terça-feira, 29 de novembro de 2016

Nível de Educação Financeira no Brasil está abaixo da média mundial

Quando você pensa em um investimento, chega a avaliar o comportamento da inflação para saber se o retorno prometido por quem oferece a aplicação é vantajoso? Ao tentar colocar suas contas em ordem, organiza um orçamento para enxergar sua renda e despesas com clareza? Tem o hábito de realmente comparar preços antes de consumir produtos e serviços? 

Questionamentos simples sobre educação financeira como esses não chegam a fazer parte da rotina de grande parte da população brasileira - a exemplo do que acontece com diversas regiões ao redor do globo. Isso foi o que apontou estudo feito pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o qual teve por objetivo comparar o índice de letramento financeiro de 30 países. Ao todo, foram ouvidos 51.650 adultos com idade entre 18 e 79 anos. O Brasil ficou 1,2 pontos percentuais abaixo da média mundial. No entanto, o alarde é global, tendo em vista que, em geral, todos os países tiveram uma pontuação inferior ao desejável. 

Sobre conhecimento financeiro, por exemplo, menos da metade dos brasileiros conseguiu acertar a pontuação mínima desejável: de cinco acertos em sete perguntas. Quando o assunto é juro, o resultado chamou ainda mais a atenção. Somente 30% dos brasileiros acertaram uma questão sobre juros compostos. O percentual ainda caiu para 18% quando a pergunta fazia uma combinação entre juros simples e compostos. 

O tema pode parecer pouco agradável para muita gente, mas veja bem: juros simples e compostos fazem parte de operações comerciais, das compras parceladas que são feitas diariamente, dos empréstimos que todos tomam constantemente, seja diretamente com o banco, pelo cheque especial ou com o atraso de uma fatura de cartão de crédito. Ter conhecimento escasso sobre o tema é abrir espaço para ser enganado ou se atrapalhar com dívidas fora de controle. 

No caso da organização financeira, a pesquisa apontou que somente quatro a cada dez brasileiros têm o hábito de montar um orçamento. Percentual baixo, tendo em vista que a elaboração de um orçamento é um dos passos iniciais para quem deseja se livrar de dívidas e reduzir despesas. Em tempos de sufoco financeiro, o orçamento é o principal aliado para evitar que as contas fujam do controle.

Aprimorar os conhecimentos sobre educação financeira não é somente algo a mais para acrescentar no currículo, é um modo de garantir a sua independência. É a única forma de cuidar bem do seu dinheiro, não importa o tamanho do seu patrimônio. Enquanto você somente delegar esse conhecimento a outros - como o gerente do banco - seus interesses sempre ficarão em segundo plano. 


Prof. Samy Dana – FGV/SP

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Índice de confiança sobre o comércio cai no Brasil

 

Índice recuou 3,6 pontos, para 78,3 pontos neste mês.

'Chegada do último trimestre não vem confirmando a melhora da confiança.'
  
A avaliação sobre a situação atual piorou com força em novembro e o Índice de Confiança do Comércio (Icom) brasileiro voltou a cair, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV.

Os dados divulgados nesta sexta-feira (25) mostraram que o Icon recuou 3,6 pontos, para 78,3 pontos neste mês, depois de subir 1,5 ponto no mês anterior e cair 1,7 ponto em setembro.

A principal influência para o resultado foi a queda de 6,0 pontos do Índice da Situação Atual (ISA), para 68,1 pontos, patamar mais baixo desde julho. O Índice de Expectativas (IE) também apresentou piora ao recuar 1,2 ponto, para 89,4 pontos.

"A chegada do último trimestre não vem confirmando a melhora da confiança do setor que vinha sendo registrada nos índices até agosto. Além disso, o movimento de ajuste das expectativas persiste, o que deve se traduzir na manutenção do quadro de desempenho negativo do Comércio para os próximos meses", afirmou Silvio Sales, consultor da FGV/IBRE, em nota.

Na véspera, a FGV informou que a confiança do consumidor no Brasil também caiu em novembro, interrompendo seis sequências seguidas de alta, diante da forte piora das expectativas em meio à piora crescente no mercado de trabalho.

A retomada da confiança como um todo é considerada pelo governo como primordial para a recuperação econômica do país.


terça-feira, 22 de novembro de 2016

Dólar tem 4ª queda seguida e fecha a R$ 3,35

Moda dos EUA recuou 1,03%, a R$ 3,352 na venda.
Dólar acompanhou movimento da moeda no exterior.

O dólar fechou em queda em relação ao real pela 4ª sessão consecutiva, acompanhando o movimento da moeda norte-americana contra outras moedas no exterior. O movimento de queda se manteve mesmo após o Banco Central reduzir sua atuação no mercado de câmbio.

"O exterior acalmou e, internamente, o BC atuou como manda o figurino. Deu cobertura quando precisou e isso deu uma tranquilizada aos agentes", é o que comentam os economistas do mercado.

O momento de alívio veio depois da forte onda de aversão ao risco, que levou o dólar às máximas em anos, causada pela surpreendente eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos.

O mercado teme que a política econômica norte-americana pode se tornar inflacionária e pressionar o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, a elevar os juros na maior economia do mundo

O mercado monitora pistas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos porque taxas mais altas devem atrair para aquele país recursos aplicados atualmente em outros mercados. Isso motivaria uma tendência de alta do dólar em relação a moedas como o real.

A pesquisa Focus do Banco Central, que houve uma centena de economistas toda semana mostrou maior previsão para o dólar no fim de 2016, a R$ 3,30, ante R$ 3,22, após a vitória de Trump.

Atuações do BC

Diante do cenário de menor pressão, o BC brasileiro indicou que fará menos intervenções ao anunciar na noite de sexta-feira apenas a rolagem dos contratos de swaps cambiais tradicionais que vencem no início de dezembro, destaca a Reuters.

Nesta sessão, o BC vendeu integralmente 20 mil contratos de swaps cambiais tradicionais - equivalentes à venda futura de dólares. "Sem os leilões novos do BC, o dólar está totalmente livre para seguir seus pares", comentou à Reuters um profissional da mesa de câmbio de uma operadora.

Na semana passada, o BC intensificou sua atuação no mercado de câmbio devido ao salto do dólar frente ao real, ao mesmo tempo em que o Tesouro também agiu no mercado de títulos públicos. As ações trouxeram mais equilíbrio aos mercados financeiros, com a moeda norte-americana fechando a última semana com queda acumulada de 0,16%, depois de ir acima de R$ 3,50 no intradia.

"Não acho improvável o dólar voltar a acelerar ante o real, mas de modo mais suave. Não deve acontecer novamente o efeito manada que se seguiu às eleições nos EUA", disse à Reuters o diretor de câmbio da corretora Multi-Money, Durval Correa Correa. "O mercado já vem se acomodando", emendou.

No dia da eleição nos EUA, mas ainda sem o resultado, o dólar fechou no patamar de R$  3,16.

Ontem dia 21/11, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, afirmou que a autoridade monetária seguia monitorando o mercado para garantir liquidez. Segundo ele, as reservas cambiais são um seguro que contribui para a redução do risco-país.

Cenário interno

O mercado acompanhado também os desdobramentos do novo revés político do governo do presidente Michel Temer, com a saída do então ministro da Cultura Marcelo Calero, que acusou o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, de pressioná-lo para liberar um empreendimento embargado em Salvador.

Na cena política e econômica, também pesava sobre os investidores a atual situação financeira dos Estados e prisões de políticos influentes. O temor é que esse cenário possa atrapalhar a votação de medidas importantes para o governo no Congresso Nacional.


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Como a vitória de TRUMP pode afetar o Brasil?

Republicano não mencionou o país em sua campanha, mas tem um elemento de imprevisibilidade que pode prejudicar as relações com os brasileiros.

Em um triunfo inesperado, o republicano Donald Trump foi eleito o novo presidente dos Estados Unidos. Trump conquistou vários Estados-pêndulo, onde os resultados eram imprevisíveis - podiam favorecer tanto um quanto o outro partido -, como Flórida, Ohio e Carolina do Norte, garantindo vantagem sobre Hillary Clinton.

