quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Valores nas empresas muito além de bons salários

A satisfação pessoal no trabalho sempre esteve associada à um bom salário, estabilidade, políticas de promoção e status.

É claro que um bom salário é determinante para a permanência em um cargo, mas num mundo de rápidas transformações, não é só isso que deve continuar sendo levado em conta hoje.

Empresas já começam a notar a necessidade de estabelecer novos horizontes para motivar seu pessoal e evitar a perda de bons colaboradores.

No Brasil, trata-se de tema que, aos poucos, passa a integrar as agendas das áreas de recrutamento. As empresas precisam se preparar para construir e praticar, com base em uma espécie de carta de princípios, uma série de valores que faça o colaborador identificar-se com a empresa, criando no profissional um interesse natural de longa relação com aquele local de trabalho.

Quando se fala em valores, é exatamente o que a palavra ostenta na prática:

·                     Relações respeitosas;
·                     Gestores próximos dos colaboradores e vice-versa;
·                     Clareza na comunicação e na transmissão de responsabilidades;
·                     Chance de apresentar críticas e sugestões;
·                     Trabalho em equipe;
·                     Engajamento em causas comunitárias, etc.

Qualquer situação que sirva de combustível para impulsionar a dinâmica sempre motivadora das relações de trabalho e convivência por parte de todos.

Ao estar inserido numa realidade baseada em valores autênticos, o colaborador sente que pertence ao ambiente. E ao compartilhar estes valores, sente que faz a diferença. Além de desenvolver meios que o façam pensar a fundo se deve mesmo aceitar um eventual convite de outra companhia.

Nesse sentido, o grande desafio do departamento de Recursos Humanos é buscar colaboradores que tenham fit cultural.

Ou seja, encontrar funcionários alinhados aos valores que a empresa encara como um patrimônio vital de sua existência. Quando você traz uma pessoa que tem valores diferentes daqueles que a empresa prega, provavelmente essa relação não será duradoura.

Um Código de Conduta claro e efetivo pode auxiliar no incentivo e despertar o colaborador para os valores da empresa. Quando se planeja contratar alguém engajado com esses valores, o resultado positivo que este colaborador irá entregar é muito maior.

O profissional conseguirá chegar à conclusão que o trabalho é o meio, e tem um valor muito maior que o próprio resultado. Quando trabalha em uma empresa alinhada aos seus valores, o colaborador sente que está inserido em um contexto que compartilha da sua visão de mundo. Ele sente isso como algo muito maior e impactante para a empresa e para si.


terça-feira, 10 de outubro de 2017

Melhoram as projeções de crescimento do PIB brasileiro

Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou novamente as projeções para a economia do Brasil neste ano, elevando também a previsão de crescimento para o próximo. Para 2017, a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 0,3% para 0,7% e, para 2018, de 1,3% para 1,5%. As novas projeções estão no relatório divulgado nesta hoje terça-feira 10.

No documento, o FMI destaca que um desempenho forte das exportações e uma redução no ritmo de queda da demanda interna permitiram que a economia do Brasil voltasse a crescer no começo deste ano, após oito trimestres seguidos de queda. O fundo destaca ainda o bom desempenho da agricultura, que ajudou a puxar a  alta de 1% do PIB no primeiro trimestre. O fundo cita ainda como fator positivo a liberação dos saques das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). No segundo trimestre, o consumo das famílias ajudou a economia a registrar um crescimento de 0,2%.

No entanto, a fraqueza nos investimentos e as incertezas políticas ainda são apontadas pelo FMI como dificuldades previstas para a economia em 2018. O relatório condiciona o aumento no ritmo de crescimento a aprovação de reformas econômicas e controle dos gastos públicos. “Uma restauração gradual da confiança – com reformas fundamentais para assegurar a sustentabilidade fiscal sendo implementadas ao longo do tempo – deve aumentar o crescimento para 2% no médio prazo.”

O FMI diz que a revisão de gastos “insustentáveis” deve incluir a reforma da Previdência, apontando ainda que essas são medidas “de primeira ordem” para restaurar a confiança e permitir o crescimento dos investimentos privados. O relatório cita ainda os esforços do governo para atrair investidores para o programa de concessões na área de infraestrutura, como forma de aliviar a pressão sobre as receitas públicas no curto prazo.

Estimativas anteriores e outras projeções

As projeções do FMI para a economia são publicadas a cada três meses. No relatório de janeiro, a previsão de crescimento para o PIB do Brasil era de 0,2% em 2017 e 1,5% em 2018. Em abril a projeção para 2017 foi mantida, mas a de 2018 passou para 1,7%. Em julho, as estimativas para 2017 e 2018 passaram para 0,3% e 1,3%, respectivamente.

Também em julho, o governo o governo brasileiro manteve suas expectativas para o PIB em 2017
Ministro Henrique Meireles
de um crescimento de 0,5% – ou seja, com projeção pior que a do FMI. O ministro já Fazenda, Henrique Meirelles, chegou a declarar que o crescimento seria ainda menor, mas voltou atrás. Em setembro, Meirelles disse que a economia brasileira deve iniciar 2018 crescendo a um ritmo superior a 2% na comparação com o ano anterior.

Já a previsão do mercado financeiro, segundo a pesquisa Focus, do Banco Central, é que o PIB cresça 0,7% em 2017 e 2,43% no ano seguinte.

No final do primeiro semestre, o agravamento das turbulências políticas após a publicações de notícias sobre delações da JBS envolvendo o presidente Michel Temer levou diversos analistas a revisar suas projeções para o crescimento da economia.