segunda-feira, 18 de março de 2019

Banco Central registra ‘prévia’ do PIB em queda de 0,41% em janeiro

Antes de falar da prévia do Banco Central vamos falar sobre o que é o PIB, primeiro é bom saber que PIB quer dizer PRODUTO INTERNO BRUTO, Abaixo segue uma explicação básica e conceitual para que possam entender, espero que  eu consiga ser didático o suficiente e após os conceitos segue a informação da prévia  do Banco Central.

O produto interno bruto (PIB) representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região (quer sejam países, estados ou cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano etc). Na hora de considerarmos a soma isso inclui bens como o pãozinho de todo dia até o apartamento de luxo, isto é, todos os bens e serviços. O índice só considera os bens e serviços finais, de modo a não calcular a mesma coisa duas vezes. Sendo assim vamos falar de como se calcula o PIB.

A matéria-prima usada na fabricação não é levada em conta. No caso de um pão, a farinha de trigo usada não entra na contabilidade.

Um carro de 2006 não é computado no PIB de 2007, pois o valor do bem já foi incluído no cálculo daquele outro ano.

O primeiro fator que influencia diretamente a variação do PIB é o consumo da população. Quanto mais as pessoas gastam, mais o PIB cresce. Se o consumo é menor, o PIB cai.

O consumo depende dos salários e dos juros. Se as pessoas ganham mais e pagam menos juros nas prestações, o consumo é maior e o PIB cresce. Com salário baixo e juro alto, o gasto pessoal cai e o PIB também. Por isso os juros altos atrapalham o crescimento do país.

Os investimentos das empresas também influenciam no PIB. Se as empresas crescem, compram máquinas, expandem atividades, contratam trabalhadores, elas movimentam a economia. Os juros altos também atrapalham aqui: os empresários não gastam tanto se tiverem de pagar muito pelos empréstimos para investir.

Os gastos do governo são outro fator que impulsiona o PIB. Quando faz obras, como a construção de uma estrada, são contratados operários e é gasto material de construção, o que ele eleva a produção geral da economia.

As exportações também fazem o PIB crescer, pois mais dinheiro entra no país e é gasto em investimentos e consumo.

A fórmula utilizada para calcular o PIB é:

PIB= C+I+G+X-M

Sendo que:

C representa o consumo privado
I é a totalidade de investimentos realizada no período
G equivale aos gastos do governo
X é o volume de exportações
M é o volume de importações

Agora que já entenderam o conceito de PIB acho que podemos falar da ‘prévia’ do Banco Central.

Índice foi criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto. Em 2018, O PIB cresceu 1,1%, segundo números divulgados pelo IBGE.

Em janeiro, o chamado Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), considerado uma "prévia" do resultado do PIB, registrou um recuo de 0,41%, na comparação com dezembro de 2018. O resultado foi calculado após ajuste sazonal (uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes).

Na comparação com janeiro de 2018, porém, foi registrada uma alta de 0,79% no indicador (indicador sem ajuste sazonal, pois considera períodos iguais). Em doze meses até janeiro, por sua vez, houve uma expansão de 1% na "prévia" do PIB.

O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

A queda do índice de atividade em janeiro veio após dois meses de alta. Em novembro e dezembro do ano passado, na mesma comparação contra o mês anterior, o indicador apresentou uma alta de, respectivamente, 0,27% e 0,21%.

Em 2018, o PIB teve uma expansão de 1,1% O desempenho da economia brasileira no ano foi decepcionante diante das expectativas iniciais, repetindo o avanço registrado em 2017.

Para este ano, o mercado financeiro estima uma expansão do PIB de cerca de 2,01%, segundo pesquisa feita pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada.

PIB x IBC-r

O IBC-Br foi criado para tentar antecipar o resultado do PIB, que é divulgado pelo IBGE. Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB.

O cálculo dos dois é um pouco diferente - o índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.

Definição juros básicos da economia

O IBC-Br ajuda o Banco Central na definição dos juros básicos da economia. Atualmente, a taxa Selic está em 6,5% ao ano, na mínima histórica, e a estimativa do mercado é de que permaneça neste patamar até o fim do ano.

Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC precisa ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas de inflação. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas ficam dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis.

Para 2019, a meta central de inflação é de 4,25%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Desse modo, o IPCA, considerado a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 2,75% e 5,75%, sem que a meta seja formalmente descumprida.


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