Sua vitória não era indicada pelas pesquisas de opinião, que apontavam Clinton como novo presidente.

Mas como o êxito do republicano impacta no Brasil? Leia a seguir os principais pontos de contato entre os dois países.

Economia e comércio

Vários aspectos devem ser levados em conta para responder a questão.

Um deles é a maneira como os dois candidatos e seus partidos encararam a economia e as relações comerciais entre os Estados Unidos e o resto do mundo.

O Brasil se beneficiaria de uma maior abertura dos EUA a produtos brasileiros. Hoje os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás da China.

Historicamente, o Partido Republicano, de Trump, defende o livre comércio e se opõe a medidas protecionistas que ajudassem empresas americanas a competir com estrangeiras.

Assim, um candidato republicano tenderia a ser melhor para os interesses econômicos do Brasil do que um candidato democrata.

Mas Trump inverteu essa lógica ao propor renegociar os acordos comerciais firmados pelos EUA para preservar empregos no país e reduzir o déficit americano nas transações com o resto do mundo.

Se o empresário colocar essas ações em prática, o Brasil poderia ser prejudicado.

A professora de Relações Internacionais da ESPM Denilde Holzhacker afirma que as
consequências seriam imediatas e negativas, e causariam o que muitos economistas estão chamado de "efeito Trump".

"Como ele fez propostas muito amplas e populistas, o efeito econômico dessas medidas podem ter impacto grande e gerar um caos na economia - principalmente porque ele é contrário ao livre comércio, se mostrou protecionista."

Mas Holzhacker faz uma ressalva sobre a aplicação dessa medidas.

"Agora, para saber o quanto ele vai conseguir implementar disso, vamos ter que esperar. Ele é tão imprevisível e tudo fica tão indefinido que prejudica muito o cenário econômico."

Imigração e vistos

Estima-se que um milhão de brasileiros vivam nos EUA, boa parte em situação migratória irregular.

Trump propôs construir um muro na fronteira do país com o México e prometeu deportar todos os imigrantes sem documentos.

Ele diz que protegerá o "bem-estar econômico de imigrantes legais" e que a admissão de novos imigrantes levará em conta suas chances de obter sucesso nos EUA, o que em tese favoreceria brasileiros com alta escolaridade e habilidades específicas que queiram migrar para o país.

Evento de latinos em apoio a Trump, que prometeu construir um muro para evitar entrada de imigrantes.

Outro tema de interesse dos brasileiros é a facilidade para obter vistos americanos. Trump fez poucas menções ao sistema de concessão de vistos do país.

Hoje, Brasil e EUA negociam a adesão brasileira a um programa que reduziria a burocracia para viajantes frequentes brasileiros, como executivos. A eliminação dos vistos, porém, ainda parece distante.

Para que a isenção possa ser negociada, precisaria haver uma redução no índice de vistos rejeitados em consulados americanos no Brasil, uma exigência da legislação dos EUA.

Relação com o Brasil

O Brasil e a América Latina não foram tratados como temas prioritários nas campanhas dos dois candidatos.

Em 2015, Trump citou o Brasil ao listar países que, segundo ele, tiram vantagem dos Estados Unidos através de práticas comerciais que ele considera injustas. A balança comercial entre os dois países, porém, é favorável aos EUA.

Como empresário, Trump é sócio de um hotel no Rio de Janeiro e licenciou sua marca para ser usada por um complexo de edifícios na zona portuária da cidade. Anunciada em 2012, a obra ainda nem começou.

Para a professora de Relações Internacionais da Unifesp Cristina Pecequilo, como Trump não falou nada sobre o país e se distanciou de temas ligados à América Latina, não deve haver muitas mudanças para os brasileiros. No entanto, diferentemente de Hillary, o republicano tem o elemento de imprevisibilidade.

"A situação do governo Hillary para  o Brasil teria sido mais tranquila porque era mais previsível por qual caminho ela iria. Seria a continuidade do governo Obama, de uma dimensão política que tem o reconhecimento do Brasil como relevante, sem muitas mudanças."

Pecequilo afirma que o país deve perder relevância na visão dos Estados Unidos dado o conturbado cenário interno.

