sexta-feira, 22 de março de 2019


Lançamento de nova linha de crédito do BNDES para as MPE’s

Empresários individuais também poderão requerer créditos nessa nova linha. Limite de crédito é de R$ 500 mil, com uma carência de até dois anos e prazo de pagamento de até 5 anos.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou hoje sexta-feira (22/3) uma linha de crédito especial voltada a micro e pequenas empresas (MPEs), incluindo empresários individuais. O lançamento já havia sido antecipado pelo presidente do banco, Joaquim Levy a imprensa.

A nova linha de crédito tem teto de financiamento no valor de R$ 500 mil. São oferecidos três tipos de taxas de juros: TFB, TLP ou Selic. A escolha da melhor taxa será feita em uma negociação entre banco e cliente.

O prazo para pagamento do empréstimo é de até cinco anos, sendo que os dois primeiros podem ser de carência. Com a carência, ponderou o presidente do BNDES, Joaquim Levy, o empresário tem a oportunidade de começar a ter o retorno financeiro esperado a partir da contratação do financiamento antes de iniciar o pagamento.

Para Levy, a nova linha oferece “condições atraentes” e “com as novas perspectivas existe a possibilidade de voltarmos a crescer”.

Dados do Caged mostram que cerca de 80% das vagas formais de emprego são geradas pelas MPEs, destacou Levy. “É a base de uma economia saudável e com capacidade de inovação”, disse.

Segundo Levy, no ano passado o BNDES desembolsou quase R$ 15 bilhões a cerca de 136 mil clientes. “Acho que isso pode aumentar ainda mais dado o número de MPEs no Brasil”, destacou.

Agente financeiro

Essa modalidade de empréstimo do BNDES, voltada para as MPEs, está sendo ofertada somente de forma indireta. Isso significa que a contratação do financiamento é intermediada por um dos cerca de 50 bancos parceiros do banco de fomento.

O presidente do BNDES, Joaquim Levy, destacou que foi criado um canal online, no site do próprio banco, para viabilizar a intermediação do processo de contratação do crédito.

O Presidente Joaquim Levy disse: “A gente tem procurado usar as novas tecnologias para poder criar uma ponte entre o tomador do empréstimo e os diversos bancos que podem atender a ele. A forma de fazer isso é um canal na página do nosso site já dá uma indicação de que tipo de banco tem mais afinidade com o perfil dele. Com isso, quando o cliente chega em uma agência ele já tem tudo organizado para fazer o pedido e obter o seu crédito”.

Dois dos bancos parceiros estiveram presentes no lançamento da nova linha, o Sicredi que é uma instituição financeira cooperativa e o Bradesco, segundo maior banco privado do País. Os representantes de ambos elogiaram a iniciativa e reforçaram a perspectiva de retomada do crescimento econômico do país.

De acordo com Gustavo Freitas do Sicredi “Ela vem num momento importante, no início de retomada (econômica). E nós, como agentes financeiros, temos um papel importante por conta da presença em municípios de pequeno porte, onde estão concentradas a maioria dessas micro e pequenas empresas”.
E o Executivo do Bradesco Osmar Sanches Biscuola aproveitou a oportunidade para dizer: “Isso é muito importante [a oferta de crédito para as MPEs, até porque estamos falando geração de receita e de empregos”.

segunda-feira, 18 de março de 2019

Banco Central registra ‘prévia’ do PIB em queda de 0,41% em janeiro

Antes de falar da prévia do Banco Central vamos falar sobre o que é o PIB, primeiro é bom saber que PIB quer dizer PRODUTO INTERNO BRUTO, Abaixo segue uma explicação básica e conceitual para que possam entender, espero que  eu consiga ser didático o suficiente e após os conceitos segue a informação da prévia  do Banco Central.

O produto interno bruto (PIB) representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região (quer sejam países, estados ou cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano etc). Na hora de considerarmos a soma isso inclui bens como o pãozinho de todo dia até o apartamento de luxo, isto é, todos os bens e serviços. O índice só considera os bens e serviços finais, de modo a não calcular a mesma coisa duas vezes. Sendo assim vamos falar de como se calcula o PIB.

A matéria-prima usada na fabricação não é levada em conta. No caso de um pão, a farinha de trigo usada não entra na contabilidade.

Um carro de 2006 não é computado no PIB de 2007, pois o valor do bem já foi incluído no cálculo daquele outro ano.

O primeiro fator que influencia diretamente a variação do PIB é o consumo da população. Quanto mais as pessoas gastam, mais o PIB cresce. Se o consumo é menor, o PIB cai.

O consumo depende dos salários e dos juros. Se as pessoas ganham mais e pagam menos juros nas prestações, o consumo é maior e o PIB cresce. Com salário baixo e juro alto, o gasto pessoal cai e o PIB também. Por isso os juros altos atrapalham o crescimento do país.

Os investimentos das empresas também influenciam no PIB. Se as empresas crescem, compram máquinas, expandem atividades, contratam trabalhadores, elas movimentam a economia. Os juros altos também atrapalham aqui: os empresários não gastam tanto se tiverem de pagar muito pelos empréstimos para investir.

Os gastos do governo são outro fator que impulsiona o PIB. Quando faz obras, como a construção de uma estrada, são contratados operários e é gasto material de construção, o que ele eleva a produção geral da economia.

As exportações também fazem o PIB crescer, pois mais dinheiro entra no país e é gasto em investimentos e consumo.

A fórmula utilizada para calcular o PIB é:

PIB= C+I+G+X-M

Sendo que:

C representa o consumo privado
I é a totalidade de investimentos realizada no período
G equivale aos gastos do governo
X é o volume de exportações
M é o volume de importações

Agora que já entenderam o conceito de PIB acho que podemos falar da ‘prévia’ do Banco Central.

Índice foi criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto. Em 2018, O PIB cresceu 1,1%, segundo números divulgados pelo IBGE.

Em janeiro, o chamado Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), considerado uma "prévia" do resultado do PIB, registrou um recuo de 0,41%, na comparação com dezembro de 2018. O resultado foi calculado após ajuste sazonal (uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes).

Na comparação com janeiro de 2018, porém, foi registrada uma alta de 0,79% no indicador (indicador sem ajuste sazonal, pois considera períodos iguais). Em doze meses até janeiro, por sua vez, houve uma expansão de 1% na "prévia" do PIB.

O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

A queda do índice de atividade em janeiro veio após dois meses de alta. Em novembro e dezembro do ano passado, na mesma comparação contra o mês anterior, o indicador apresentou uma alta de, respectivamente, 0,27% e 0,21%.

Em 2018, o PIB teve uma expansão de 1,1% O desempenho da economia brasileira no ano foi decepcionante diante das expectativas iniciais, repetindo o avanço registrado em 2017.

Para este ano, o mercado financeiro estima uma expansão do PIB de cerca de 2,01%, segundo pesquisa feita pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada.

PIB x IBC-r

O IBC-Br foi criado para tentar antecipar o resultado do PIB, que é divulgado pelo IBGE. Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB.

O cálculo dos dois é um pouco diferente - o índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.

Definição juros básicos da economia

O IBC-Br ajuda o Banco Central na definição dos juros básicos da economia. Atualmente, a taxa Selic está em 6,5% ao ano, na mínima histórica, e a estimativa do mercado é de que permaneça neste patamar até o fim do ano.

Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC precisa ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas de inflação. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas ficam dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis.

Para 2019, a meta central de inflação é de 4,25%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Desse modo, o IPCA, considerado a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 2,75% e 5,75%, sem que a meta seja formalmente descumprida.


quarta-feira, 13 de março de 2019


Economia colaborativa: o que é e por que é uma tendência
O termo “economia colaborativa” tem sido cada vez mais dito. E o seu significado será cada vez mais importante, pois é uma excelente maneira de pessoas e empresas reduzirem gastos.
Economia colaborativa é uma economia em que bens e serviços são obtidos de forma compartilhada. Por exemplo: ao invés de ir a uma loja de materiais de construção e comprar uma furadeira, você pode, por exemplo, usar um aplicativo de celular para alugar uma furadeira durante algumas horas.
Assim, você fica com posse do item somente enquanto precisa utilizá-lo, e depois o devolve para que outras pessoas o usem.
Além disso, esse fenômeno, que em inglês é conhecido como “sharing economy”, pode resultar em economias de até 25% em relação ao que se gastaria se você fosse comprar produtos por meios tradicionais.
A Folha de São Paulo fez uma pesquisa para comparar o orçamento de uma festa de casamento usando produtos obtidos de forma tradicional, e de uma festa de casamento com produtos adquiridos via economia compartilhada. O resultado foi um orçamento 24,3% mais barato para o segundo caso.
E claro que sites e aplicativos de celular são veículos excelentes para a criação de plataformas de compartilhamento. São nesses “redutos” que diversos negócios têm sido criados: aluguel de vagas de garagem; venda de roupas usadas; contratação de pessoas para serem guias turísticos (cicerones); troca de objetos e favores entre vizinhos; dentre outros.
Contudo, muitas iniciativas de compartilhamento não se baseiam apenas no empréstimo ou no aluguel de bens e serviços, mas também na troca – o famoso escambo. Alguns professores de idiomas podem trocar, por exemplo, suas aulas de inglês por aulas de dança, em vez de trocar por dinheiro.
Coworking é ótimo exemplo

Outro exemplo de economia colaborativa no mercado de trabalho é o coworking, ou seja, o compartilhamento de um mesmo escritório por várias empresas diferentes. Em muitos casos, existe uma empresa que paga o aluguel do espaço (normalmente a empresa que chegou primeiro) e as outras que lá se instalam, ao invés de ratear o aluguel, “pagam” prestando serviços para essa primeira empresa.
No final das contas, trata-se de um novo paradigma econômico que pode pulverizar a oferta de produtos, transferindo a pessoas autônomas a possibilidade de proporcionar ao mercado bens e serviços que antes só eram disponibilizados por empresas especializadas.
Isso barateia o custo, pode agilizar o processo de entrega e democratiza o trabalho.
Por falar em baratear custos, você já conhece a estratégia para sua empresa crescer sem gastar aos tubos?
Fonte: Luca Venturini da Qualitá Comunicação