quarta-feira, 18 de setembro de 2019


Comitê de Política Econômica baixa a Taxa SELIC

A meta para os juros básicos (SELIC) foi cortada em 0,5 ponto percentual pelo Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central (BC) do Brasil.

A Selic passa de 6% para 5,5% ao ano a partir desta quinta-feira e vai até, pelo menos, 30 de outubro, quando o Copom se reúne novamente para discutir a sua política monetária.

Contextualização

A taxa Selic é usada pelo BC no controle da inflação. Quando a alta média dos preços está além da desejada, a Selic é ajustada para cima. Isso encarece o custo de empréstimos e financiamentos bancários, e pressiona o consumo e os preços para baixo. E se a inflação está baixa e a economia meio parada? Aí o BC puxa a Selic para baixo, pressionando o consumo e os preços para que subam e dê uma melhorada na economia.

A Selic é chamada também de “taxa livre de risco”. Isso porque serve de referência como o piso aceitável de retorno para qualquer aplicação. Só é bom negócio investir em títulos públicos atrelados à Selic, o investimento mais seguro no mercado, se for para ganhar mais.

Como foi a decisão

Já haviam indícios de que o BC reduziria essa taxa, A decisão foi unânime e veio em linha com a expectativa da maioria dos analistas de mercado. Em comunicado, o Banco Central afirmou que há "retomada do processo de recuperação da economia brasileira" de forma gradual, diversos indicadores de inflação estão em níveis confortáveis" e que há risco de "uma desaceleração mais intensa da economia global". Sobre o processo de ajuste e de reformas, disse que "tem avançado, mas enfatiza que perseverar nesse processo é essencial para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação

Queda constante

O COPOM tem feito em suas reuniões desde outubro de 2016 quedas constantes e com isso já foi contabilizado 12 cortes na SELIC ao longo desse período a taxa caiu de 14,25% aa para 6% aa. De maio de 2018 até junho de 2019 a taxa foi mantida no mesmo patamar e com isso foi somado dez encontros do COPOM sem mudanças na SELIC.

Juros ao consumidor são mais altos

A Selic é a taxa básica da economia e serve de referência para outras taxas de juros (financiamentos) e para remunerar investimentos corrigidos por ela. A Selic não representa exatamente os juros cobrados dos consumidores, que são muito mais altos. Segundo os últimos dados divulgados pelo BC, a taxa de juros média do cheque especial caiu para 318,7% ao ano em julho. Os juros do rotativo do cartão de crédito avançaram a 300,3% ao ano, em média.

Poupança rende menos Desde setembro de 2017

A poupança passou a render menos devido a uma regra criada em 2012. Quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a rentabilidade da poupança é de 6,17% ao ano (0,5% ao mês) mais TR (Taxa Referencial). Porém, quando a Selic é igual ou menor que 8,5%, a poupança passa a render 70% da Selic mais TR.

Juros x inflação

Os juros são usados pelo BC como uma ferramenta para tentar controlar a inflação. De modo geral, quando a inflação está alta, o BC sobe os juros para reduzir o consumo e forçar os preços a cair. Quando a inflação está baixa, o BC derruba os juros para estimular o consumo. A meta é manter a inflação em 4,25% este ano, mas há uma tolerância de 1,5 ponto para cima e para baixo, ou seja, pode variar entre 2,75% e 5,75%. Em julho, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 3,43%, dentro da meta do governo, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.


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