"Eles estão com tanto problema dentro de casa, que o Brasil não é uma preocupação."

Relação entre Brasil e EUA também vai depender de química entre Temer e Trump

Questão de química

Especialistas nas relações Brasil-EUA costumam dizer que os laços entre os dois países dependem em grande medida da química entre seus líderes, independentemente de seus partidos ou ideologias.

Eles afirmam que, embora seguissem tradições políticas bastante distintas, os presidentes Lula (2003-2011) e George W. Bush (2001-2009) tinham uma relação tão boa quanto a mantida entre FHC (1995-2002) e Bill Clinton (1993-2001), que tinham maior afinidade ideológica.

Já a relação entre Barack Obama e Dilma Roussef nunca foi tão próxima e sofreu com a revelação de que o governo americano havia espionado a presidente brasileira.

Analistas afirmam ainda que Brasil e EUA têm relações bastante diversificadas e que os laços devem ser mantidos qualquer que seja o resultado da eleição em novembro, já que os dois governos dialogam dentro de estruturas burocráticas.

Do lado brasileiro, há interesse em se aproximar mais dos EUA, vença quem vencer. Em entrevista à BBC Brasil em julho, o embaixador brasileiro em Washington, Sérgio Amaral, disse que o governo Temer investiria nas relações com as cinco principais potências globais (EUA, China, Rússia, França e Reino Unido).


Amaral afirmou ainda que, na Embaixada, priorizaria áreas em que Brasil e EUA têm maior convergência, como direitos humanos e meio ambiente.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Pacote de medidas do RJ extingue programas sociais e corta secretarias

PACOTE DE MALDADES!!!

Pezão ressalta que previsão é de déficit de R$ 52 bi até dezembro de 2018.
Bilhete Único fica R$ 1 mais caro e aposentados terão descontos.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou hoje sexta-feira 4/11, no Palácio Guanabara, um conjunto de medidas para equilibrar as contas públicas. Entre as medidas estão o aumento do desconto previdenciário de 11% para 14% e o aumento da tarifa do Bilhete Único de R$ 6,50 para R$ 7,50 em 2017.

Participaram da coletiva o governador Luiz Fernando Pezão, o vice-governador Francisco Dornelles e os secretários de Fazenda, Gustavo Barbosa, de Planejamento, Francisco Caldas, e da Casa Civil, Leonardo Espíndola.

De acordo com o governo do estado do Rio de Janeiro, se as medidas não forem implementadas, a previsão é de um déficit de R$ 52 bilhões até dezembro de 2018. Segundo os números do governo, as contas públicas registrarão déficit de R$ 17,5 bilhões até dezembro. De todo esse valor, R$ 12 bilhões desse déficit vem do sistema previdenciário.

Medidas anunciadas:

- Despesa com pessoal não poderá passar de 70% da receita corrente líquida. 50% de alguns fundos, como os da Alerj, Defensoria e Tribunal de Justiça podem ser usados para pagar pessoal.

- Gratificações dos cargos comissionados serão reduzidas em 30%.


- Previdência: sobe a alíquota previdenciária dos servidores de 11% para 14%; Nenhum servidor estadual, ativo ou inativo, escapará das medidas para aumentar a arrecadação previdenciária: o pessoal da ativa e os aposentados que recebem mais de R$ 5.189,82 por mês terão a alíquota de desconto aumentada de 11% para 14% do salário. O mesmo valor servirá de base para a proposta de cobrar uma alíquota extraordinária de 16% do salário ou vencimento de qualquer servidor – ativo ou inativo - que receba mais de R$ 5.189 mensais. Essa cobrança seria feita por 16 meses.

- Aposentados: antes isentos de desconto da previdência, agora vão pagar 30%; Os
aposentados e pensionistas que recebem menos que R$ 5.189,82 e hoje estão isentos de desconto previdenciário passarão a contribuir com 30% dos vencimentos, caso o projeto seja aprovado. O conjunto de medidas representa R$ 6,8 bilhões a mais por ano nos cofres do estado.

- Salário do governador, vice, secretários e presidentes e vices de autarquias serão cortados em 30%.

