quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Privatização da Casa da Moeda do Brasil

Com a privatização da Casa da Moeda, anunciada nesta quarta feira pelo Governo Federal, o Brasil seguirá modelo de fabricação de papel-moeda já adotado por outros países como Reino Unido, Canadá, Suíça, Nova Zelândia e Chile, onde ao menos parte da produção já é feita por empresas privadas.

Não há um modelo único e predominante entre as maiores economias do mundo, segundo um levantamento da consultoria legislativa da Câmara dos Deputados.

Em países como Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul, Austrália e África do Sul, o processo de fornecimento de cédulas e moedas permanece inteiramente estatizado.

O estudo "Fornecimento de papel-moeda e moeda metálica: a experiência de outros países" disponível em: http://bd.camara.gov.br/bd/handle/bdcamara/32140 , do consultor legislativo Fabiano Jantalia, realizado em outubro de 2016, mostra que de 18 países da América Latina, 10 são abastecidos por empresas privadas, 5 por órgão ou ente público, 2 por importações de numerário fabricado por outros países e 1 por produção pública e privada. 

Modelos em outros países

Uma característica comum pelo mundo, segundo o estudo, é a fabricação de cédulas e de moedas metálicas por empresas ou órgãos distintos. É o contrário do que é feito no Brasil. Aqui tanto a produção de cédulas quanto a de moedas são feitas pela Casa da Moeda.

"Na grande maioria dos modelos pesquisados, o que se observa é que, mesmo quando produção de numerário é inteiramente estatizada, os processos fabris de cédulas e de moedas metálicas são confiados a empresas ou órgãos diferentes", destaca o relatório.

Medida provisória aprovada em dezembro pela Câmara, autorizou o Banco Central a comprar no exterior papel-moeda e moeda para abastecer a circulação de dinheiro no país, abrindo caminho para a importação de cédulas impressas em outros países.

Após uma série de problemas com fornecimento no ano passado, o Banco Central fechou contrato com a empresa sueca Crane AB para receber 100 milhões de cédulas de R$ 2 ao custo de R$ 20,2 milhões, segundo reportagem de abril da Revista Época Negócios disponível para consulta livre na url abaixo: (http://epocanegocios.globo.com/Economia/noticia/2017/04/epoca-negocios-bc-importa-100-milhoes-de-cedulas-de-r-2-da-suecia.html). O Brasil já havia feito encomendas de papel-moeda no exterior em 1994, quando o Plano Real foi lançado. Na ocasião, as notas foram impressas pela gigante alemã Giesecke & Devrient.


A Casa da Moeda também já fabricou notas para outros países, como Argentina e a Venezuela.

Não podemos esquecer ainda que este Governo tem pretensões de privatizar outras empresas, isto é, como se tem chamado, desestatizar, veremos cenas dos próximos capítulos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário