses. “As perspectivas para os próximos meses não são animadoras, tendo em vista o cenário econômico atual, que aumenta o risco de elevação dos índices de inadimplência. A tendência é de que as taxas de juros das operações de crédito voltem a ser elevadas nos próximos meses”, afirmou Oliveira.
Dólar sobe e bolsa despenca com a anulação do impeachment

Deputado Waldir Maranhão que preside interinamente a Câmara anulou a tramitação do processo no Congresso Nacional

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) passou a despencar 3,44%, abaixo dos 50 mil pontos, e o dólar dispara 4,67%, para R$ 3,669, pouco depois de o Presidente interino da Câmara dos Deputados Waldir Maranhão (PP-MA) ter anulado a tramitação do processo do impeachment no Congresso.

 As principais ações passaram a despencar com força, como o tombo de 10% da Petrobras.

— O afastamento da presidente Dilma, apesar de ser dado como muito provável, ainda é uma questão sensível para os investidores. Por isso, qualquer risco à resolução dessa crise política é visto como muito negativo. É preciso lembrar que a Bolsa já havia subido muito nos últimos meses por causa das chances de um impeachment — afirmou Paulo Gomes, economista-chefe da Azimut.

O clima no início do pregão já era negativo como resultado do desapontamento dos investidores com números sobre a economia chinesa divulgados no fim de semana. A queda do petróleo no mercado internacional também contribui para o mau humor do mercado.

As importações chinesas retraíram 10,9% em abril em base anual, para US$ 127,2 bilhões. Foi o décimo oitavo mês seguido de contração. Nos quatro primeiros meses de 2016, as importações caíram 12,8% na mesma base de comparação. Já as exportações recuaram 1,8% no mês passado.

O resultado foi um tombo de 5,66% na cotação do minério de ferro na China, para US$ 54,99. Assim, as ações ON da Vale despencam 10,01% (R$ 15,19), enquanto a PNA cai 8,8% (R$ 12,37).

A Petrobras ON despenca 9,89% (R$ 11,65) e a PN tem baixa de 10,61% (R$ 9,01). Além da questão política, a companhia é influenciada pelo recuo de 1,9% no petróleo do tipo Brent (US$ 44,57); . Hoje, a companhia anunciou ter assinado termo de compromisso para financiamento de US$ 1 bilhão com o China Exim Bank e já iniciou a negociação do contrato definitivo, antecipando captação de recursos prevista para 2017. O financiamento está relacionado a contratos de fornecimento de equipamentos e serviços já firmados pela Petrobras com fornecedores chineses para projetos do Plano de Negócios 2015-2019.

No setor bancário, as ações ON do Banco do Brasil caem 5,94%, enquanto o Bradesco PN tem baixa de 2,83%. O Itaú Unibanco PN cai 1,18% (R$ 30,04), enquanto a unit do Santander recua 0,16% (R$ 18,23).

No mercado internacional, as ações chinesas caíram ao menor nível em oito meses, reagindo à divulgação dos números da balança comercial no domingo. O índice Shanghai Composite recuou 2,8%, enquanto o CSI300 registrou desvalorização de 2,1%.

Na Europa, o índice de referência Euro Stoxx 50 sobe 1%, enquanto a Bolsa de Frankfurt avança 1,41%. Em Londres, o clima de maior cautela, com as ações subindo apenas 0,1% . Em Paris, a alta é de 0,82%.


Em Wall Street, a valorização é de apenas 0,07% no Dow Jones, e de 0,17% no S&P 500. O Nasdaq registra alta de 0,45%.