- Redução de 20 secretarias para 12

- Restaurantes populares: são extintos ou municipalizados;

- Moradia: o programa Aluguel Social para desabrigados deixa de ser pago. A medida já foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira.

- Baixa renda: fim do programa Renda Melhor para famílias atendidas pelo Bolsa Família;

- Bilhete Único: reajuste de R$ 6,50 para R$ 7,50 (15%). Subsídio para cada usuário é limitado a até R$ 150; O secretário de Transportes, Rodrigo Vieira. afirma que isso será mais sentido pelos empregadores que pelos usuários.
Diz também que haverá economia de 40% dos aportes do governo, sem causar impacto no usuário e em seu direito ao transporte. A economia será de R$ 256 milhões ao ano.


- Impostos: aumenta o ICMS para setores como os de energia, cerveja, fumo, telefonia;

- Repasses: passam a ser vinculados à receita corrente líquida;

- Teto salarial: teto passa a ser condicionado ao crescimento da receita; A política de reajustes será alterada pela proposta de limitar o percentual concedido a 70% do crescimento da Receita Corrente Líquida (RCL) do ano anterior. O adicional por tempo de serviço, conhecido como triênio, deve ser extinto, mantendo-se o que já foi incorporado aos salários pagos atualmente.

- Barcas: fim da gratuidade para moradores da Ilha Grande e da Ilha de Paquetá;

- Aumento de salário: reajustes aprovados que entrariam em vigor em 2016 são adiados; Para evitar demissões, o governo optou por adiar para 2020 os reajustes salariais já aprovados e que seriam concedidos este ano ou em 2017.

- Dívidas: ficam proibidas anistias e refinanciamento de dívidas com o estado;

- Funcionalismo: O adicional por tempo de serviço, conhecido como triênio, deve ser extinto, mantendo-se o que já foi incorporado aos salários pagos atualmente.


Mudanças nas secretarias:

Alteradas:

- Casa Civil: incorpora as secretarias de Governo, Trabalho e Direitos Humanos
- Secretaria de Infraestrutura: incorpora as secretarias de Obras, Transportes, Desenvolvimento Econômico e Agricultura)
- Secretaria de Cultura, Ciência, Tecnologia e Inovação (unificadas)
- Secretaria de Saúde e Assistência Social (unificadas)
- Secretaria de Fazenda e Planejamento (unificadas)
- Secretaria de Ambiente e Saneamento (unificadas)

Mantidas:

- Secretaria de Educação
- Secretaria de Segurança
- Secretaria de Administração Penitenciária
- Secretaria de Defesa Civil
- Secretaria de Turismo
- Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude

Com as medidas de austeridade, o governo planeja fechar o ano de 2017 com um resultado positivo superior a R$ 13,3 bilhões e de R$ 14,6 bilhões em 2018.

A restruturação administrativa do governo do RJ prevê redução do número de secretarias de 20 para 12, com a extinção também de sete autarquias e fundações.

As secretarias que serão extintas são: Governo, Trabalho e Direitos Humanos – serão incorporadas pela Casa Civil; Planejamento – será incorporada pela Fazenda; Obras, Transportes, Desenvolvimento Econômico e Agricultura - serão fundidas na Secretaria de Infraestrutura; Assistência social - será incorporada pela Saúde.

O governador destacou que as medidas abrem caminho para possíveis mudanças. "Podemos atravessar a turbulência, essa queda das nossas receitas". Pezão afirma que está mostrando que, mesmo com a queda da receita do petróleo, o governo tem um caminho. Ele afirma que o governo estadual está aberto ao debate com a sociedade.

A folha de pagamentos do poder estadual também passará por ajustes que interferem no bolso dos servidores do estado do RJ. Para reduzir o impacto dos pagamentos na folha, a principal medida propõe que os aumentos previstos os servidores das áreas de segurança, bombeiros e auditores fiscais na folha de pagamento sejam adiados por três anos.

Estes aumentos que foram concedidos em 2014, seriam parcelados em 2017, 2018 e 2019. A proposta é que os aumentos sejam pagos em 2020, 2021 e 2022, respectivamente. Estas postergações vão evitar um aumento de R$ 835 milhões em 2017, R$ 1,5 bilhão em 2018 e R$ 2,3 bilhões em 2019.

Atualmente, a folha de servidores ativos é de R$ 21 bilhões por ano, de acordo com o governo do RJ. O valor das gratificações é de R$ 450 milhões por anos serão cortadas em 30%, gerando economia de R$ 130 milhões por ano.

As remunerações do governador do estado, do vice, de secretários, subsecretários, chefes de gabinete, presidentes e vice-presidentes de empresas dependentes também terão seus salários reduzidos em 30%. A conta da economia será de R$ 7,1 milhões por ano.

Na expectativa de aumentar os valores disponíveis nos cofres para pagar a folha de pagamento, pelo prazo de quatro quadrimestres, será autorizado o uso de até 50% da receita de alguns fundos, bem como 70% do superávit de um exercício, para pagamento do pessoal do próprio órgão ou poder ao qual está vinculado. Também serão desvinculados 50% dos valores destinados ao Fundo Especial de Habitação e Interesse Social.

As unidades do Restaurante Cidadão, que oferecem refeições a preços populares, passarão do governo do estado para os municípios onde estão localizadas. A expectativa é a de que o processo de municipalização seja concluído até 30 de junho de 2017. A expectativa é a de que a economia seja de R$ 56,8 por ano.

O vice-governador, Francisco Dornelles, não usou meias palavras para expressar que a situação no RJ é grave e exige medidas extremas. "Se o Rio fosse uma pessoa física, estaria em recuperação judicial ou de falência", destacou Dornelles.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O futuro dos treinamentos corporativos

O e-learning representa o futuro da educação na era digital

Investir em treinamentos dentro da sua empresa é uma necessidade e pode ser mais barato do que você imagina. Muitos gestores estão migrando suas áreas de treinamento tradicional para o e-learning. Isso faz muito sentido principalmente quando vemos a realidade da educação no mundo e o crescimento das plataformas de cursos MOOCs. 

MOOC é um modelo de curso que utiliza a Internet para atingir um grande número de pessoas com cursos livres em diversas áreas ou até mesmo extensões universitárias com certificados reconhecidos pelas grandes instituições de ensino do mundo. 

Os primeiros MOOCs surgiram entre 2007 e 2008, mas estudiosos apontam que a modalidade realmente ganhou força em 2011. No Brasil, temos plataformas como a Veduca e a Eduk. Outro MOOC que vale destacar é o Miríada X, que reúne cursos de grandes universidades espanholas, portuguesas e brasileiras.   

As empresas de tecnologia foram as primeiras a perceberam os MOOCs como alternativa para seus treinamentos internos. No Brasil, encontramos empresas que já investem nesse tipo de tecnologia, por ser mais barato do que cursos presenciais e mais fácil de serem acessados pelos colaboradores. 

Defendo a utilização do e-learning como uma maneira de manter seus funcionários sempre atualizados e para projetar sua empresa como uma organização que está sempre atenta às novas tecnologias. O Grupo Telefonica tem realizado um trabalho interessante com a plataforma Learn4Sales, MOOC corporativo com foco em capacitar e certificar vendedores internacionalmente. 

Independente das iniciativas das empresas, os profissionais têm procurado por conta
própria fazer cursos on-line. Das 13 milhões de contas existentes no Courssera, 550 mil são de brasileiros, o que nos coloca na quarta posição geral, atrás apenas de Estados Unidos, China e Índia. Este é um número extremamente expressivo, principalmente quando levamos em conta os poucos conteúdos disponíveis em português. 

Por isso acredito que as empresas devam investir pesado nesse tipo de treinamento, já que podem facilmente criar treinamentos internos para setores específicos ou até mesmo lançar sites com conteúdos abertos para a população.

Mais do que uma moda, acredito que o e-learning representa o futuro da educação na era digital. Ganha a empresa que entender isso antes e já investir em novos programas de treinamento. 

Este artigo é de autoria de Luiz Alexandre Castanha, administrador de Empresas com especialização em Gestão de Conhecimento aplicado a Educação. 

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Juro do cartão se aproxima de 500% ao ano em setembro e bate recorde

Taxa do cartão avançou de 475%, em agosto, para 480,3%, em setembro.