sábado, 7 de maio de 2016

O que é Taxa Selic e qual rendimento:
Aprenda de uma vez por todas, o que essa taxa tem a ver com o seu dia a dia e como ela influencia os seus investimentos.
Eu acredito que, em algum dia, você já deve ter vivido a seguinte cena: sentou no sofá da sala, ligou a televisão no noticiário e assistiu o Willian Bonner dizendo que o comitê de política monetária aumentou a taxa básica de juros da economia.
Você pode até não assistir televisão, mas deve ter ficado sabendo da movimentação da taxa SELIC de alguma forma, seja na internet, em revista, no jornal ou em uma roda de amigos, porque, afinal, ela é muito importante para o país e afeta a vida de todos brasileiros.
O que é essa Taxa?
A sigla SELIC é a abreviação de: Sistema Especial de Liquidação e Custódia, que nada mais é que um sistema computadorizado utilizado pelo governo, a cargo do banco central do Brasil, para que haja controle na emissão, compra e venda de títulos.
A Taxa SELIC é obtida mediante cálculo da taxa média ponderada dos juros praticados pelas instituições financeiras e, na sequência desse artigo, irei lhe explicar como ela é formada, qual a relação da SELIC com a inflação e como até mesmo o seu emprego pode sofrer influência com a movimentação dessa taxa.
Como funciona a Taxa Selic?
Tudo começa com uma necessidade do governo em ter dinheiro para pagar suas próprias dívidas e fazer investimentos. Ou seja, para construir estradas, hospitais, escolas, investir na segurança e na saúde da população, o governo irá precisar de impostos.
Porém, apesar do principal meio de arrecadação ser os impostos, existe outra maneira de arrecadar dinheiro, que é através do Tesouro Nacional (Tesouro Direto através do site www.tesourodireto.gov.br) . A secretaria do tesouro emite títulos públicos com essa mesma função: conseguir recursos para o governo. Além disso, captar dinheiro permite que o governo antecipe a receita de impostos (é como se o governo antecipasse o valor que vai lhe cobrar no ajuste do IRPF em abril do ano que vem, por exemplo).
A grande maioria desses títulos públicos é comprada por grandes bancos e, por lei, todo banco é obrigado a depositar uma percentagem de seus depósitos em uma conta no banco central. Esta medida é necessária para controlar o excesso de dinheiro em circulação na economia e evitar um aumento descontrolado da inflação.
Devido as milhões de operações bancárias realizadas diariamente, é comum os bancos chegarem ao final do dia com a percentagem maior ou menor do que deveriam ter na conta do Banco central. Como os bancos são obrigados a respeitar a percentagem estabelecida, eles se vêem obrigados a pegar empréstimos com outros bancos para cumprir a lei.
Esses empréstimos, geralmente, são de curto prazo, durando em torno de 24 horas, e, da mesma forma que você oferece, por exemplo, a sua casa como garantia em um financiamento habitacional, os bancos dão, como garantia, os títulos públicos adquiridos do banco central.
Toda essa história de bancos e empréstimos serve para você entender o que significa taxa selic over, porque, na verdade, a taxa SELIC que você conhece e vê nos noticiários divide-se em duas taxas, a over e a meta.
  • TAXA SELIC OVER
É a taxa de juros praticada quando um banco empresta dinheiro para outro, usando, como garantia, os títulos públicos comprados no banco central, assim como descrevi anteriormente.
  • TAXA SELIC META
Essa é a taxa utilizada nos noticiários, que representa a taxa básica da economia no Brasil, pois serve como parâmetro para todas as outras taxas de juros praticadas no mercado, ou seja, ela tende a ser a menor taxa de juros que existe na economia.
Como a Taxa Selic é definida?
Ela não só serve como um parâmetro para as demais taxas da economia, como o aumento e a diminuição da SELIC tem, também, profunda influência no seu dia a dia e na economia do Brasil. Devido a sua importância, é fundamental que exista um meio transparente e confiável para decidir os rumos da mesma, e isso é feito através do COPOM.
Em 1996, o Brasil criou o Comitê de Política Monetária, responsável por definir a taxa de juros básica da economia e estabelecer as regras da quantidade de dinheiro em circulação no país. Para definir a taxa SELIC são realizadas oito reuniões por ano.
Como a Selic influencia seus investimentos
  • Títulos públicos: O impacto imediato acontece no título indexado a essa taxa, que no caso é a LFT, também conhecido como tesouro SELIC. Nesse investimento, o aumento da taxa também aumentará a rentabilidade, pois eles rendem exatamente a variação da SELIC. O mesmo acontece na redução da SELIC e implicará em menor rentabilidade.
  • Caderneta de poupança: O rendimento poupança depende diretamente do valor da taxa SELIC vigente no período e se divide em duas situações.
  1. No primeiro caso a ser considerado, se a taxa SELIC está em patamar maior que 8,5% ao ano, a poupança terá rendimento de 0,5% ao mês mais a TR (taxa referencial - usada para influenciar o rendimento da caderneta de poupança e os juros finais de alguns contratos de empréstimos)
  2. No segundo caso, quando a taxa é menor ou igual a 8,5%, a poupança terá um rendimento equivalente a 70% da taxa SELIC vigente no período.
  • CDI: Nesse investimento, podemos comparar com o que acontece na taxa SELIC over, que é a taxa de juros praticados nos empréstimos realizados entre um banco e outro, dando como garantia títulos públicos, assim como explicado anteriormente. Em geral, CDI e Taxa SELIC são muito próximos.
Acontece que, ao invés de usar títulos públicos como garantia, os bancos podem usar seus próprios títulos privados baseados na solidez do próprio banco, chamados de Certificado de Depósito Interbancário, ou CDI.