No cheque especial, juros subiram para 324,9% ao ano, também recorde. 

Os juros médios cobrados pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo voltaram a subir em setembro deste ano, quando atingiram o patamar de 480,3% ao ano, novo recorde da série histórica do Banco Central, que tem início em março de 2011. Em agosto, estavam em 475% ao ano.

O mesmo aconteceu com os juros bancários cobrados no cheque especial, que subiram 3,8 pontos percentuais em setembro deste ano, para 324,9% ao ano - novo recorde da série histórica, que neste caso começa  em julho de 1994. Em agosto a taxa do cheque especial estava em 321,1% ao ano.

No acumulado de 2016, os juros do cartão de crédito rotativo subiram 48,9 pontos percentuais - estavam em 431,4% ao ano no fechamento de 2015.

Já a taxa cobrada nas operações com cheque especial avançou 37,9 pontos percentuais em 2016, pois somavam 287% ao ano no fim de 2015.

Os juros do cheque especial e do cartão de crédito rotativo estão entre os mais altos do mercado. Esses empréstimos, alertam os especialistas, só devem ser utilizados em momentos de emergência e por um prazo curto de tempo.

No caso do cartão de crédito, a recomendação dos economistas é que os clientes bancários paguem toda a fatura no vencimento para não deixar saldo devedor e evitar pagar juros.

Redução da taxa básica

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, disse que, com o início do
processo de corte dos juros básicos da economia, por parte da autoridade monetária, a expectativa é de que isso tenha impacto nos juros cobrados pelos bancos, mas não soube dizer quando as taxas podem ser reduzidas. Neste mês, o BC baixou a taxa básica da economia de 14,25% aa para 14% aa e isso foi o primeiro corte dos juros em 4 anos.

"A gente espera que movimentos da taxa básica sejam vistos nas taxas ativas [dos bancos]. Se você olhar em outros momentos, não tem uma coisa muito clara em quantos meses isso demora [para ser repassado pelos bancos às suas taxas]. Em alguns momentos, tem até antecipação nas taxas bancárias. Não se espera uma defasagem muito longa. Se reduz o custo de captação, isso contribui para redução de todas as taxas de juros", declarou ele.

Consignado, pessoal e veículos

No caso das operações de crédito pessoal para pessoas físicas (sem contar o consignado), a taxa média de juros cobrada pelos bancos somou 135,1% ao ano em setembro, contra 132,3% em agosto.

Nesse caso, houve uma alta de 2,8 ponto percentual em setembro, mas, no ano, ocorreu um aumento de 17,4 pontos percentuais.

Ainda segundo o BC, a taxa média de juros cobrada pelas instituições financeiras nas operações do crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) somou 29,3% ao ano em setembro – o que representa estabilidade em relação a agosto.

No ano, a taxa para o consignado subiu 0,5 ponto percentual e, em doze meses, houve um aumento de 1,7 ponto percentual.

A recomendação dos economistas é de que os correntistas substituam, se possível, os empréstimos do cartão de crédito e do cheque especial pelo crédito consignado.

Segundo o BC, a taxa média de juros para aquisição de veículos por pessoas físicas, por sua vez, somou 26,1% ao ano em setembro - com queda de 0,1 ponto percentual em relação a agosto deste ano. Na parcial de 2016, essa taxa subiu 0,1 ponto percentual.

Taxas de juros no Brasil

Reportagem publicada pelo jornal norte-americano “The New York Times”, no fim de 2014, informou que os juros praticados em algumas linhas de crédito no Brasil “fariam um agiota americano sentir vergonha”, citando os cartões de crédito.

Estudo da consultoria Economática, divulgado em março de 2016, informa que a mediana da Rentabilidade sobre o Patrimônio (ROE) de todos os bancos brasileiros de capital aberto no ano de 2015 foi de 10,78%, contra 7,92% dos bancos dos Estados Unidos.


Quando se considera apenas os bancos com ativos acima de US$ 100 bilhões (Itau-Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Santander), a mediana da rentabilidade sobre o patrimônio dos bancos brasileiros foi maior ainda: de 20,06% em 2015.