Se esses títulos forem utilizados como garantia entre empréstimos de um banco e outro, a taxa de juros usada será a taxa CDI. Não é interessante, nesse momento, explicar como funciona a taxa CDI, mas considere que tanto essa quanto a SELIC possuem, praticamente, os mesmo valores e variam de maneira bem semelhante. Assim, se a taxa Selic aumentar, a taxa CDI também aumenta e vice versa, e, desse modo, todo investimento de renda fixa que se baseia na taxa CDI, como letras de crédito imobiliário (LCI), certificado de depósito bancário (CDB), letras de câmbio (LC) e letras de crédito do agronegócio (LCA) rendem mais quando a taxa SELIC aumenta e menos quando ela diminui.
Taxa Selic e inflação
Agora que você já sabe o que é taxa selic e como ela age como base para outras taxas de juros praticadas no mercado, vamos ver como ela influencia o seu dia a dia.
Imagine que determinada pessoa está juntando dinheiro durante seis meses para comprar o seu primeiro carro. Então, esse investidor fez uma simulação em um banco no começo de janeiro e, a partir disso, ele começou a poupar e economizar para financiar o determinado produto dentro do prazo estipulado. O aumento da taxa selic pode fazer todo esse plano ser desestruturado. Isso porque ele pode não conseguir arcar com as prestações, uma vez que o aumento dos juros levaria a um aumento do valor das mesmas.
Desse modo, o dinheiro que ele pegaria emprestado e que circularia na economia deixará de existir (porque foi emprestado pelo governo em troca do rendimento da SELIC), considerando que essa pessoa não irá mais fazer a compra e, em um modo geral, essa situação aconteceria com outras pessoas que também comprariam menos e aumentariam a quantidade de produtos disponíveis no mercado.
Com toda essa situação, uma alternativa para manter o ritmo das vendas seria o comércio diminuir os preços dos produtos, o que faria a inflação recuar. Além disso, o aumento da taxa SELIC é um grande incentivador para as pessoas postergaram seu consumo para um momento futuro, e isso acontece porque investimentos conservadores e de renda fixa ficam mais atrativos, fazendo com que as pessoas prefiram investir o dinheiro que recebem a usá-lo para consumo imediato, ou seja, posterga o consumo para o momento que resgatar os seus investimentos.
No curto prazo, isso ajuda a diminuir a inflação, porque o consumo geral diminui, encalhando os produtos nas prateleiras e fazendo o preço desses abaixar.
Em resumo, aumentar a taxa SELIC é a arma que o governo tem para combater diretamente a inflação, da mesma forma que a redução da SELIC permite correção dos preços e consequentemente aumento da inflação (que geralmente é um preço que o governo aceita pagar para ter crescimento econômico).
QUAL É A TAXA SELIC HOJE?
A SELIC hoje, em setembro de 2015, é de 14,25% ao ano, mas, assim como descrevi ao longo de todo esse texto, ela sempre sofrerá variações. Para verificar a modificação desse valor, você pode acessar o site do Banco Central (www.bcb.gov.br) sempre que precisar.
Com esse atual valor da SELIC, significaria que uma pessoa ao aplicar R$ 1.000,00em um investimento totalmente atrelado a essa taxa, teria em um ano 14,25% de rendimento, que daria o total de R$ 1.142,50.
Como ganhar mais que a Selic?
Se investir em produtos de renda fixa já está interessante agora, devido à alta da SELIC, imagine se você conseguir um rendimento ainda maior? Saiba que há outras possibilidades, como investir em bolsas de valores, que permitem ao investidor buscar rentabilidades ainda mais altas do que as que são pagas nos investimentos de renda fixa, e isso é possível das seguintes maneiras:
1) Investindo em renda fixa
Há várias opções de renda fixa privada que pagam mais que a taxa SELIC, e isso acontece porque os bancos que oferecem seus produtos de investimento são menores que o governo, e, dessa forma, devem remunerar mais do que a taxa básica para atrair o investidor. Isso acontece com os produtos que já detalhei acima que são:
  • CDB
  • LCI
  • LCA
  • LC
O risco nessas operações é igualmente baixo à compra do título na mão do governo, pois esses produtos contam com a segurança do FGC.
 2) Investindo além da renda fixa
Podemos aplicar nosso capital em renda fixa e utilizar esse mesmo dinheiro de forma a turbinar seus ganhos com outras opções, como investir na bolsa através do Mercado Futuro. Isso porque o dinheiro investido, em tesouro direto por exemplo, serve como margem de garantia para suas operações. Então, quando utilizar essa estratégia, você terá garantido o retorno da sua aplicação em renda fixa e poderá potencializar o ganho com as operações de Day Trade e mercado futuro (vale lembrar que em qualquer investimento de renda variável é necessário assumir algum risco de acordo com seu perfil de investidor)..
 A taxa selic influenciando o seu emprego
Da mesma forma que o Willian Bonner pode dar a notícia sobre o aumento ou redução da taxa SELIC, você também pode assistir nos noticiários empresas realizando demissões em massa e férias temporárias aos funcionários. Isso é muito comum de acontecer no mercado automobilístico, demonstrando que o mercado está desaquecido devido ao baixo consumo.
Com o aumento da taxa SELIC o consumo diminui, empresas venderão menos, fazendo com que não seja necessário manter a produção de produtos no mesmo ritmo, pois a demanda diminuiu.
Com o número de vendas baixo, existe uma necessidade cada vez menor de funcionários trabalhando nas linhas de produção ou na venda direta com o cliente, provocando demissões.

Dependendo do mercado que você trabalha, o aumento da taxa SELIC pode lhe deixar vulnerável a uma redução de produção e, consequentemente, colocar o seu emprego em risco.